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Capítulo 01

              

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Eliza caminha à passos lentos, mesmo com o vento frio intenso, insistindo em congelar cada centímetro de seu corpo. Um sorriso discreto, coberto de satisfação, desenha seus lábios ao observar cada lugar. As lindas ruas. Os comércios com suas belas fachadas e cadeiras postas nas calçadas, para que seus clientes possam sentar-se, e saborear suas típicas e deliciosas comidas. É tudo convidativo. Sem falar dos pontos turísticos incríveis que ela vai sempre que quer relaxar.

Mesmo há alguns meses morando na cidade de Paris, a vista daquele lugar ainda a encanta em vários sentidos.
Tudo ali lhe inspira; as confeitarias, restaurantes e principalmente a cafeteria da rua de sua casa. Lugar que quase todas as tardes, sempre entra para pedir uma porção de "Macarons" com chocolate quente.

Ela para por um momento, levantando os olhos em direção da bela fachada típica e um suspiro de satisfação sai do fundo de seus pulmões. Eliza ama tudo isso. Logo que entra, já sente o cheiro delicioso de café tomar conta do ambiente. A garota tira sua touca e cachecol, ao sentir o calor bom e aconchegante cumprimentar seu corpo.

Depois de fazer seu pedido, ela senta-se próximo a janela, e começa a observar como o lugar está discretamente cheio. A TV ligada, pessoas conversando e saboreando seus cafés e chocolates.

Através da janela, ela vê pessoas bem agasalhadas, que passam em frente a cafeteria, enquanto uma fina camada de neve cai suavemente sobre eles, então ela começa a pensar em sua vida. Está animada em ter conseguido convencer seu pai a iniciar o curso de Artes plásticas, em outro país e ela escolheu a melhor cidade na sua opinião, a mesma que sempre teve vontade de estudar.

A hora passa rápido, ela nem percebeu que a escuridão já deu o ar da graça, e o frio se torna mais evidente. A garota ajeita suas luvas, touca branca e cachecol. Assim que paga a conta, ela continua andando por outros lugares, então logo avista a fachada de uma livraria bem à sua frente e seus olhos tomam um brilho especial:

- Hum... Só mais um lugar! - pensa decidida, antes de entrar no local.

Ela caminha devagar, olhando atenta as prateleiras, pegando um livro ou outro com jeito concentrado nas capas. Mas ao olhar para o lado, alguém chama a sua atenção, ela vê um rapaz se aproximando no mesmo corredor, ele carrega sua touca que acabara de tirar, devido ao calor aconchegante do ambiente, enquanto também tem os olhos concentrado nas prateleiras de livros.

A garota presta a atenção nele; Vê que pela sua altura, ele poderia pegar o livro que quisesse em qualquer prateleira, diferente dela que não passaria nem da metade. Ela passa os olhos, admirando seus cabelos dourados, pele bonita, lábios e bochechas coradas. E uma aparência fofa, predomina em sua face. O belo rapaz, usa um sobretudo preto e quente, junto a um cachecol azul que dá a volta em seu pescoço.

Enquanto Eliza observa, o loiro, se aproxima pegando um livro. Fazendo a garota sentir um cheiro doce, que a trouxe uma sensação agradável. Ela não consegue disfarçar, assim chamando a atenção dele, que percebe o olhar dela. Logo ele também lança de volta, um olhar penetrante para a pequena garota, pressionando um pouco o lábio, pareceu querer sorrir discreto, ao notar. Eliza engole em seco, voltando os olhos para seu livro bem rápido.

- Porque você tem que ser tão indiscreta, Eliza! - diz ela, consigo mesma - Mas ele é um gato. Droga! E eu chamei tanto a sua atenção ao ponto de perceber meus olhares?!

Ela ainda continua conversando com seus botões, enquanto ele a observa agora fingindo interesse pelos livros.
Depois que a garota escolhe seu livro, caminha em direção do caixa.

E ao mesmo tempo que espera chegar sua vez, ela olha novamente no corredor onde estava e vê o belo rapaz ainda a observá-la, de jeito discreto, a fazendo virar o rosto bem rápido e sentir um frio tomar sua barriga.

- Ele é lindo demais!...

E assim que termina de pagar, ela coloca sua touca, saindo da livraria. E colocar o pé para fora, o vento gelado parece quebrar seu corpo, então se apressa enquanto treme. As ruas já estão sem movimento, apenas são ouvidos os sons dos passos de suas botas cano alto.

Ela não gosta de andar por ai sozinha, mesmo sabendo que aquele bairro é calmo, ela se apressa.
Mas assim que vira em uma rua, ela se assusta dando de cara com um homem mal encarado que a olha fixamente. Aquele olhar faz seu corpo travar, então ela volta por onde entrou caminhando a passos largos, mas se surpreende ao olhar para trás e ver o homem a seguir.

- Calma Eliza!

Ela caminha bem mais rápido e ao olhar para trás mais uma vez, percebe que o homem apressou seus passos ainda mais atrás dela.

