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Capítulo 24

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Eliza e sua mãe chamaram seus familiares, que vieram depressa, assim que souberam do acontecido. Eliza não faz ideia do que pode estar acontecendo com Damien e seu pai e isso a deixa sem chão. E ainda teme que Damien possa reagir com os bandidos e isso a preocupa mais, a cada hora que passa.

Mesmo com medo, Lara aceitou que avisassem a polícia. Agora eles seguem com as investigações, enquanto aguardam o retorno dos sequestradores.

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O carro vai pelas ruas em alta velocidade. Damien e Ronald, seguem calados, a preocupação é vista em seus olhos perdidos. Tudo indica que os dois vão ficar juntos nesse sequestro, mas isso não é mais tão importante, o que os dois mais pensam nesse exato momento, é se livrarem o quanto antes das mãos dos bandidos.

O carro vira rápido em uma rua de terra com muito mato aos arredores e com entradas parecidas, sacudindo eles lá dentro. Depois de um tempo, os bandidos, chegam ao seu destino em um lugar completamente desconhecido para os dois reféns.

Ronald e Damien olham, através do vidro, ainda apreensivos, enquanto o carro para na frente de uma casa que parece descuidada há um bom tempo. Um dos homens, amarra as mãos dos dois, ainda dentro do carro, depois disso, são levados para dentro da casa abandonada.

A porta envelhecida é aberta com rapidez por um dos homens, e um barulho de dobradiças enferrujadas é ouvido. Eles passam pela pequena cozinha, suja e bagunçada, chegando num pequeno quarto, cuja às janelas estão trancadas. O lugar é escuro e as paredes manchadas. O cheiro de mofo que exala do ambiente, principalmente das paredes do quarto, faz arder o nariz de Ronald, e causa náuseas em Damien.

Lá dentro, são jogados sobre um colchão velho. O lugar além do mofo, também cheira roupas sujas. Assim que Damien é jogado, solta um som arrastado devido as dores dos golpes que levara, enquanto tenta se sentar com dificuldade por estar amarrado.

- Ouça... Nós vamos fazer tudo como foi planejado, você está ouvindo?! Nós queremos...

(Um dos homens diz o valor do resgate)

- E nada de gracinha, pois não vamos abaixar o valor!! Vamos ligar para o nosso chefe e assim que ele decidir, nós vamos ligar para a sua família.

- Vocês ficaram malucos? - Ronald olha incrédulo para os bandidos. - Acham mesmo que eu tenho tanto dinheiro para pagar esse resgate?!...

- Cala a boca!... - Grita um dos homens. Nós sabemos que você é um cara de muita grana, estamos te vigiando há um tempão! - Ele abre um pequeno sorriso maldoso. - Então não venha dar um de esperto pra cima de mim! É melhor você cooperar para que sua família libere o dinheiro, caso contrário... Os dois morrem!

Ele termina, saindo logo em seguida do quarto, batendo forte a porta de madeira desgastada.

Ronald presta a atenção e ouve através das conversas dos bandidos pelo celular, quando dizem que já estavam com o ele, mas que trouxeram um rapaz junto por ter reagido. E que logo iriam se preparar para pedirem o resgate.

...

- Eu... não tenho o valor que eles estão me pedindo... - comenta Ronald, depois de ensaiar falar com Damien, finalmente. Sua voz sai baixa, em tom preocupado e Damien apenas ouve.

- Porque não nos desamarram? - Pergunta Damien, incomodado, tentando soltar as amarrações que estão machucando seus pulsos.

Ele começa a sacudir com força tentando se soltar.

- Acha que eles confiariam em nos soltar? - pergunta Ronald, olhando sem paciência para o loiro. - Ainda mais depois que você reagiu no início. Onde estava com a cabeça, rapaz? - Ronald estreita os olhos em sua direção, meio curioso. - Aqui no Brasil as coisas são diferentes... Você poderia ter morrido! - ele desvia o olhar do rapaz, se ajeitando melhor no colchão.

- O que queria que eu fizesse!? - responde Damien com firmeza. - Foi por instinto. Eu tinha que proteger Eliza e meu filho, eles são a minha família! - avisa o rapaz e vê Ronald o encarar, parecendo surpreso com suas palavras.

- Então era isso! Foram eles quem desligaram o sistema de segurança! - Comenta Damien, pensativo. Porém sua voz acaba saindo mais alta do que deveria.

- Do que está falando? - Pergunta Ronald, com olhar curioso.

- Não é nada. Só pensei alto. - Ele disfarça encostando-se na parece.

....

Começa a escurecer.
Eles não quiseram comer nada do que os bandidos trouxeram. Apenas ficaram ali um olhando para o outro num silêncio absurdo por um bom tempo. Mas com o passar das horas, já começam a sentir a barriga doer de fome.

Damien olha para as marmitas e depois de muito relutar, ele se desencosta da parede, vai engatinhando até a comida devagar e pega uma. Ronald vê ele pegando o garfo e levando algumas vezes o garfo cheio de comida até a boca. Ele comeu algumas colheradas rápidas, deixando pouca coisa dentro da marmita de isopor. Logo em seguida ele bebe a água de uma das garrafinhas. E enfim, o loiro volta para o colchão junto à Ronald.

