Chào các bạn! Vì nhiều lý do từ nay Truyen2U chính thức đổi tên là Truyen247.Pro. Mong các bạn tiếp tục ủng hộ truy cập tên miền mới này nhé! Mãi yêu... ♥

❥ 𝒅𝒐𝒊𝒔

Alguém fez um textão sobre o vídeo que em que eu aparecia convidando o Deus coreano e ele dizia e desde o meio dia daquele sábado não comentavam sobre isso, pelo menos não aonde eu pudesse ver. Passei a manhã junto ao comitê do baile e seus olhares de pena, organizei o que podia e no horário do almoço fui para o restaurante ajudar como sempre fazia, o que se resumia a ficar no balcão e avisar quando chegava cliente.

──── Como vão as coisas para o baile? ── Abigail perguntou quando entrei na cozinha me sentando no balcão, todos já estavam acostumados com a minha presença ali, mamãe era uma chefe de cozinha incrível e eu era ótima em comer, apenas.

──── Tudo indo como planejado, acho que todos vão gostar do tema. ── roubei um docinho da geladeira de sobremesas.

──── Seu pai vai contigo escolher o vestido amanhã. ── me lembrou passando com uma frigideira quente para o outro lado da cozinha, senti queimaduras só de olhar.

──── Não posso dizer ao papai que estou triste demais para ir comprar vestido de um baile qual nem tenho par? ── choraminguei com a boca cheia de tiramisú.

──── Ele vai choramingar de volta e dizer que nunca quer passar um tempo com ele.

O meu lado sensível veio todo do meu pai, isso é um fato. Tive uma fase rebelde aos quatorze anos, nasci de inseminação artificial e quando entendi mais ou menos como funcionava decidi que queria conhecer meu pai, uma dor de cabeça que resultou em uma relação maluca na qual passo os finais de semana com ele e as vezes as férias.

──── Isso é mentira, nós fomos ao cinema mês passado. ── cruzei os braços, tudo bem, eu reclamava de barriga cheia mesmo. ────Eu nem tenho par, esse baile vai ser um saco.

──── E o garoto com quem vai sair hoje? ──── uma cortina de fumaça tomou conta da cozinha industrial quando ela abriu a panela.

──── Não vou sair com Hoseok, só vou ajudar ele em um projeto. Além do mais ele é melhor amigo do seu ex genro, deve me achar uma desesperada deprimente. ── parou o que fazia e veio em minha direção limpando meu rosto provavelmente sujo de torta.

──── Tem que ser muito fora da casinha para achar a minha princesa desesperada. E você não precisa de um garoto para ir a uma festa. ── segurou meu rosto dando um beijinho no meu nariz. ────Saia de cima da minha bancada, eu sovo massa ai.

──── Sua princesa é a chacota da escola. ── saltei da bancada esticando o macacão jeans que usava.

──── Receber um não esta longe de ser o fim do mundo minha filha, ainda tem todo o ano para conquistar todos os sim que quiser e se quiser, pode gastar toda essa energia estudando também.. ── nem preciso dizer que minha mãe diferente de mim não achava que aquele era o fim do meu mundo.

Ren entrou como um furacão na cozinha, apoiou as mãos no quadril por cima do avental vermelho e ficou nos encarando até minha mãe acenar para ele falar.

──── Desembucha homem.

Ralhou impaciente, ele sempre fazia aquilo.

──── Tem um garoto lá fora esperando por você Mabel. ── eu ri achando que era uma pegadinha. ──── É sério, ele pediu pra te chamar. Esta no salão te esperando.

Meu falho e miserável coração se encheu de esperança por um segundo. A possibilidade de um garoto estar a minha espera era um tanto quanto remota, nenhum dos meus colegas apareciam ali, especialmente buscando por mim, eu logo pensei que finalmente o Senhor Divino tinha me dado uma segunda chance.

Olhei para mamãe e dei um sorriso que foi devolvido com uma expressão que carregava "Mabel minha filha não enfie o dedo na tomada". E eu claro, enfiei.

Corri pelo curto corredor que levava ao salão principal e diminui os passos prestes a atravessar a porta bipartida típica de cozinhas. Eu estava desesperada, mas não precisava parecer desesperada.

Minha mente montava uma teia de teorias mais rápido do que qualquer neurônio era capaz de me alertar sobre o quão absurdo aquilo era. Encarei a silhueta de costas, a frente do aquário enorme que mamãe mantinha os frutos do mar fresquinhos para os clientes. Os dedos longos brincavam com o vidro atiçando um caranguejo rei.

