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23. Momentos

Algum tempo depois ainda éramos os mesmos de antes, acrescentando intimidade e um sentimento mais forte do que nosso próprio desejo correspondido.

O tempo com Jungkook passava sem que meus olhos se dessem conta de quantas horas passavam, ele tinha esse efeito magnetizante que por muitos momentos salvou meu dia e tudo começava a ser perigoso demais.

Eu passava horas lutando contra um apego mas nunca de fato conseguia evitar meus sentimentos, traindo as razões bem estipuladas para manter distância desse sentimento, eu simplesmente não podia impedir.

O sorriso dele é apaziguador, como um raio de sol após uma noite chuvosa trazendo vigor. Ele me entregava uma força que não sabia ser possível.

Mas as lembranças desses meses eram a prova viva que não havia tempo para negações.

Apenas entrega.

Sabe, eu não conheço seu irmão.

— Eu não conheço o seu mas não estou realmente incomodada sobre.

— Estou tentando socializar Dyana. — Comenta bufando embora carregue um riso alegre.

As tardes tornaram-se mais calmas e demasiadas de tão tentadoras. O beijo, toda intimidade compartilhada naqueles instantes quase nos levavam ao estupor de paciência, entretanto ainda firmes.

Talvez essa fosse a pior parte.

— Meu irmão te conhece, de aparências e as conclusões que tirou sobre você. Mas sinceramente espero que não se assuste fácil ele pode ser muito ameaçador para desconhecidos com interesse em potencial.

— Devo me preparar para ser intimidado?

— Não. — Passo as folhas sobre minhas mãos com desinteresse, as vezes não havia muito a ser feito. — Se prepare para ser encurralado, intimidado, levado quase a desistência com a insistência dele em mostrar o quão complicado é se envolver comigo. Depois quando perceber que você não vai desistir fica pior.

— É algum tipo de brincadeira de mau gosto, certo?

A expressão realista dele arranca um riso exagerado dos meus lábios, Jungkook apenas corresponde a alegria súbita.

— Yoongi não é do tipo social, mas estava exagerando de fato. Ele somente vai garantir que você não vai querer me magoar.

— Isso significa que você pretende me apresentar pra ele? — Pensando nas palavras eu o encaro incerta de minhas decisões. — Alguém vê um futuro para nós.

Embora a pergunta permaneça sem resposta verbalizada os pensamentos não se permitem esquecer em sua constatação arrancando um sorriso imperceptível e discreto. Sim Jungkook, eu vejo um futuro para nós.
____

Algumas manhãs não eram agradáveis, e dizendo isso parece que nenhum momento pode ser ruim o suficiente para tirar nossa atração. Afinal nem todos os tempos ruins definiam a base de um relacionamento.

No entanto somente por alguns segundos do meu dia a tentação era esquecida e restava uma raiva estranhamente certa.

— Você é extremamente insuportável. — Digo controlando minha raiva de forma que considero bastante madura.

— Eu não estava fazendo nada de alarmante, meu bem.

— Jeon não me venha com "meu bem" você sempre tenta me distrair por ser atraente com palavras meigas, pode parar. — Cruzo os braços na altura dos seios respirando com impaciência.

— Tudo bem me diga o que estava errado? — Senta-se como se estivesse aberto para diálogos.

— Primeiro: eu não acho coerente essa mania de flerte na frente dos meus funcionários, eu gosto mas tem hora e lugar. Segundo: não preciso mencionar o quanto me irrita esse seu jeito apaziguador quando estou estressada. Terceiro: pare de me distrair com seus beijos, principalmente quando alguém da empresa pode ver já que você não pretende ser discreto.

O sorriso malicioso abre espaço na seriedade que tenta passar, ter ele na minha empresa causava muitos alvoroços e fofocas que não me agradam mas eu era a única preocupada.

Jungkook tinha uma maneira descontraída de lidar com tudo embora mantivesse firmeza nas palavras. As vezes minha vontade era pular em seu colo e esquecer tudo em volta, as possibilidades ficavam na imaginação.

— Você não reclama quando estou te distraindo, na verdade eu tenho certeza que ouço sons de aprovação.

— Argh! Você é impossível.

— Vejamos, você nunca me impede e também não afasta. — Se levanta dando a volta na mesa mantendo distância. — No caso você me agarra, quase colando nossos corpos, certo?

— Eu não gosto dessa mania de querer controlar tudo Jungkook.

