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Capítulo 6


    Os segundos que se seguiram foram a eternidade mais torturante da vida de Toni. O silêncio na oficina era ensurdecedor, quebrado apenas pelo som irregular de sua própria respiração.

    Naruto permaneceu imóvel, uma estátua de músculos tensos sob o corpo dela. Quando as mãos grandes dele subiram e se fecharam em sua cintura, o aperto foi firme, quase brusco. O estômago de Toni despencou.

    É isso, ela pensou, uma onda gelada de decepção ameaçando apagar seu fogo. Ele vai me empurrar. Ele vai ser nobre, pedir desculpas e me tirar do colo dele.

    Ela já estava preparando o discurso sarcástico de defesa para mascarar a humilhação quando a dinâmica mudou violentamente.

    Naruto não a empurrou. Em vez disso, ele a puxou.

    Uma das mãos dele subiu, emaranhando-se nos cabelos dela com força, imobilizando sua cabeça, enquanto a outra mão apertava seus quadris com uma possessividade que deixaria marcas, colando o corpo dela contra o dele.

    Antes que Toni pudesse processar a mudança, ele atacou.

    Não foi um beijo; foi uma colisão. Naruto tomou a boca dela com a fome de um homem que estava morrendo de sede e acabou de encontrar o oceano. Foi cru, úmido e avassalador. Toni soltou um gemido abafado de surpresa, que foi instantaneamente engolido pela boca dele.

    A língua dele invadiu, dominando, reivindicando cada canto da boca dela sem pedir permissão. Onde estava o homem gentil? Onde estava o ninja paciente que ouvia seus devaneios científicos e sorria docemente? Aquele homem havia desaparecido, incinerado no calor do momento. Em seu lugar estava algo primitivo, um macho alfa que sabia exatamente o que queria e estava decidido a pegar.

    Toni se rendeu instantaneamente, sua mente se desligando enquanto seus instintos assumiam o comando. Deus, sim.

    A boca dele era melhor do que qualquer fantasia que ela tivesse arquitetado em suas noites solitárias. Tinha gosto de perigo, de tabaco e de uma intensidade que a deixava tonta.

    Ela deixou suas mãos vagarem, desesperadas para tocar o máximo de pele possível. Seus dedos cravaram nos ombros largos dele, sentindo a dureza dos músculos contraídos. Ela arranhou as costas dele através do tecido da camisa, querendo rasgar o material para sentir a pele quente e marcada por cicatrizes. Suas mãos desceram para o peitoral, para o abdômen rígido, explorando cada cume e vale daquele corpo que parecia feito de aço.

    Naruto não ficou para trás. O autocontrole dele havia se rompido como uma barragem.

    A mão que estava em seu cabelo puxou com força, expondo mais de seu rosto para o beijo, enquanto a outra mão desceu, audaciosa e faminta. Ele apertou a bunda dela com vigor, amassando a carne macia através da saia justa, antes de deslizar para as coxas expostas. O toque dos dedos calejados na pele sensível de sua coxa interna fez Toni estremecer violentamente. Ele subiu a mão, perigosamente perto de seu centro úmido e dolorido de necessidade, provocando-a, antes de subir mais.

    A mão grande dele cobriu a barriga dela e subiu até o seio, apertando-o com força possessiva. Mesmo através da seda fina e da renda, Toni sentiu quando ele pinçou e torceu seu mamilo endurecido. Um raio de prazer puro atravessou sua espinha, fazendo-a arquear as costas e pressionar-se ainda mais contra ele.

    Ela estava encharcada. O desejo pulsava entre suas pernas em um ritmo frenético, exigindo atrito, exigindo preenchimento. E ela sabia que ele estava na mesma situação. O volume duro e implacável pressionado contra a bunda dela não deixava dúvidas sobre o estado dele.

    Naruto rompeu o beijo com um grunhido rouco, mas não se afastou. Ele enterrou o rosto na curva do pescoço dela, a curta barba por fazer arranhando deliciosamente a pele sensível enquanto ele distribuía beijos molhados e mordidas quentes pela sua mandíbula, descendo pela garganta, provando a clavícula e mergulhando no decote que ela havia preparado para ele.

    Toni estava perdendo a cabeça. O cheiro dele, o peso dele, a voracidade com que ele a devorava... era demais.

    Não suportando mais a barreira das roupas, ela desceu a mão, tateando cegamente até encontrar o que queria. Seus dedos se fecharam sobre a ereção maciça dele por cima da calça.

