Capítulo 5
Horas depois, o silêncio da cobertura era quebrado apenas pelo som rítmico e autoritário de saltos altos contra o piso.
Toni parou diante do espelho de corpo inteiro, seus olhos percorrendo o reflexo com a mesma precisão crítica que usava para inspecionar uma nova armadura. O que ela via, no entanto, não era metal frio, mas uma arma de carne, osso e seda projetada para causar danos irreparáveis ao autocontrole de um certo ninja.
Ela optou por uma camisa de seda branca de botões, o tecido luxuoso fluindo sobre a pele dela como água morna. Deixou os primeiros botões abertos, criando um decote profundo e intencional que guiava o olhar para o vale dos seios, sugerindo tudo sem entregar o jogo imediatamente. A saia lápis preta, de corte impecável, terminava perigosamente acima dos joelhos, abraçando seus quadris e moldando sua bunda de uma forma que ela só poderia classificar como espetacular.
Mas o verdadeiro poder de fogo estava escondido.
Por baixo da fachada de "business casual", ela usava um conjunto de lingerie de renda e seda vermelha carmesim. Era uma peça delicada, translúcida e pecaminosa, que não escondia absolutamente nada. A cinta-liga prendia as meias de seda fina, criando aquela tensão visual clássica que ela sabia ser capaz de fazer o cérebro de qualquer homem entrar em curto-circuito.
Ela completou o visual com seus saltos de solado vermelho - suas armas de guerra favoritas - que não apenas lhe davam dez centímetros a mais de altura e poder, mas também flexionavam a musculatura de suas pernas torneadas a cada passo.
A maquiagem estava impecável: um esfumado sutil nos olhos para dar profundidade ao olhar e um batom vermelho sangue nos lábios, convidativo e perigoso.
Toni sorriu para seu reflexo. Não era apenas vaidade; era uma constatação de fatos baseada em dados observáveis. Ela era uma mulher linda. Ela era sexy. E, o mais importante, ela conhecia cada centímetro de seus atributos e exatamente como usá-los como alavancas para conseguir o que queria.
Qualquer um que a visse agora teria dificuldade em respirar. A ideia de que Naruto pudesse ser imune a isso era, francamente, risível.
Não é arrogância se for verdade, pensou ela, ajeitando uma mecha de cabelo.
Ela se recusava a acreditar que a química fosse unilateral. A física não permitia vácuo. Se ela estava queimando por dentro cada vez que ele chegava perto, se o ar ficava pesado com a tensão elétrica entre os dois, ele tinha que estar sentindo também. Era inaceitável, quase um insulto às leis da natureza, que ele a afetasse tanto enquanto permanecia estóico.
Mas isso acabaria hoje. Shikamaru a mandou ser direta? Ela seria inegável.
Com um último olhar de aprovação e um sorriso predatório nos lábios, Toni virou as costas para o espelho e caminhou em direção ao elevador.
O destino era sua oficina, o santuário de metal e graxa onde ela sabia que Naruto já a esperava. Ela havia enviado uma mensagem mais cedo, pedindo para encontrá-lo lá sob o pretexto de ter algumas "dúvidas técnicas" remanescentes sobre a aplicação do chakra.
Enquanto o elevador descia suavemente, o coração de Toni batia um pouco mais rápido, uma mistura inebriante de desejo e antecipação.
Bem, a desculpa não foi uma mentira completa. Ela realmente tinha dúvidas. Muitas dúvidas. Mas nenhuma delas poderia ser respondida com palavras ou diagramas em um quadro branco.
Eram dúvidas sobre a textura da pele dele, sobre o gosto daquela boca, sobre a força daquelas mãos. Eram perguntas que exigiam um "aprofundamento" muito maior, uma pesquisa de campo intensiva e suada que ela estava mais do que pronta para conduzir.
_____________________________________________________
Quando as portas da oficina se abriram, lá estava ele. Naruto estava sentado encostado em uma das bancadas de trabalho, e quando a viu, aquele sorriso gentil e paciente iluminou seu rosto. Era o tipo de sorriso que desarmava exércitos, genuíno e quente como o sol.
A primeira reação de Toni foi visceral: ela queria atravessar a sala correndo e pular nele ali mesmo. Dane-se a conversa, dane-se o protocolo.
Mas ela se conteve. O aviso de Shikamaru ecoava em sua mente - não brinque - mas ela também não queria assustá-lo. Se ele fosse tão inexperiente em ser desejado quanto parecia, atacá-lo como um animal faminto poderia fazê-lo recuar.
