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Crystal Snow

Jimin queria sentar logo na primeira fileira, para ver em detalhes cada passo dado naquela apresentação de dança, mas por segurança, ele e os empresários que o acompanhavam tiveram que sentar no fundo. Estava de férias e qualquer coisa que fizesse era motivo para aparecer nos tabloides - coreanos ou não - então evitava mostrar onde ia ou com quem estava.

            Tinha ouvido falar de Anja Wang antes mesmo de ser famoso. O nome dela repercutia no meio, seja no ballet clássico ou no contemporâneo, não apenas pelos prêmios que ela já colecionava, mas também pelo mistério por trás de seu nome. Eram poucos os conhecidos que haviam de fato visto ela dançar e menos ainda os que conseguiram algum contato com ela. Não havia vídeo, foto, entrevista, quase nada divulgado na mídia, mesmo assim o nome dela era dito com exclamações de admiração onde quer que fosse dito.

Sua expectativa era grande para aquele encontro e se sentia privilegiado por poder assistir uma apresentação praticamente exclusiva. Quando ela entrou no palco, ficou esperando que mais gente entrasse, pois achou que aquela bailarina baixinha, ruiva e fora do padrão fosse uma dançarina auxiliar do espetáculo. Ela era muito bonita e o cabelo dela se destacava de longe, mas ele esperava uma bailarina chinesa e, bem... alta e talvez um pouco mais magra do que aquela. Mas mais ninguém entrou no palco e logo a música começou a tocar.

A transformação foi imediata e Jimin entendeu a presença daquela bailarina ruiva. Ela era Anja Wang. Quando ela começou a dançar, foi como se ele fosse transportado para outra dimensão junto com ela. Anja se movia pela música como se fossem uma coisa só, se complementando a cada novo passo, a cada novo gesto. A delicadeza e precisão dela eram fantásticas. Jimin se pegou inclinando-se para frente, querendo ver de perto tudo o que ela fazia, mas impossibilitado pela distância onde haviam sentado.

Ela não precisava de cenário ou bailarinos auxiliares, bastava Anja e a música para que o espetáculo estivesse perfeito. O coração dele vibrava quando ela saltava e encolhia quando a música e a dança mostravam o sofrimento guardado em seu coração. Ele percebeu ali que a dança era a alma de Anja e ficou maravilhado e um pouco decepcionado porque acabou muito rápido. Não conseguiu evitar se levantar e aplaudir com entusiasmo quando ela terminou.

– Você está chorando? – perguntou o empresário, aplaudindo com o mesmo entusiasmo que ele.

– Não! – mentiu. Riu em seguida, secando as lágrimas apenas para continuar aplaudindo. – Quero falar com ela, Hyung. Posso?

– Viemos para isso.

Assim, vinte minutos depois, Jimin estava se sentindo um fã sem jeito do lado de fora do corredor dos camarins. Pensou nos fãs que passavam horas no sol esperando para verem o show do grupo e sorriu. "Então é assim que eles se sentem" – pensou.

Um garoto cheio de sardas passou por ele no corredor e bateu à porta de Anja. Carregava um buquê grande de rosas amarelas e entrou sem aguardar resposta, deixando as flores e saindo em seguida. Poucos minutos depois ele ouviu o gemido dela. Ficou em dúvida se era de felicidade ou frustração, mas decidiu que era hora de mostrar que estava ali esperando para bancar o fã. Bateu a porta e entrou em seguida, sem esperar pela resposta, assim como o garoto havia feito.

Anja segurava as flores acima da cabeça, pronta para lança-las longe. Se ele não fosse tão obviamente coreano, ele tinha certeza que era na cabeça dele que ela jogaria o buquê. Sentiu o impulso de começar a rir do choque estampado no rosto bonito da moça, mas se controlou.

– Bonitas flores. Queria ter pensado em trazer algumas. Você com certeza merece... mas eu traria rosas vermelhas, combinam mais. – falou sorrindo. Como ela não respondia nada, imaginou que não entendia nada de hangul.

– English?

Silêncio.

