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𝟬𝟭. 𝗖𝟮 - O CORPO NA ESTRADA

CAPÍTULO DOIS
O CORPO NA ESTRADA

CASA DOS HOWARD
05:20 AM, FRIDAY / DEPOIS
SALLY MANSON É ENCONTRADA

                    FICAR FORA DE UMA FESTA EM EAST HIGHLAND era o mesmo que cometer suicídio social, mas Lexi Howard claramente não se importava com sua reputação em decadência. Ela sempre foi o tipo de garota que reservava sextas-feiras para leituras e bombons de chocolates, bobs no topo de seu cabelo sedoso e algum seriado romântico de fundo passando na televisão.

──   Tá. Meu Deus! Cassie, você pode repetir isso mais devagar?

Encarando o rosto aflito da irmã pela tela do celular apertou instintivamente as cobertas, encolhendo-se em sua cama.

──  Que parte você não entendeu? Um garoto de quatorze anos morreu. Isso aí... O irmão do Mckay foi assassinado!  ──  seu grito reverberou acompanhado por um chiado no quarto. Cassie, ao contrário da mais nova, havia ido para aquela maldita festa de final de semana, se arrependendo profundamente após o incidente ──  A gente tava só, curtindo... Até que...  Até que nós escutamos um grito. E era ele, Lexi! E-Eu não sei o que fazer... A polícia tá aqui. Disseram que ele tinha uma mordida... Uma mordida de animal selvagem no pescoço.

"Animal selvagem?", estalou os dedos, curiosa. Nunca ouvira falar de algum caso similar na região.

──  Cassie, precisa se acalmar, tá bom?!

──  Me acalmar? Como quer que eu fique calma?!

Apoiando o celular no canto da parede enquanto abraçava o próprio corpo, era perceptível o cabelo dourado embaraçado pelo suor e os seios grandiosos no decote. Além da ambulância do outro lado da rua, atrás dela.

──   Não há nada que você possa fazer no momento, a não ser consolar o Mckay. ──  ergueu as sobrancelhas ──  Olha, você nem devia tá aí pra começo de conversa.

──  Para de me dizer o que eu devo ou não fazer. Tá na cara que você só sabe me julgar!  ──  suspirou  ── Só avisa a mamãe o porquê de eu ainda não ter chegado. Ok?!

A chamada de face time travou por um segundo.

──  Tá... Tudo bem... ──  estranhou  a velocidade com a qual a câmera se apagou  ──  Você tá legal?... Né?!... Hã, Cassie?!

Mas o áudio foi cortado em seguida.

Ela entendia que sua irmã estava zangada e talvez exausta, o que não era nenhuma novidade. Lhe confortava saber, no entanto, que Cassie estava em companhia de outras pessoas e mesmo que pouco confiáveis, não se atreveria a fazer qualquer besteira no meio delas.

Guardando o celular na gaveta ao lado, a jovem de cabelos castanhos avermelhados agradeceu-se em pensamento por ter preferido mais um final de semana em seu próprio lar. Caso contrário, agora também seria um dos suspeitos daquele crime cruel.

O retrato sobre a cômoda a estagnou, tinha se esquecido dele por um segundo. Emotiva, repousou os olhos de relance na imagem de três garotas sonhadoras sorrindo para a câmera. Se recordando perfeitamente de tudo. A do meio era uma versão mais jovem sua, já a da esquerda, Sally Manson...

Como sentia saudades de sua risada, apesar da personalidade egocêntrica, a notícia da morte daquele garoto que mal conhecia a fez se lembrar de que para sua amiga, nenhuma resposta havia sido encontrada. Ela estava viva ou morta? Ninguém conseguia dizer. O mais estranho de tudo é que a família nem insistiu querendo entender o que aconteceu com ela, apenas se mudaram de cidade, evitando sua existência.