— Era um projeto irrelevante.

— Nunca é irrelevante se tratando de mim, eu sou mulher Jungkook ouço merdas todos os dias de muitos babacas. Não preciso que seja mais um na lista.

— Eram opções.

— Opções que eu tinha descartado na frente de todos, não preciso dos seus flertes para tornar o clima melhor ou para me distrair quando obviamente estou incomodada. — Suspiro chateada com o acontecimento de horas antes. — Não faça novamente.

Tínhamos problemas, cada um acostumado com sua realidade onde ordens nossas não são questionadas, e em algum momento seria necessário ceder. Abrir mão de todo controle para que tivéssemos um conjunto de decisões.

Naquele dia o momento não chegou, mas o gosto amargo no nosso paladar deixava evidente que a sensação não era bem vinda.

Eu queria ser melhor para dar certo.

Jungkook também.
____

Os beijos delem não eram reais.

Essa foi minha conclusão enquanto as mãos dele percorriam minha cintura com precisão e a língua dominava a minha nas paredes do escritório numa parte sem grande acesso de visão.

Jungkook gostava de me pegar desprevenida, agarrando minha cintura inesperado provocado meus sentidos para logo fingir ser apenas um ato rotineiro. Empurrando nossos corpos em corredores longe da vista de qualquer um, ele me tirava o fôlego deixando meu desejo fervendo e depois sorria ao sair.

Me empurrando para a beira do precipício com louvor e quase perto a êxtase, saindo sorridente.

— Não! — Puxo seu corpo para perto decidida a não deixar a distância esfriar minha excitação.

— Não? — Ele pergunta deixando o brilho rosado na boca bastante tentador, mas o deboche se sobressaia derrapando nas palavras.

Um único movimento se faz para que esteja em seu colo pressionada contra parede ofegando.

As mãos puxam meus cabelos abrindo espaço para que deposite beijos no pescoço, a ação me faz ofegar com necessidade enquanto permito que molde meu corpo no movimentar torturante do quadril.

— Não? Tem certeza que não quer que eu saia? — Pergunta encaminhando a mão para minha intimidade coberta pela calcinha. — Você quer gozar? Aqui no corredor da empresa como uma chefe, não é?

— Jungkook...

— Você quer, Dyana? — Ele morde meu lábio inferior pressionando seu desejo contra minha excitação molhada. — Diga anjo, como é mandar em todos e ter seu corpo comando por mim?

— Idiota. — Resmungo frustrada com sua provocação.

— Aposto que se eu mandar você goza, uh?

Os dedos encontram meu sexo, acariciando lentamente na tortura enviando ondas de excitação por todo corpo. A garganta arranha para que meus gemidos saiam mas continuo mordendo os lábios enquanto aperto as pernas em sua cintura, não satisfeita com o pouco contato.

A brincadeira parece não ter fim, a provocação prolongada massageando a excitação nunca indo além de movimentos insinuando penetração.

— Eu poderia mandar e você obedeceria como uma boa garota. — O aperto foge e por pouco a sustentação vacila porém sou amparada por seus braços. — É eu posso, mas não queremos que toda empresa ouça como você geme para o seu homem, certo?

A garganta secou anestesia não percebendo o beijo afetuoso depositado em minhas bochechas, poderia ser de fato isso mas a intenção é maliciosa ao extremo.

Com um riso vitorioso seus passos ecoam para longe, frustrada arrumo minhas roupas o máximo que consigo e respirando fortemente ao seguir caminho para minha sala com duas palavras gritando no cérebro.

Seu. Homem.
____

A garota dentro de mim sorria abertamente como se não houvesse amanhã, minhas bochechas doíam com a sequência de risadas mas estava me sentindo revigorada como somente uma pessoa conseguia fazer em momentos de cansaço extremo.

E Jungkook parece ser minha segunda pessoa a conseguir esse feito.

Não havia ninguém na empresa de modo que nossas risadas ecoavam pelo ambiente vazio, voltando para nós.

Eu deveria me preocupar com tantas reações frágeis que retiravam todo peso dos ombros, porém pensar demais acabava levando minhas alegrias para testar incertezas.

Então eu viveria meu momento com Jungkook.

— Eu não consigo respirar. — O som fraco é resultado de bons minutos sorrindo sem parar, mas estou satisfeita.

— Desculpe. — Pede levantando o peso de seu corpo.

