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35. Quatro horas

As manhãs se transformaram dentro da minha casa, algumas imagens sorridentes e muita bagunça complementavam o cenário. Mas mesmo que amasse esses momentos detestava o caos que minha cozinha se tornava por causa das brincadeiras de Jungkook e Nari.

Era como ter duas crianças em casa, diferentes apenas pelo tamanho. Ter um homem formado com seu belo terno amassado rondando minha cozinha em uma guerra de água com uma criança me fez questionar quem era o adulto da situação.

Pensando no bem estar mental que era ter minha casa arrumada depois de um dia cansativo de trabalho estávamos num café. 

As paredes rodeadas pela madeira carregavam quadros com diversas mensagens positivas diferentes. O clima mantinha um silêncio amistoso junto com conversas sonoras e o cheiro de café e massa permeando o ar. Podia sentir o frescor do pão recém assado, quase impossível não sentir o sabor na ponta da língua.

As opções de bolos enchiam os olhos. Tantas opções que faria qualquer pessoa comprar uma fatia de cada somente para não perder delícias nessa manhã preguiçosa. Minha filha era a primeira eleita dessa lista e sem aulas por três dias eu teria grande trabalho com tanto açúcar no sangue da pequena.

Querida vai manchar sua blusa. — Digo abaixando a blusa verde água para baixo e observando que pingos de chocolate enfeitando-a.

Os dentes pintados de marrom se abrem em um riso cheio pela alegria de comer um bolo de duplo chocolate, ao menos a fatia era pequena para que não consumisse tanto doce.

— Não se preocupe, ela sujou a calça também.

— Sério, Nari?

Pego-me olhando a calça e desistindo das grandes sujeiras que uma comida pode fazer. Jungkook sorri do outro lado da mesa a blusa branca um pouco descida me permitindo ver o contorno do tórax e os braços cobertos pela jaqueta jeans que veste.

— Você viu quando ela se sujou e não me avisou?

— O Junkook é meu amigo mamãe, não pode.

— Isso mesmo, somos grandes amigos não é pequena? E amigos guardam segredos. — Eles trocam um toque de mãos com risos cúmplices.

Uma olhada para as risadas e a felicidade que expressava nos traços infantis me fazem desistir de toda minha lista de motivos para brigar. Era apenas uma blusa, uma calça e não valia a pena desmanchar seu belo sorriso.

Nesses momentos eu pensava no motivo de tantas incertezas, pensar na segurança da minha filha era tão natural como pensar hoje, que Jungkook era a minha melhor escolha. Eu era um pacote, uma filha maravilhosa e um ex-namorado presente como um membro essencial da família, não é qualquer homem que lida bem com esses fatos.

No começo poderia afirmar que Jungkook também não estava lidando com os fatos do nosso envolvimento mas, o tempo passou e vejo seu esforço virando uma realidade.

Nari acena as mãos para ele que limpa calmamente com o guardanapo os dedinhos sujos, logo em seguida limpando também as bochechas.

— Você vai ser um bom pai, um dia. — Digo, solto.

A frase causa um leve tremor nos ombros, imperceptível para muitos. Sua mão perde um pouco de força, ele continua sorrindo embora veja a ponta de dúvida crescer.

— O que planejaram para o dia? — Pergunta numa tentativa de mudar o assunto, eu deixo pegando a isca.

— Hoje, ela vai passear com a avó. Amanhã que é complicado tenho um compromisso a tarde com Kang-Dae, não posso desmarcar.

Sim, eu tinha com esforço e custo ganhado a competição que o empresário tinha planejado ainda que ele pedisse ajuda para avaliações á Jungkook, isso não me incomodava, na verdade gostava bastante de observar de canto seu jeito de trabalhar.

A mudança dele era impressionante, comigo o Jeon sedutor, que falava palavras bonitas, brincava e sorria pela casa, ele se tornava um jovem que amava a vida. Nas paredes da empresa ele era implacável, dominador e um pouco mandão sempre sendo gentil e muito decisivo em qualquer projeto que obtinha em mãos.