Quase dois meses e Manson ainda continua desaparecida, ninguém com uma única pista de onde ela possa estar. E Nate, bom, acho que ele superou rapidinho, Howard ironizou. Assumindo um novo relacionamento em menos de um mês do ocorrido, fazendo a maioria dos colegas duvidar de seus sentimentos sinceros pela antiga abelha rainha.

Depois, do outro lado da fotografia, havia Rue, sua amiga que quase morreu de overdose no ano passado. Ela parecia tão feliz naquele clique. É, ela voltou para a cidade a três dias atrás, a de cabelos castanhos soube, mas estava evitando encontrá-la. Porque se perguntava, até quando?... Ela não queria ser deixada para trás mais uma vez.

Todas as pessoas que passavam por sua vida, uma hora ou outra, iam embora.

Mas mesmo assim, Lexi não criticava nenhuma das duas, porém se sentia uma completa egoísta ao culpá-las pela sua solidão e fim daquela amizade para a qual tanto se dedicara.

Ela estava sozinha, mesmo tendo amigas, sempre esteve. Sabia disso. E sabia também que não podia contar com Rue, afinal de contas a mesma já tinha muitos problemas em sua vida. Tantos que não levaria em consideração se manter viva e sã pela melhor amiga. Ela nunca foi significativa àquele ponto.

Sally era igual.
Para ela, seu relacionamento amoroso costumava ser o mais importante e estava acima de tudo. Até mesmo da ligação controversa que possuíam.

Lexi nunca foi prioridade de alguém.

E aquilo a machucava de um jeito que nem conseguia expressar.

                   .. A LUZ DO PRIMEIRO ANDAR SE ACENDEU TÃO RÁPIDO que a adolescente mal teve tempo de raciocinar ou calçar suas pantufas amarelas, saltando da cama seguiu com os pés descalços até a porta. Estava frio. E havia alguém lá embaixo.

" Tão cedo", murmurou.

E era mesmo. Sua mãe não costumava estar de pé naquele horário, suas bebedeiras desenfreadas sempre a deixavam mais sonolenta.

Talvez fosse sua irmã mais nova, Jade. Aquele som de panelas se chocando, materiais se arrastando e vidro tilintando na cozinha, só podia vir de alguém que não tinha muita experiência com a culinária.

──  Mamãe?... Jade?  ──  questionou.

Escorando-se no corredor, um passo após o outro mais acelerado, apertando o corrimão metálico que a levou até a escada central, desceu angustiada. Seus dedos trêmulos abraçaram o próprio corpo, mas o ruído perturbador continuou e a madeira estalando arrepiava sua pele, o frio na barriga a consumiu.

Virando a esquina para a cozinha percebeu que havia leite espalhado por todo chão, o cômodo estava inteiramente revirado. Copos caídos e pratos partidos em cinquenta pedaços. Lexi encolheu-se, notou a geladeira aberta e do outro lado, um corpo caído, curvado, se mexendo. Os cabelos negros como um arbusto florescente cobrindo o vestido de veludo surrado.

──  Sally?! É você?... ──  chacoalhou a cabeça, seu inconsciente falou mais alto. Provavelmente estava vendo coisas. Então olhou mais uma vez... Precisava ter certeza. E... Espera! Talvez não fosse apenas imaginação... Seus olhos arregalados refletiram o sangue camuflado na roupa da garota que se virou para ela com um semblante zangado. Não era só uma visão. Não era um sonho. Sally estava ali, em carne e osso. E procurando acolhê-la, notou que tudo nela fedia a suor e supuração.

"Por onde esteve?... O que aconteceu?
O que te fizeram? [...] Você se machucou? Quem lhe encontrou?.... Ah!
Como achou o caminho da minha casa?", eram as perguntas mais frequentes na mente da Howard agora.

Ela não conseguiu mover os lábios, sentia medo. Muito medo.

E parando para raciocinar, Sally parecia mesmo ter sido vítima de um sequestro, como naqueles livros de casos de psicopatas dos anos setenta que tanto gostava de ler. Mas não devia tocá-la, talvez a machucasse ainda mais. Considerando duas vezes antes de chamar a polícia, achou que pudesse resolver pacientemente aquilo.

