Capítulo 25
- Sim, ele está bem, sim! - Diz o homem se levantando, não se importando realmente. - Estamos dando os alimentos necessários, mas se ele não quer comer, o que vocês querem que eu faça?! - pergunta o homem, ao celular, sem paciência.
Logo Ronald acorda, meio atordoado.
- Sr Ronald! O Sr acordou! - Damien fica mais aliviado, mas ainda preocupado.
- Espere! - Damien faz sinal pedindo o celular das mãos do homem, que depois de relutar, finalmente, lhe entrega.
- Alô!
- Oh! Damien! - Eliza suspira - Como é que bom ouvir a sua voz. Espero que esteja bem! - diz ela, agitada no outro lado da linha.
- Por favor, peça que eles comprem coisas frescas para o seu pai, ele também precisa se isotônicos, pois não come nada desde que chegamos, e não está bem!... - Ele olha preocupado para Ronald alí deitado.
- Não acredito! Mas que droga! - Eliza se preocupa ainda mais, com a notícia. - Tudo bem, meu amor, eu vou pedir para comprarem coisas mais frescas para ver se ele come. Mas nossos planos é de ainda hoje, tirar vocês daí, acreditem!...
Eles ainda conversavam quando o homem tira o celular das mãos dele.
- Acabou a hora da bobagem, diga pra sua namorada que se eles cooperarem bem rápido, vocês saem daqui logo! - avisa antes de sair e bater a porta com força.
...
Damien leva seus olhos em direção de Ronald, com jeito triste. E depois de pensar um pouco ele decide:
- Eu vou ajudar com o dinheiro... - declara o loiro.
- Não rapaz, ficou maluco? - Ronald olha surpreso com tal decisão. - Eu não posso aceitar! Mesmo que seja para ajudar, isso seria injusto com vocês. Sou eu quem eles querem - Ronald parece pensar um pouco - Será melhor que eles te libertem - decide pensativo.
- Não! Eu não posso ir e te deixar aqui! - avisa Damien, olhando fixo pra ele - Não adianta me pedir isso. Eu vou dar o número dos meus pais para ligarem, nós não temos tudo, mas pelo menos a metade do valor eles podem conseguir... E nós dois vamos sair daqui juntos, diga isso a eles! - insiste Damien.
- Eu não farei isso! Sei que está preocupado comigo, mas eu vou me alimentar, e além disso... - Ele sussurra na direção do loiro. - Pelo visto elas já devem ter acionado a polícia. Pelo tempo que estiveram no celular o número já foi grampeado.
Depois da informação de Ronald, Damien começa a respirar mais calmo, na expectativa de que alguma hora, as coisas melhorem.
...
Mais tarde o homem entra, trazendo as coisas compradas a pedido de Eliza. Ronald faz um esforço e consegue comer um pouco. Também bebeu os isotônicos e depois de um tempo, começa a sentir-se melhor.
Logo escurece, Ronald e Damien estão calados e agoniados. Já não aguentam mais estar aquele lugar, quando de repente, um dos homens entra no quarto de forma apressada:
- Chegou a hora! Alguém da sua família está trazendo o dinheiro, eles aceitaram pagar o valor que pedimos e quando entregarem, vocês vão ser entregues para suas famílias.
Ah! Só mais um aviso...
Ele para e se vira:
- Vocês só vão ser entregues, depois que estivermos com o dinheiro em mãos, não aceitaremos ser enganados. Caso contrário... Eu mato os dois. Estão me ouvindo?! - O homem grita, puxando Ronald pela camisa, olhando em seus olhos ainda com o rosto coberto pelo capuz.
Ronald apenas o encara, mas não diz nada, sente o medo tomar seus olhos, engolindo em seco.
- Quando tiver tudo pronto, nós voltamos para levá-los - avisa o homem, saindo logo em seguida.
Ronald volta a senta-se, Damien vai para perto dele e senta-se ao seu lado.
- É melhor comer o restante da comida, não fazemos idéia do que vai acontecer lá fora, e você vai precisar de energia.
