Um Novo e Familiar Começo
"Uma vez me disseram que o lugar em que alguém está pensando em você, é o lugar para onde você deve voltar."
-Naruto.
Assim que abri a porta pôde ver meu pai sorrindo.
-O jantar está pronto, querida irei chamar sua irmã para o jantar, você pode ir descendo para a sala de jantar-ele fala calmamente.
Eu concordo com a cabeça e enquanto ele anda pelo corredor até algum outro quarto da casa, logo fecho a porta do meu quarto e sigo até a escada e desço indo até a sala de jantar.
Chegando lá eu posso ver Heloísa levando os pratos até a mesa, ela me ouve entrar no cômodo e se vira para mim.
-Viih, querida pode me ajudar a arrumar a mesa?-ela pergunta colocando os pratos na mesa.
Eu faço sim com a cabeça observando a ruiva.
-Claro, eu pego os talheres e os copos-falo e sorrio observando a mais velha que sorri pra mim.
Heloísa me explica onde estavam os talheres e logo em seguida vou até a cozinha para pegar
eles, ao voltar percebo a presença de mais alguém no cômodo.
A garota ruiva se virou para me ver e sorriu.
- Nee-san!! É ótimo finalmente te ver-a garota exclamou.
Ela... Ela era tão parecida com ela.
Eu não consegui me conter então coloquei os talheres numa mesinha ao lado e corri para abraçar a dona dos cabelos vermelhos, nos primeiros dias naquele mundo eu lembro de derramar lágrimas ao lembrar de todos que eu deixei e ela foi uma das mais difíceis que eu tive que aceitar.
Minha amada irmã, eu sinto que nós estamos juntas novamente ao observar você na minha frente agora, ela é idêntica a tudo que você queria ser.
-Eu senti saudades-foi tudo que eu consegui dizer enquanto abraçava a garota.
-Eu também senti, Nee-san -a garota disse me abraçando de volta.
Os mais velhos naquela sala tinham um sorriso no rosto ao observar as mais novas.
-Vitória e Alya, juntas novamente-meu pai diz observando as garotas.
-A dupla dinâmica da nossa família-Heloísa fala sorrindo.
Enquanto as duas jovens ainda se abraçavam e sorriam uma para outra, a dona dos cabelos ruivos terminava de arrumar a mesa junto com o patriarca da família e logo a grande mesa de jantar estava com todos os pratos, copos e talheres em seus devidos lugares.
Vários espetinhos de Souvlaki estavam no centro da mesa, junto com seus devidos acompanhamentos em volta do prato principal e com duas garrafas de refrigerantes em cada lado para acompanhar.
-Espero que goste do jantar, Vih fiz com todo o meu carinho-Heloísa diz dando um grande sorriso.
-Eu agradeço muito o seu esforço, parece delicioso cada prato-agradeci a mais velha.
A ruiva bagunça meus cabelos e continua com o sorriso no rosto, Heloísa estava muito alegre naquela noite e dava para sentir sua alegria de longe.
Ter acordado naquele lugar sem minha família ou amigos foi difícil pra mim, ter que aceitar eu estava num lugar totalmente diferente no qual estava acostumado, com uma família nova e uma aparência nova me fez perceber que nunca estamos prontas para uma mudança nessa escala, perder uma pessoa querida do nada é uma dor imensa.
Agora, perder toda a sua família e seus amigos do nada é uma dor indescritível e trás um sentimento de saudade muito grande.
Mas aquelas pessoas...
Aquela família na minha frente me trás uma sensação de conforto e amor que eu não conseguia descrever nem se eu usasse milhões de palavras, era como se...
Eu estivesse em casa.
Finalmente o jantar estava totalmente servido e todos estavam a mesa, bom quase todos.
-Infelizmente seus irmãos não poderam nos acompanhar nesse jantar tão importante, a agência lhes deu uma patrulha de última hora-o mais velho explicou e se sentou na ponta da mesa.
-E a Demétria? Ela vem pro jantar?-Heloísa questiona o mais velho.
-Ela está a caminho, mas o trânsito do centro fez atrasar a vinda dela para casa-ele responde.
-Certo, bom vamos todos comer-Heloísa diz servindo meu prato, mesmo eu pedindo que não o fizesse para não incomodar.
-Itadakimasu-todos presentes, incluindo eu, falam ao mesmo tempo enquanto juntavam suas mãos e logo começavam a jantar.
Enquanto Demétria não chegava nós jantavamos ao som de risadas e histórias que meu pai contava, a maioria sempre trabalhava muito então as refeições serviam para aproximar todos e garantir que as relações estejam bem.
Heloísa contava como o restaurante e as filiais estavam indo bem, meu pai contava que a agência dele estava calma pois não tiveram grandes trabalhos, como ataques de vilões, fazia um tempo e Alya contava que logo as férias acabariam e suas aulas do segundo ano do ensino médio voltariam.