Suspirei em decepção, fui eletrocutada por uma onda forte de frustração que me deixou em alerta.

──── O que esta fazendo aqui? ── o garoto tomou um susto e se virou me fitando diretamente.

──── A biblioteca esta fechada, pensei em vir aqui e te poupar tempo. ── disse como se eu o tivesse dado alguma pista que estaria ali. Estreito os olhos. ──── Teria te mandado mensagem, mas não tenho seu número. ── continuou explicando.

Senti Ren e mamãe se aproximando logo as minhas costas, certamente curiosos.

──── Então esse é o famoso Hoseok. ── entonou Abigail e eu me perguntei mentalmente o que eu tinha feito para ela me odiar tanto.

Ficar ali e os apresentar parecia uma cena de filme de terror, e nem havia motivos para isso. Peguei a bolsa transversal atrás do balcão do caixa. Mamãe falava com Hoseok algo sobre não demorar para me devolver sã e salva, e que ela sabia como usar um cutelo e como o cabelo dele era bonito. Não entendi bem a conexão no seu discurso. Dei um beijo na sua bochecha, um toque na mão de Ren e acenei para o Jung me seguir para fora.

A fachada do restaurante era bastante simples, lembrava uma cantina italiana, apesar de não ser uma. Mas o que chamava atenção mesmo ali na calçada era Hoseok. Ele usava um boné estilo balde (bucket hat), uma camisa longa e outra de mangas curtas como sobreposição e um jeans rasgado na altura dos joelhos e definitivamente não cheirava a suor pós treino.

──── São 15:49, seu treino acabou mais cedo? ── perguntei olhando para os lados antes de atravessar para o outro lado da rua, via seu carro dali.

──── Tipo isso. ── respondeu tirando as chaves do bolso. ──── Tem algum problema se a gente for para outro lugar já que a biblioteca esta fechada?

Neguei guardando o celular no bolso do macacão.

──── Legal, acho que tenho tudo que precisamos na minha casa. ── passava o cinto quando ele falou isso e pensei se poderia saltar do carro.

──── Sua casa? ── talvez tenha soado muito assustada com a possibilidade. Não era como se nunca tivesse estado na casa de outro garoto, na verdade nunca sozinha, trabalhos em grupo são mais normais.

──── É um problema? ── claro que era um problema, pelo menos até eu lembrar que ele era vizinho de você sabe quem.

──── Acho que não, hm, o seu projeto de ciências é o que mesmo?

Ele começou a tagarelar sobre foguetes. Nem um milhão de anos eu imaginaria que ele era fascinado por foguetes, mas pelo jeito não sabia como montar um. Havia feito um projeto parecido a alguns anos, em uma proporção bem menor, mas eu precisava admitir ele tinha vontade de sobra, daria um A sem pensar duas vezes só pelo sua ideia e entusiasmo.

A casa de Hoseok era grande, não era uma mansão,mas era bastante confortável. Com dois pavimentos, jardim e eu apostaria dizer que uma piscina nos fundos. A faixada era cinza, mas haviam tantas plantas e flores que mantinha um ar aconchegante. Por dentro era moderna, com eletrodomésticos do catálogo favorito de Robyn, e o mesmo cheiro do seu carro que eu ainda não conseguia identificar qual era.

──── Você tem um filho? ── perguntei sem pensar, alto demais.

Tinha uma criança com o rosto sujo de papinha com os bracinhos erguidos para uma mulher que surgiu logo em seguida. Carregava um pano em mãos e tinha um sorriso que me lembrava algo.

──── É o meu sobrinho. ── quando sua voz soou o bebê nos olhou entonando algo que soava como "tiobi". Inclino a cabeça para o lado, ele tinha o nariz parecido com o de Hoseok. Mas os seus olhos eram iguais o da mulher que logo descobri ser a irmã mais velha.

A Jung mais velha era animada e muito simpática, pegou o menininho que já estava no colo do tio que tentava não ganhar marcas de papinha na roupa, era adorável.

──── Nada de fechar a porta do quarto garoto.── ela cantarolou enquanto descíamos as escadas para o que não parecia ser seu quarto. ──── Regra da namorada, não importa o quão bonita ela seja.

──── Ela não é minha namorada. ── ele grita de volta apertando o interruptor. Estávamos no sotão, que parecia um estúdio muito legal.

──── Eu não ligo. ── pude ouvi-la antes da porta ser encostada.

──── Desculpa por isso, minha irmã acha que tem que bancar a mãe quando nossos pais estão fora.

──── Onde estão seus pais? ── não fiz pouco caso do ambiente e me sentei no sofá confortável.