- Tá legal, agora eu estou realmente com medo!

Sem pensar mais, ela decide começar a correr e quando olha para trás vê o homem correr também, nesse momento o desespero toma conta de seu peito. Ela corre olhando para os lados tentando ver se encontra alguém para pedir ajuda, mas nada. Mesmo morando em um país tão perigoso como o Brasil, ela nunca passou por isso, parece até mentira, ela não poderia imaginar que justo ali isso está realmente acontecendo.

Sem ela notar, uma lágrima lhe escorre pelo canto do olho e para escapar, ela vira em uma rua estreita, mas logo para de correr bruscamente ao se deparar com um beco escuro e sem saída. Ela respira rápido enquanto ouve os passos do homem correndo atrás dela e se desespera, olhando para o beco e para fora.

- Te voila! - (aí está você!) - Ela ouve o homem dizer em francês, ao aparecer atrás dela, seus olhos maliciosos mostram que é capaz de tudo.

A garota está ofegante, de seus olhar, esbanja desespero ao ver daquele homem que se aproxima dela cada vez mais, então ele agarra em seu braço com firmeza a fazendo soltar um grunhido de medo. Mas sem imaginar:

- Tire suas mãos dela! - pede uma voz firme, em tom autoritário.

Eliza percebe que a voz masculina na língua francesa é grossa e assim que vira rápido o pescoço, se surpreende com sua sorte, é o rapaz que a viu há poucos minutos, na livraria...

....

- Eu já disse para tirar as mãos dela! - reforça o rapaz alto, caminhando apressado na direção deles, enquanto Eliza apenas observa sem ação, seu coração ainda bate acelerado pelo medo, sem saber ao certo o que fazer.

- Hum! O Rapaz veio ajudar a bela Dama! - diz irônico, o homem, se mostrando durão.

- Eu estou avisando... - O rapaz chega bem perto dele, com olhar sério, mas mostrando uma calma, como se soubesse bem o que está fazendo.

- Eu. Não tenho. Medo! - avisa o homem, pausadamente, ainda agarrado ao braço da garota, então ele aproxima o rosto mais perto de Eliza - Tão linda! - diz encostando as pontas dos dedos o rosto da garota, a fazendo afastar a mão dele com rapidez, ainda com medo nos olhos.

- Eu te avisei! - O rapaz vai para cima dele, o agarrando com firmeza, virando seus braços para trás com força e o deitando de bruços no chão, logo apoiando seu joelho nas costas do homem.

A ação é rápida e Eliza mal pôde entender o que aconteceu, apenas olha tudo com jeito apreensivo e agitado.

- Ahhh!! Me solta - O homem reclama, mas está muito bem imobilizado.

- Você gosta de importunar garotas, não é?!

- Me solta!... - pede o homem com braveza.

O rapaz nem se importa com a reclamação do homem e ainda apoiado sobre ele, tira o celular do bolso apressado.

- Tome, ligue para a polícia - Ele entrega o celular para Eliza, que disca o número.

- Tudo bem!

- A polícia vai chegar a qualquer momento - diz ele, se levantando e ajeitando suas roupas logo depois de amarrar as mãos dele com seu lenço.

....

Em pouquíssimos minutos a viatura da polícia chega e leva o homem. Eliza está do outro lado da rua, acompanhada pelo seu misterioso herói.

- Eu ainda não acredito que você o imobilizou tão rápido daquele jeito!
- diz ela, olhando surpresa, mas seus olhos ainda parecem perdidos.

- Digamos que eu conheça alguns golpes - Ele abaixa os olhos meio sem jeito, e um pequeno sorriso esboça em sua face.

- Conhece alguns golpes!? - repete ela - aquilo foi incrível!... - Eliza sorri mais relaxada.

- Tudo bem, eu confesso - Ele fecha os olhos consentindo. - Eu fiz aulas de luta por um tempo...

- Eu imaginei - diz percebendo ele ficar tímido - Mas eu não tive tempo de perguntar o nome do herói da minha noite!?

- Damien - Ele sorri estendendo-lhe a mão e Eliza fica encantada com o seus dentes perfeitos em um sorriso mais aberto.

- Me chamo, Eliza... - Ela pensa um pouco antes de perguntar. - Como sabia que eu estava em perigo?

- Eu saí da livraria logo atrás de você e quando você correu, eu vi o homem te seguir, então não pensei em mais nada, eu tinha que ajudar.

- Eu nem sei como agradecer. - Eliza diz e vê ele sorrir anasalado.

Como se o rapaz já se sentisse agradecido, apenas por ver um lindo sorriso, sendo formado nos lábios da garota, por sua causa. O rapaz se cala, admirando-a sem pudor dessa vez, fazendo Eliza perceber e sentir-se intimidada por aqueles olhos.

- Bem Eliza, sei que você ainda está se acalmando pelo que acabou de acontecer, mas já está ficando tarde, melhor irmos andando - Ele coloca sua touca, assim que percebe que o frio ainda os castigam. - Você aceita companhia até sua casa? Sinto que ainda parece meio assustada.

