Imagine baseado no filme: Drive
Gênero: ?
Ryan Gosling as Driver
You as Freya Smith
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Sugestão de musica: Nightcall – Kravinsky
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『𝗗𝗿𝗶𝘃𝗲𝗿』
(não foi citado o nome do personagem no filme)
— Vamos... vamos... só mais um pouco...
Cochicho pra mim mesmo enquanto seguro o volante e acelero o carro como se não houvesse amanhã. Meu quadril sangra pela facada que levei há algumas horas, não sei como ainda não morri com tanto derramamento de sangue e por dirigir há horas... talvez não seja a hora de morrer e deixar tudo pra trás.
Não tenho uma rota certa para onde devo ir e sumir do mapa por um bom tempo, até porque não tenho uma família e meu único amigo, Shannon, havia partido. Sempre vivi só e sem algo certo, apenas sendo um dublê de piloto em filmes e piloto-ajudante para alguns assaltantes que conheço. Quem quer uma vida dessa? Mas... vingo o que é certo e sei que tomei a coisa certa em matar o homem que me furou. Ele mandou matar Shannon.
A dor começa a se alastrar mais em meu corpo e percebo minhas mãos ficarem dormentes, querendo soltar o volante ou até mesmo pesando, fazendo com que eu perca um pouco do controle do carro. Minha jaqueta está completamente ensangüentada e furada no local, meus olhos querem fechar e aquela lerdeza toma conta do meu corpo. Agora não!
Tudo o que consigo ver é o escuro da estrada, não sei onde estou e nem consigo achar algo que eu possa sentar. Eu não vou aguentar... eu vou morrer nesse carro. O meu pé pressiona mais o pedal acelerador e tento me aproximar o mais rápido possível de algum lugar.
Eu não quero morrer agora.
『𝗙𝗿𝗲𝘆𝗮 𝗦𝗺𝗶𝘁𝗵』
— Obrigada, volte sempre!
Sorrio para o cliente que havia acabado de pagar sua conta, vendo o mesmo sair em seguida. A lanchonete já irá fechar, já que são mais de meia-noite e por ser uma lanchonete no meio do nada, tudo é perigoso. Hoje quem iria fechar seria eu, então vim de carro para não correr o perigo de acontecer algo tão sério comigo na rota 66.
— Até amanhã, Freya!– Franklin, o rapaz que trabalha juntamente comigo no caixa, se despede enquanto põe seu avental no gancho.
Aceno para o mesmo com um sorriso leve no rosto, vendo ele saindo pela porta dos fundos e desligando algumas luzes. Dou um suspiro bem fundo e cansada, enquanto confirmo o dinheiro do caixa e organizo as notas nos locais.
Escuto o sino da porta principal tocar e me atento.
— Estamos fechados. – Falo e, ao levantar a cabeça, vejo um homem já sentado em um banco no fundo da lanchonete, com a mão na barriga e a cabeça baixa. — Hey, já fechamos. – Dou a volta no balcão e me aproximo mais, vendo que o rapaz, que tem o rosto escuro pela luz apagada, continua na mesma. Será que ele não entende que não estamos mais funcionando?
Ao me aproximar do rapaz, pude perceber sua jaqueta cinza totalmente ensangüentada e com sangue escorrendo por suas mãos. Arregalo os olhos e me aproximo do mesmo, de maneira desesperada e já me abaixando. Seu rosto é caído e fraco, se encontrando desacordado e com o machucado ainda escorrendo.
— Meu Deus, o que houve com você?– Tento conversar com o mesmo, mas não sou correspondida pelo rapaz, apenas escuto seus grunhidos de dor. — O que eu posso fazer? Você está sangrando muito!
Acabo entrando em desespero e tento por a mão em seu ferimento, sua mão já se encontra fria e ele continua de cabeça baixa. Rapidamente me levanto e corro até o depósito dos funcionários, indo procurar algum kit de emergência pelos balcões e armários que tem ali.
