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24. Comemoração

Cinco meses passam rápido.

Cinco meses podem conter inesperadas sensações e acontecimentos diversificados. Eu bem sabia disso.

Fazia exatamente cinco meses que conhecerá Jeon Jungkook, cinco meses que nossos caminhos se esbarraram. Três meses atrás demos nosso primeiro beijo e admitimos estar apaixonados.

Meu mundo mudou romanticamente com um piscar de olhos que quase não consegui notar ou tenha notado e relutado contra. A segunda opção me soa bastante coerente se tratando da minha personalidade.

Eu me conhecia tão bem no amor que parecia cômico querer apontar possibilidades que com muita certeza não se encaixavam. Era uma mania interessante que falhava sempre, não dava para negar eternamente; e eu não queria.

Porque sendo sincera, não pretendia iludir Jungkook quando o queria tanto quanto ele queria mim.

E mesmo com tantos avanços e momentos no nosso relacionamento indefinido me sentia incomodada muitas vezes pelo simples fato dele não saber de detalhes na minha vida.

Queria conversar sobre minha filha, e não estava temerosa de sua reação. Apenas ultimamente tudo parecia ter pouco tempo e muitas coisas a serem feitas.

Eu queria ter essa conversa com calma, deveria ter contado no começo de tudo mas não imaginava que fôssemos levar a atração adiante. Uma grande ironia passou pela mente, éramos concorrentes de fato e não impediu que desejássemos estar juntos.

O empecilho era eu e meus pessimismo, meus pensamentos.

Por muito tempo — dois meses precisamente — eu fui nosso obstáculo no entanto era dissolvida de culpa. Acontece que preciso tomar boas decisões, aquelas que não jogarão minha vida no ar, mas de alguma maneira ele tirava meus pés do chão.

E com tantos presentes que Jungkook me dava voluntariamente eu só podia dar-lhe em troca sinceridade e para meu completo desespero entrega.

O tempo continuava igual levando em consideração as poucas temporadas de calor que tínhamos na aproximação do verão. Junho carregava os ares da estação mas não chegava a tanto, de qualquer forma continuava agradável.

Nessa aproximação minha calmaria estava sendo partida ao meio com tanto a ser feito e principalmente Nari. Faltava um mês para seu aniversário entretanto já expressava seus desejos para o dia.

O que podia esperar do bebê que nasceu uma semana antes do previsto na pressa?

— Nari. — Chamo não conseguindo a atenção desejada solto um suspiro de frustração. — Querida, você precisa parar de correr pela casa? Não posso te ouvir bem dessa forma.

— Eu quero uma festa, mãe!

— Estou ouvindo essa frase desde o primeiro dia de junho, essa parte a mamãe entendeu.

— Um príncipe!

— Tudo bem, você quer um príncipe.

— Eu sou princesa, mas quero um príncipezinho. Bem altão!

— Não esperava ouvir essas palavras tão cedo. — O pensamento me fez sorrir, ela tem quatro anos. — Ao menos você quer um e não precisa de um.

Parando por um segundo para me lançar um olhar com a mãozinha pousada na cintura ela torna minhas palavras decididamente suas.

— Mamãe, rainhas não precisam de príncipes.

— Quem sou eu para discordar hein?

— Você é a rainha mãe. — Diz Yoongi se arrastando para fora do quarto super arrumado. — Nari não tem que ir pra escola?

— Daqui a quarenta e cinco minutos, sim. Ela não para de correr e não para de comentar sobre o aniversário.

— Eu não me lembro de ser tão animado para meus aniversários.

— Nem eu.

Um barulho soa alto pela casa, e logo sei que minha filha caiu em algum lugar. Olhando para trás vejo os olhinhos cheios da água mas ela não chora, apenas levanta cambaleando para o meu lado com um bico nos lábios.

Eu abaixo pegando-a para se sentar no balcão olhando seu joelho ouvindo o choramingar.

— Machucou!

