Chào các bạn! Vì nhiều lý do từ nay Truyen2U chính thức đổi tên là Truyen247.Pro. Mong các bạn tiếp tục ủng hộ truy cập tên miền mới này nhé! Mãi yêu... ♥

30. Amor

Jeon Jungkook _ P.O.V

As palavras de meu pai nunca fizeram tanto sentido quanto agora, e nunca estive tão confuso como hoje. Enquanto as horas passavam, enquanto todo o mundo parecia estar tendo vários momentos, eu me encontrava preso em um.

Essa manhã meu coração se encheu de um sentimento não descrito por outra palavra além de falta, a primeira vez que parecia errado uma mulher ir embora, quando o sentimento era de permanência. Uma conversa realmente me ajudou a esclarecer tais sentimentos, estava com uma euforia que se desvaneceu com a surpresa. Talvez, eu não pensasse em todas as possibilidades, principalmente ela sendo mãe.

Eu estava surpreso por não ter sido um baque forte, não de forma ruim. Não mudava minha percepção da pessoa que Dyana é, mas infelizmente tornava as coisas complicadas, pois em tantas oportunidades ela nunca comentou comigo. Preferindo omitir, a mentira ou a ocultação desse fato me deixava receoso. Haveria algo mais para se descobrir? Quantas coisas mais escondia de mim?

Compreendia sua razões, muito mais do que provavelmente gostaria, porque sabendo disso não poderia ter direito a raiva. Quem pode culpar uma mulher por proteger sua filha? Eu não poderia, de certo nem se quisesse.

Meu interesse se mantinha intacto, estava surpreso comigo mesmo por ter tamanha calma em um momento desse. Ter uma filha não me amedrontava embora fosse complicado evitar pensamentos em futuras possibilidades.

As grandes janelas do escritório se tornavam pequenas diante de uma imaginação larga, e enquanto contemplava todo movimento da cidade, as palavras ditas no telefone se repetiam em minha mente. Meu pai estaria certo?

Posso entrar? — A voz chama minha atenção, quando Taehyung aparece em minha visão. Uma visita inesperada.

— Por que sempre pede para entrar quando já entrou?

— Regras de etiqueta básica. Elas não dizem em qual momento exato serem feitas, portanto, continuo extremamente educado.

— Mil perdões. — Debocho sem deixar as expressões pensativas.

— Vamos no café do outro lado da rua.

— Eu não posso ir.

Ele olha ao redor com claro questionamento, cruzando os braços na altura do casaco verde musgo que veste, e encara meus olhos ao ponto de me deixar confuso. Um suspiro se rompe em sua garganta.

— Você tem algo melhor para fazer além dos cinco minutos que passou parado olhando pras ruas? — Arqueia a sobrancelha. — Vamos logo, Jungkook.

Eu me deixo ir, sabendo que nada seria produtivo no meu dia. Sigo o caminho tentando preencher os pensamentos com coisas sobre negócios mas, aparentemente o único investimento interessante é Dyana e a descoberta de sua filha.

O cheiro de café se empermeia no ar assim que abro a porta, as paredes em tom bege criam uma sintonia com o piso envelhecido, não é extremamente grande mas beber em outro lugar é desnecessário. Venho aqui desde que meu pai fundou a empresa do zero, reformas vieram e continuava aconchegante.

Posso enxergar uma pequena versão minha sorrindo, meu irmão sentado lendo algo enquanto minha mãe espera, o que não demora a acontecer para seu largo sorriso. Papai abre a porta vestindo um terno perfeitamente alinhado, as expressões cansadas mas olhar para ela enchiam-o de energia, essa magia que tinham.

É exatamente essa reação que ela tem sobre mim.

Eu gostava.

— Conversou com a Dyana essa manhã? — Pigarreia incerto. — Bem, é uma pergunta boba, porque ela me contou uma hora atrás.

— Sabia da filha dela? — É o que pergunto.

— Sim, sou o tio Taehyung.

Então sua visita, a conversa, tudo fez sentido.

— Quem exatamente soube antes de mim? Porque eu que tenho um relacionamento com ela não mereço saber. Mas outra parte das pessoas, sim.

— Não demonstre uma raiva que não sente Jungkook, aliás o assunto de vocês era decisão inteiramente dela, contar ou esconder cabia somente a mãe. — Ele me olha rodeando a borda do copo. — Eu não tenho útero, então...

