Capitulo 11 - Blake.
Eles começaram a se aproximar e eu sabia o que ia dar essa aproximação, então eu prendi os dois com magia um longe do outro e fiquei no meio. Eu tinha que colocar juízo na cabeça deles, uma briga agora seria não muito confortável para ninguém, além do mais se Blake quiser guardar seu segredo ele tinha que se controlar.
- Ninguém vai brigar. Além do mais vocês não têm nenhum motivo, razão ou circunstância para isso! Então quando eu soltar os dois, tratem de se comportar como homens e não como crianças! - Minha voz soou como eu queria, forte, confiante e autoritária. Quando eu os soltei eles permaneceram no mesmo lugar, pelo menos eles me ouviram.
- Dá para me contar o que tá acontecendo, e quem realmente ele é.
- Rush, agora não dá mais eu prometo que vou te contar da para você voltar para dentro, e avisar aos meus amigos que encontro eles depois?
- Tudo bem. - ele relaxa o corpo, e dá um olhar mortal para Blake que retribui do mesmo jeito. - Mas eu quero saber toda a verdade. - ele vai embora e eu me viro pro Blake.
- Seu amigo e bem intenso! - ele cruza os braços.
- Você nem imagina o quanto - suspiro e me sento no lugar onde eu estava sentada. - Ok, você está aqui " legal " ou " ilegalmente", porque você não parece ser dos Estados Unidos.
- É nisso você tem razão, eu não sou americano, sou russo.
- Mas você não tem sotaque.
- Nem você mais você é certo?
- Touché, Blake, prove que é russo.
- Vy dovol'no podozritel'no, dazhe, pridya v Soyedinennykh Shtatakh pyatnadtsat' s moimi roditelyami, my dolzhny byli uznat' svoy rodnoy yazyk zdes', chto o vas? On rodilsya zdes'? ili dostavlen? - Ele fala me desafiando.**
- Nu, ya govoryu pravdu, ya rodilsya v Rossii, tozhe, no ya byl dostavlen syuda, kak rebenok, no, kak moya mat' byla russkoy vse, chto ya vyuchil yazyk.- Eu rebato. **
- Agora entendi. - ele disse sorrindo e eu retribui.
- Mas onde você vai ficar já que não existe para o EUA?
- Tinha a esperança que você fosse boazinha e me escondesse.
- Tudo bem, você pode ficar no meu quarto, ser filha do diretor tem suas vantagens, exemplo um quarto grande, mas você tem que ficar escondido. É o mais importante, fique longe do Rush, não quero os dois brigando por aí, se você for igual a mim, isso não acabará bem, pra nenhum de nós, vou manter seu segredo a salvo, mas você tem que se manter a salvo, está claro?
- Cristalino. Anjo.
- Ok, preciso falar com a minha avó antes de irmos, fica atrás da casa dela, e quando eu sair você se junta a mim, vamos por uma passagem secreta até meu quarto para que ninguém possa vê-lo.
- Tudo bem. - ele pega o livro de feitiços que caiu quando eu fui separa-los e joga pra mim e pega sua mochila, eu pego o livro. E agradeço, vou pra casa da minha avó e ele me segue se escondendo atrás da casa, mas ela não está lá, coloco o livro em cima da mesa e vou com Blake para a passagem secreta, ficava escondida na parte leste da SA ( Starling Academy). Alguns metros do meu quarto, abri e entrei seguida por Blake, acendi as tochas, que iluminavam o caminho e andamos pela passagem.
- Ainda não vi como é por dentro esse lugar, mas parece ser bem, protegido, e ter várias saídas estratégicas, isso tudo porque ?
- Meu pai desde construi esse lugar, achava que os caçadores, nos encontrariam e nos aniquilassem, foi meu pai que me transformou no que eu sou.
- Deixe-me adivinhar, te criou, te ensinou, e você descobriu que ele apenas te usou e te transformou numa aberração, que mata sem qualquer tipo de remorço pois não tem sentimentos para isso ?
- Como você..?
- Sou como você lembra, só que no meu caso, foi minha mãe que fez isso comigo. - após isso continuamos a andar em silêncio, chegamos ao meu quarto e ele esta vazio ótimo ! Sem visitas inesperadas hoje, entrei e Blake me seguiu.
- Belo quarto, mas imaginei ele mais..
- Mortífero ? Com espadas, arco e flechas, punhais, livros de feitiços, poções ?
- Não, mas feminino.
- Tipo o que Rosa ?
- Eu ia falar roxo. - eu apenas ri, e mostrei meu quarto pra ele.
- Ótimo aonde eu posso dormi ?
- Bom, a minha cama e de casal, mas se eu não me engano o sofá e um sofá cama.
- Ok vejo isso depois, preciso de um banho. - ele coloca a mochila no sofá, e vai pro banheiro, após alguns minutos eu estou arrumando roupas de cama, limpas para ele e quando me viro ele sai do banheiro apenas de toalha enrola em volta da cintura. Eu o olhei e algumas partes dele estavam com, feridas abertas e coisas brilhantes nela, mas fora isso, meu Deus que peitoral e abdômen eram aqueles!
- Eu esqueci de pegar roupas.
- O que foi isso ? - pergunto olhando para as dezenas de feridas abertas com coisas brilhantes nelas.
- Caçadores, não cicatrizam ainda pois tem pedaços de prata dentro delas, eu estava dormindo, e eles me pegaram de supresa, como eu não sei, mas não consegui me curar sozinho.