──  Ah, meu Deus! O que aconteceu?... O que fizeram com você?!

A voz dela não saiu.

Seu rosto ferido, as olheiras fundas abaixo dos olhos desnorteados, aquela respiração gélida e apressada que dizia que algo estava errado. Lexi congelou dentro do próprio corpo. O que ela devia fazer?! Era Sally, mas ao mesmo tempo não. Algo em si estava diferente. Sua amiga tinha o olhar mais tenebroso que já vira em vida.

──  Hã, a minha mãe comprou isso no mercado ontem. ──  apontou para a carne que ela derrubou do congelador ── O que tá fazendo?

Franziu o cenho.

Desesperada, Manson fincou os dentes pontiagudos no alimento, como se eles houvessem sido polidos manualmente naquele formato esquisito. Arrancando um pedaço da carne crua, a devorando rapidamente. Ela estava faminta e talvez não estivesse raciocinando bem. Quem em sã consciência comeria algo naquele estado? Lexi sentiu seu estômago embrulhar só de sentir o cheiro.

──  Sally. Vem... Por aqui... Vamos sentar ali e conversar um pouco... Tá bom? ── sugeriu, segurando uma de suas mãos, quando uma risada profunda foi ouvida. Veio dela. Seu gargalhar estridente era como um soluçar de dor ──  Meu Deus! Cê tá gelada... Ok. Olha, não se preocupa, eu tô aqui agora... Eu vou pedir ajuda. ── Howard a soltou rapidamente, angustiada.

Mas Sally não queria que soubessem que ela estava "bem".
Afinal de contas, ainda tinha um plano que não podia ser comprometido.

Os saltos deslizaram pelo chão úmido, correndo até a jovem sonhadora a arremessou contra a parede próxima ao corredor, prendendo seu corpo trêmulo sobre o sarrafo solto com o impacto que machucou sua nuca, rasgando até mesmo o papel de parede daquele canto. A morena estava mais forte do que antes, com um ódio que a controlava tão facilmente quanto à uma marionete sem vida.

Desconfortável, Lexi rapidamente apertou as pernas, a bexiga num sinal amarelo de que iria explodir a qualquer momento. Estava em pânico. E sentiu os cílios se grudarem contra a linha interna de suas sobrancelhas, aterrorizada, seus olhos encharcados e abertos não se moviam, encaravam o fundo da alma de Sally, uma escuridão eterna pairava ali. Ela estava fora de si, o que era mais do que óbvio, temendo pelo que fosse capaz de fazer naquele estado.

──  Tá assustada?  ── perguntou, encostando seus lábios sujos de sangue contra o ouvido da Howard.

Ela demorou a raciocinar. O que sua protagonista favorita de terror faria naquela situação? Era a única coisa que conseguia imaginar.

──  O que fizeram com você?... ──  tentou desviar o assunto, embora fosse perceptível que ela estava tremendo com o susto que levou.

──  Vou me vingar deles... Um por um.  ──   murmurou. Aquela promessa fez sua espinha doer.

Porque soou verdadeira demais para ser apenas blefe ou alucinação.

" Eles, quem? ", seu espírito curioso revogou. Mas Sally Manson a deixou para trás ainda perdida em êxtase e questionamentos infundáveis, correndo como um furacão em direção a janela semiaberta dos fundos. Saltando sobre a pia e passando pela fresta, deslizou para o quintal. Lexi pensou em segui-la a primeira vista, mas a figura de uma mulher mais velha cambaleando a direita a impediu. Era sua mãe, meio acordada, com os olhos ainda murchos de ressaca e um mau humor do cão.

──  Mãe!... Mãe. Liga pra polícia! Anda... ──  rodopiou, procurando pelo telefone  ──  AGORA! Estamos sem tempo...

──  O quê?... Por quê? ──  deu de ombros.

── Por favor!... Mãe! A Sally tava aqui... Eu juro pela minha vida. Ela tava aqui... Agora mesmo.