— Foi só o impacto, não vai sangrar. —Passando as mãos no lugar avermelhado digo com certa calma. — Você não pode correr pela casa assim, aqui é tudo adaptado para você mas ainda pode se machucar bebê.

— Eu estou animada mamãe.

— Qual motivo dessa animação toda pra ficar se machucando?

— Eu tenho uma nova amiguinha na escola. — E esquecendo da dor balançou as pernas freneticamente e tenho certeza que se pudesse estaria correndo outra vez.

Ela tem um sistema impressionante. Quando cai levanta e começa a brincar novamente outras ocasiões seus olhos se enchem e nas mais graves o choro é ouvido de longe.

De modo que não corro como fazia todas as vezes mas nesse caso, como agora ela levanta corajosa e vem até mim.

— Ah, isso é bom, qual nome dela?

— Não sei mamãe. Eu só disse que éramos amigas e ela concordou.

— É uma maneira, uh, não sei mas é diferente. — Meu riso cresce pois soa muito como Wang faria. — Pergunte o nome dela depois, tudo bem?

— Pode deixar. — Diz animada querendo pular outra vez para o chão mas a impeço carregando-a para o quarto.

— Não, nada de correr. Você vai tomar banho e se arrumar pra escola mocinha.

— Mas mãe...

— Sem mas, você precisa estar arrumada e logo. Temos um horário e não quero que chegue atrasada outra vez.

As minhas manhãs eram assim, agitadas. Nari acordava cedo, mais cedo do que provavelmente acordei nos meus quatorze anos de vida. Eu era um tanto preguiçosa e amava permanecer no quarto deitada mas minha filha acordava toda casa antes que o despertador fizesse menção de tocar.

Somente quando estava cansada de um dia cheio poderia numa possibilidade acordar mais tarde que o normal. Achava sinceramente que a escola fosse drenar grande parte de sua energia, e parecia que voltada revigorada todas as vezes.

Mas de alguma forma sempre que voltava da casa de Jackson se sentia cansada, misturando com o entusiasmo de pai e filha que exerciam juntos.

Eu achava adorável. A forma como eram juntos e isso me alegrava bastante porque nosso relacionamento pode não ter dado certo como esperávamos mas não afetava a relação com nossa filha.

Jackson é um pai maravilhoso e nesse quesito sei que por quatro anos era o homem certo para mim, o pai certo para minha filha.

— Tome cuidado, amo você. — Digo arrumando as alças da mochila que carrega. — E por favor nada de brigar com os meninos da sala.

— São eles mãe, eu fico quieta.

— Jogar a borracha na cabeça dos colegas é estar quieta Nari?

— Eu estava quieta antes. — Balançando o corpo enquanto carrega um bico de cabeça baixa resmunga.

— Tudo bem, apenas se divirta, pode ser? — Sorrindo alegremente ela concorda comigo. — Obedeça a professora, e estude.

— Amo a senhora, mamãe.

E dando um abraço apertado corre para dentro da escola com a saia movendo-se junto com a corrida que faz. Sorrindo levanto para seguir de volta ao carro tendo certeza que minha filha está bem.

Todo caminho que faço em direção a empresa tem Jeon Jungkook como tema principal, admitindo muito tempo atrás causava boas e grandes reações em mim mas estava ansiosa.

Ansiosa por lhe contar sobre minha filha e mais ainda o turbilhão de coisas envolvendo minha estadia limitada dentro da M.Tecno. Como ele lidaria sabendo que não veria mais a mim na empresa, e sim Jackson?

Eu não podia cogitar suas atitudes entretanto tinha certeza que merecia a verdade, ou melhor tudo que precisava contar e na incerteza deixei de lado.

Agora era tarde demais para evitar, estávamos juntos não nomeando nada, eu sentia internamente corresponder somente a seus estímulos. Somente ele conseguia ter meu interesse intacto e mesmo em ações repetitivas fazer ser único; toda vez sem exceção.

Estava perdida nesse homem.

Andando pelos corredores sinto excitação, porque sei como me espera nessas manhãs. Jungkook terá um sorriso elegante nos lábios, fará algum cumprimento extremamente educado quase formal demais.