E eu? Apenas ouvia eles falarem enquanto desfrutava de um maravilhoso Souvlaki acompanhado de batatas fritas e um refrigerante gelado, naquele momento comidas gregas se tornaram as minhas favoritas perdendo apenas para um bom Ramen e um churrasco.
Estava tudo bem até que fizeram uma pergunta.
-E você, Starlight? Gostaria de falar algo? Conseguiu lembrar de alguma coisa?-o mais velho disse direcionando seu olhar para minha pessoa.
Eu deveria falar alguma coisa? O que eu poderia dizer?
-Bom... A sua comida está uma delícia, Heloísa-foi a única coisa que eu consegui dizer naquela hora.
-Muito obrigada, Viih ainda bem que você gostou-Heloísa disse sorrindo em minha direção.
O mais velho soltou uma risada e sorrio em seguida.
-Isso é muito bom, Souvlaki era uma das suas comidas favoritas antes do acidente, é bom saber que você ainda gosta desse prato-meu pai explicou ainda com o sorriso no rosto.
Eu apenas sorri como resposta ao mais velho e continuei comendo, eu continuava um pouco confusa em questão a esse universo.
Será que eu estou em alguma realidade alternativa onde eu participo de um mangá Shounen de heróis e lutas? Será que metade dos meus problemas aqui serão resolvidas com o poder da amizade e discursos motivacionais?
Ok, eu estou em Boku no Hero, não em Naruto e muito menos em Fairy Tail.
Todas essas possibilidades que eu pensava sumiram ao ouvir a batida de uma porta e uma voz feminina.
-Tadaima!!-a voz disse logo se aproximando da sala de jantar.
-Okaeri, Demétria-chan-meu pai e minhas irmãs falam ao mesmo tempo observando a mulher entrando no cômodo enquanto eu apenas observo.
Demétria tinha cabelos castanhos escuros que iam até seus ombros, seus olhos eram de cor caramelo e ela era uma mulher de estatura média, por volta dos 1,67.
Numa das conversas com meu pai ele havia comentado que a individualidade dela era uma espécie de Fitocinese que permitia que a mesma pudesse criar e controlar diversos tipos de plantas, ela é dona de uma rede de floriculturas e cuidava de uma delas que se localizava no centro de Musutafu.
-Viih-chan!! É ótimo ve-lá novamente-a mulher fala dando um enorme sorriso.
Ela se aproximou de mim e ao me levantar da cadeira ela me abraçou ainda sorridente.
-Eu lhe trouxe um presente, elas chegaram nessa manhã-ela tirou da sua bolsa um buquê de rosas vermelhas que haviam acabado de florescer praticamente.
-Muito obrigada, Demétria-san-eu sorrio pegando o buquê e observando a mais velha em minha frente.
-De nada, minha querida-ela fala me fazendo um pequeno carinho na cabeça.
Depois que Demétria se juntou a mesa para jantar o clima continuou calmo cheio de risadas e sorrisos de todos sentados naquela mesa e depois que todos terminaram de comer eu fui ajudar Heloísa com a louça, mesmo que ela insistisse que não precisava de ajuda, enquanto ela lavava os pratos e talheres eu secava e seguia as instruções dela para guardar-los no lugar.
-Muito obrigada pela ajuda, Viih-a ruiva me agradeceu.
-Por nada, Heloísa não foi nada-eu disse enquanto guardava os pratos.
-Nós já terminamos, por que você não sobe pro seu quarto e já coloca o seu buquê lá?-ela pergunta observando o buquê em cima de um dos balcões já dentro de um vaso com água que Demétria havia me dado.
-Certo, se precisar de ajuda pode me chamar-eu falo entregando o pano para ela e indo pegar o vaso com as flores.
Eu segui o mesmo caminho que meu pai havia me mostrado mais cedo naquela noite segurando o vaso com cuidado, ao entrar no meu quarto coloco o vaso na escrivaninha, ele ficaria ali por enquanto até eu achar um lugar mais adequado para ele.
As rosas vermelhas davam um contraste imenso no quarto já que o mesmo não tinha muitas cores quentes então o vermelho tinha o contraste no preto e no branco.
Eu apenas me sentei na cadeira da escrivaninha e fiquei observando o vaso enquanto pensava nas inúmeras possiblidades de como eu havia parado naquele lugar e o que aconteceria a seguir.
Minha mente apenas fazia perguntas e mais perguntas mas infelizmente, eu não tinha resposta para nenhuma delas.
Teorias sobre o estado atual da nossa protagonistas e do atual mundo dela?
Um agradecimento a todos os meus amigos que me ajudaram a corrigir o capítulo.
Tadaima:pode ser traduzido como "Cheguei, estou em casa".
Okaeri:pode ser traduzido como "Bem vindo".
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