Ronald consente e começa a comer meio sem vontade, depois bebe todo o isotônico que sobrou, enquanto se olham em meio ao silencio. O olhar deles pareceu bem diferente do primeiro, desde que chegaram juntos naquele lugar.
- Damien ... - Chama Ronald.
Dessa vez ele pronuncia o nome do loiro, pela primeira vez, com jeito mais calmo, fazendo-o levantar o olhar surpreso.
- Sim?
- Obrigado... - Ronald diz e a surpresa toma conta da face do loiro. Ele parece ter sentido afeto nos olhos de seu sogro ao declarar seu agradecimento. - Você se preocupou quando eu passei mal e ficou comigo até agora. - Ele abaixa a cabeça sem jeito ao perceber um pequeno sorriso se formar nós lábios de Damien, por estar sem jeito, também.
- Não precisa agradecer, Sr Ronald. Eu fiquei e vou continuar, até sermos entregues a nossa família em segurança.
- E tem mais uma coisa... - Ronald ia dizer, mas é surpreendido pelos homens que entram apressados no quarto.
- Levantem depressa! Sua família já chegaram com o dinheiro! Agora vocês vão poder ir embora! Vamos saindo!
Os homens agarram os dois reféns e os levantam ao mesmo tempo em que saem todos do quarto. O coração dos dois pula no peito. Finalmente tudo isso vai acabar.
Agora as dúvidas rondam suas cabeças. Como a sua família arranjou o dinheiro? Quem veio trazer? Será que vieram com a polícia? Eles só vão saber daqui a pouco.
Eles caminham para fora da casa velha apressados, só querem estar com sua família agora. Damien vai na frente e Ronald logo atrás, ambos sendo acompanhados.
- Esperem aqui ! - pede um dos homens, os parando perto da entrada.
- Eliza! - Damien avista Eliza, logo na entrada do portão velho e fica nervoso. Seu maior medo era saber que ela veio e pode correr perigo.
Eliza caminha com uma bolsa nas mãos, provavelmente ali está o dinheiro. Seu olhar é apreensivo, ela está ofegante.
- Minha filha! - Ronald também a vê de longe e teme pelo pior.
Um dos homens caminha da direção dela e para na sua frente.
- Trouxe o dinheiro? - Pergunta ele, com olhar frio e ansioso.
- Sim... Aqui está - Eliza estica a mão e lhe entrega a bolsa, engolindo em seco.
- Você não trouxe a polícia não é? - Pergunta com a arma nas mãos. Eliza sacode a cabeça apressada, por causa do nervosismo.
Ele abre rápido e vê o dinheiro. Logo levanta os olhos com um pequeno sorriso satisfeito.
- Agora você vai esperar, nós vamos sair, depois disso, os reféns podem ir embora, já está avisado. - Ele termina de falar, chamando os cúmplices, que vão entrando de depressa no carro.
Eliza acompanha eles entrarem, mas não espera, logo começa a correr depressa em direção de Damien e seu pai, no quintal da casa.
- Não Eliza! Eles disseram para esperar! - Grita Damien com olhar extremamente preocupado, mas Eliza não ouve e finalmente o encontra com um abraço apertado.
- Meu amor! - Achei que não fosse te ver nunca mais! - Damien levanta as mãos amarradas e passa em volta dela, a abraçando como nunca antes, Eliza sente suas lágrimas molharem seu rosto.
Ronald olha de lado e finalmente se dá conta de que realmente eles precisam um do outro.
- Pai... - Eliza o abraça forte ainda chorando. - É tão bom vê-los de novo.
- Depressa! - Eliza tira uma tesourinha e desamarra as mãos de ambos, apressada. Logo eles esfregam os pulsos. -Temos que ser rápidos o local está cercado por policiais! - avisa Eliza apreensiva, olhando para os lados. - Eles não vão poder sair e vão ficar muito bravos.
Enquanto Eliza explica, eles são surpreendidos com o carro dos bandidos voltando de ré em alta velocidade, fazendo barulho de pneus.
- Depressa! Temos que correr! - Pede Damien e todos começam a correr para os fundos da casa o mais rápido que conseguem.