E então ao adentrarmos minha sala com portas fechadas e somente nossos olhos de testemunha, me empurraria contra parede e tiraria meu fôlego com sua língua. Nada sairia de mim além de um gemer aprovando, e quando começasse a ser demais teríamos uma distância segura.

Ambos ofegantes com pensamentos maliciosos e um fio tênue para resistir a esses.

Havia certa ironia na forma apressada que tomava caminho para chegar a esse momento, dentro do carro ou evitando parecer estar correndo pelos setores. Era meu propulsor que mantinha a abstinência e querer deixava a agitação de pensamentos pior.

Todavia, chegando perto a sala não era mais necessário criar teorias.

Lá estava ele.

Conseguindo ser irresistível de modo irritantemente confortante.

— Senhorita Dyana. — É o cumprimento inicial que não altera. Todo assunto pode girar em torno de diferentes temas a primeira fala por outro lado, não.

— Senhor Jeon. — Sabia como existia uma breve falha nas palavras querendo ser suspiradas e não ditas.

Ele continua sorrindo presunçoso fingindo não ter se afetado mas conhecendo-o sei que sente a mesma energia sedenta.

Os trajes são em sua maioria iguais, alternando tons e roupas sociais a jeans obviamente nenhum lhe caia mal. Duvidava que fosse possível tal façanha pois o charme vinha dele. Nessa manhã é como de rotina e ainda sou afetada; como de rotina.

— Devo lhe dizer que temos uma grande noite hoje. A senhorita será oficialmente a capa da revista Her: Female Empire.

— Sim, temos a festa de comemoração certo?

— Sim. Ainda não tive o prazer de olhar o resultado do projeto, quero ser pego de surpresa como tantos outros leitores.

E certamente poderia. Se mencionar que a revista carrega alguns detalhes bastante pessoais e de conjunto uma breve fala sobre maternidade.

— Espero ter algum tempo com o senhor antes dessa surpresa, precisamos conversar. — Disfarço com um riso pouco aberto.

— Quando não temos algo a conversar, meu bem?

Como um piscar de olhos a áurea do lugar muda drasticamente, as feições tornam-se distintas levando expectativa. Se pudesse pegaria ao ar a tensão sexual acendida nunca nos deixando.

Trilhando pequenos passos para minha sala sabemos o que acontecerá. Minha secretaria ao longe cumprimenta com um aceno e respondo sorrindo. Ela não imagina que todo esse ritual carrega uma euforia por trás, como poderia?

Dentro da sala ouvindo o som indicando a fechadura trancando minha bolsa desliza pelos braços, eu suspiro. Suas mãos param em minha cintura antes que possa pensar na velocidade do ato, estou presa entre seu corpo e a parede.

Finalmente, penso.

— Esperou muito? — Pergunta atrevido, provocando arrepios frágeis.

— Sim — Eu respiro ou ofego. — não me faça esperar mais.

Ele não faz.

Agarrando meu corpo com uma força denunciando necessidade seus lábios tomam os meus num beijo que pode durar pela eternidade, num toque que estremece a alma.

Existe calma, a serenidade que confidência o medo de quebrar mas há ânsia no modo como me pega facilmente. Os movimentos da língua arrancando gemidos incontroláveis, eu sou tão dele neste momento.

E ele é tão meu.

Em seus ombros é o ponto que cria um equilíbrio, onde me agarro tentada a mover as mãos para outros lugares; e não posso criar situações que não serão resolvidas agora, ainda é cedo por Deus.

No limite ou melhor chegando bastante perto de um caminho sem volta nos afastamos.

Ambos ofegantes com pensamentos maliciosos e um fio tênue para resistir a esses, como disse que seria.

— É um belo hábito para se manter, não acha?

— Não Jungkook, é um péssimo hábito. Me tira a habilidade de pensar por bons segundos nesse trajeto.

— Ainda assim você admite que torna tudo mais excitante e não pode evitar.

