Um Novo Lar
As diversas flores que estavam em frente a janela um ar de paz praquele quarto, depois que fiquei amiga de Rei-sama meus dias têm sido mais animados e felizes, ela e Sakura-sama são as pessoas que mais me fazem sorrir naquele lugar um tanto monótono.
Meu pai havia me visitado mais duas vezes ao longo das semanas seguintes e me trouxe mais algumas mudas de roupas e alguns livros, que de acordo com ele eram meus favoritos, também me trouxe notícias sobre meus "irmãos" e do entregador de flores misterioso, de acordo com ele a pessoa que me entrega as flores está muito preocupado comigo e espera que as flores que vem me trazendo melhore meu estado de saúde.
Isso é uma atitude muito linda na minha visão.
Queria poder conhecer ele, agradecer pelas flores... Mas infelizmente, ainda não posso fazer nada disso, assim que eu receber alta tenho que primeiro me adaptar com "minha nova família".
Meu pai me falou algumas vezes sobre meus irmãos, mas sinceramente não consigo nem criar uma imagem deles na minha cabeça.
Se nem eles consigo imaginar, até parece que eu conseguiria imaginar meu entregador de flores misterioso.
Enquanto estava perdida em meus pensamentos, Sakura-sama entrou no quarto e me chamava pelo nome, até que despertei e olhei pra ela meio perplexa.
-Sakura-sama? Aconteceu alguma coisa?-questiono observando a mais velha se aproximar da cama.
-Eu vim lhe trazer uma das melhores notícias de todos os tempos!!-ela exclamou com um sorriso no rosto.
-E qual seria?-questiono curiosa enquando observo ela.
-VOCÊ VAI RECEBER ALTAAAA-ela gritou e pulou pra me abraçar.
Alta... Eu iria receber alta... Acho que a única expressão no meu rosto era... Felicidade.
Finalmente eu iria conhecer essa cidade além das janelas do hospital e saber o porquê de eu estar aqui nesse mundo, eu não tinha palavras para descrever a minha felicidade.
-Querida? Está tudo bem?-ela questiona me observando procurando alguma resposta.
-Essa é a melhor notícia que eu poderia receber, obrigada Sakura-sama-falo e abraço a mais velha sendo abraçada de volta.
-Você precisa se arrumar para sua alta, seu pai deve chegar logo-ela fala se levantando e indo até a mochila que meu pai havia me trazido na primeira visita.
Ela tira da mochila uma camisa branca e uma saia preta e me entrega para eu vestir, eu levanto e vou me preparar para ir embora daquele hospital, logo depois de me vestir Sakura-sama me ajuda a arrumar meu cabelo.
Depois de eu estar pronta para ir embora eu decidi ir ver Rei-sama uma última vez, aviso Sakura-sama e saio do quarto caminhando até o quarto de Rei-Sama para poder lhe dar um tchau.
Bato na porta esperando alguma resposta e sou atendida pela dona de cabelos brancos e olhos acinzentados, a mulher que melhorou meus dias com suas inúmeras histórias incríveis e seus relatos sobre seus filhos, como uma mulher doce como aquela aceitou casar com um ser horrendo como aquele demônio de cabelos vermelhos??
Algumas coisas não faziam sentido para mim.
-Vitória! Que visita maravilhosa querida, oque lhe traz aqui?-a mulher pergunta me deixando entrar.
-Eu vou receber alta e quis lhe dar um abraço e um tchau decente pois você me ajudou muito aqui no hospital, Rei-sama-explico observando a mulher.
-Entendo, querida é muito doce da sua parte querer fazer algo tão gentil, eu agradeço muito-ela sorrio me observando.
Ela abre os braços e sorri me olhando, eu me aproximo e abraço a mais velha, sinto um afago delicado em meus cabelos e eu sorrio sentido o toque, Rei-sama era tão gentil comigo de tantas formas que eu nunca teria como agradecer ela, uma mulher dessas só merecia amor e carinho de todo mundo e nunca merecia ter sido machucada do jeito que foi... Se eu pudesse faria qualquer coisa para impedir que ela sofresse tanto...
Quando o abraço acabou eu observei a mais velha sorrir para mim, ela faz um pequeno carinho em meu rosto e beija minha testa.
-Prometa pra mim que irá se cuidar, não volte tão cedo para esse hospital-ela fala e solta uma pequena risada.
-Pode deixar, Rei-sama vou tomar todo cuidado possível e só voltarei pra te visitar... Se estiver tudo okay para eu voltar-comento esperando a reação da mulher.
-Você deve me visitar sim!! Estarei esperando ansiosamente pela sua volta, minha querida-ela fala e me abraça novamente.
Eu nunca achei que ficaria triste indo embora desse hospital mas... Agora tendo que deixar Rei-sama e Sakura-sama... Aquilo era algo que doía no meu peito de uma forma tão forte que tudo oque eu queria era chorar e abraçar as duas pra todo sempre.
O abraço é desfeito e Rei-sama sorri mais uma vez, eu faria de tudo para poder ver ela novamente, eu me despeço dela e volto ao meu quarto para esperar meu pai chegar, enquanto caminhava para o quarto pude ouvir gotas de chuva baterem nas janelas dos corredores, a chuva estava fraca mas não duvidava que podia aumentar com o passar das horas, eu finalmente entro no quarto e vejo Sakura-sama arrumando todas as minhas flores em um grande buquê, quando a mulher ouve a porta abrindo ela se vira pra mim sorrindo.
-Achei que gostaria de levar as flores para sua casa, então decidi juntar todas elas para você, querida-Sakura explica observando.
-Muito obrigada, Sakura-sama eu amei a ideia-eu falo e sorrio para a enfermeira.
É isso eu estava indo pra casa.