- Coma alguma coisa... - Pede o rapaz, olhando para seu sogro, sem jeito. - Sei que a comida não é boa coisa, mas o Sr não pode ficar tantas horas sem se alimentar.
Ronald apenas o olha calado.

- Eu só quero ir para casa! - responde finalmente, porém com jeito ainda incomodado. - Quero minha família, minha cama, minha comida! - Ele suspira apertando os olhos com jeito inquieto

- Eu também quero... E eu ainda estou muito mais longe de minha casa! - explica o rapaz, abaixando o olhar.

- Você é doido! Não deveria ter vindo para o Brasil. Eliza iria ficar bem aqui na terra dela, com a gente dela! E você iria ficar bem lá, com a sua gente! Poderia estar livre agora, fazendo suas coisas, no seu Pais desenvolvido! - Ele usa de ironia em suas últimas palavras.

- O Sr não entende. - Damien olha incrédulo na direção dele - A Eliza e Bryan, são a minha gente agora! O meu coração é deles... Não importa o lugar, eu só serei feliz se tivermos todos juntos.

- Deveria ter tomado cuidado então e não tê-la engravidado!

- Não era a minha intenção! - Ele suspira. - Mas aconteceu - explica o loiro, meio envergonhado.

A expressão do rapaz muda, ele fica pensativo agora e consegue dar um sorriso em meio àquele momento tão ruim.

- Mas meu filho é a coisa mais linda que eu já vi!... Foi por ele e por Eliza, que eu vim. Eu nunca vou e arrepender, o senhor se arrepende de ter tido um neto? - pergunta ele, com ironia nos olhos.

- Pra falar a verdade... Não - consente Ronald, sem jeito.