— Eu preferia quando você não conseguia interpretar bem minhas ações. — Falo sabendo que não existe muito em mim desejando esse tempo.

— Duvido.

— Que bom, estou mentindo.

— O que temos para hoje?

— Nada muito importante ou urgente. — Digo retornando a roupa para seu estado normal e notando os amarrotados evidência de nosso momento. — Todos sabem que hoje é a comemoração, não quis deixar ninguém trabalhando até tarde. A maioria dos setores adiantaram o trabalho sendo assim sairão mais cedo, como disse nada importante ou urgente.

— Posso lhe fazer uma pergunta?

— A vontade.

Sentando no banco encarando meus olhos ele me permite tempo para que acomode o corpo na cadeira. Não gosto tanto desse olhar, antecede sempre algo muito obstinado ou curioso demais.

— Quero uma resposta.

— Diga.

— São permitidos quatro convites especiais para você, quem convidou?

— Meu irmão embora ele odeie eventos formais, Seokjin meu amigo dono do bar onde fomos.

— O bar onde você me largou após pedir para te levar pra minha casa? — Relembra, talvez ele nunca fosse esquecer. — Sim, eu me lembro.

— Não vou discutir isso — Respondo desviando. — As outras duas pessoas não vou lhe dizer.

— Sempre em metades, uh?

Acho que meu silêncio mostra muito. Menos o desgosto que a classificação tem, eu não me considerava a pessoa mais entregue no entanto tentava realmente me doar. Tanto que pretendia me ver livre com nossa conversa.

Mas não posso julgar seu ponto de vista, o que não me impede de querer saber a causa do interesse nesses convites, afinal ele era um dos muitos convidados.

— Qual motivo do interesse?

— Nada específico.

— Mas tem um motivo.

— Talvez não tenha.

— Você não é do tipo sem intenções, não comigo ou com relação a nosso envolvimento. — Balançando a cadeira digo. — Mas vou aceitar sua resposta por enquanto.

— Não vai desistir?

— Eu não sou uma mulher que desiste.

— Eu não sou um homem que cede.

A minha risada vem naturalmente solta, como acontecia bastante em uma frequência ainda maior. Antes não estava aberta para ficar sorrindo e não gostava tanto do som, ele adorava.

O que é estranho, porque minha risada é péssima.

— O jogo inverteu!

— Quanto tempo faz desde aquela noite mesmo? Uns quatro pra cinco meses.

— Olha onde chegamos, que evolução tivemos nesse tempo. — Comento. — Algum tempo atrás essa conversa ou essa situação seria muito improvável. Você certamente ainda insistiria.

— Alguém me deu a oportunidade de tentar.

— Continua tentando?

— Claro, não posso ficar satisfeito dessa forma. Eu quero você por inteiro, e confesso que as vezes não parece ser suficiente.

— É um caminho perigoso.

— Eu sei e continuo aqui.

Se ele soubesse a magnitude que as palavras continham sentiria certa incerteza por despertar tantos sentimentos no meu coração. Ele batia mais depressa tirando meu fôlego e consequentemente arrancando suspiros.

Eu não estava pronta para todas as sensações que começava a descobrir, e a forma decidida e segura nos olhos não pareciam reais.

— Você realmente não tem nenhuma dúvida sobre nós?

— Tenho, mas não é como se pudesse adivinhar nosso futuro juntos. Mas melhor que isso eu quero confiar que vamos dar certo juntos, porque apenas precisamos fazer dar certo.

— E se não der certo?

— E se der? — Sorriu pedindo num gesto minha mão que logo é acolhida sobre a quentura das suas. — Não quero "e ses" quero o hoje e agora.

— Acho que escreveria bons livros Jungkook. Você é um personagem apaixonante, seria um bom homem dos sonhos.

— Não amor. Eu sou real e se quiser posso ser não o homem dos sonhos mas o homem da sua realidade.

O coração palpita. Como se ele tivesse lido pensamentos de tempos atrás quando desejava intimamente uma realidade bela com toda verdade que o mundo poderia conceder.

