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Save me (Japanese version)

O pressentimento de que havia sido Jimin quem tinha entrado na sala quando Andrey a beijara fazia com que tudo parecesse ainda pior do que já era. Seguiu os passos – ou o som deles – até uma saída de emergência e se viu numa das varandas mais altas do prédio, diante de Seul toda iluminada a noite. A vista era espetacular e dali ela podia claramente ver praticamente a cidade toda. Forçou-se a desviar o olhar e encontrar sua testemunha.

– Até que você foi rápida. – falou Julia. Estava apoiada na sacada, de costas para a vista incrível, esperando Anja de braços cruzados. Não parecia julgar ou acusar a bailarina, parecia apenas cansada e preocupada, como se já tivesse passado por coisas difíceis tanto quanto Anja.

– Eu achei que...

– Achou que tivesse sido o Jimin. Eu sei. O que teria feito se fosse?

Anja não soube responder. Não sabia mais o que fazer ou como agir dali em diante. Acreditava, até poucas horas antes, que tinha tudo sob controle. Em breve Andrey seria chutado da Big Hit e ela viveria aquele ano como deveria viver, junto de um novo amor, tendo que lidar apenas com a burocracia de esconder isso do público, muito mais fácil e simples do que ter que protegê-lo de seu ex-namorado psicopata. Pensou nas palavras do diretor e na ameaça que elas eram para a vida de Jimin.

– O Jimin é o melhor de todos nós. O que pretende ficando com ele e seu ex ao mesmo tempo? – Julia interrompeu o fluxo de pensamentos da bailarina, trazendo-a para a realidade.

– Não estou. – começou ela, se aproximando de Julia e da beirada da sacada para se apoiar ali também. Soltou um longo suspiro antes de continuar. – Terminamos há meses. Antes mesmo de eu ter qualquer sentimento por Jimin.

Seu olhar se perdeu na paisagem. Nunca havia imaginado que teria uma vida cheia de altos e baixos como a que tinha. Quando fizera seu teste para o papel principal do espetáculo de Andrey, quase dez anos atrás, tudo o que buscou foi o reconhecimento por todos aqueles anos dançando e se esticando e sendo fora do padrão que o mundo queria de uma bailarina. Cada prêmio, cada dedo sangrando, unha arrancada, sapatilha ensanguentada era menos do que nada comparado ao medo que estava sentindo. Trocaria tudo isso para ver Jimin vivo, saudável e feliz com o maior prazer. Mas o preço era outro e ela não sabia se era generosa o suficiente.

– Também acho que o Jimin é o melhor de todos nós aqui. – murmurou muito tempo depois, interrompendo o silêncio que se instalara entre as duas.

– Mas...?

– Sem "mas", é isso mesmo. Jimin é a melhor pessoa que eu conheci. – falou com simplicidade. – Andrey e eu vivemos muita coisa juntos. E ele me machucou muito também. O Jimin é completamente o oposto. Ele me conforta sem perceber. O sorrisinho de olhos fechados que ele dá, os aplausos entusiasmados quando consigo fazer uma nova manobra de hip hop, a cabeça jogada para trás quando ri... cada uma dessas coisas me ajuda a sair de um buraco que eu mesma cavei e que Andrey ajudou a aprofundar.

Julia continuou quieta, pensando nos próprios problemas. Também tinha passado por muita coisa até chegar ali. Nada comparado a um relacionamento abusivo, claro, mas ainda assim conseguia sentir empatia pelo que a bailarina contava. Jimin era como seu irmão mais querido, o mais gentil e frágil entre todos os meninos e também o que tinha maior poder de cura entre os sete.

– Você o ama. – não era uma pergunta. Olhou para Anja e a flagrou secando algumas lágrimas.

– Amo. Mas tenho muito medo desse amor. É diferente de qualquer outra coisa que já senti. E o Andrey, ele... – sentiu o pranto vir junto com as lágrimas, se perdendo nas palavras em japonês, sem conseguir continuar. – Andrey vai mata-lo por causa desse amor. – completou em russo.

– O que? – perguntou Julia. Anja não conseguiu explicar. Tinha medo de contar aquilo a qualquer pessoa e ela automaticamente se tornar vitima de Andrey. Sentiu os braços de Julia ao redor de si e chorou mais ainda. O encontro com Jimin tinha lhe dado mais do que jamais pudera imaginar, confiança, felicidade, um amor e agora mais uma amizade além de Alyona.