– Certo. Vamos ter que esperar pela intérprete então. Uma pena porque eu queria muito poder te dizer como gostei do que vi. Do que estou vendo. Mas provavelmente não vai entender nada... mesmo que eu disser.

Colocou as mãos a frente do corpo, balançando-se no mesmo lugar, esperando que alguém que falasse russo e coreano entrasse logo no camarim. Quanto mais ele ficava ali, mais queria conversar e mais frustrante isso era, porque ela não entenderia nem metade do que ele tinha que dizer. Novamente teve aquela sensação estranha de que provavelmente é isso que uma parte de seus fãs passa durante o show quando ele e os irmãos decidem conversar com o público e esquecem que não estão na Coreia. Sorriu sem jeito, determinado a parar de falar, mas sem conseguir.

– Queria tanto que me entendesse antes de mais gente entrar aqui... seria tão legal falar o quanto eu gostei do jeito que dança. É puro e cru, como se você e a música se fundiss... ah, eles chegaram. – ficou finalmente quieto com a chegada dos dois empresários e da moça que seria a intérprete. Ao contrário de Anja, ela parecia asiática, mas falava aquela língua acelerada que só de tentar pronunciar imitando já dava um nó na língua dele. Como a moça apontava para ele e os outros dois, deduziu que estava sendo apresentado. Entendeu quando ela disse o nome da empresa, então se inclinou num cumprimento formal deduzindo que seu nome seria mencionado depois.

– Como se pronuncia o nome dela? Não quero falar errado... – perguntou.

– Anya. – respondeu a moça sorrindo. Explicou como se escrevia o nome e ele ficou surpreso com o coreano quase sem sotaque daquela moça.

– Anya-ssi... – decidiu falar o que realmente achara da dança e foi prontamente traduzido conforme falava. Mas não era a mesma coisa, queria que ela tivesse entendido na primeira vez que ele disse, quando não havia tantos olhos e ouvidos por perto. Estava bancando o fã e se sentindo como um, com vontade de demonstrar todo o seu apreço ali, em palavras, mas impossibilitado pela vergonha de se abrir completamente em frente a tantas pessoas. Continuou falando, no entanto, incapaz de conter seu entusiasmo em saber que trabalhariam juntos dali em diante. Mas o sorriso dela foi diminuindo conforme ele era traduzido e ficou curioso para saber qual parte do que dissera tinha sido mal interpretado.

***

– Quando vou poder ensaiar com ela?

– Mas não era você que estava de férias e não queria pensar em trabalho? – perguntou a empresária que avaliava alguns documentos no carro a caminho do hotel.

– Ah, sim, mas eu não preciso estar trabalhando para ensaiar alguns passos de dança... Principalmente se for com Anja Wang. Você viu como ela dançou?! – perguntou, incapaz de esconder a admiração.

– Vai ter a oportunidade de falar mais com ela hoje ainda, se quiser. – comentou a mulher. Levantou o contrato com um gesto para Jimin. – Eles fizeram questão de colocar no contrato que pagaríamos a hospedagem dela, do irmão e da empresária nos mesmos lugares que ficarmos até finalmente voltarmos para Seul. – explicou.

– Isso significa que ela vai me acompanhar durante minhas viagens?

– Se for tudo bem para você... o contrato ainda não foi assinado. Posso reescrever essa parte e despachá-los para Seul antes... Acha que os outros vão recebê-la bem sem você?

Jimin ficou pensativo. Não tinha planejado viajar com uma estranha, o que dizer de três. Muito menos envolver o trabalho nisso. Era a primeira vez que tirava férias de verdade e não queria perder essa chance de viajar sem nenhuma preocupação – ou quase nenhuma, na medida do possível.

– Se eu disser que tudo bem... – parou, ainda sem olhar para a empresária – significa que minhas férias acabaram e já vou ter que ensaiar?

– Não... significa apenas que vai ganhar três companhias a mais na sua viagem. Tenho certeza que nenhum deles vai te incomodar... só um deles te conhece como "o Jimin do BTS".