E eu a tinha na minha frente.

Aquele homem teimoso segurando minha mão enquanto conseguia ser uma representação única do significado de arte. Esse mesmo homem que deixava um riso permanente nos lábios e um gemido na ponta da língua.

Este homem me oferecia tudo de si, me agradava com a percepção talvez tardia que Jungkook queria mais que definições tolas; ele quer permanência.

Eu era assim complicada demais para ficar e dificilmente consegue viver sem. Não levava os apegos alheios a mim com tanta intensidade, sei que todos vivem sem muitas pessoas a quem juraram amar eternamente.

Diversas ocasiões é preciso escolher e sobretudo compreender que a escolha deve sempre ser pensando no seu bem estar. E estava muito bem nos braços de Jungkook, estava sorrindo nos momentos que éramos desprendidos da obrigação.

As vezes olhando atentamente conseguia enxergar coisas em seus olhos que cintilavam pelo sentimento puro envolto neles. Ele tinha a franqueza marcando os traços, isso dava certo medo tanto quanto era tentador se deixar levar.

Mas não tomaria nenhuma decisão sem que conhecesse Nari.

Somente nesse momento eu poderia decidir se a permanência seria certa, se poderia me deixar levar ou se estaria na estatística de milhares que vivem sem pessoas as quais queriam manter.

— Te encontro na festa de comemoração. — Digo com os braços de Jungkook envolvidos na minha cintura. — Não se atrase.

— Ansiosa para me ver vestindo um terno diferente?

— É um terno diferente? Não tinha me contado esse detalhe.

— Não? — Perguntou arqueando as sonbrancelhas mas o gesto continha fingimento. — Bem vou usar um terno bem diferente, na cor ao menos.

— Oh, querido. Você ficará brilhante com um rosa.

— Acredito que estou suficientemente confortável com a minha sexualidade para vestir qualquer peça rosa. — Piscou beijando meu pescoço. — Se quiser me presentear com cuecas rosas.

— Amo esse detalhe em você.

— Qual detalhe?

— Você sabe quem é, o que quer para si e tudo que gosta e desgosta. E mesmo que algo contrarie isso você continua a vontade porque sabe a verdade.

— Sim, eu sei. Acho que nesse quesito somos iguais, não é?

Resistindo a vontade crescente e não saciada de beijar ele por mais momentos mantenho meu caminho para casa. A empresa se encontra em completo silêncio, todos os funcionários tinham saído mais cedo em celebração.

As vezes andando com todos os corredores vazios sentia nostalgia, dos momentos que se findariam e a falta começava a parecer cada vez mais evidente; a realidade do fim estava perto.

Quanto tempo eu passei totalmente dedicada para alavancar o nome da nossa família cada vez mais?

Impressionante como três anos passam sem que perceba o tempo passando. Muitas coisas tinham acontecido naqueles anos, muitas mais estariam pela frente e tudo que conseguia sentir era saudades.

Não de tantas coisas, não tenho coleção de arrependimentos sinceramente não tinha nenhum que fosse permanente. Alguns eram momentos mas logo observava as consequências e era grata pelo hoje.

Mas, tinha saudades do meu pai.

Certas noites eu parava ainda dentro do carro com as mãos sobre o volante e os olhos perdidos. Em instantes pequenos pensava nos ensinamentos, em como a criação foi uma das lembranças que guardo intimamente.

Então eu pensava na minha própria filha.

Nari tinha bençãos. Esperava poder criar uma mulher forte e determinada assim como meus pais fizeram comigo por longos anos, minha maior importância na vida era sua felicidade.

Eu pensava se algum dia aceitaria que outro amor fizesse parte da minha vida que não fosse Jackson.

Será que ela tinha esperanças que um dia fôssemos voltar?

Mas não estarmos juntos não nos tornava menos família, apenas tornava tudo uma lembrança de nós dois e nosso futuro compartilhado com ela.