— Não estou com raiva, apenas gostaria de sinceridade. Essa manhã ela foi embora e tudo que pude sentir era que estava errado, entende? Eu tive uma conversa com meu pai porque eu queria que ela ficasse. — As mãos bagunçam o cabelo alinhado e não consigo me importar o suficiente. — Então quando estou prestes a deixar palavras demais saírem, encontro uma garotinha muito esperta pra sua idade, vejo o ex-namorado que significa mais do que imaginava, e Dyana tem uma filha.

— Você ligou pro tio? Pediu conselhos amorosos?

E o sorriso se alarga ao ponto dele não segurar a risada que chama demasiada atenção para nós, esse é realmente meu amigo que se diverte com minha maravilhosa situação amorosa.

— Cara, um marco enorme pra você.

— Eu não ligo pro fato dela ter uma filha, de verdade não vejo como um fardo, empecilho, qualquer merda do tipo.

Taehyung me encara, desvio o olhar para outro canto evitando contato, mas anos de amizade não podem ser anulados com uma hesitação minha, de modo que logo ele compreende.

As vezes eu gostaria de mascarar alguns sentimentos mesmo para as pessoas que mais amo, entretanto exatamente o fato de saberem me mostra que sou amado. Assim não me incomodo quando a conclusão certeira chega aos lábios.

— Você está com medo.

Eu estava. Tanto que chegava a me deixar totalmente duvidoso sobre a recomendação desse sentimento para a saúde, porque meu primeiro pensamento foi que deveria conquistar a confiança de uma criança, para ficar com sua mãe. Não tinha problemas com crianças, nem mesmo me incomodava um passado longo que nunca se quebraria com seu ex-namorado.

E esse tornou-se um novo patamar para mim em relação ao nós.

Houve um choque inicial, obviamente não esperava tantas coisas numa manhã que juraria ser diferente. Aconteceu, eu não pretendia mudar mas não hesitar nas minhas vontades me deixou assustado, seria eu realmente apaixonado ao ponto de nada nunca mudar?

O sentimento continuava latente e as palavras ou frases que ouvia por anos faziam cada vez mais sentido; e pela primeira vez estar totalmente a mercê de alguém abateu-me.

— Se te conforta, ela sente o mesmo. Exceto que tudo é mais complicado, porque ter uma filha se tornou a vida dela Jungkook. — Com calma inesperada ele conforta, pedindo para que volte o olhar as suas palavras. — Dyana tem muito para se descobrir ainda, esse lado mãe que não conhece. Você é o primeiro homem por quem tem interesse e deixa ele se desenvolver, e ainda com tudo isso, pensava na filha.

— Entendo o lado dela, muito.

— Eu queria saber se estava tudo bem com você, nunca ficou tão envolvido com alguém e como já sabia da Nari, quis conversar. Você parece ter os pensamentos sob controle, não é?

— Não como gostaria, realmente, nada como gostaria. — Um sorriso se forma, pequeno e tranforma-se em indescritível. — Mas aquela mulher é o que quero ver todas as manhãs, hoje ela me olhou, tinha acabado de acordar e ela continuava irresistível, decida, obstinada e delicada demais para mim.

— Sabe... lembra quando éramos mais jovens e seu pai falava que, com a mulher certa se atravessa barreiras e segue para o outro lado de uma vida inteira?

A lembrança vem breve, acho que lembro de todas as conversas que envolviam amor ou encontrar a pessoa certa, pois para mim soava bobo demais, se contar meu desapego com qualquer sentimento forte e prolongado. Os anos passaram, a vida sempre correndo contra nós e relacionamentos tomavam tempo e disposição.

Estava muito concentrado na empresa para me concentrar em qualquer outra coisa, talvez enquanto eu tentava correr para compromissos, ela tinha um amor que se sucederia a vida toda. Enquanto conversava com investidores, ela estaria segurando uma nova vida em seus braços e em algum momento depois de anos nos encontramos.

Quando o tempo era irrelevante em sua presença, com todas as ocasiões em nosso favor e poderia ter sido antes, porém, hoje quero pensar que fomos perfeitos no momento mais imperfeito possível.

— Sim, eu lembro.

— Acaba de chegar do outro lado, Jungkook.

A noite chegou tão rápido quanto um piscar de olhos, para mim toda realidade do tempo hoje se apressou, eu tinha diversas decisões para tomar e grandes responsabilidades. Não conseguia me importar com nenhuma delas agora, minhas mãos suavam em torno da garrafa de vinho que trouxera, ainda nem sabia se era adequado beber ao lado de sua filha.