*   *   *

– Noona? – a voz de Jimin trouxe Anja de volta à realidade. Fazia dois dias que não conseguia dormir direito pensando nas ameaças de Andrey. Desconfiava de tudo e de todos, evitando consumir qualquer coisa que não tivesse sido comprada diretamente por ela ou Alyona. Nem de Alex ela aceitava nada, com medo do que pudesse estar escondido ali. Tinha acabado de dar um tapa na garrafa de água que Jimin acabara de abrir, jogando-a longe e o assustando.

– Desculpe, eu...

– Aconteceu alguma coisa? – perguntou ele, colocando as mãos protetoramente nos ombros dela e tentando fazer algum contato visual. Mas os olhos verdes agora sempre fugiam de seus olhos, com medo de alguma coisa que ele não conseguia entender.

– O que?

– Você ouviu o que eu perguntei?

– Desculpa. Não aconteceu nada. Só estou cansada... não me lembrava de como era cansativo ensaiar todos os dias para um espetáculo. – mentiu.

Jimin a olhou intrigado. Sabia que era mentira, podia ver isso de longe, mas não queria ser invasivo. Não depois de todos aqueles dias sem se verem. Era a primeira vez que conseguiam um tempo juntos, sozinhos e sem que ele passasse metade do tempo preocupado com uma tosse que não se curava nunca.

– Quer descansar?

– Quero... – respondeu sorrindo pela primeira vez. Seus olhos desviaram dos olhos de Jimin e encontraram os de Andrey, do outro lado da janelinha de vidro da porta. Sorria como se soubesse de algo que mais ninguém sabia, algo cruel e maligno. Anja sabia bem o que era. Afastou-se automaticamente de Jimin, colocando uma distância considerável entre si.

– O que foi? – ele fez menção de olhar na mesma direção que ela, mas ela o abraçou com força.

– Vamos fugir. – sussurrou em seu ouvido, ainda encarando os olhos malignos de Andrey.

– Não se esqueça do que eu te contei... – viu-o murmurar, sem som, do outro lado da porta.

– Fugir? Por que? Noona, você está bem? – Jimin se afastou um pouco, observando Anja de perto. Ela estava com olheiras profundas, os olhos vagos e bem mais magra do que ele se lembrava. Mas não era nada que ele considerasse saudável. Estava com cara de doente. – Você comeu? Está fazendo alguma dieta? Pode me contar, sou especialista nelas...

– Dieta? Não, eu... Por que? Acha que estou gorda? – perguntou na defensiva.

– Não, eu... Você anda estranha, Noona. Dispersa. E agora fala em fugir...

– Fugir? Sim! Vamos fugir. Vamos voltar ao Havaí!

Anja não dizia nada com nada. Seus olhos não focavam em nada por mais do que alguns segundos e ela realmente sentia que estava prestes a desmaiar. Mas tinha que aproveitar aqueles minutos junto de Jimin. Ainda não tinha descoberto uma maneira de protegê-lo, então precisava aproveitar cada segundo desse tempo precioso juntos.

Colou o corpo ao de Jimin e fechou os olhos, se afogando no cheiro doce do perfume dele. Quando reabriu os olhos se viu deitada num sofá confortável. Estava numa sala que não conhecia ainda dentro da empresa, mas era um ambiente relaxante, percebeu que havia sido decorado e preparado para situações como aquela. Tentou se sentar, mas alguém a segurou e a forçou a se deitar de novo.

– Calma, Anjinho. Qualquer movimento brusco pode fazer você desmaiar de novo.

Anja fechou os olhos com raiva. Não era aquela voz que esperava ouvir. Mas a conversa chamou a atenção de mais gente na sala e logo ela sentiu as mãozinhas de Jimin ao redor da sua.

– Noona.

Abriu os olhos. Esperava qualquer coisa, menos Jimin e Andrey juntos acudindo ela.

– O que aconteceu?

– Você me abraçou e acabou desmaiando. O diretor ajudou a te trazer para cá. – respondeu ele prontamente. Anja gemeu frustrada. Podia ser qualquer pessoa. Qualquer uma. Mas o destino quis que fosse justamente Andrey.