Gostava mais ainda quando seu rosto inexpressivo cruzava com o meu, então ele sorria, um segundo lento sendo meu Jungkook.

Era uma das melhores partes do meu dia.

— Três dias sem escola pequena, tudo que eu queria quando mais novo.

— Um cano vazando e calefação no caso era o que você queria, porque esse é o motivo dela estar em casa. Mas esse não é o ponto.

— Eu posso passar a tarde com ela se quiser. — Oferece.

— Tem certeza? Você já cuidou de alguma criança antes?

— Bem, você sabe que não gosto de crianças, nenhuma além da Nari atualmente mas é apenas uma tarde, quatro horas e você pega ela no fim da reunião.

— E sua empresa?

— É apenas um dia.

— Um dia faz diferença.

— Então tenho que aproveitar bastante não acha? Querida, é apenas quatro horas o que poderia acontecer nesse curtíssimo período de tempo.

— Você com toda certeza não quer saber a minha lista mental de coisas que podem acontecer, ser mãe te faz pensar em muitas, tipo eu demoraria três horas pra te dizer metade.

Amor...

É tudo que ele precisa para me fazer parar, um questionamento que ficava solto no ar não importa tanto agora. Confio em Jungkook, mais que o recomendável embora tal constatação não me deixa tão nervosa como antes.

Nari é diferente, mesmo com quem entregaria minha vida sou receosa sobre cuidar dela, mas acredito que nosso relacionamento mereça mais que receio de mim — o que diga-si de passegem dei muito ao longo dos meses — ele merece esse voto.

— Tudo bem, você pode cuidar dela. Mas não mime ela Jungkook minha filha é bem persuasiva.

— Uma qualidade puxada de você, eu presumo.

— Mamãe olha pra mim. — Um bico se forma em seus lábios enquanto solto um suspiro alto olhando o chocolate fazendo decoração em sua roupa. — Sujou um pouco, mamãe.

Um pouco é o verdadeiro eufemismo na frase, no entanto eu começo a rir porque de repente estou muito mais consciente da minha pequena, muito consciente de Jungkook, e todas as coisas parecem boas demais juntas, realmente são.

Sou sortuda pela minha família.
___

Jeon Jungkook P.O.V

Eu tinha tudo sob controle. Eram apenas quatro horas com uma criança que eu particularmente gostava demais, talvez minha má comunicação com a maioria das crianças pode ser em parte culpa minha. Não é como se todos que observei fossem terríveis, alguns eram mas isso não vem ao caso agora.

Chego no apartamento, me certificando de ser o mais responsável possível enquanto estiver com aquela criança. Dyana abre a porta e não me oferece cumprimento algum pois logo está correndo para dentro, essa casa é sempre assim, movimentada.

Hoje toda inquietação me deixa feliz, dias depois de passar várias manhãs aqui me deparei com um silêncio grande demais em casa, não tinha um barulho ou bagunça e senti falta de todas essas coisas. Antigamente era minha melhor definição de paz, agora me vejo desejando manhãs mais como essa.

É impressionante pensar em como a vida muda, como alguém pode parar de desejar coisas e querer outras tão repetidamente, faz parecer que toda vontade é efêmera mas essa em questão não é. Algo sobre ouvir outras risadas e compartilhar momentos fora da cama me atraem bem mais agora que antes.

Aquela porcentagem de coisas que nem sabia querer.

— Tio Junkook, você está atrasado cinco minutos. — Nari nota pulando do sofá com a mochila em suas costas balançando.

— Tenho certeza de que estou adiantado.

— Mamãe sempre está correndo pela casa tio e sempre diz que está adiantada.

Minha risada é instantânea, que garotinha esperta.

— É exatamente por estar adiantada que corro, porque se eu não correr você faz graça e ficamos bem atrasadas, meu anjo. — Fala colocando um salto e pulando em direção ao outro.