Não sabia se estava arrumado demais para um jantar casual, tinha colocado um par de sapatos sociais pretos, uma calça jeans de lavagem clara e sem perder o hábito uma blusa social preta. Não me sentia extremamente produzido embora ainda parecesse que esperava algo daquela noite.

Tinha me olhado no espelho um total de vinte vezes consecutivas, cada uma com perguntas diferentes. Eu não queria me arrumar muito era um jantar íntimo, mas queria causar boa impressão para uma garotinha, obviamente roupas sociais não impressionavam. Talvez se eu visse fantasiado causaria mais impacto e, é claro, isso estava fora de cogitação.

— Tudo bem, é agora. — O ressoar das batidas na porta me deixaram mais apreensivo que antes, quase perdendo o ritmo da minha respiração.

O pouco tempo pareceu uma eternidade torturante enquanto permanecia parado na porta, ouvia a agitação do outro lado e não melhorou em nada. Eu me sentia um intruso, um visitante inusitado num ambiente familiar e aconchegante, entretanto Dyana é como uma casa para mim pois não importava se o dia tinha sido infernal, estar com ela é ter paz.

— Oh — A exclamação surpresa de certa forma pareceu extremamente comum, ela tinha me convidado, por que estaria surpresa? — você veio.

Então um largo riso se progetou, ganhando forma ao passo que as bochechas se enchiam e os olhos transmitiam um sentimento ainda desconhecido; eu sentia o coração palpitar, foi como estar em casa.

— Trouxe vinho, uh!

— Eu não sabia se era adequado beber na frente da menina, você não comentou ou pediu nada mas queria trazer, então...

— Jeon Jungkook nervoso? — Alfinetou cruzando os braços sobre a blusa branca colada quase transparente que me permitia ver o contorno dos seios.

— Sem querer ser intrometido, mas cadê o seu piercing? — Não era o momento mas esse sou eu.

— Sério? Tipo você olhou para mim e pensou "Uh cadê o piercing dela" sério?

— Basicamente. É.

— Está nervoso Jungkook? Se estiver definitivamente não deixe minha filha saber, ela gosta de alvos fáceis, pessoas para constranger. — Ela olhou para mim, rindo sonoramente e balançando a cabeça. — Deixe pra lá.

— Qual nome dela?

Pergunto entrando e procurando sua filha mas não encontro nada, vejo as luzes apagadas exceto as da cozinha que refletem no mármore branco e o quarto na outra lateral com uma fresta considerável aberta. O ambiente cheira a comida, um leve aroma perpassando no ar deixando em evidência a fome que sinto.

Eu paro voltando meu olhar para ela, graciosa. O cabelo preso em um coque chama atenção para seu rosto, a boca atraente, olhos penetrantes e tão ternos juntamente com uma atenção demasiada. A blusa abraça sua cintura com perfeição e logo o short jeans curto aparece, não muito curto ou longo demais. A medida certa.

— Pode me entregar o vinho? — Pede erguendo a mão para mim.

— Pegue. — Estende esperando um contato maior, um beijo ameno, um toque, nada chegou.

— Vou guardar, se quiser olhar a casa. Tenho que olhar o molho caso queira jantar hoje, certo?

— Qual nome dela?

— Ela vai se apresentar para você, não se preocupe. — Comenta andando a frente. — Ela é um pouco independente nesse ponto e não acho ruim para cortar, um hábito sabe. Bem, fique a vontade.

Mas eu não fico.

Nem um pouco sequer, continuo respirando falho, sentindo como se essa noite carregasse um enorme divisor de águas na minha vida, algum tempo eu pensava que não chegaria o momento de tomar uma decisão como esta, porque em teoria é simples resolver, mas não era.

Tudo nessa casa gritava sobre sua vida, uma parte que não me pertencia muito menos que fiz parte, eram lembranças de um passado que Jeon Jungkook não existia, agora me encontrando no meio de tudo, sabendo que poderia ou não mudar essa realidade. Eram muitas possibilidades, tudo que desejava era que meu pai estivesse tão certo quanto sentia estar.

— Quem é você?

A voz me chama atenção. Olho para frente e perto a porta do quarto, bisbilhiotando pela fresta encontro sua filha. Olhos curiosos familiares demais para não notar a semelhança, todos os traços infantis eram meigos mas os olhos, eram como os de sua mãe.