- Não!... - responde ela, rápido - "Claro que sim!" - porém em sua mente, a resposta é outra. - Eu moro à apenas, duas quadras daqui - disfarça ela.

- Mas eu insisto! Não vou ficar sossegado enquanto não ver você entrar na sua casa em segurança - pede ele, com um olhar tão fofo que faz a pequena garota se derreter e tentar disfarçar.

Eliza sabe muito bem quais são suas condições para estar estudando tão longe de casa.

Primeira: Nada se se envolver com algum rapaz.
Segunda: Nada de se envolver com algum rapaz Gringo.

Mas ele não é um rapaz! Ele é um pedaço de algodão doce, vindo direto das nuvens, da galáxia mais colorida, que me apareceu unicamente, para me matar de tanta fofura e doçura!

- Eliza? - Damien está com o cenho franzido sobre Eliza com jeito confuso, enquanto ela viaja em seus pensamentos mais loucos.

- O que?! - Ela acorda, se sentindo uma idiota.

Ok! Mas, em minha defesa, eu ainda estou me recuperando de minha experiência de quase morte causada por aquele homem! - pensa ela:

- O que você disse mesmo!? - pergunta ela com jeito confuso.

- Eu disse que prometo levá-la até a porta da sua casa. Ainda estou preocupado com você! - Ele olha fundo em seus olhos e Eliza sente sua barriga revirar de um jeito estranho.

- Tudo bem...

"Espera! Não era isso o que eu queria que saísse da minha boca!"

Ele sorri de um jeito adorável, ao vê-la aceitar seu pedido e dessa vez a garota precisou de um tempo para tomar o ar.

....

- Então você é Brasileira! - diz Damien, animado ao saber. - O que você estuda?

- Artes Plásticas, amo coisas do tipo, na verdade eu estudava história da Arte, mas tranquei o curso assim que consegui convencer meu pai de vir pra cá!

- Wau! Então temos aqui uma artista! Já está me deixando fascinado! - Comenta fazendo o pobre coração de Eliza bater forte no peito. - Imagino que você pinte também? - pergunta ele, com olhar animado.

- Sim, eu pinto muito bem! Mas gosto mesmo é de desenhos. Só não me considero uma artista ainda - Eliza sorri, apertando as mãos nos bolsos por causa do frio. - E você?

- Eu estudo medicina, mesmo sabendo que é bem puxado, estou amando - confessa o rapaz ficando pensativo, seu olhar se abaixa de forma estranha, fazendo Eliza notar que o jeito dele lhe parece triste ao dizer isso.

- Eu também gosto de desenhos, Eliza, mas gosto mais é de pintura, eu.... Também pinto um pouco - confessa o rapaz, com modéstia.

- Ora! - Eliza para de caminhar olhando pra ele, surpresa. - Poderíamos sentar e desenhar, qualquer dia desses, enquanto tomamos um delicioso chocolate quente bem aqui, na melhor cafeteria que existe! - Ela aponta para a cafeteria próximo á sua casa, de onde eles já se aproximam.

- Eu... Adoraria! - Ele para de caminhar ficando surpreso.

Ele se sente encantado enquanto olha fundo nos olhos grandes e castanhos dela mais uma vez. Seu jeito fica mais interessado e curioso em saber mais sobre a linda garota a sua frente.

Droga! O que eu acabei de dizer? Acabei de convidá-lo para sair! - briga consigo mesma.

Eles param na frente da pequena entrada da casa dela.

- Uma Brasileira que está realizando seus sonhos de um dia ser uma verdadeira artista na cidade que sempre quis, Paris. - Ele olha pensativo - Nada mal, não acha? - Damien aperta as mãos nos bolsos, se encolhendo, está quase impossível aguentar tanto frio.

- Bom Damien, já estou em casa, obrigada por ter me acompanhado, agora quero que vá pra casa e se aqueça, porque eu acho que vamos congelar a qualquer momento se continuarmos aqui fora! - Porém, a garota percebe o sorriso dele se apagar aos poucos.

É como se ele não quisesse que a companhia dela acabasse ali, tão rápido. Ele só quer ter mais desse momento na companhia da garota que o chamou a atenção desde a livraria.

- Tudo bem. Foi um prazer em conhecê-la, Eliza... - diz baixo e sem jeito.

- O prazer foi todo meu...

O silêncio prevalece, enquanto eles se olham. E como o olhar de Damien é incrível! Por um momento, Eliza tem suas dúvidas se ele pode mesmo ser real. Mas sem imaginar ela o vê se aproximar encostando os lábios em sua bochecha delicadamente, deixando um beijo carinhoso, fazendo um barulhinho discreto e bom. E suas respostas vieram bem rápido:

- Sim, ele é real. E como!

- Até mais, Eliza... - Ele se vira e caminha olhando para trás.

- Até...

Ela permanece parada o olhando se afastar mais e seu coração já dói só de imaginar que nunca mais verá um homem incrível como ele de novo.
Mas ele não disse adeus.
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