Chegar em casa não dissipou essa pergunta da mente mas ao menos algo precisava ser feito. Como arrumar minha filha e garantir que meu irmão se comporte bem embora odeie o conglomerado de pessoas a onde vamos.

— Estou em casa! — Anuncio deixando os sapatos na porta sentindo a frieza confortável do piso.

— Estamos no quarto. — Grita.

— Ainda de toalha, querida? — Indago entrando no quarto com o corpinho pulando de Nari sobre a cama e Seokjin ao lado.

— Estávamos te esperando mamãe, não consigo escolher um vestido.

— Alguém está animada.

— Sim. — Jin confirma.

— Pode ir se arrumar, eu ajuda ela com o cabelo e a roupa.

Numa concordância leve, ele caminha deixando-nos sozinhas enquanto os pulos se cessam sobre a cama. Minha filha é indecisa para escolher roupas desde que faz questão de serem escolhidas por si mesma ao invés de mim ou qualquer outra pessoa.

Gostava de enxergar como um traço de sua personalidade que acreditava no futuro se desenvolver e descobrir ser independência.

— Qual são nossas opções? — Pergunto olhando para a cama.

— Eu tenho um vestido branco com desenhos pretos, ele é estranho porque na frente é pequeno e atrás grande.

— É o modelo querida.

— Não deixa de ser estranho, mas é bonito. — Comenta séria. — Tenho um azul muito bonito também, e o rosa mas a senhora não gosta de rosa.

— Eu não gosto, você é diferente. Não é porque não gosto de algo que precisa deixar. O importante é você gostar.

— Tem certeza?

— Absoluta.

— Então vou usar o vestido azul.

Meu cenho se franze enquanto os passos dela se voltam para organizar novamente seus vestidos.

— Filha, por que o azul?

— É minha cor favorita.

— Então por que fez esse comentário sobre eu não gostar de rosa?

— Porque a senhora não gosta. Não vou usar ele mas eu queria saber se ficaria chateada por causa da cor.

— Eu não ligo pra cor das suas roupas, meu bem. Usando totalmente preto ou saindo toda colorida você é minha filha e continua linda de todo jeito.

As bochechas se enchem com o sorriso que me oferece. Tirando o grande volume dessas seu sorriso continha grande parte das características de Jackson. Era como olhar seu sorriso projetado em outra pessoa mas ainda com os detalhes distintos de Nari.

Ajudar nas pequenas atividades me deixava extremamente satisfeita, cuidar dela era uma das melhores partes do meu dia. Quando meu pai morreu e a empresa exigia muito de mim pensava estar deixando-a de lado, esperava não falhar.

— Mãe, a senhora ama o papai?

A pergunta me pegou desprevenida. Meus movimentos cessaram em um estado de transe, eu sabia que um dia aquela pergunta seria feita ou algo parecido com o relacionamento mantido com Jackson e de alguma forma mesmo me preparando foi uma surpresa.

Nari entendia muitas coisas, mais do que provavelmente a sua maturidade naquela idade poderia lidar. Entretanto nunca pareceu um problema desde que estava sempre auxiliando seus passos quando necessário.

Era criada com liberdade de dizer, expressar e comigo ao lado ajudando no que for preciso. Porque eu queria que ela se moldasse a sua maneira e não copiasse as conclusões que tinha pois influenciavam muito já.

Afinal tudo baseado em conhecimento era explicado por nós ao redor ou precisamente por mim, de modo que sabia que algum dia a pergunta viria.

— Por que querida?

— Porque ele ama a senhora, mamãe.

— Ele te disse?

— Não, mas eu sei e posso ter ouvido ele conversando sobre isso também. — Fala com mansidão certa de que não deve bisbilhotar as conversas alheias.

— É complicado. O amor não pode ser baseado apenas numa relação de homem e mulher, sabe? Existem outras versões de amor e tudo que sinto por seu pai está nesse conjunto.

— Eu não entendi.

Sentando a sua frente e esperando que siga meu exemplo respiro fundo para organizar meus pensamentos.

— Você tem amigas certo?

— Tenho sim.