──  Pera aí. ──  seu rosto ficou pasmo ao encarar o cenário a sua volta ──  Que bagunça é essa, mocinha?

──  E sério, mãe! Não temos tempo para isso, ela tava aqui. A Sally apareceu... Precisa acreditar em mim.

──   Lexi... meu amor. Você já ouviu o que está dizendo? Eu sei que foi difícil pra você encarar o desaparecimento da sua amiga, mas já se passaram dois meses... ──  balançou a cabeça ──   Ela não vai mais voltar!

──  Está enganada. ── retrucou, levantando a voz para Suze Howard pela primeira vez, sendo rude ──  Ela voltou. Vou ligar pra Rue, ela sim vai saber o que fazer.

──  Lexi! Desce já aqui!  ──  ordenou quando a viu subir as escadas rapidamente, mas sua filha não a obedeceu ──  Você vai se atrasar pra escola. Ouviu?... Lexi?

Pelo jeito que se conhecia, não descansaria tão cedo, algo devia ser feito. Proteger Sally era sua prioridade. Lexi pouco se importava com a escola, àquele altura ela só precisava encontrar uma justificativa lógica por detrás daquele desaparecimento e porque Manson ficou tão agressiva ao ponto de agredi-la mais cedo.

Era possível que a "detetive Rue" conseguisse ligar os pontos.

Só precisava localizá-la primeiro.

                   .. JULES TINHA SEGREDOS
QUE NÃO GOSTAVA de compartilhar nem mesmo com a própria sombra. E quando seu pai e ela se mudaram pra cidade, alugando uma casa de classe média-alta na rua Clifton, entre um arvoredo e outro, bem escondida, gerou certo burburinho por parte dos antigos moradores locais.

Sendo exatamente esse o lugar para o qual levou as garotas que conhecera na noite anterior após se livrarem da tremenda confusão na festa, as três dormiram juntas, muito cansadas, no sentido total da palavra.

E embora a cama parecesse pequena, ao se empilharem num abraço, adormeceram num piscar de olhos até o sol aparecer na janela.

O que era um pouco doido de se pensar, já que nenhuma delas consideraram as consequências de se confiar num estranho, porque não passavam disso uma para as outras a menos de cinco horas atrás. E é ainda mais engraçado pensar que April amava contar a história da chapéuzinho vermelho para seu irmão mais novo. Porque naquele instante, estava na toca do lobo e não parecia nenhum pouco arrependida.

──  Rue... O seu celular tá tocando desde as cinco da manhã. Pode fazer alguma coisa a respeito?

A ruiva a encarou de cima a baixo, espreguiçando-se.

──  Hã... Foi mal. Deve ser a minha mãe. Cara, desde que eu saí da reabilitação, ela não para de pegar no meu pé.

Desligou, sem reparar nas notificações.

Mas Rue estava enganada.

Do outro lado da tela não havia uma mãe repleta de cobranças, ainda que Sra Leslie Bennett estivesse preocupada. Mas sim, uma Lexi desesperada tentando encontrar alguém para compartilhar a notícia assustadora que recebera de supetão em sua casa.

──  Aí, por falar nisso. Você não nos contou muito sobre como foi lá. O que mais gostou no seu período de reabilitação? ──  Jules deu dois pulinhos em direção a penteadeira, encarando ambas pelo reflexo do espelho sujo.

──  Ah, sei lá. Dormir, talvez? A comida até que era legal, mas, sabe como é, né?...

──  E você ainda tá limpa?!

Rue paralisou ao encarar a pergunta certeira e esperançosa de April.

Se lembrava exatamente da promessa que havia feito a sua mãe. E se lembrava exatamente de como a havia quebrado também.

Na festa de ontem, pra variar.

Então não, não estava, desde a madrugada daquele dia.

E quietinha no canto direito da cama, a ruiva ainda tentava raciocinar sobre tudo o que acontecera noite passada.