Eles se abaixam perto do outro num local escuro, Damien olha pelo canto da parede e vê os carros da polícia cercando o carro dos bandidos, é tudo muito rápido. Mas os bandidos saem do carro dando tiros contra os policiais. Um bandido já cai no chão sendo atingido pelas balas. Os outros se entregam.
- Se escondam! - Grita Damien, abraçando Eliza e se jogando em cima dela para a proteger dos tiros que são ouvidos um atrás do outro, bem alto.
Os policiais prendem os homens que resolveram se entregar. Mas um deles consegue escapar para os fundos da casa.
- Um bandido fugiu pelos fundos da casa! Depressa! - grita um dos policiais dando tiros, mas não pega nele.
Assim que o bandido chega, se dá conta de que os reféns estão ali encolhidos, então aponta a arma na direção deles:
- Eu não vou ter o dinheiro, mas pelo menos me vingo de você antes de ser preso!!... - Diz o bandido, olhando fundo nos olhos azuis de Damien, que retribui o olhar frio vendo sua vida passar diante de seus olhos.
Damien nunca imaginou que viajou para o Brasil finalmente, para viver seus sonhos com Eliza e seu filho. Mas que tudo isso vai ser cancelado por ironia do destino. Mas porque o destino lhe reservou algo tão cruel? Justo agora que parece que estava se resolvendo com seu sogro Ronald?
Então, ele atira na direção de Damien...
Foi tudo rápido demais, logo que a bala sai, se ouvem gritos e um cai por cima do outro tentando se protegerem.
Nesse momento os policiais atiram no bandido e ele que cai. O policial se aproxima dos reféns os levantando um por um.
- Vocês estão bem? - Pergunta o policial para Damien, Eliza e Ronald. - Alguém está ferido?!
- Eliza! - Damien se levanta apressado, e vê que seu corpo está intacto, porém teme por Eliza. Ele agarra a ela, procurando algum ferimento. - Tá tudo bem? - Com olhar preocupado.
- Tá!... - reponde Eliza, ofegante se levantando e ainda assustada, olhando o homem ali caído.
Mas eles vêem que Ronald não se levanta.
- Pai!... - Eliza se abaixa perto de seu pai o sacudindo pelo ombro. - Damien, ele não acorda! - O desespero toma conta de seus olhos.
Damien também se abaixa perto de Ronald o sacodindo, mas ao tirar sua mão, nota que está suja de sangue.
- Ele está ferido! - grita Damien, para o policial vendo o sangue manchado em sua mão.
Eliza grita em desespero olhando para Damien e os policiais.
- Depressa, temos um ferido! Tragam o carro para perto, vamos levá-lo para o hospital! - grita o policial.
- Porque fez isso? - Damien se aproxima perto dele - Porque entrou na frente quando o homem iria atirar em mim? - Pergunta ele, procurando os olhos assustados de Ronald. Mas já embaçados pelas lágrimas.
Ronald olha para ele, com expressão de dor e medo pelo desconhecido.
- Você... Mostrou que merece viver ao lado de Eliza... E- eu estava errado sobre você!... - Ronald puxa o ar, com dificuldade - Aquele homem iria tirar os sonhos de vocês... Os sonhos que você nunca viveram... P- por minha causa.
- Não! O senhor não deveria... - Diz Damien derramando uma lágrima, com jeito assustado e inquieto.
- Eu já atrapalhei vocês demais!... - Ronald sente a fala sumir aos poucos - ao menos pela última vez eu queria fazer alguma coisa para me redimir! - eu perdôo você Damien!... Eu Perdoo todos aqueles que me fizeram mal!... E espero que vocês me perdoem também... - Ele fica calado por alguns segundos, depois fecha os olhos devagar...
- Pai... Por favor! Não me deixe! - eu prometi que iria te ajudar com suas mágoas e agora que o senhor conseguiu, você não pode nos deixar. - Grita Eliza, desesperada. - Pai!!
<><><><><><>
Bạn đang đọc truyện trên: Truyen247.Pro