Entretanto eu o impeço pressionando ainda mais para achegar nossos corpos, poderia fundir essa junção maravilhosa.

O expediente tinha acabado uma hora atrás, as responsabilidades sempre pesavam acumuladas no fim do dia. Mas naquele sofá, deitados com seu corpo sobre o meu não existia esse problema, éramos apenas nós na minha sala juntos.

A simplicidade soa bem.

— Não afasta, são as risadas Jungkook. Elas me deixam sem ar, você tira meu fôlego mas não se afaste.

— Eu não lembro a última vez que me senti tão íntimo de alguém como me sinto agora com você.

— Provavelmente quando você era um adolescente cheio de hormônios. — Ele sorri breve.

— Na verdade embora fosse muito agitado com meninas não tinha habilidade nenhuma, tipo zero mesmo. — A incredulidade permeia meu olhar considerando suas ações no presente. — Não olhe assim, eu quase surtava pra perguntar o nome delas.

— Meu garotinho tímido.

— Tudo bem eu posso não ter sido popular e irresistível, mas elas gostaram de mim. — Se vangloria.

— Bem — Aproximo deixando um beijo em seus lábios. — elas podem lamentar porque agora tudo isso é meu, e vou fazer um maravilhoso uso.

As bocas se unem com um beijo lento e sempre que o toque acontece tenho certeza que é perfeito.

Embora haja desentendimentos, quando nossas comunicações não são as melhores possíveis e ainda que por instantes queiramos distância é imperfeito perfeito.

Mas é nosso.

— Eu estou perdido de tantas maneiras que não consigo descrever — Com rouquidão e ainda de olhos fechados e abrindo-os lentamente, Jungkook diz. — mas eu sempre me encontro nos seus olhos.

E tudo é correspondido, tudo é recíproco.

Estamos perdidos.
____

Na vida de uma mulher existe um tempo nada agradável, uma seleção de dias que simplesmente não podemos evitar e não morremos de amores. Ninguém quer ter seus hormônios mexidos e embora muitas mulheres fiquem emotivas estava irritada como de costume.

Aquela não era a minha semana, tinha certeza que estava assustadora.

— No momento eu sou uma mulher potencialmente irritada, a minha menstruação está mexendo com meus hormônios, estou começando a sentir cólica e você sabe que essas vadias me odeiam, quer realmente conversar agora?

Meu irmão me olha acostumado e não menos assustado com o temperamento que tenho, ele queria conversar mas hoje nesse instante não é minha melhor condição.

— Eu volto outra hora ou melhor em outra semana. — E assim se vai, quase correndo na verdade.

Jungkook não estava aqui, tinha saído.

Meu mau humor parecia um repelente em dimensões grandes, normalmente mantinha controle intacto no entanto a junção de estresse da semana estava consumindo as energias e para melhorar estava irritada pelo período do mês.

O mundo que se foda, menstruação é uma merda.

Mais tarde naquele mesmo dia — com nenhuma aparição de Jeon evidente — estava controlada em termos, por estar sozinha, quando alguém chegava perto a paciência não existia mais.

Porém algo diferente enfeitava minha sala.

Uma cesta pequena, contendo uma sequência de chocolates recheados, um pote de sorvete de baunilha que é meu preferido e um bilhete arrancando risos.

"Alguém me disse que isso acalma as mulheres nesse tempo, queria levar pessoalmente mas você podia gritar dizendo que quero te engordar. É um período perigoso, mas espero que goste.

PS: Sim eu perguntei pros funcionários quais doces você mais gosta, eles acharam romântico, viu?

Seu Jungkook"

E na porta embora não estivesse olhando com atenção ele me vigiava contagiado pelo meu próprio sorriso ao encontrar seus olhos carinhosos.

— É seguro entrar?

No momento não importou tanto quando chegou perto de mim para beijar minha bochecha abertamente, gesto que me deixou constrangida mas com uma certeza fixa...

Eu estou apaixonada pelo homem certo.
____

Jungkook estava estranho.

Mas não queria conversar, ele não precisava dizer quando seus olhos dispersos denunciavam o sentimento que carregava e outra vez tentava desviar embora os sorrisos fossem fracos.

Eu me considero observadora, estar atenta para as atualizações é importante mas quando nessa posição está alguém que aprecio tento ajudar e aparentemente ele não queria ajuda.