Sim, ela ainda odiava Nate Jacobs e sim, ela continuava achando Jules uma garota incrível. E claro, ela queria passar mais tempo com Rue, desde que aquilo fosse recíproco. Mas obviamente havia uma infinidade de coisas para se enfrentar antes, por isso se conformou com o silêncio da morena. Nem ela sabia o que exatamente queria da vida, sua mente também estava confusa, por isso não podia exigir nada de outra pessoa.

──  Hã... Jules. Se não for pedir demais, eu, posso ficar aqui, mais um pouco? ──  a garota de cabelos rubros lhe surpreendeu com o pedido.

──  Tá. Claro! Pode sim. Você... não tem a onde ficar?  ──   se levantou  ──  É isso? Eu tô um pouco confusa. Você realmente veio tentar a sorte nessa cidade, sozinha? Não tem amigos, nem família?... Desculpa ser tão direta eu só to tentando ajudar, é claro!

──  Eu tenho. ──  a interrompeu, meio angustiada ──   Tenho sim. É que... Ainda não tô pronta. Não vou tomar muito do seu tempo, prometo. Só até vocês voltaram do colégio. Eu ainda não tô matriculada, e... Vou ter que resolver alguns assuntos.

──  Não tá pronta pra quê? ──  Rue desconfiou, mas achou que fosse idiotisse ficar com medo da desconhecida depois de tudo que enfrentaram juntas.

Porém faria muito sentido se estivesse, alguém conseguia dizer até que ponto April era confiável? Ela era a que menos se abriu sentimentalmente sobre suas experiências de vida.

──  Tá, beleza! Vai em frente... Faz a sua merda. Mas vai ter que nos contar tudo depois! Detalhe-por- detalhe.  ──  Jules persuadiu, sorridente.

──  Ok. Fechado.

Afinal, como April explicaria que tinha um passado com aquela cidade e que sua família ainda continuava morando ali, talvez no mesmo lugar de sempre? Ela não queria sofrer qualquer associação a eles, nem ser descoberta. E o que lhe preocupava também, é que muito provavelmente eles não queriam revê-la, não porque eram pessoas ruins, mas sim porque estavam tentando mantê-la saudável, se recuperando do vício. E devia estar no lugar para onde a haviam mandado, numa clínica do leste da Califórnia.

Pois em uma cidade feito East Highland, era difícil de se manter limpo.

Era quase como a famosa Cidade do Pecado dos filmes de sexo e crime que sua avó costumava assistir.

                 .. DIRIGINDO A CAMINHO
DE CASA, LEVANDO suas amigas nos bancos vagos de sua Hyundai, Maddy teve uma surpresa no meio do trajeto no início do dia.

──   Espera! Que merda é essa?  ──  o carro deu uma guinada quando Perez se distraiu com a imagem em seu retrovisor.

O céu estava alaranjado e caíam pequenos flocos de neve sobre o quarteirão.

──   Dirige, Maddy! A gente tá mó atrasada...  ──   Bibi ergueu uma das mãos, ela sabia que havia se estendido no horário.

É, para uma mãe solteira, sua imprudência de ficar até tarde na festa falou mais alto.

──  Aí, porra! É fogo, não é?  ──   Kat que estava ao lado da primeira no banco do passageiro alertou, boquiaberta, se inclinando para fora da janela, mesmo que sua visão estivesse turva agora devido a uma queda de pressão em decorrência a temperatura elevada da cidade.

──   Relaxem, vadias! Deve ser só neblina.  ──   disse dispersa, tentando seguir em frente e não acabar com o clima divertido.

Bibi aproveitou a pausa para acender a bituca de cigarro que tinha deixado atrás da orelha por precaução, guardando o isqueiro entre seu par de seios, aquela situação só serviu para angustiá-la ainda mais.

Maddy acelerou pela rodovia com frio na barriga, as árvores contornando o asfalto projetavam suas sombras sobre o teto do carro, mas não era aquilo que a amedrontava, o sentimento de vazio é que a deixava inquieta, fazendo suas unhas pontudas se agarrarem ao volante enquanto cantarolava um reggaeton de sua terra natal. Nenhuma das outras conseguia acompanhá-la, o ritmo era rápido.