    Naruto sibilou contra a pele do pescoço dela, o corpo inteiro tremendo com o toque, mas Toni não parou. Ela começou a acariciá-lo, sentindo o pulsar daquele membro grosso e duro, imaginando como seria tê-lo dentro dela.

    Naquele momento, na oficina, os Vingadores, a Akatsuki, o mundo lá fora... nada disso existia. Eles poderiam ser interrompidos a qualquer segundo. Steve poderia entrar pela porta. Toni não se importava. A única coisa que importava era a urgência insana de tirar aquelas calças e saciar a fome que a consumia.

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    Naruto atacou a boca dela novamente, um beijo brutal e desordenado que tentava comunicar uma fome que palavras jamais conseguiriam expressar. Mas enquanto a língua dele duelava com a dela e as mãos grandes a marcavam, a carícia de Toni através do tecido grosso da calça dele tornou-se uma tortura.

    Não era suficiente.

    A fricção do tecido era um insulto. Toni esperou dias, suportou reuniões intermináveis, olhares de julgamento e noites solitárias de frustração acumulada. Ela precisava de pele. Ela precisava de contato direto. A urgência queimava em suas veias como nitroglicerina, e ela sentia que, se não preenchesse o vazio doloroso dentro de si com a essência dele agora, ela simplesmente entraria em combustão.

    A oficina não era uma cama king-size com lençóis de seda, mas serviria.

    Sem hesitar, com a destreza de quem desmonta bombas, as mãos de Toni desceram para o cinto dele. O som da fivela se abrindo foi o único aviso antes que ela abrisse o zíper e puxasse o cós da calça e da cueca para baixo, libertando-o.

    Quando ela o segurou em sua mão nua, o fôlego de Toni engatou na garganta.

    A realidade superava qualquer expectativa febril. Ele era enorme. Grosso, pesado e pulsando com um calor furioso contra a palma fria dela. A cabeça do membro era larga, intimidante, e veias proeminentes percorriam o comprimento da haste até a ponta. Por uma fração de segundo, um medo primitivo lampejou na mente de Toni — a dúvida física se o corpo dela seria capaz de acomodar algo daquela magnitude sem se partir ao meio.

    Mas então, Naruto jogou a cabeça para trás, os dentes trincados, e soltou um gemido ofegante e rouco que vibrou direto no clitóris dela. A mão dele em sua nuca apertou, os dedos se embrenhando em seus cabelos com força, como se ele estivesse se segurando nela para não cair de um precipício.

    Aquele som foi o gatilho. O medo evaporou, substituído por uma determinação feroz e arrogante.

    Eu sou o Homem de Ferro, ela pensou, um sorriso mental perverso se formando. Eu lido com titãs e deuses. Eu posso lidar com isso. Ela levaria tudo o que ele tinha a oferecer. Ela o engoliria inteiro e mostraria a ele — e a si mesma — do que era feita.

    Não havia tempo para despir a lingerie. Com impaciência, Toni deslizou a mão por baixo da saia e empurrou a renda vermelha para o lado. O tecido estava encharcado, pesado com a prova líquida de sua excitação. Nunca, em toda a sua vida sexual experiente, ela esteve tão pronta, tão lubrificada, tão desesperada.

    Com a mão trêmula de adrenalina, ela guiou a ponta dele até a entrada de seu núcleo.

    Naruto percebeu o que ela ia fazer. As mãos dele em seus quadris se firmaram, tentando travar o movimento, tentando detê-la — talvez por medo de machucá-la, talvez por tentar manter algum resquício de controle.

    — Não pare. — ela sibilou contra os lábios dele, ignorando a tentativa de recuo.

    Com um movimento fluido, ela ergueu os quadris e começou uma descida lenta e meticulosa.

    O primeiro contato foi chocante. Toni arfou quando a cabeça dele rompeu a entrada, forçando o caminho para dentro. Ele a abria, esticava cada milímetro de sua carne, preenchendo-a de uma forma absoluta e invasiva que nenhum outro homem jamais havia conseguido.

    Ela desceu mais, centímetro por centímetro, sentindo a espessura dele invadi-la, reivindicá-la.

    Quando suas nádegas finalmente tocaram as coxas dele, acomodando-o completamente em seu interior, o ar foi expulso dos pulmões de Toni em um suspiro trêmulo. Ele estava tão fundo que parecia tocar sua alma.

    Naruto estava paralisado embaixo dela. Ela podia sentir cada músculo do corpo dele travado, tenso como uma corda de violino prestes a arrebentar. Ele estava se contendo, lutando contra o instinto de estocar, provavelmente tentando dar a ela tempo para se ajustar àquela invasão maciça.