— Jungkook, tudo bem?

— Pela quadragésima vez, eu estou bem, Dyana.

— Eu sou insistente de fato mas não acho que seja humanamente possível ou conveniente fazer a mesma pergunta quatrocentas vezes.

— É mas você ainda não parou de repetir. — Foi uma defensiva.

— Impressionante a habilidade dos homens em agirem como idiotas quando as outras pessoas estão preocupadas com seu bem estar.

Caminhando para porta tranco-a levando meu corpo para perto de Jungkook que pelo estado não faz comentário algum como num normal faria — ele nunca perde a chance de soltar comentários maliciosos.

E isso me afeta, porque esse não é o homem que conheço mostrando o incômodo.

— O que foi? E não me venha com "eu estou bem" obviamente não está.

Lutando contra seus impulsos espero seu momento de conforto para conversamos. Jungkook estava sempre disposto a respeitar meus limites e o tempo que julgava certo até estar pronta para falar.

Não agiria diferente consigo apenas deixaria claro que estava lá para qualquer coisa que precisasse.

— Tenho recebido reclamações de alguns sócios, até mesmo meu pai. — Breve e cauteloso começou. — Aparentemente eu passo mais tempo na concorrência do que na minha própria empresa. Não é um fato que agrada muito.

— Entendo. O problema é você estar aqui.

Acenando fraco confirma.

Confesso que não é surpresa notarem o tempo demasiado grande que passamos juntos. A questão não era complicada de resolver e de qualquer forma sentiria sua falta; eu estava realmente muito apegada.

— Tudo bem, não precisa ficar aqui todos os dias você pode ficar na empresa administrar suas coisas.

— É. Uma decisão bastante coerente, se eu não quisesse ficar mais com você.

— Estamos juntos agora.

— Não assim, não desse jeito. Eu quero poder te abraçar, te beijar quando me der vontade ou dizer o quanto sou apaixonado apenas por sentir prazer nisso. É isso que quero.

— Eu julgaria que fazemos bastante essa dinâmica mas só estamos juntos no fim do expediente ou nas suas escapadas furtivas.

— Quero ficar com você. — Fala acariciando minhas bochechas que se aconchegam no toque tenro arrancando um riso satisfeito. — Mas sei das minhas responsabilidades.

— Eu quero ficar com você e, entendo.

Então a decisão estava tomada, a presença acertiva dele seria variável e talvez a nova realidade deixou um sentimento perto a saudade, aflorado. Não éramos amigáveis sempre porém mesmo nas brigas parecia único.

Realmente sentiria falta disso.

Mas ele não precisa nesse momento de tais pensamentos. Jungkook precisa saber que não importa quanto tempo for sempre poderá voltar para perto e com um beijo simples que não se aprofunda dou-lhe essa certeza.

Ele pode voltar para cá.

Para mim.
____

Saudades.

A palavra insistente rondando as paredes da sala transformando os pensamentos antes concentrados para apontar uma falta que deve ser notada. Quanto tempo ele passou sendo presença constante aqui?

Dois meses? Um pouco mais que isso?

Trabalho a três anos nessa empresa, sei quantas pessoas circulam em cada andar atribuídas as funções necessárias. Estou atenta a tudo que aconteça e se acontecesse da forma exata e, no entanto, sinto falta daquilo que não era confirmado muito menos estava nos planos de negócios.

Sinto falta de Jungkook.

Acho a distância essencial para relacionamentos, cada um conquistando seu espaço de privacidade onde estar longe realça todos os sentimentos.

Mas, não sei, pode ser essa característica predominante de estar constantemente em um campo de guerra. Pode ser os beijos que não acontecem nem escapadas que embora fossem me causar certo incômodo pelo perigo de sermos vistos gostava; é excitante estar com ele.

E sua personalidade quente e adorável, seu riso meigo entre os tantos outros que consegue ter. É tudo.

Pelo amor de Deus, quantas semanas faz que voltou para sua empresa? Duas ou uma?

Estava sendo ridícula.

O que não me impediu de discar seu número para uma ligação. Eu só queria ouvir a voz dele.

— Jeon Jungkook falando, em que posso ajudar? — Cordial como não o via ser com frequência diz.

— Você não atende seu telefone pessoal dessa forma educada, certo?

— Eu esperava que me ligasse.

— Demorei muito? — Pergunto ansiosa.

— Um pouco, talvez devesse ter ligado antes.