— Cadê, cadê?– Me desespero um pouco e acabo derrubando várias coisas no chão, mas não queria saber, aquele homem não pode morrer aqui.
Finalmente encontro uma maleta com os primeiros socorros e saio em um disparo de volta ao salão, vendo o mesmo na última mesa com um banco estofado. Me aproximo até o mesmo e ele continua grunhido, o que me faz agradecer mentalmente, porque sei que está vivo.
— Desculpa... preciso tirar isso...– Me aproximo do zíper da sua jaqueta e logo me assusto com o fato do rapaz levantar a cabeça de uma vez, mas que cai em seguida novamente.
— Na... não...– Ele geme e segura minha mão de maneira pesada, já vendo seu olhar fechando.
Insisto e logo abro a sua jaqueta, vendo que sua blusa interna está encharcada de sangue. Levanto levemente sua blusa até a altura do corte e vejo um furo enorme, parecia um pouco fundo mas nada que precisasse de pontos.
— Isso vai doer um pouco...– Falo baixo e pego o íodo, passando por cima com algodão.
— Ah!!!– Ele berra mais alto e se contorce de dor, deixando o resto do seu corpo cair deitado.
— Calma, isso vai passar!– Faço uma careta e continuo limpando.
O loiro começa a grunhir novamente e aquilo me deixa completamente desesperada e apavorada, com medo daquele homem morrer em minhas mãos ou por minha culpa. A pressão que sinto não é a mesma quando se está em uma prova, ou uma corrida, enfim, algo importante, e sim por ser uma vida em jogo e nas suas mãos. O sentimento é péssimo.
— Vamos... não desmaie...
Falo baixinho enquanto limpo seu corte e faço com que o machucado não sangre mais. Então, assim que consigo, ponho um curativo bem em cima do ferimento e pressiono levemente, o que impede o sangramento e o abafamento.
— Preciso que tome isso.
Cochicho para o rapaz, que tem os olhos fechados e apenas respirando de maneira pesada, é notório seu sentimento de dor e sua falência. O mesmo consegue abrir os olhos levemente e me encara, deixando-os baixos e fracos, o qual sua íris nem cor possui.
Aproximo a mão com um anti-inflamatório e ele apenas abre a boca, ainda de maneira fraca e sem forças para abrir o suficiente. Então, insisto e a abro mais, pondo o remédio no mesmo e fazendo ele engolir.
— Eu... eu vou morrer...– Ele fala em um cochicho e percebo sua voz ficar mais arrastada.
— Não... isso vai passar... esteja comigo, por favor. Fique acordado!– Sento ao seu lado e ponho sua cabeça em minhas pernas, levando minhas mãos para seu rosto e dando leves batidinhas, para mantê-lo acordado.
Percebo seus olhos fechando levemente e pesando mais sua cabeça em minhas pernas. Meu coração acelera rápido e eu continuo batendo em seu rosto, mas seus olhos não conseguem abrir e a fraqueza em seu corpo também. Me desespero tanto que começo a chorar, pelo simples fato de ver um homem morrendo em minhas pernas.
— Não... por favor, não!– Falo em um berro e continuo lhe sacudindo, tentando mantê-lo acordado.
Ponho sua jaqueta em minhas pernas como forma de travesseiro e começo a balançá-lo, enquanto passo as mãos em seus cabelos loiros e quase ralos, ainda tentando lhe manter acordado, mas é impossível. Ele morreu? O que eu faço? Tem um homem morto em minhas pernas! Isso é totalmente desesperador.
— Eu... eu só... só preciso dormir...– O homem fala em um cochicho e eu solto um suspiro extremamente aliviado. Ele está vivo!
Afirmo com a cabeça e continuo abraçando seu pescoço, enquanto me movimento com o mesmo em meu colo e tento me acalmar, até porque a pressão foi grande. Não é comum uma pessoa quase morrer em meu colo... não mesmo!