– É mesmo? Qual deles? – não queria, mas acabou demonstrando na voz a esperança de que fosse Anja.

– A empresária dela... foi ela que arranjou nossa audição particular.

– Ah...

– O que foi?

– Nada... – voltou a ficar em silêncio, pensando nas consequências de aceitar aquela condição dada por eles em seu contrato. Se fosse apenas Anja, ele diria sim imediatamente. Mas havia esse irmão que ele não conhecia e a empresária que no fim ficaria como intérprete deles. Pelo visto nunca poderia dizer o que achava da dança dela sem que tivesse testemunhas.

– E quanto ao obstáculo linguístico? Ela consegue falar ainda menos de inglês do que eu...

– Bom... a empresária dela me garantiu que ela sabe japonês... pelo menos vão poder conversar um pouco, talvez? – falou. – Isso significa que aceitou?

– Não sei ainda... temos algo planejado para hoje a noite? Acho que primeiro preciso conhecer os três melhor. 

– Eles querem te levar para uma festa de despedida da Anja. Quer ir? O Min Ho pode ir com você, se se sentir mais seguro...

– Ok. Pode ser, então.

***

Estava usando uma máscara preta, parado num canto com o segurança enquanto esperavam a chegada de Anja. Ainda estava confuso com o momento em que decidiram ir direto para a tal festa surpresa ao invés de voltarem ao hotel antes, mas sentia que tinha parte da culpa nisso. Ainda conseguia sentir a empolgação no coração sempre que se lembrava da dança que havia visto.

As luzes foram apagadas e em algum momento alguém fez "shh" próximo à porta. Foi a única coisa que ele entendeu em toda conversa naquele ambiente. Ficou contente porque ninguém pareceu se incomodar com a presença de dois coreanos cobertos por máscaras, era quase como se ele não fosse mais famoso e isso, de alguma forma, foi reconfortante. Não queria estragar aquele momento tendo que correr atrás de revistas, jornais e perfis no twitter para impedir que fotos fossem vazadas. Aparentemente ninguém ali se importava com ele.

Involuntariamente se viu nas pontas dos pés, tentando ver a chegada de Anja tanto quanto os outros. Certamente gritou com eles quando as luzes foram acesas e ela entrou, sentiu as palmas das mãos arderem com o entusiasmo com que aplaudia e sorria como nunca. Infelizmente ela não o viu ali, em meio a tanta gente, mas ele notou a ânsia dela de sair para um lugar mais vazio. Não perdeu a bailarina de vista, acompanhando a reação dela a cada cumprimento que recebia por onde ia. Até que chegou nele e no segurança.

– Anya-ssi. Você está bem? – perguntou em japonês. Ela arregalou os olhos verdes e sorriu genuinamente pela primeira vez desde que havia chegado.

– Consegui te entender finalmente! – respondeu num japonês carregado de sotaque e pouco uso. Os dois ficaram assim, sorrindo um para o outro enquanto seguravam as mãos.

– Anja, tem mais gente querendo te ver! – chamou um rapaz ruivo se aproximando.

– Ah, Alex! Venha cá, antes quero te apresentar alguém.

Jimin ficou olhando de um para o outro sem entender absolutamente nada do que diziam, seu sorriso congelado no rosto.

– Jimi, esse é meu irmão, Alexandre. Alex, se for mais fácil. Ele também ama dança contemporânea, me disseram que é sua especialidade, não é? – apresentou ela. Repetiu a apresentação para o irmão que olhava Jimin da cabeça aos pés, muito interessado naquele rapaz com rosto de anjo asiático. Ele estendeu a mão para o coreano que a apertou relutantemente.

– Muito prazer em te conhecer. Você é muito gato. – falou Alex.

– ALEX! – exclamou Anja. – Ele disse que é um prazer também. Com licença. – explicou para Jimin sem traduzir a ultima parte da fala do irmão e o empurrando para longe. Continuou cumprimentando as pessoas até finalmente desaparecer por uma porta e deixar Jimin com uma sensação estranha de que havia sido ignorado.

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