— Eu pensei em ligar, mas não queria ser inconveniente quando precisa resolver seus assuntos. — E como num toque nervoso bato os dedos na mesa, outra vez após outra.

— É bom saber mas estava falando que eu deveria ter ligado antes.

Meu sorriso cresce porque gosto da sinceridade que tem comigo, ele é verdadeiro em níveis que admiro intensamente.

— Eu não sei.

— Estava comprovando uma teoria se quer saber.

— Essa teoria envolve a mim, presumo. — O som preguiçoso saindo dos lábios é quase uma afirmação interna. — Qual teoria?

Eu imaginava que essas pausas entre nossas falas ditavam bastante sobre como somos em conjunto. Porque não invadimos o momento um do outro, nos damos espaço suficiente para dizer ou deixar as frases morrerem.

Afinal nem todas as palavras saem com facilidade, algumas travam e engasgam pois pode ser complicado admitir sentimentos ou admitir-se perdido nas nuances de alguém.

E com esse respeito mútuo, ele falaria quando fosse o momento.

— Que eu posso permanecer longe de você, porque as vezes eu sou quase tão seu como sou de mim mesmo. Então, manter distância seria como, provar que não estou tão entregue assim.

— Embora estar não te assuste tanto.

— Não, realmente não assusta.

— Qual a sua conclusão?

— Se eu dissesse que gosto de você mais do que deveria, ou pensasse que essa paixão pode não ser apenas isso. O que responderia?

— Eu começaria a rir. — O som frustrado se disfarça com um pigarro rouco, mas o conheço para saber que se incomoda. — E então, eu olharia nos seus olhos, e esse mesmo sorriso morreria. Enxergaria a verdade nos seus olhos e não poderia ignorar isso. Porque eu posso ser boa em muitas coisas mas não com paixões, principalmente quando tenho receio de machucar esse coração.

Baseados no respeito, ficamos em silêncio. Sem incômodo, sem pressa.

Pois algumas coisas não estávamos preparados para falar, talvez despreparados para sentir.
____

— Estou interrompendo? — O nervosismo pode passar desapercebido no tom por qualquer um, entretanto nos olhos surpresos de Jungkook, sei que nota.

Eu estava sendo ousada — o que não é de fato uma supresa se tratando da minha personalidade — e, ainda mais mordendo a língua com palavras antigas agora muito frescas em pura ironia do destino.

Em um passado não muito distante desejava distância de estar nesses corredores onde todos pareciam interessados ao extremo em observar meu caminhar em direção a sala de Jeon Jungkook.

Se não fosse estritamente necessário, mesmo não tendo urgência é preciso para mim.

E admitir não foi tão complicado assim.

— Alguma reunião de virilidade masculina, presumo. — Observando as três companhias envolta da mesa agora prestando atenção em mim, digo.

— Eu poderia chutar que a única virilidade que lhe interessa no momento é a do Jungkook. Mas não estamos comentando coisas óbvias.

— É muito bom ver você também, Tae. — Sorrio ganhando um abraço caloroso enquanto comenta algo fazendo ambos sorrirem.

— Tae? Quantas intimidades. — E com um som desconfortante saindo da garganta de Jungkook eu desfaço nosso abraço.

O olhar dele é penetrante. Um contraste que não acho possível ser mudado, seja qual sentimento existente neles parece bastante fixo.

— Senhorita Dyana, é um prazer vê-la novamente. — Um homem alto se sobrepõem ao meu lado exibindo covinhas meigas com um ar adorável.

— Namjoon, certo? — Acenando confirma. — A sua formalidade é impressionante, mas pode me chamar apenas de Dyana.

— Não vejo o que há de errado com senhorita.

— Justamente por isso para você seria adequada senhorita.

A sala se enche de risadas masculinas com os timbres rodeando a ampla sala, Jungkook permanece como antes sem mover um músculo na face.

Definitivamente criança birrenta.

— Acho que não fomos apresentados.

Os cabelos loiros caem sobre seu rosto sorridente de modo que seus olhos se reduzem a pequenas linhas, mas o sorriso dele é incomum. Não faz mais de cinco minutos que estou presente e em tudo em si parece se revigorar no a ação.

Não é um sorriso para se esquecer.

— Jung Hoseok, amigo dos patetas aqui.