—  A casa está parecendo um campo de guerra, mais que o normal.

— Devo isso ao querido tio Yoon que gostou de acampar na minha sala e deixar brinquedos pela casa, mas ele vai arrumar, porque eu ainda não fiquei louca. — Ela suspira jogando os cabelos para trás e abaixando em frente a filha. — Lembra de tudo que te disse querida, se comporte, uma tarde apenas.

— Eu vou ficar bem mamãe.

— Sempre que ele fala assim parece ser uma adulta indo embora, céus, estou como a minha mãe. — Observa sorrindo ao depositar um beijo na testa da pequena. — Te amo demais.

— Te amo mais, mais do tamanho do universo.

— Jungkook... — Começa deixando o sorriso de lado, é o momento mais mãe que conheço na vida. Lembro-me da minha. — por favor cuida da minha menina. Eu conheço ela então quando disser que não pode, deixe claro que não pode. Ela é esperta demais se você virar o olho já te passou a perna.

— Vai ficar tudo bem, vamos ficar bem. Você vai pra sua reunião e em quatro horas estaremos juntos de novo.

— Ok, se cuida. — Ela deixa um selinho nos meus lábios sorrindo em seguida.

Deixo o apartamento segurando a mão de Nari por todo caminho, é estranho que isso me faça sentir inteiramente responsável por outra vida, fico pensando em como isso soa para mim mas pretendo ter um dia tranquilo. Sem mencionar a pequena mentira que tive que contar a Dyana.

— Nari hoje nos vamos para um lugar muito especial, quer adivinhar?

— Um parque?

— Não, bem melhor. — Para a curiosidade de uma criança é claro. — Você vai conhecer a empresa do tio Junkook!

Ela abre um riso cheio pulando dentro do elevador como se tivesse ingerido um ponte de açúcar. Bem, agora não parece tão aterrorizante cuidar de uma criança. Aos primeiros cinco minutos de quatro horas, eu estou indo muito bem.

Uma hora depois tudo continua as mil maravilhas, isso se contar que Nari deixou todos os meus funcionários encantados, primeiro ela foi encantadora com o senhor que fica na recepção e tenho certeza que ele nunca sorriu para nenhum outro ser humano que atravessou aquele lugar. Agora ela está sendo mimada pelos funcionários faz um dez minutos.

— Essa é a filha da Dyana? — Namjoon aparece ao meu lado cruzando os braços e recostando-se na mesa.

— Sim.

— Não parece muito com ela, sempre acreditei que as crianças vinham com muitas características da mãe.

— Converse com ela por cinco minutos e vai conseguir ver a semelhança entre as duas, a garota é como a mãe em personalidade.

— Isso explica todo mundo envolta dela.

Ela permanece assim por mais alguns minutos, as horas passam lentamente mais o tempo não é minha maior preocupação. Logo depois fazemos um tour pela empresa, terminando na minha sala onde ela prontamente senta na minha cadeira como se estivesse em casa.

Taehyung aparece na porta, um sorriso quadrado e logo a criança está correndo para seus braços extremamente feliz e animada.

— Ei princesa, o que está fazendo aqui?

— Estou na empresa, mas não diga para mamãe é um segredo do Junkook e meu. — Abaixa o tom de voz até sussurrar. — Olha quantos doces eu ganhei.

Ele mostra as mãos cheias e sorri.

— Nari sabe que sua mãe não gosta quando come muitos doces, principalmente se eu tiver deixado você comer isso tudo.

— A mamãe te ama, a gente não briga com quem ama.

Um momento de silêncio enquanto a frase continua rodopiando no ar centenas de vezes até que faça algum sentido real para mim. Ainda assim soa como uma grande brincadeira embora crianças não mintam, por que parece assim tão... bom?

— Sua mãe disse que me ama? — Eu pergunto uma onda de receio descendo pela minha garganta e voltando a boca para ressentir as palavras, como soam, como significam.