- Ei. - ela disse, a voz rouca, caminhando em direção a ele com o balanço de quadris calculado que seus saltos vermelhos acentuavam. - Como estão indo os treinos? E a cidade? Nova York não foi muito agressiva com você ainda?
Enquanto ele respondia, falando algo sobre a densidade populacional e a falta de árvores, Toni colocou seu plano em ação.
- Espere, deixe-me checar esse estabilizador aqui embaixo. - ela murmurou.
De forma totalmente "inocente", ela se curvou para pegar uma ferramenta em uma prateleira baixa. A pose era estratégica: costas arqueadas, a saia subindo o suficiente para provocar, a bunda empinada na direção dele. Era uma visão que faria a maioria dos homens perder a linha de raciocínio.
Mas quando ela olhou de esguelha, sentiu uma onda de frustração.
Naruto tinha desviado o olhar. Ele estava encarando fixamente uma parede cheia de diagramas de circuitos, o rosto virado respeitosamente para longe do corpo dela.
Toni trincou os dentes. Sério? Normalmente, ela acharia esse cavalheirismo antiquado e essa honra rígida algo encantador, talvez até atraente em um mundo cheio de pervertidos. Mas hoje? Hoje era simplesmente irritante. Ela não queria respeito; ela queria ser objetificada, pelo amor de Deus.
- Tudo certo por aqui. - ela disse, endireitando-se e jogando o cabelo para trás.
Ela caminhou até a bancada em frente a onde ele estava sentado e impulsionou-se para cima. O movimento fez a fenda da saia abrir. Toni cruzou as pernas e então, deliberadamente, descruzou-as, mantendo-as afastadas por um segundo a mais do que o necessário.
Foi um flash rápido. Renda vermelha, pele pálida, a promessa do paraíso.
Dessa vez, ela pegou ele.
Os olhos de Naruto se arregalaram por fração de segundo, e um rubor violento e inconfundível subiu pelo pescoço dele, colorindo as bochechas bronzeadas. Ele engoliu em seco, o pomo de adão subindo e descendo, e tentou desviar o olhar novamente, mas o estrago estava feito.
Um sorriso predatório curvou os lábios de Toni. Ah, então você não é feito de pedra.
A paciência dela evaporou. Chega de jogos. Chega de acidentes calculados. Shikamaru tinha dito para ser direta? Ela seria letal.
Toni pulou da bancada. O som de seus saltos estalou no chão de concreto como um aviso. Ela caminhou em direção a ele, não como uma colega de trabalho, mas como um predador encurralando uma presa que não tinha para onde correr.
Naruto estava sentado em um banco giratório, com as mãos apoiadas nos joelhos, visivelmente tenso. Ele parecia um cervo nos faróis, confuso com a mudança repentina na atmosfera, sentindo o perigo, mas sem saber de onde viria o ataque.
Toni não parou até estar entre as pernas dele. E então, sem uma palavra, ela se sentou no colo dele.
O contato foi elétrico.
Naruto travou, o corpo inteiro ficando rígido sob o peso dela. A saia de Toni subiu obscenamente, a seda roçando contra o tecido grosso da calça dele, expondo suas coxas quase até a virilha. Se ela se movesse mais um centímetro, a lingerie vermelha estaria esfregando diretamente nele.
Ela sentiu o calor dele irradiar através das roupas, sólido e inebriante.
Lentamente, Toni levou a mão até a nuca dele. Seus dedos longos e bem cuidados se entrelaçaram nos fios loiros macios, e suas unhas arranharam levemente a pele sensível do couro cabeludo, provocando um arrepio visível nele.
Ela se inclinou, os lábios roçando a orelha dele, e sussurrou, a voz gotejando desejo e honestidade brutal.
- Eu quero você, Naruto. Eu desejo você. Não para conversar, não para treinar. Eu quero você na minha cama, dentro de mim.
Ela sentiu a respiração dele travar. Os músculos das coxas dele eram como aço embaixo dela. Toni recuou apenas o suficiente para olhar nos olhos azuis dele, que agora estavam escuros, dilatados, uma tempestade de choque e desejo contido.
- Se você não sente o mesmo... - ela desafiou, mantendo o contato visual, seus dedos apertando levemente o cabelo dele. - Se você não me quer da mesma forma... então me empurre agora.
Ela ficou ali, imóvel, sentada sobre o colo dele, o coração batendo forte contra as costelas, esperando. A bola estava com ele. E Toni rezou para que ele não fosse nobre o suficiente para recusar a oferta mais indecente que ela já tinha feito.
Bạn đang đọc truyện trên: Truyen247.Pro