— Min Dyana. — Digo apertando sua mão enquanto a lembrança vaga lampeja na mente. — Você não é o homem que o Taehyung estava correndo atrás no bar?

— Oh, sim. Eu estava ruivo na época e, ele estragou meu encontro.

— Certamente, ele é péssimo bêbado.

— Se me lembro bem ele estava sóbrio ainda.

— Não é uma diferença a ser notada. — Namjoon comenta enquanto rimos amigavelmente.

E para minha surpresa Jungkook continua predisposto ao silêncio, agradaria se não significasse me analisar minuciosamente. Há muito tempo o constranger não fazia parte da minha vida, mas aquele olhar me envergonhou.

Não tinha noção dos pensamentos daquele momento, sejam pervertidos ou não algo dentro de mim se moveu.

— Acho que você não me cumprimentou. — Então, ele nota.

— Eu deveria?

— A pergunta apropriada seria se você quer.

— Imagine uma resposta. — E seu riso malicioso se abre em menos de um minuto.

— Estou imaginando.

Ele com certeza estava.

Jungkook não é transparente mas conseguia mostrar bastante quando desejava. Ele queria que eu visse, queria que ao olhar enxergasse todos os pensamentos que tinha comigo sem se importar com nossas companhias.

Esse olhar dizia muito para mim e, com convicção os diria por simplesmente ter alguma satisfação com meu desequilíbrio. Não era apenas nós, em seus olhos no entanto entendia completamente.

Não estávamos dizendo nada; e isso não significava que não haja comunicação.

— Casais normais deixam apenas uma pessoa de vela, vocês têm três e não estão nem fazendo algo além de se olhar. — Desviando com a risada bem humorada e tímida olho para Hoseok pelo comentário feito.

Ninguém podia negar que algo acontecia ali.

— Bem, estamos saindo de qualquer forma. Espero ver você outra vez e dizendo isso estou me convidando para ir na sua empresa.

— Taehyung continua atrevido.

Mas não importa qual assunto ou seu grau de ousadia, porque por um instante houve apenas Jungkook na minha visão e meus ouvidos focaram para longe. Imergindo da saudade sentida, antes ter o espaço da empresa invadida causava reações estranhas; hoje parecia errado não tê-lo perto como antes.

— Eu senti sua falta. — As palavras não são pronunciadas com dificuldade mas o coração acelera.

Acelera quando nenhum retorno me é dado, seu olhar continua o mesmo com níveis de algo indefinível acrescentando a diferença. Acelera porque cada momento ainda que já vivido tem as sensações como novas, afinal estou sempre perdendo o ar.

Acelera por perceber quase após quatro meses que Jungkook sempre cativou meu coração, desde o primeiro contato.

E quando nossos lábios rompem a barreira de distância não existe meio para respostas, porque eu sei. Ele também sente.
____

O que o olhar de um homem pode fazer com uma mulher? O que uma mulher consegue causar em um homem?

Eu me perguntava naquela noite.

Jungkook pode não ser um livro aberto, mas tratando-se de desejo não conhecia ninguém com sua capacidade extremamente desenvolvida de por em palavras seus quereres. Dessa habilidade eu não tinha dúvidas.

Quatro meses após nosso primeiro — e tão esperado — beijo, continuávamos prolongando certas vontades embora fôssemos experientes em tirar proveito desse acúmulo, que ambos compartilhavamos.

Chegando no ponto que as palavras se tornaram desnecessárias. Eu compreendia bem os desejos dele como igualmente interpretava minhas vontades, mistério ou dúvidas entre nós não existia.

Mas os olhares queimavam.

E especialmente nessa noite não pretendia ignorar.

— Está tarde. — Digo movendo os braços pelos ombros revestidos na camada da blusa social logo descendo para ganhar um beijo calmo. — Cansado?

— Como em qualquer outra noite, mas você consegue me trazer energia.

— É bom... — Sorrio. — te trazer algo além de ereções frustradas.

— Então você as nota e deliberadamente as ignora.

— Não ignoro.

— Dyana, a sua maneira de não ignorar é muito fora do comum. Sabe disso, não?

— Quer uma massagem?

A resposta é cortada pelo barulho sôfrego escapulindo enquanto movo minhas mãos nas tensões presentes nas costas. Como nenhuma relutância vem, continuo, imaginando que para si seja difícil negar o contato.

Os movimentos regulares se intensificam com seu corpo recostando cada vez mais na cadeira, lentamente cedendo. Se ele soubesse como fica excitante dessa forma nunca pararia de me provocar.