- Vista suas roupas, mas fique sem a camisa vou cuidar desses ferimentos.-peguei minha caixa de socorros especializada pra mim, criada pelos médicos do meu pai, para as minhas missões, ele entrou no banheiro e saiu de lá de calça jeans, e descalço, e se sentou no sofá, e peguei a pinça é uma bandeja e comecei a tirar os pedaços.
- Eu não aprendi tão bem a me tratar, mas você deve ter aprendido, certo ?
- Quando se pensa que é a única de uma espécie, você aprende a se virar sozinha, mas posso te ensinar. - tirei todos os pedaços de todas as cicatrizes e começaram a sangrar, limpei e passei um remédio para acelerar a cura.
- Obrigado, ia ser de grande ajuda, mas então, você só tem o nervosinho como amigo ou tem mais ?
- Bom tem o Jace e a Jane, nos conhecemos desde pequenos, mas tem coisas que eu nunca vou poder contar a eles.
- São secretas?
- São mortais. Se eu contar, mas do que eu já contei, meu pai me afastaria deles, Robert Starling, não gosta de ser contrariado.
- Igual à minha mãe, Melanie Stark.
- Você a odeia? Pelo que ela fez com você?
- Sim. E você com seu pai ?
- A mesma coisa.
- Vai ser fria com ele não é?
- Sim.
- Foi o que eu fiz com a minha mãe, antes de eu fugir para vir atrás de você.
- Morava aonde antes? - perguntei guardando as coisas e jogando os pedaços de prata no lixo e esterilizando tudo.
- San Francisco. Minha mãe fez quase a mesma coisa que seu pai, só que menor.
- Acho que somos muito parecidos. - eu disse por fim.
- Eu creio que sim, mas acredite podemos ser muito diferentes em alguns aspectos. Afinal quebras cabeças não se criam com peças iguais não é?
- Exatamente. - eu sorri. - Eu vou até meus amigos tranquiliza-los e volto logo, fique atento e se esconda se alguém aparecer.
- Tudo bem. - ele sorri e eu retribuo saindo do quarto, encontrei os três no salão principal conversando. Me sentei ao lado deles.
- Hey. - eu disse
- Hey. - eles falaram em uníssono.
- Quando ia nos contar do seu novo amigo, Rush nos contou. - Jane perguntou usando sua voz " investigadora "
- Agora, escutem, ninguém pode saber sobre ele, ninguém, mas não posso contar sobre ele para vocês também, eu sei que prometi contar tudo para vocês mais não dá, entendam, por favor.
- Starling, você não confia em nós. - Jace quase cospe as palavras.
- Eu também acho. - Rush está irritado.
- Gente ficar julgando a Rid, não vai adiantar, amiga nos conte, pare de mentir para nós. - eu olhei para a Jane e suspirei.
- Eu realmente gostaria, mas isso é uma coisa que se eu contar poderei colocar vocês em perigo, escutem, quando eu souber mais sobre ele, quando for seguro apresentá-lo a vocês eu contarei tudo, mas por enquanto não me perguntem nada sobre ele. - Jace e Jane levantam e Jace empurra o prato.
- Quando confiar em nós, Riley, estaremos aqui. - Jace diz e vai embora e Jane o segue, sobrando só eu e Rush.
- Vai me contar ? Ou vai me tratar como um completo babaca.
- Eu já disse não posso contar ! - Rush levanta e me puxa até o jardim. O céu estava nublado, iria chover.
- Riley! Ou você me conta, ou nós dois.. Isso que estávamos começando não existirá mais !
- Rush! Não posso contar, eu não quero que ninguém morra, eu não quero me afastar de vocês, e não tem nós Rush.
- Tem razão, não tem nós, mas depois disso nunca vai ter. - ele me encara e começa a chover, ele da um soco na parede e some pelos corredores, saio de lá e estou correndo na chuva, aquela conversa foi horrível, quando estou quase passando do jardim, alguém segura meu braço e me para quando eu vejo quem é. Blake.
- Porque está correndo? O que houve?
- Me solta! Graças ao seu segredo, briguei com meus amigos, eu não devia ter te deixado ficar.
- Nosso segredo! Riley, só tem eu e você assim no mundo, temos que nos unir nos proteger. - eu me solto dele.
- Para! Chega!
- Riley, você não tá sozinha eu to aqui me deixa ajudar.
- Eu não quero a sua ajuda vai embora eu te odeio!
- Não você não me odeia, e nem nunca vai conseguir me odiar. Assim como eu também. - eu o encaro, e a chuva só aumenta, só tem nós a grama e a chuva, estamos nos encarando.
- Eu não quero e nem vou te machucar, vamos achar um jeito de trazer nossos reais sentimentos juntos, eu prometo.
- Juntos?
-Juntos. Mas tem que confiar em mim. - ele estica a sua mão e eu seguro.
- Eu confio. - ele sorri e eu também. - nós encaramos e ele segura minha nuca colando nossos corpos, nossas respirações estão em sintonia, eu fico na ponta do pés pois ele me puxa pra cima e então me beija, um beijo gostoso, o melhor de todos, segurei em seus cabelos, ele me beijou com mais vontade, e a chuva caindo entre nós, nunca me senti tão bem.
* Você suspeita mesmo que tenha chegado aos meus pais dos Estados Unidos, quinze anos, os meus deveriam saber minha língua nativa aqui, e você? Nasceu aqui? ou entregue? Ele me desafia.*
Bem, estou falando a verdade, também nasci na Rússia, mas fui trazido para cá quando criança, não, como se minha mãe fosse tudo o que aprendi o idioma - respondo.*
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