•••
Já são três da manhã e o rapaz ainda não havia acordado. Não saí do seu lado com medo dele não resistir e então continuo na mesma posição de antes, vendo o breu do lado de fora através do painel de vidro ao lado. Eu não sei que horas ele deve acordar e se vai acordar agora, mas é provável que os funcionários cheguem e eu esteja com um homem desfalecido em minhas pernas.
Depois de uns minutos, sou dispersa dos meus pensamentos quando vejo o mesmo se movimentando e soltando alguns grunhidos. Rapidamente ajudo-o a sentar e lhe encaro, observando seu rosto e dando de cara com um rapaz jovem, bonito e aparentemente apresentável, tirando o fato de ter levado uma facada, ele aparenta ser de cidade ou de família rica.
— Hey... você está bem?– Falo em um cochicho e lhe encaro melhor, vendo seus olhos azuis baixos e um pouco perdidos.
— Onde... onde estou?– Sua voz soa baixa e o mesmo fica olhando para os lados, vendo que se encontra sem uma jaqueta e a camisa um pouco levantada.
— Rota 66. Lanchonete Jeff's Burguers. – Respondo e me aproximo mais do mesmo, vendo ele recuar.
— O que aconteceu?– O mesmo levanta sua blusa e olha para o corte.
— Você chegou sangrando e eu limpei seu corte. Como se sente?– Falo mais calma.
— Eu... eu não sei... – O mesmo suspira fundo e finalmente me encara.
Nos encaramos por um tempo e ele parece tranquilo, seu olhar é meio caído e o cenho é franzido pra cima, os lábios miúdos e querendo formar um pequeno sorriso no rosto, como se agradecesse. O loiro me encara de detalhe em detalhe, me deixando um pouco constrangida e abaixando o olhar, enquanto ponho uma mecha de cabelo atrás da orelha.
— Você está bem?– Ele fala em um cochicho e inclina o rosto, para me encarar novamente.
— Só... só estou assustada... qual o seu nome?– Lhe olho e ele se permanece calado, me deixando sem respostas.
— Desculpe pelo susto... obrigado por salvar a minha vida. – Sua mão sobe em meu rosto e ele alisa levemente minha bochecha. — Você é muito bonita..– Ele sorri fraco e pisca, levantando com dificuldade e se apoiando nas mesas, o que me deixa confusa.
— Onde vai? Você está machucado!– Me levanto de uma vez e lhe ajudo a andar.
— Preciso ir embora, estou a caminho do México. – Sua voz soa mais firme, pelo fato de ter sentido alguma dor, soltando uma arfada em seguida.
— Não. Você não vai sobreviver nem metade do caminho se continuar dirigindo!– Me exalto um pouco e já disparo a resposta.
— Eu sou piloto, consigo...– Antes dele terminar, disparo novamente.
— Você é piloto mas não imortal!
Assim que termino, o silêncio se instala e nos encaramos novamente, pelo susto de eu ter me preocupado tanto e até me importado. Eu não sei... acabei de conhecê-lo mas tudo está estranho, é como se eu o conhecesse há tempos e tivesse um sentimento de importância com o mesmo. Isso ainda é possível?
— Tudo bem...– Sua voz sai calma e ele tosse. — Não tenho lugar para ficar... conhece algum canto isolado que eu possa estacionar meu carro e dormir?
Ele pergunta e me encara esperando uma resposta. O que digo? Ofereço ficar na minha casa? Mas ele é estranho! Eu nunca vi esse homem na minha vida e já vou deixá-lo dormir na minha casa? E se ele não for confiável? Eu não quero deixá-lo abandonado também... ele quase morreu! O que eu faço? Preciso pensar rápido.
— Ahn... você pode ficar na minha casa... se quiser... até seu ferimento sarar... eu cuido dele...– Gaguejo e falo pausadamente, sentindo o nervosismo. Como é difícil lidar com um homem tão bonito e que precisa de ajuda.
— Vai deixar um estranho dormir na sua casa?– Ele ergue uma sobrancelha e se senta devagar na mesa.
— Nessa altura, acredito que não seja tão estranho assim...– Falo baixo e abaixo meu olhar.