──── Coreia, funeral da uma tia avó. ── disse pegando dois livros grossos e um portfólio que depois descobri serem rascunhos do modelo do seu foguete.

──── Meus pêsames ── fiquei sem graça com a intromissão e me encolhi no sofá agarrando a bolsa.

──── Obrigado, mas eu nunca vi a mulher na minha vida.── deixou o que tinha reunido nos braços encima da mesinha de centro que parecia uma caixa de som antiga. Preta e plana, com detalhes na lateral.

Na verdade todo aquele ambiente lembrava um estúdio, além do sofá longo e confortável tinha uma tela grande que parecia servir de televisão e monitor sobre uma mesa atrás de uma cadeira gamer. As paredes eram cobertas por quadros de marcas famosas como Nike e Balenciaga, Os Simpsons e uma foto engraçada dele quando criança segurando um bolo de aniversário. E um frigobar com latinhas verdades que graças a distância e um caixa alta de madeira com revistas em quadrinho não consegui identificar de que eram.

──── Por onde devemos começar? ── deixo a bolsa onde estava sentada e me abaixo na outra extremidade da caixa/mesa de centro.

──── Acha que podemos fazer isso até quinta? ── respondeu com outra indagação me mostrando seu desenho.

O modelo de Hoseok era simples, o problema estava mesmo em como iríamos fazer ele voar. Por sorte já havia comprado parte do material para a montagem e fomos colocar mãos a obra. Em menos de cinco minutos tinha os meus dedos cobertos de cola e vários palavrões saindo da minha boca, pois de alguma forma o garoto achava o meu desespero engraçado e o pior disso tudo foi ouvir sua risada estridente quando tomei o projeto das duas mãos e simplesmente montei de cabeça para baixo.

Nota mental: Jung Hoseok ri muito alto. Segunda nota mental: os lábios avermelhados dele viram um coração quando esta sorrindo e seus olhos o acompanham em meia luas oscilantes.


✘✘✘✘✘


──── Qual é a sua loja favorita? ── indagou papai quando entramos no shopping, já havia dito a ele que não estava muito animada para o baile, mas não pareceu se abalar com aquilo. Ele queria um momento pai e filha dos filmes e eu ainda estava chateada com o ocorrido de sexta.

──── Não tenho uma loja favorita Harry. ── vi o homem de 1,85 se virar e me encarar com seus olhos amendoados. ──── Podemos ir em qualquer uma contanto que eu não saía daqui usando corpete e mangas bufantes. ── era verdade, não tinha uma loja favorita e só queria acabar com aquilo e voltar para casa, sabe, me lamentar em privacidade.

──── Eu só compro em lojas de departamento com grandes etiquetas de promoção, vai ter que me ajudar filha. ── assenti, afinal de contas lutar contra aquilo só nos faria ficar mais tempo no shopping.

Apontei para a primeira loja de vestidos de festa que vi. Odiei tudo que me foi apresentado e papai quis me vestir em um vestido de noiva. Espirituoso demais. A segunda tinham preços absurdos que até eu que sonho com alguns sapatos de solado vermelho achei demais. A terceira tinha um grupo de garotas da minha escola, me lembrei de Lovelie que estava na casa dos tios em Sydney e só voltaria terça feira. Tão fadigado quanto eu me puxou para uma quarto loja que cheirava a lavanda e um outro perfume. Aspirei o ar feito um leão da montanha e ouvi uma voz esganiçada que não me pareceu nada estranha. "TIOBI".

──── Mabel? ── naquele momento eu já me encontrava em meio a uma arara pensando em como poderia a fazer deslizar até a saída, não deu certo.

──── Oi, Jiwoo! ── acenei para ela e vi que logo atrás de si estava seu irmão com o sobrinho no colo. ────Hoseok. ─ esbocei um sorriso amarelo, envergonhado, me sentindo estranha. Mas a culpa era toda dele

Depois de passarmos quase quatro horas trabalhando no esqueleto do seu projeto ele me ofereceu pizza e obviamente eu não recusei. Nós rimos, ele contou sobre a sua batcaverna que se chama Hopecave na verdade, reclamei do seu sofá que assim como o estofado do seu carro faziam barulho quando mexia a minha bunda e ele se aproximou.

Não do tipo "ei tô cansado deixe eu usar seu ombro para dormir". E sim do tipo, tem uma sujeira no canto do seu lábio me deixe limpar com o polegar e tornar o momento constrangedor.

Fiquei imóvel, encarando o par de olhos que sob a luz led do sótão ficavam castanho médio e me encaravam de volta. Em pânico e estranhamente curiosa para saber seu próximo passo. E o próximo passo foi limpar a mesa onde o vidro de cola derramou no instante seguinte. Não falamos sobre isso depois, peguei um táxi e fui para casa.