    Mas Toni não queria gentileza. Ela não queria tempo. A sensação de estar tão cheia era embriagante, mas a imobilidade era insuportável.

    Ela precisava de atrito. Ela precisava de fogo.

    Sem pensar duas vezes, Toni cravou as unhas nos ombros dele e moveu os quadris, deslizando para cima e caindo pesadamente de volta sobre ele.

    O resultado foi instantâneo. Um gemido uníssono, arrastado e cheio de prazer, ecoou pela oficina vazia.

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    A hesitação inicial de Naruto evaporou, incinerada pelo calor do momento. O que começou como uma exploração cautelosa transformou-se rapidamente em uma batalha de ritmos e corpos.

    Toni assumiu o comando, seus movimentos tornando-se vigorosos, desenfreados. Seus saltos de solado vermelho, antes apenas acessórios de poder, agora serviam como alavancas de prazer, cravando-se no suporte da cadeira ou no chão para dar a ela o impulso necessário para subir e descer sobre ele com uma força implacável.

    Sua saia lápis impecável agora não passava de um amontoado de tecido preto esquecido em sua cintura. A lingerie vermelha, aquela peça de renda delicada que custava uma fortuna, teve um destino muito mais violento. Em algum momento entre um gemido e um palavrão sussurrado, a paciência de Naruto se esgotou; ele simplesmente a arrancou do corpo dela, transformando a seda em um trapo rasgado no chão de concreto.

    Com o caminho livre, a mão dele encontrou o alvo. Enquanto seus quadris golpeavam para cima, encontrando a descida dela com uma precisão devastadora, os dedos de Naruto, calejados e incrivelmente habilidosos, foram direto para o broto inchado e sensível dela.

    Toni jogou a cabeça para trás, um grito estrangulado escapando de sua garganta.

    Ele a tocava com uma brutalidade focada que a deixava cega. O sutiã de renda vermelha já havia desistido de sua função, os seios de Toni pulando livres a cada impacto, roçando no peito dele, os mamilos duros como diamantes implorando por atrito.

    O som na oficina era imundo. Obsceno.

    Era o som molhado de carne contra carne, o estalar dos quadris colidindo com força, o ranger do banco de metal protestando contra o abuso. Se Steve, Fury ou qualquer outro Vingador passasse pelo corredor agora, não haveria dúvidas sobre o que estava acontecendo ali dentro. Os gemidos de Toni eram altos, sem filtro, uma litania de aprovação e pedidos desesperados.

    — Mais... Deus, Naruto, não pare, mais forte! — ela implorava, a voz quebrada.

    E ele respondia. Naruto não era o ninja silencioso agora. Ele era vocal, grunhindo a cada estocada profunda, rosnando contra a pele dela como um animal marcando território. A boca dele não dava trégua. Ele chupava e mordia a pele do pescoço, da clavícula e do busto dela com uma fome quase agressiva. Toni sabia, com uma satisfação distante, que amanhã seu corpo seria um mapa de hematomas roxos e vermelhos.

    A sensação era avassaladora. Ele a preenchia completamente, esticando-a, tocando lugares que ela nem sabia que existiam.

    Apesar da intensidade, apesar de sentir que estava à beira do precipício, uma parte da mente de Toni rebelava-se contra o fim. Era bom demais. Era perfeito demais. Ela queria congelar o tempo, queria prolongar aquela união, queria que ele ficasse dentro dela, pulsando e possuindo-a, por toda a eternidade. Ela queria viver naquele momento para sempre.

    Mas o corpo dela tinha seus próprios limites.

    Os dedos de Naruto aumentaram o ritmo no clitóris dela, e os quadris dele acertaram um ponto fundo e preciso que fez a visão de Toni ficar branca.

    — Naruto! — ela gritou, o nome dele sendo arrancado dela no momento em que o mundo explodiu.

    O orgasmo a atingiu como uma onda de choque, violenta e absoluta, contraindo cada músculo ao redor dele, ordenhando-o. Sentir as contrações dela foi a gota d'água para ele.

    Naruto soltou um rugido baixo, enterrando-se nela até o limite máximo, e Toni sentiu o corpo dele convulsionar. Ela sentiu o calor líquido inundá-la, carga após carga, jatos quentes e pesados que ele esvaziava dentro dela, selando aquele momento não apenas com prazer, mas com a essência dele, misturando-os de uma forma que nada, nem política ou guerras, poderia desfazer.

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