Ela me analisou atenta, neste momento era realmente um completo desconhecido invadindo seu espaço. Ela estava com um macacão verde água com bolinhas pretas e calçava um tênis desamarrado branco.

— Eu sou um amigo importante da sua mamãe. — Disse aproximando-me e abaixando para vê-la melhor, de repente não estava nervoso.

— Você é amigo da minha mãe? Não parece. — Julgou.

— Por que não? Eu sou bonito e muito educado, sua mãe não tem amigos assim?

— O tio diz que homens vestidos como o senhor precisam do ego, ele não gosta de pessoas assim.

— Seu tio te ensina essas coisas?

— Eu ouvi ele falar uma vez.

— Estava bisbilhotando certo?

— Eu ter a capacidade de ouvir não me faz fofoqueira, ele falou eu não podia desouvir.

— Querida desouvir não é uma palavra. — Com um leve tom de humor é Dyana quem diz. — Aliás já conversamos sobre repetir as coisas que seu tio Yoon fala, certo?

— Sim. — Resmungou fofa.

Ela era uma miniatura de Dyana, embora a aparência não desse grandes evidências, o jeito por outro lado demonstrava a mesma teimosia consistente na mãe.

— Você é o moço da porta.

— É, sou eu.

Mesmo que meus olhos não estejam virados para Dyana sei que nos observa e penso em como esse momento é mais significativo para ela, posso imaginar como deve ser.

— Meu nome é Jeon Jungkook.

— Meu nome é Nari.

— Nari, é um nome muito bonito.

— Papai sempre diz isso, ele gosta muito dos nomes mas sempre diz que o meu é o mais bonito.

— Ele tem razão.

— Uh, podemos comer agora que foram apresentados. — Dyana diz. — Temos o prato favorito dessa criança que é basicamente massa e carne.

— Massa e carne? — Pergunto bastante familiarizado, amo tudo que envolve massa e se tiver carne o restante não importa muito, o pensamento me faz sorrir. — Sabe Nari, algo me diz que vamos nos dar muito bem.

Ela corresponde desconfiada, correndo para os braços de Dyana. Era impressionante as semelhanças que carregavam mesmo na hora de comer, ou como seus olhos brilhavam olhando para a filha; havia um verdadeiro fascínio ali.

Não compreendia completamente a conexão que tinham, mas pelos olhos dela conseguia enxergar uma porcentagem pequena e significativa do amor que carregava, não era como olho para ela. As diferenças eram claras demais para se ignorar, ela continha uma carinho do tipo que se vive por alguém voluntariamente, sem se queixar.

O mesmo brilho que minha mãe tem nos olhos quando olha para mim ou Junghyun, um tipo de amor que atravessa tempo, que perdoa e repreende.

Metade do jantar era composto por Nari, a garota realmente conversava quando sentia-se confortável, no começo ela me olhava muitas vezes, apenas encarando — uma característica da mãe — logo voltando a comer, agora entretanto conseguirá quebrar essa barreira estranha.

— Então você bateu no seu colega de classe? — Pergunto bastante surpreso com seu temperamento, muito parecida com a mãe.

— Ele puxou meu cabelo, só joguei a borracha na cabeça dele. Ele ficou chorando e nem doeu.

— Não tem como você saber disso Nari, seja como for é errado jogar coisas em outras pessoas não o faça novamente.

— Tio Yoon foi o único que me deu parabéns. — Comentou baixinho.

— Vou jogar alguma coisa nele para saber como é bom influenciar minha filha nessas coisas, nem parece que é meu irmão mais velho. — Disse movendo a comida no prato sem comer de fato.

Ela não comia. Remexia por diversas vezes mas olhava muito para minhas interações com Nari, enquanto nós comíamos felizes a cada garfada.

— Sua mãe sempre brinca com a comida? — Questiono sussurrando ainda certo de que ouve embora me aproxime de sua filha para confidenciar.

— Ela estava preocupada, colocou a mesa só para nós, ela tinha certeza que seríamos nós duas jantando.

— Vocês não estão exatamente sussurrando, poderiam parar de trocar confidências sobre mim?

— O que acha Nari, podemos?

Ela sorri bastante astuta.

— Não, não podemos.

— Certo, agora tenho um complô de duas pessoas bastante teimosas contra mim.