— E elas gostam de você e você delas? — Ela confirma com um aceno preso a concentração. — Esse é o amor que sinto pelo seu pai, somos como amigos íntimos e ainda mais eu o amo pela história que tivemos juntos, e principalmente por ter me dado você.

— Eu sou um presente do papai?

A frase me faz rir embora tenha levado esse sentido.

— Não, você é um presente de Deus. Apenas acho que seria diferente caso não fosse com ele então ter você significa que teria de ser com seu pai.

— Ah, acho que entendi agora.

— Sim, você é esperta. — Genes de ambos os pais. — Enfim, tem muitos tipos de amor no mundo e esse de amigos é o que sinto, existiu outro mas tudo mudou.

— Eu posso casar com meus amigos e amigas então?

— Por que?

— Porque a senhora ama o papai como amigo e ficaram juntos.

— Não funciona assim. Um dia quando você for mais velha vai conseguir entender mais precisamente por agora eu só posso dizer que existem várias formas de amor e de amar. — Concluo pegando as mãos tão pequenas sobre as minhas ainda quentes. — Você vai encontrar sua forma de ver o amor e agir sobre ele, e nunca julgue se essa forma for diferente das outras, tudo bem?

— Tudo bem!

— Eu amo seu pai, mas não o tipo de amor que nos mantenha juntos.

— Mas ele te ama.

Respiro fundo. Porque as vezes ter consciência disso não era tão agradável como poderia ser anos atrás, eu sempre estaria na vida dele e com minha presença frequente como poderia ter a chance de me esquecer?

— Infelizmente existem essas situações. Mais pra frente nos podemos ter essa conversa, tudo bem?

— Sim — A prolongação do silêncio me mantém no lugar e conhecendo minha filha sei que quer perguntar algo. — a senhora ama outra pessoa?

— Não, querida. Você gostaria que eu amasse?

— Não sei — Fez um bico pensativo. — eu imaginava você e o papai juntos. A senhora não precisa de ninguém porque é minha rainha, podemos ser só você e eu. Mas o tio Yoon disse que um dia vou embora e a senhora não pode ficar sozinha.

— Poder eu posso, agora querer é diferente. Sua mãe não tem problemas em estar sozinha desde que tenha a ela mesma.

— Eu quero que seja feliz e gostaria que amasse alguém pra ficar junto mas tenho ciúmes não quero dividir a senhora.

Pegando-a no colo dou um abraço apertado mantendo o sorriso intacto no rosto.

— Não precisa se preocupar, Min Nari Wang é minha maior importância na vida.

— Eu te amo mamãe!

Mais tarde naquela noite enquanto olhava seu reflexo animado no espelho pensava nas possibilidades que a conversa tinha sobre minha vida.

Ser sozinha realmente não era grande problema para mim. Muito tempo na adolescência criando minhas nuances percebi ser sozinha e não estava incomodada com tal fato; era preciso equilibrar o tempo sozinha e com companhias.

E eu pensei sorrindo pensativa por longos segundos quase intermináveis dentro da minha cabeça. Nari gostaria que esse amor fosse Jeon Jungkook?

Eu não saberia responder, talvez estivesse com medo da resposta. Sorrindo fraco deposito um beijo em sua testa caminhando para meu quarto.

Mas uma coisa é certa, aquele pensamento não morreria tão cedo.

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Atualização!!! O que acharam do capítulo? Gostaram?

Quero pedir desculpas pois a atualização seria amanhã mas no decorrer do dia não tive tempo para parar revisar e postar, mas hoje consegui!

Então o próximo capítulo será provavelmente o maior de todos está com 4k de palavras e ainda não terminei. Avisando desde já que o capítulo dois da shortfic será complemento, pois quero usar os capítulos de lá.

Sobre o hot também será utilizado mas vou trazer algo novo para vocês não se preocupem vou me esforçar bastante na escrita e nosdetalhes.

Esse é o vestido escolhido pela Nari certinho? Achei bem nenis!

Enfim é isso!

Beijinhos ❤

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