Eles se olham e não dizem mais nada, mas a cada hora que se passa, Ronald fica mais intrigado com as coisas que Damien lhe diz.

~~~

O tempo passa, já está tarde, o breu toma conta de tudo lá fora e o silêncio só é quebrado pelos cantos dos grilos e cigarras. Ronald sente o corpo tremer de fome.

Agora ele observa que Damien parece inquieto, é nítido que Ronald não sente a vontade com ele. Não quer mostrar algum tipo de preocupação, mas estava quase impossível não perceber a agitação do rapaz.

Ronald engole a seco e abre a boca devagar, mas não sai nada, já na segunda tentativa finalmente ele consegue:

- O... Que você tem? - pergunta ele, sem jeito, Damien demora um pouco para responder.

- Estou com dor no corpo por causa dos golpes que levei, preciso dormir pelo menos um pouco, eu não dormi nada na noite passada... - Ele esfrega os olhos.

- E por que?

- Eh!... - Ele olha sem jeito, não pode dizer que passou a noite em claro no quarto de sua filha Eliza. - Eu... perdi o sono! - desconversa ele.

- Deite-se um pouco - Diz Ronald se deitando também, sentindo-se fraco. - você estaria melhor se estivesse em Paris, iria terminar o curso de medicina e seria um médico renomado.

- Eu já lhe disse que tenho minhas prioridades agora, Sr Ronald! Eu tenho um filho! - repete ele, como se Ronald não tivesse entendido. - E quando tudo estiver bem, eu vou cursar o que realmente tenho vontade. - Ele se acomoda no colchão velho, já sentindo seu corpo muito cansado - O Sr fala igual aos meus pais, sabia?

- E você fala como um jovem que acha que já sabe das coisas, assim como Eliza!

- O Sr também não sabe de tudo! Na vida nós nunca saberemos de tudo, cada dia aprendemos mais. - Damien vê Ronald se calar. - Não sabe como eu relutei contra as minhas vontades - comenta, pensativo. - A última coisa que eu queria era desapontar meus pais, o sonho deles é que eu fosse um médico renomado, mas eu não. Pela vontade deles eu até viajei e comecei a estudar medicina, mas nunca foi o que eu quis fazer, me sentia preso dentro de mim mesmo, perdido. As vezes eu só queria ser eu. Tinha vezes que minha vontade era sumir... Eles me pressionavam sem saber e eu não tinha coragem de dizer isso a eles.

Ao ver Damien, revelar seus sentimentos, Ronald percebe que também faz isso com Eliza.

- Eu escolhi artes plásticas, pois arte sempre mexeu comigo - Seus olhos brilham ao lembrar. - Até que conheci Eliza. Eu me sentia num labirinto, não estava vivendo os meus sonhos. Até que ela me guiou pelo labirinto das minhas incertezas, ajudando a me encontrar! Me mostrou que eu posso ser quem eu sou de verdade e que só eu poderia fazer isso. Encontrei nela essa força para tomar minhas decisões. E descobri que sem ela eu não conseguiria.

Ronald fica perplexo com tais descobertas e mais ainda por saber da importância que é Eliza na vida de Damien.

- Você tem razão, Eliza tem esse dom - ele abre um pequeno sorriso discreto - como se conheceram?

- Na verdade foi por um acaso... Eu a salvei de um cara na rua! - Diz ele e Ronald olha surpreso. - A primeira vez que a vi, foi numa livraria, eu ainda não sei explicar o que eu sinto até hoje quando a vejo!
Me desculpe o jeito de falar, mas ela ainda é a garota mais linda que já vi - diz, fascinado. - Eu saí unicamente na esperança de vê-la mais um pouco, mas ela virou a esquina correndo, porque havia um homem a seguindo, eu não pensei duas vezes, eu tinha que ajudar.

- Ela... nunca me disse isso - revela Ronald, cabisbaixo. - Quer dizer que você salvou a vida de minha filha no primeiro dia que se viram?!

- Talvez porque o senhor nunca tenha dado a oportunidade de ela dizer. - Supõe Damien - Depois disso... Não sabe como ela relutou para estar longe de mim! Ela disse que vocês tinham um trato e ela ia seguir com esse trato.

- Isso ela me disse.

- Mas eu percebia isso nos olhos dela, Ela nunca mentiu em circunstância alguma. Na verdade, ela é péssima em mentir! - Ele se diverte ao dizer - No dia que ela tentou, eu descobri logo em seguida. Eliza não queria que eu me preocupasse com os problemas que ela vinha enfrentando por causa do nosso namoro. - Ele percebe o olhar de Ronald diferente. - Desculpe, acho que falei demais. Não sei se o Sr consegue entender quando eu falo de nós.

- Na verdade eu... Acho que consigo, rapaz, eu... Agora consigo. - Declara Ronald, ainda sem jeito, mas com olhar enigmático.

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O dia começa a clarear. Damien abre os olhos e percebe que mesmo naquele lugar horrível ele ainda conseguiu dormir um pouco, estava cansado. Ele nota Ronald, alí deitado, já acordado, mas não parece bem.

- Sr Ronald! - Ele se levanta e vai ao seu encontro. - Tá tudo bem? - Damien encosta as mãos amarradas no ombro dele, com olhar preocupado.

Ele olha para o canto da porta e vê que já trouxeram o café da manhã, então o loiro engatinha ate a porta, pega o pão o café e trás para perto dele o sentando com dificuldade. - O Sr precisa comer alguma coisa! - Ele coloca o café perto dos seus lábios e Ronald o encara, está pálido e cansado, mas mesmo assim está muito surpreso com as atitudes de Damien desde que ficaram a sós. - Por favor, coma! Eu prometo que nós vamos sair daqui logo!

- Eu não quero! - Ele vira o rosto.

- Mas o Sr precisa! Senão pode morrer de fome!

- Quer saber, se eu morrer vai até ser melhor, ninguém da minha família me aguenta mais, eu só fiz mal a eles nos últimos tempos! Devo estar pagando por isso agora...

- Não! Não pense assim. Tudo tem um motivo, e sei que tem um motivo de estarmos aqui!

- Assim Lara se livra de mim de uma vez! Eliza vai poder ser feliz com você afinal, que pelo visto não é o que pensei - Ronald olha nos olhos dele e percebe algum sentimento.

- Damien... - Ronald agarra na manga da camisa dele e traz para mais perto - Se eu morrer de fome ou de outra coisa nesse sequestro... Quero que cuide de Eliza, de Bryan e fique perto de Lara. - Seus olhos estão profundos, suplicantes.

- O que está dizendo? - O Sr não vai morrer! - Ele olha firme nos olhos dele - Nós vamos sair daqui juntos - Por favor!...Alguém! - Ele grita olhando para a porta, depois olha rápido para Ronald - como se diz; Médico em português? - pergunta Damien já percebendo que Ronald já passa mal.

- Se for pra mim, eu não quero! - Diz ele com voz baixa, já sentido-se muito fraco.

- Por favor!.. Alguém! - Ele chama de novo.

- Eu não preciso de um médico. Em primeiro lugar, eles não estão aqui para cuidar de nós, entenda isso, e segundo, não tenho todo o dinheiro que eles estão pedindo. Se eu morrer, pelo menos não vou mais atrapalhar a vida de vocês e de ninguém!

Nesta hora um dos homem abre a porta com agressividade, com o celular no ouvido, conversando. Dizendo que não vai abrir mão de suas exigências e valores.

- Por favor, eu preciso de um médico! - diz Damien, preocupado.

- Vamos! Diga pra sua querida filha, que você está bem! Mas que já não sabe como vai ficar de agora em diante, já que sua família não pretende cooperar com você e dar o dinheiro! - diz um dos homens, com voz alterada.

- Ronald levanta a cabeça com dificuldade, mas animado para falar com sua família - Filha!... - É só o que ele consegue dizer, pois logo em seguida, sente uma tontura, sua visão fica turva e apaga, caindo com a cabeça no colchão, desmaiando de fome.

- Sr Ronald! - Damien o sacode pelo braço, com os olhos preocupados - Não! Ele não está bem! - grita Damien no celular - precisamos de um médico!

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