– Seu amigo James não hesitou em pedir ajuda. Sorte a nossa que eu estava por perto, não é mesmo?

– Cadê a Alyona ou o Alex? – perguntou em japonês. Não queria falar com Andrey, independente dele ter ajudado ou não. Nenhuma ajuda vinda dele era gratuita.

– Estão vindo. Liguei para eles assim que chegamos aqui. – respondeu Jimin sorrindo. Parecia mais pálido do que ela se lembrava, como se na verdade ele fosse a pessoa doente e não ela. Queria sair dali logo, ficar o mais longe que pudesse de Andrey, mas nem ele e nem Jimin deixavam que ela se movesse ou levantasse do sofá.

– Eu quero ir para casa.

– Primeiro vamos esperar o médico... Já pedi que um viesse... depois disso vamos embora. Prometo. – respondeu Jimin.

– Ele não é fofo? – começou Andrey, usando um tom de voz controlado, como se estivesse prestes a agradecer a Jimin por todo o apoio que ele dava a Anja sempre. Mas a bailarina sabia que vinha algo a mais, esse tom era o mais perigoso de todos, era o mesmo que fez com que ela entrasse no jogo dele por tantos anos. – Uma pena que o veneno já esteja correndo nas veias dele... quase me arrependo, mas olha como ele já está pálido. Tsc, já não tem mais volta... – falou com pena.

– O que ele disse, Noona? – perguntou Jimin olhando de Andrey para Anja. Assim como o diretor, ele sorria de modo gentil, mas da parte dele era sincero e a bailarina sabia disso.

– Anda, Anjinho, conte a ele o que eu disse. – falou o russo antes que ela pudesse dizer qualquer coisa. Tinha deduzido o que o garoto havia dito apenas pelo tom de voz dele. As pessoas eram muito previsíveis, principalmente quando se tratava sobre o amor.

Anja não conseguia dizer nada. Ela sentia seu coração batendo acelerado no peito e o ar escapando muito rapidamente de seus pulmões. Estava prestes a ter um ataque de pânico e não podia dizer nada além de mentiras. E se contasse a Jimin sobre o que Andrey acabara de dizer? E se ele não acreditasse? E se fosse taxada de louca? Deus sabe como ela parece com uma agora!

– Noona, respire! – Jimin falou sentando ao lado dela e passando o braço pelos ombros protetoramente. Ela não conseguia desviar o olhar dele. De perto, ele realmente estava mais pálido, com um rostinho abatido, mas antes achava que era culpa das horas de ensaio e compromissos do grupo. Agora começava a acreditar em Andrey. Apertou os dedos dele entre os seus, ansiosa, querendo juntar forças e tira-lo do caminho do diretor.

– Não se preocupe, acho que se eu não mandar mais nenhum presente, ele ainda pode se salvar. – falou o russo, ainda naquele tom doce e gentil, como se estivesse dizendo exatamente a mesma coisa que Jimin. De fato, foi essa a interpretação que o coreano fez. – É só me prometer cumprir nosso acordo... ele não precisa passar pelas mesmas coisas que a pobre Frederika passou, não acha? Comecei a me afeiçoar a ele.

O pânico foi tomando conta do corpo e da mente da ruiva, sem conseguir dizer nada. Sentia o ar faltando e apertava cada vez mais a mão de Jimin no processo, olhando de ele para o diretor desesperada.

– Jimi! Jimi! Eu vou morrer! Não consigo respirar! Socorro! – pediu, subindo e descendo o peito numa tentativa vã de puxar mais ar. Antes que tivesse uma sincope nervosa, o médico entrou com Alex e Alyona.

– Todo mundo para fora. – falou o médico, sendo traduzido prontamente por Alyona.

– Jimi! – Anja gritou, segurando a mão dele, mas o médico tinha sido enfático. A última coisa que a bailarina viu antes de receber uma injeção de calmante foi Jimin sorrindo e murmurando que tudo ia ficar bem. Não ia. 

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Nota da autora: desculpa pelo puro suco de angst, mas vamos seguir nessa vibe por mais um tempo, até tudo se resolver entre nossos protagonistas. Espero que gostem. Bjs

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