A comida sumiu, as conversas continuavam e quando tardou comigo ainda sorrindo da relação que tinham, ela se retirou para colocar Nari para dormir. Em seus olhos obviamente ela queria passar mais tempo acordada mas Dyana tinha aquele olhar que não abria espaços para questionamentos. O mesmo olhar que exibia na empresa, embora um pouco menos afeiçoado.

Despedindo-se de mim ela correu para o quarto, o momento não era adequado para se espiar, as luzes estavam apagadas com iluminação somente da lua brilhando pela sala. O quarto estava com o abajur ligado então furtivamente me aproximei para bisbilhiotar, quando tinha dito que era feio.

— Mamãe, por que eu tenho que dormir agora?

— Você não precisa dormir agora. — Grito ainda escondido sob a pouca iluminação.

Ouço a risada característica de Dyana, é como uma melodia suave se voltando por todo apartamento e voltando para mim, cativante e irresistível. Exatamente como a mulher que a emite.

— Precisa sim, obrigado Jungkook. — Responde sorridente, sei que ela sorri mesmo sem olhar pra si. Esse é o tipo de intimidade que temos.

— Acho que o tio tem razão, não preciso não.

— Precisa sim. — Reafirmou, ajeitando a coberta no corpo frágil e pequeno. — Você precisa descansar, amanhã você tem escola e dormir traz saúde.

— Mamãe?

— Diga meu amor.

— Eu gosto dele. — Solta.

Minhas mãos param nos bolsos, olhando a cena com tanta admiração quanto me é oferecido. Nunca imaginava ver uma cena como essa, não num futuro próximo mas continuava a ser lindo para meus olhos.

Enxergar aquele momento parou por um instante minhas percepções, olhava para a relação mãe e filha por toda noite, impressionado com a força de uma mulher e o amor da filha. De alguma forma parecia a forma perfeita para sua vida, como se estivesse nascido para o momento. Não por ser mulher mas pelo amor que naturalmente exalava.

Os olhos brilham, observando um cena que aquece meu coração então sinto que as palavras estão certas, um sorriso nervoso aparece.

— Dele mamãe, tio Jungkook.

— Oh. — Reage. — Você gostou dele?

— Um pouco, ele é meio engraçado mas gosta de carne e massa como eu gosto. Ele também me disse que sou uma boa garota por jogar a borracha no menino que puxou meu cabelo.

— E eu pensando que Yoongi seria a única má influência.

— Ainda não posso chamar de amigo, ele parece legal.

— Hum, ele é. Na verdade é teimoso como você quanto quer algo, acho que tem isso em comum.

— Papai diz que a senhora é teimosa e não assume.

— Seu pai tem ideias estranhas. — Ela acaricia o rosto da pequena, cantarolando uma música baixinho, se arriscando em cantar e mesmo que não fosse a voz perfeita ficou lindo. Minutos passam para que ela durma e quando estou perto de me afastar ouço a confissão. — Sabe filha, eu também gosto dele, demais.

Sorrindo eu caminho para o sofá, esperando como pediu que fizesse e satisfeito com as chances que tínhamos para um futuro.

Ela não se demora tanto, passa pela cozinha enchendo um copo com água e trazendo consigo sentando de lado para me observar melhor. Olha para fora com o desenho da lua tomando seus olhos por completo, parece estranhamente tímida.

O que é fascinante para mim.

— Oie. — Diz.

— Oi.

E de repente parecemos dois adolescentes prestes a dar seu primeiro beijo, cheios de expectativas positivas e a insegurança forte, minhas mãos se movem sobre a calça e Dyana parece notar divertida. Entretanto não é desconfortável.

— Foi como você esperava? — Finalmente pergunto.

— Minha filha me denunciou, realmente pensava que fosse desistir de vir. Então acho que não tinha muito o que esperar, embora quisesse que viesse.

— Eu disse que não desisto.

— É.

— Ela é muito parecida com você, mais do que imagina. — Digo olhando para ela, ainda consigo perder o ar com sua aparência, o cabelo solto naturalmente lindo. — Teimosa, e bastante falante.

— Eu não falo muito, sinceramente estou surpresa que não tenha te chamado de robô como mais cedo.

— Uma bela primeira impressão.

— Ela não se abala muito fácil, precisa conquistar mas você teve um começo bom. Taehyung é o único ser no mundo que a ganhou de primeira.

— Ele tem esse dom.