──── Vestido de baile? É claro que posso ajudar. ── a voz de Jiwoo soou e eu me dei conta de que tinha ficado aérea mais tempo do que imaginava. Hoseok me olhava em uma distância de quase três metros sussurrando algo para o sobrinho que ria. Aquele sorriso, era o sorriso Jung, os três sorriam igualmente.

──── Vai ser ótimo, ela não gostou de nada das outras lojas. ── disse meu pai que fazia amizade com literalmente todo mundo sem o menor esforço.

Tentei não parecer desconfortável na presença deles, toda via, tinha quase certeza que estava me comportando como um robô. Um robô dando defeito. Recebi uma pilha de vestidos e fui para o provador.

Antes de vestir qualquer peça ne sentei no banco a frente do espelho e tive um papo com o cara lá de cima. Por acaso eu tinha feito alguma coisa para ele? Não me lembrava mesmo, e se fiz, com certeza foi culpa do estresse do baile. Sendo assim a culpa era toda da escola.

Entrei em um vestido mid que me deixava parecendo um cogumelo laranja. Meu pai riu. Jiwoo negou. E Jung voltou a cochichar para o bebê. Vesti o segundo e me recusei a sair do provador, até meu pai entendeu o motivo quando o permiti espiar pela cortina. O terceiro me deu um ar de modelo da Victoria Secrets, tirando o fato de que eu não tinha altura ou corpo compatível com nenhuma delas, mas não fazia o estilo do tema do baile. Então, depois de mais duas tentativas falhas deixei o provador com algo menos feio, precisaria de alguns ajustes, mas nada que não pudesse resolver.

──── O que foi gente? ── ralhei quando todos me olharam em silêncio. Será que tinha ficado tão horrendo assim? ──── Tudo bem, vou provar o último, mas depois dele acabou.

──── Não, não filha. Esse ficou lindo.

──── Você está perfeita.

Ouvi a voz de Hoseok pela primeira vez desde que o encontrei. Sua expressão era uma incógnita, exceto pelo seu olhar. Ele me olhava estranho de novo. Um estranho que causou um rebuliço no meu estômago.

Por que diabos ele estava me olhando daquele jeito?

──── Então esse vai ser o vestido. ── encarei meus pés, tinha certeza que a maçã do meu rosto iria cair no chão a qualquer momento de tanto queimar.

──── Isso mesmo, finalmente. ── bufou Harry animado e se levantou passando o braço por meu ombro. ──── Agora vamos comer algo. Vocês aceitam vir conosco? É a minha forma de agradecer a ajuda.

Não. Não. Não.

──── Vai ser um prazer, preciso mesmo alimentar Yongjun.

Agarrei a sacola com o vestido como quem agarra a sua última chance de sobreviver. Meu pai andava alguns metros a frente com a Jung mais velha enquanto Hoseok andava ao meu lado com suas mãos dentro do bolso e os fios castanho claro esvoaçantes.

──── Ainda vai me ajudar no projeto? ── perguntou ignorando o fato de termos ficado em silêncio nos últimos dez minutos.

──── Claro, não vou te deixar na mão. ── coçou a nuca e me olhou de soslaio. ──── Tá tudo bem, eu só sai correndo ontem por que lembrei que tinha algo importante para fazer. ── menti e menti muito mal. Ele riu.

──── Entendo, sua casa estava em chamas ou algo do tipo?

──── Algo do tipo. ── paramos em uma fila. ──── Podemos continuar hoje mais tarde. ── não podemos não, de onde veio isso Mabel?

──── Hoje não vai dar, já marquei compromisso com o Joonie. ── minha cabeça emitiu um alerta imediato: Kim Namjoon. Engoli em seco e desviei o olhar. ──── Amanhã depois do colégio, pode ser?

──── Por mim tudo certo. ── respondi voltando a ser um robô com defeito enquanto torcia para que ele não visse no fundo dos meus olhos como o nome do seu amigo piscava em letras neon gritantes.

Kim Namjoon era o cara que eu desejava á três anos, como de repente eu me senti ofendida por pensar nele perto de Jung Hoseok, o cara com quem eu falei mais nos últimos dois dias do que em dois anos? Isso é uma punição pelo incidente na quinta série? Que carma maldito.


Nota da Autor: 

Não se acanhe, deixe um comentário e uma estrela ai, uma moedinha pelo que estão achando. 

Bạn đang đọc truyện trên: Truyen247.Pro