Os pingos de chuva batiam mais forte na janela dessa vez, e isso nem quinze minutos depois que a chuva havia começado, lá estava meu "pai" entrando pela porta com um sorriso capaz de iluminar um bairro inteiro e usando um terno preto com uma gravata vermelha, praticamente um homem de negócios perfeito na minha opinião.
-Pronta para ir pra casa, Starlight?-ele perguntou com uma voz doce e gentil me chamando pelo meu apelido na família, e que me soava muito familiar.
-Sim, pai estou pronta para ir-respondo segurando a mochila que tinha minhas coisas.
Ele me entregou um casaco que havia trazido e eu vesti, me viro para olhar Sakura e percebo que ela estava quase chorando.
-Sakura-sama?-eu a chamo e ela me olha com os olhos lacrimejando.
-Me perdoe, querida é que... Você foi a melhor paciente que eu pude atender em toda a minha carreira, eu sentirei sua falta-ela explica e me abraça forte.
Eu a abraço de volta e posso ouvir ela chorando, Sakura-sama foi a pessoa que cuidou de todas as minhas necessidades quando eu mais precisava de ajuda, eu sempre seria grata a ela e a Rei-sama por toda a minha vida, eu abraço ela forte e algumas lágrimas minhas caem no chão, Sakura-sama me abraça mais forte e faz carinho em meus cabelos.
-Seja feliz minha querida e não volte tão cedo pra esse hospital-ela comenta e solta uma pequena risada enquanto me abraça.
-Eu prometo, Sakura-sama-eu falo sorrindo enquanto abraçava ela.
Nos separamos e Sakura-sama beija minha testa sorrindo, naquele momento eu estava indo pra uma parte nesse mundo totalmente nova, eu deixaria aquele hospital e estava pronta pra seguir meu objetivo de descobrir o porquê de estar lá.
Eu iria conseguir respostas.
Lá estava eu, na frente da saída do hospital com meu pai segurando um guarda chuva ao meu lado, seria a primeira vez que coloco os pés para fora do hospital e aquilo me aterrorizada de alguma forma, sinto alguém colocando a mão sobre meu ombro.
-Pronta, Starlight?-meu pai pergunta me observando com um sorriso calmo no rosto.
-Sim, pai só um pouco nervosa com tudo isso, ainda não lembro de várias coisas-respondo observando o homem ao meu lado.
-Não se preocupe, eu e seus irmãos iremos te ajudar em tudo, agora melhor irmos antes que o trânsito aumente-ele fala e me leva de guarda chuva até um carro preto com quarto portas.
Ele abre a porta do passageiro e eu entro já colocando o cinto, logo depois que ele se senta no lugar do motorista e antes de ligar o carro e tira três bichinhos de pelúcia do banco de traz.
-Vitória, que bom que você teve alta, eu não sabia qual você ia gostar mais então eu trouxe os três, o que achou?-ele pergunta me olhando.
-Não preciso deles-respondo num tom sério tentando não ser mal educada com o mais velho.
-Não! Tem que escolher um, vamos lá!! Faz de conta como se o mundo estivesse prestes a acabar!! Vai lá!! Três, dois-ele explica mas é interrompido com a minha voz.
-Então eu quero o gatinho-respondo com firmeza na voz observando o gatinho de pelúcia.
-Aqui-ele fala e me entrega o gatinho e coloca os outros no banco de trás, logo ele liga o carro e começa a manobrar pra sair do estacionamento do hospital.
Depois que saímos dos limites dos hospitais eu comecei a observar todos os prédios que estavam no caminho, haviam vários carros de pessoas que estavam saindo do trabalho essa hora e por isso havia um grande trânsito.
Musutafu tinha uma beleza digna de uma cidade japonesa, em suas ruas haviam diversas pessoas andando com seus amigos, indo pra casa, voltando da escola e esse tipo de coisa que se fazia naquele horário, eu conseguia ver país passeando com seus filhos e alguns casais de mãos dadas sorrindo.
Era algo que eu estava com saudade de ver, coisas normais que traziam alguma alegria pra uma pessoa que ficou por três semanas trancada num hospital sem ver nenhuma atividade além de observar as pessoas da janela.
As gotas de chuva batiam no vidro de um jeito calmo e sereno que fazia um som aconchegante, o trânsito havia avançado um pouco e estávamos dirigindo por uma rua linda cheia de cerejeiras, era simplesmente lindo e perfeito.
-Vejo que não perdeu seu amor pelas cerejeiras, Starlight-meu pai comentou enquanto dirigia.
-Sim, são tão lindas e perfeitas-falo observando as árvores e suas flores pela janela do carro.
Enquanto dirigia a rua das cerejeiras ficava pra trás e parecia que entrávamos num bairro pouco movimentado, poucos carros dirigiam na rua e se avistava algumas pessoas entrando em suas casas e suas famílias os recebendo.
Não muito longe dali havia uma casa mais afastada que, ao contrário das outras, havia uma arquitetura totalmente diferente.
A casa tinha uma arquitetura puxada mais pro grego com grandes colunas brancas na entrada, era praticamente uma mansão de tão grande, com dois andares e era pintada de um marrom bem escuro e rústico, havia uma varanda que estava virada pra frente da casa e provavelmente era um dos quartos da casa.
Aquela casa era simplesmente perfeita em todos os sentidos, tive um pequeno susto quando meu pai estacionou na frente do portão e disse com todas as palavras.
-Chegamos, Starlight pronta pra entrar?-ele pergunta me olhando.
Eu morava... NAQUELA CASA???
Oii gente!! Espero que tenham gostado do capítulo de hoje.
Alguma teoria? Oque vai acontecer agora que Vitória voltou pra casa? Como são seus irmãos?
Até a próxima!
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