Perez é latina, aprecia a cultura de seus conterrâneos e além de ser dona de cabelos negros medianos, também tem um gênero impulsivo, bastante explosivo. Por isso não houve surpresa quando, assim que sentiu o assoalho do automóvel trincar numa lombada depois de pisar no acelerador, soltou um "Mierda" automático de canto de boca, furiosa com sigo mesma. Enquanto ouvia Kat gritar desesperada em seu ouvido direito:

──  Maddy! Cuidado!

O clarão que atingiu seus olhos foi tão rápido quanto um disparo na escuridão, se expandiu pelo parabrisa e ela curvou a cabeça tentando desviar dele, sentindo o cinto apertar seu corpo esbelto. O carro derrapou e a mão de sua amiga encontrou a sua ao tentarem puxar a marcha, quando Kat finalmente a segurou, Maddy apertou o freio. Bibi bateu a cabeça e os dentes contra o assento da frente, sua bituca se apagou, caindo e rolando sobre sua saia, ela tocou na ponta do nariz que estava avermelhada, uma pequena queimadura.

──  Que merda foi essa? ──  a latina questionou, esbaforida.

Tudo o que se lembrava era de ter visto uma silhueta feminina, um vestido branco e olhos vermelhos como a lua cheia em um eclipse, depois tudo ficou branco. Seu coração ainda disparado balançava no peito. A polícia estava ali, cruzando a rua impediu que seu carro prosseguisse. A palma da mão do oficial que estava a frente da operação se estendendo, ordenou que permanecessem no carro, a apavorando.

──   Aquela ali não é a...  ──  Kat divagou, anestesiada pelo medo.

──  Sally.   ── a própria Perez completou, trêmula ── Sally Manson. A ex puta do Nate. ── ironizou.

Mas obviamente não foi o melhor momento para o comentário, só estava tentando se manter calma.

A adolescente foi pega por um dos policiais ainda desacordada, caída no meio da estrada. Sendo carregada por um deles. Naquele minuto Maddy se deu conta de que foi seu veículo que a atingiu. Horrível. Por mais que a odiasse, aquilo a apavorou: todo o sangue sobre seu corpo, seu corpo frágil e mole. Parecia um pobre cervo sendo colocado na viatura.

──  Vocês viram aquilo? ── Bibi tossiu, incrédula.

── A Sally voltou. Gente... SALLY MANSON VOLTOU! Nós temos que compartilhar isso. ──  Kat puxou o celular, filmando a cena em questão ──   Caramba... O que será que aconteceu com ela?

Maddy estava distante. Estranho... Quem sabe ela até soubesse de algo, porém não quisesse pensar a respeito daquilo agora. Bom, o que quer que tenha a deixado fora de si, lhe abandonaria contanto que fosse pra casa e grudasse a cabeça no travesseiro o mais rápido possível, esquecendo daquele dia bizarro, apesar de realmente odiar seu lar.

Mas a quem ela queria enganar?
Seria inevitável esquecer aquele olhar fulminante de Sally Manson.

😈

₍ 001 ₎ 𓄹 ࣪ ִֶָ ▮ NOTES ࣪⤿˖ ࣪ ꪆ ⌇
   ❛  Hello, gatinhos
e gatinhas! Cap novo
e girando em torno
da Sally do jeito que
gostamos. Não é que
a bixinha reapareceu?!
Eita que agora o
parquinho vai pegar fogo!
O que será que vai
acontecer nos próximos
capítulos? Espero que
tenham gostado! ♡♡♡

₍ 002 ₎ 𓄹 ࣪ ִֶָ ▮ NOTES ࣪⤿˖ ࣪ ꪆ ⌇
❛ Espero vê-los aqui nos
próximos capítulos! Não
esqueçam de favoritar e
comentar muito pra
eu saber o que estão
achando e nos vemos
em breve. Bjinhos!

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