— Não, o papai disse que sim. Ela concordou mas não disse nada, eles estavam conversando e acharam que eu estava dormindo tio.

— Eles acharam ou você fingiu dormir?

— Mamãe diz que fingir é uma palavra forte.

— Então a mocinha fingiu dormir pra escutar a conversa dos adultos? — Taehyung aperta os olhos porém seu sorriso logo quebra o ar de recriminação.

Estava tudo realmente bem, faltava uma hora e meia para terminar enquanto minha visão sobre futuro se moldava para uma grande constatação. Algum dia eu gostaria de ser pai, proteger uma criança e carregar um bebê no colo e ter aqueles olhos brilhantes reconhecendo-me, diária algo bem cafona como "ei eu sou seu pai" e Dyana provavelmente riria de mim.

Ontem quando Dyana mencionou a palavra meu sistema pareceu congelar perante a afirmação. Eu não tinha nenhuma certeza sobre filhos, ter ou não ter parecia uma grande questão desnecessária. Embora aquilo tenha ficado em meu pensamento, seria assim ruim ser pai?

Não. Não seria. E sendo sincero adoraria ter uma filha como Nari.

Era aquele momento da vida que você se pega sonhando com a possibilidade de um futuro e neste momento é tudo que desejo; um futuro. Onde eu possa ser um marido, onde possa conhecer todos os caminhos de felicidade, onde eu possa ser pai.

Exatamente quando o pensamento surgiu ele sumiu com o passe de mágica em que o chamado de Taehyung se tornou um pedido de atenção, quase socorro.

— Ela não está respirando, Jungkook.

O borrão de coisas que acontece a seguir é desesperador, a garganta dela incha num piscar de olhos e em prol do desespero meus pensamentos racionais se perdem. Um momento na ambulância onde me fazem perguntas das quais não sei responder e um tipo de frustração,de impotência crescem dentro de mim.

Nari continua perto, olhos fechados as bochechas carregam um tom preocupante de vermelho e o simples fato de não ouvir sua respiração me torna o homem mais infeliz do mundo num par de segundos.

Quando chego no hospital Taehyung está na porta de entrada quase tão desesperado quanto eu estou, minhas mãos soam e não acompanhá-la pelo longo corredor branco leva a diversos pensamento negativo.

Eu me sento no banco apoiando os cotovelos na perna num inclinar para frente, eram apenas quatro horas e de repente enxergava luzes vermelhas rodopiando em minha visão embaçada e chorar nunca pareceu tão dolorido como agora. Tinha feito tudo errado, em um conjunto breve de tempo.

— Jungkook, ela está vindo pra cá.

Ele não precisa mencionar nome, porque sei quem é. Estávamos em um lugar que não deveríamos, a primeira parte da minha irresponsabilidade gritando meu nome ao pensar que tudo poderia ter sido evitado se seguisse com minha ideia inicial.

Dyana, meu amor, me desculpe...

Aos últimos cinco minutos de quatro horas, eu estraguei tudo.

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Atualização!!! De madrugada? Sim porque é um tempo livre que tenho além de ter terminado o capítulo agora.

Demorei de novo, mas esse tempo foi corrido pra mim tive compromissos na semana e não conseguia escrever no tempo de intervalo do serviço. Perdão amores.

Eu não sei se vou continuar escrevendo aqui no wattpad depois de terminar Xeque mate, infelizmente tenho pensado bastante que essa deve ser minha única obra postada e terminada mas quero ter meu tempo até afirmar direito.

ESTOU DEFINITIVAMENTE VACINADA!!!

Sério se vacinem pessoal é uma oportunidade que milhares não tiveram e é bom garantir uma segurança maior sabe? Se cuidem também amores, sempre vigilantes.

Gostaram do capítulo? O que acharam? Não fiquem tão nervosas com o acontecimento final, ok?

Enfim por enquanto é isso, estou sendo breve porque preciso dormir mesmo.

Beijinhos

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