Ela acolheu o silêncio, se aproximando para deixar um beijo breve em meus lábios mas não consegui deixar ir sem aprofundar o contato. Eu estava com saudades, calmo e lento envolvendo seu corpo abraçando sua cintura tentado a puxá-la para meu colo, ainda não sabia se era adequado.

O tempo pareceu congelar por nós, meu pedaço maravilhoso de calmaria e desejo ardente em um equilíbrio fora do comum.

Eu estava tão perdido naquela mulher metade do tempo, na outra metade queria ouvir sua voz por todo restante do dia. Nossas conversas eram as melhores que um dia tive, esse efeito só ela tem.

— Obrigada Jungkook. — Murmurou afastando a boca para sentir sua respiração quente.

— Pelo que?

— Por insistir em mim, mesmo quando eu não podia te oferecer muitas certezas, por me escutar e conhecer minha pessoa favorita nesse mundo.

— Eu que deveria estar agradecendo, ela é maravilhosa.

— Ainda tem muito chão pela frente se quiser continuar comigo, ela é quase tão difícil de conquistar quanto à mãe.

— Bem, eu conquistei você não foi?

O abraço é quente. Ela pela primeira vez parece baixar a guarda se aconchegando totalmente entregue, eu me sinto protetor demais, envolvendo meus braços e recpcionando-a; intimamente era como se encaixasse nossos corpos. Eu encontrei mulheres, diversas delas, mas essa que agora se deita sobre meu ombro segura, tinha sido projetada para me encontrar, assim como eu para ela.

Eu a amo.

Por Deus, como eu a amo.

Seríamos um para sempre ou por enquanto não importava quando meu coração sentia bater forte, eu quero lutar pelo futuro, porque eu vejo um nós. Meses passaram para chegarmos ao momento de agora e poderia ser apenas uma atração que se tornou mais, muito mais.

Essa manhã ela pareceu ser a pessoa da minha vida, quando seus passos a levaram para longe de mim algo estava errado, não era aquilo que eu queria no nosso relacionamento. Quero mais que noites apenas, quero manhãs e tardes, quero acordar e beijar a mulher da minha vida.

Eu a amo, e estou feliz.

— O que foi? Por que está sorrindo? — Pergunta afrouxando os braços pouco a pouco sem desvencilhar completamente, o suficiente para me olhar.

— Nada, apenas percebi que meu pai sempre teve razão. — Eu estou sorrindo, estupidamente feliz.

— Já disse para ele?

— Não, mas acho que logo, logo ele vai descobrir sozinho, quando ela me ver olhar para você vai entender tudo.

— O que eu tenho com esse momento de vocês?

Muito mais do que poderia imaginar.

— Talvez um dia eu te conte!

Quando olhar para ela e sentir seu coração acelerar, quando abraçar ela e tudo parecer ficar mais calmo, parecer certo e você se sentir em casa, em paz mesmo que tudo esteja uma bagunça vai entender.

O amor filho nasce em lugares estranhos sabe, mas são os olhos de alguém que te fazem saber o que é amor, porque quando você olha é tudo que consegue ver e sentir.

Amor.

━━━━━━━༺۵༻━━━━━━━
Atualização!!! Demorei muito? Sentiram minha falta?

Como estão meus amores? Se cuidando?

Eu dessa vez demorei um pouco mais que o esperado, faz um mês desde a última atualização da história e obrigado por esperarem, de verdade. Eu estava bloqueada, era como se não viesse nada para escrever então respeitei meu tempo, por isso a demora.

Nari gostou do Jungkook fato mas ainda tem um processo para eles e principalmente para a Dyana, fiquem tranquilos vocês irão gostar bastante — eu espero — então aguardem.

Esse final é o conselho que o pai do Jungkook deu pra ele na ligação que eu não tinha colocado antes, achei top colocar agora. Então...

ELE AMA A DYANA CAROS IRMÃOS

Eu nem suspeitava, KKKKKKK

Eu acho interessante que um amigo meu começou a me chamar de Dyana do nada — detalhe que ele não sabe dessa história — fiquei tipo WHAT?

19K de visualizações!!! Eu não tenho como expressar minha gratidão por lerem minha história, porque as vezes é complicado para mim mas o resultado e vocês me dão um impulso muito grande. Amo escrever e vocês gostarem é gratificante, obrigado ❤❤

Enfim, é isso!

Beijinhos

Bạn đang đọc truyện trên: Truyen247.Pro