Mais uma vez, o silêncio. Eu não consigo olhar em seus olhos pela tamanha timidez que sinto, mas aquele sentimento de compaixão e solidariedade grita em mim, ainda mais sabendo que realmente consegui salvar a vida de uma pessoa.
Levanto meu olhar bem lento e, quando bato em seus olhos, o mesmo me encara com uma expressão mais leve e calma, como se nem sentisse mais dor e estivesse tranquilo ao me olhar. Um sorrisinho pequeno em seus lábios pequenos, o cenho franzido e a paz nos olhos. Como ele consegue sabendo que levou uma facada?
— Vem... deixa eu levar você pra casa...– Finalmente o rapaz fala baixo e levanta novamente.
Saímos da loja devagar e eu tranco a mesma, deixando a chave em um esconderijo comum para os que estão acostumados. Saímos andando devagar e eu dou um suporte para o mesmo, ajudando-o a ir até o seu carro. Vi um Chevrolet Impala estacionado e com uma batida na frente, os faróis quebrados e um amassado intenso na lateral, além de algumas manchas de barro no pára-choque dianteiro. O que aconteceu com ele?
— Eu prometo explicar a história... só preciso de ajuda...– O rapaz percebe que eu encaro seu carro com indiferença e já dispara.
— Qual é o seu nome?– Insisto na pergunta e ele abaixa o olhar. — O que foi? Não sabe seu nome? Tem medo de dizer? – Acabo engrossando a voz com o mesmo e ele nega com a cabeça.
— Ninguém sabe meu nome...– Ele responde novamente baixo. — Meu nome é Ryan... mas prefiro ser conhecido como Drive, apenas. – Ele responde simples e entra no carro.
Eu o encaro confusa e de braços cruzados, tentando entender o real motivo daquilo. Então, além de seus pais, eu sou a primeira a saber seu nome? Qual é a verdadeira história deste rapaz?
— Você vai entrar ou não?– Ele sorri fraco e liga o carro.
Entro no carro e logo ele sai, dirigindo até minha casa, que não é tão longe assim.
Ao chegarmos, descemos e eu o ajudo a sair do carro, então destranco a porta e apenas a luz neon rosa do letreiro ao lado ilumina toda a sala de casa, misturando o escuro com o rosa forte. Eu o sento no sofá e organizo-o de maneira confortável, abrindo novamente sua jaqueta e levantando sua blusa, dando uma olhada em seu corte.
— Acho melhor irmos no hospital amanhã...– Sugiro e fico analisando mais, vendo um físico forte. Quem ele é?
— Não...– Ele percebe e vai abaixando sua blusa. — Eu vou ficar bem...– Ryan engole seco e deita a cabeça nas almofadas.
— Se... se precisar de mim, estarei lá em cima...– Engulo seco também e dou um passo para trás.
— Obrigado...?– Ele tenta falar meu nome, mas obviamente não sabe.
— Freya. – Respondo-o.
— Freya!– Ele sorri fraco e vai fechando os olhos.
Acabo soltando um sorrisinho também e subo as poucas escadas da minha casa, indo em direção ao meu quarto e fechando a porta.
Que noite! O que aconteceu? Isso foi estranho e muito aleatório! Ele é um assassino? Um assaltante? Um piloto? Quem ele é?
《--¤ 𝐀𝐄𝐒𝐓𝐇𝐄𝐓𝐈𝐂 ¤--》
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Olá! Mil desculpas pela demora e por não ser um dos imagines dedicados.. passei por uns mal bocados aqui mas acredito q já esteja apta de postar... bom, expliquei melhor na última nota de O Sócio do Meu CEO! Então se quiserem uma explicação mais plausível, eh só olharem lá...
Bom, esse filme é muito bom e eu recomendo demais... fiz ele a partir do final do filme e espero que gostem! O filme está disponível na Amazon e se chama Drive ;)
Não esqueçam seu voto e os comentários, isso me ajuda muito! Até o próximo imagine ❤️
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