Jogando a cabeça para trás como um sonhador delirante, seus olhos fecham sem pressão presente e os lábios abertos para exclamar inconsciente como se agrada. A blusa social é o elemento rotineiro porém mantendo a deliciosa forma nos músculos amenos.

Seus cabelos tornavam-se rebeldes, grande parte do mérito se deve a mim.

Insatisfeita com a distância desço as mãos, percorrendo seu abdômen em direção ao membro apertando enquanto sinto desregular perto do meu pescoço.

Mas Jungkook gosta.

— Dyana... — Chama-me. — Por favor!

O chamado aumenta minha excitação. Eu amava provocar mas muito mais que isso gostava de ver o desejo brilhando nas íris intensas. O movimento seguinte causa a espontaneidade pelo toque seguinte diretamente para minha cintura ao sentar em seu colo.

— O que você quer?

— Nesse momento? Que não estivéssemos de roupa.

Quando nossos lábios encaixam, não existe nada para pensar. Sem calma, nenhum carinho apenas um aperto insistente nas coxas e um desejo queimando a ponta da língua; porque eu queimo com o toque.

As provocações ganham trégua. Empurrando a língua para controlar nossos movimentos com exigência que não pode ser detida, ele perde o controle em questão de segundos pressionando seu sexo contra mim.

O contato me incita, comigo gemendo entre nosso beijo.

A precisão dele para subir ainda mais minha saia poderia chocar se não estivesse tão desesperada quanto. A frigidez das mãos apertando minhas nádegas com força e tudo parece bom demais para ser real; ele me enlouquece.

Então rebolo contra seu colo, fraca..

Eu não sabia como tinha chegado em sua mesa com a pressão potente dos lábios devorando o pescoço, não tinha controle algum alternando as mordidas com chupões que retiram meu ar literalmente.

Por um momento eu me desfaço em gemidos.

Os sons se mesclam e meu sorriso não se detêm, amo a sensação das mãos fortes me pressionando ao limite, de como a boca quente sabe onde tocar e beijar enlouquecendo minhas terminações. Amo a vermelhidão deixada nas coxas como uma lembrança de como consegue pegar-me a qualquer momento e me ter como sua.

Sempre mostrando falta de controle nas atitudes e sempre querendo domar o meu corpo.

— Eu gostava dessa camisa.

— Prefiro você sem ela.

Os beijos desciam devagar embora fosse evidente que tentava ser delicado comigo, entretanto eu não quero isso. Quero que ele me pegue com força e me faça ter um motivo para gemer seu nome, quero me lembrar porque é tão bom ser dele.

Ele aperta meu seio esquerdo.

Eu estremeço.

As carícias continuam como um conhecimento interessante nas linhas do meu corpo, a mão aventurando-se no meio das pernas acariciando lento. Distribuindo beijos mornos como se não estivesse mexendo comigo.

Puxo-o novamente para minha boca julgando impossível um minuto a mais longe de mim. E nós nos perdemos no encontro das línguas, nas mordidas ou em como me aperto quando o gemido acompanha o penetrar de seu dedo.

Não é calmo. É rápido e obstinado.

Não tenho um minuto para tomar respirações, impulsionando o corpo para frente querendo contato que me é negado ao ritmo que move-se para fora. Meus olhos se abrem, como se os dele esperassem pela ação feita; com um sorriso oblíquo ele penetra novamente forte e rápido retirando meu ar.

Os minutos ou segundos seguintes viram borrões de beijos, sua língua e a sensação avassaladora percorrendo o corpo comigo convulsionando pela vontade.

As pernas se apertam fortemente não diminuindo os movimentos, todo calor sobe e um fio de sanidade me escapa quando o orgasmo chega.

— Jungkook! — O gemido soa como um segredo morrendo ao passo que meus lábios tomam distância de seu ouvido.

Céus! Eu estava gemendo para Jungkook, com e por Jungkook.

Ainda tentando normalizar minha respiração, vejo-o retirar seus dedos lambendo-os despudorado gemendo em sequência mostrando a língua no processo. É uma visão pecaminosa; o sorriso satisfeito que me oferece deixa as pernas bambas e o beijo carinhoso palpita o coração.

Eu não sei o que todos os homens fazem com olhares, nem o que toda mulher consegue causar nos homens.

Mas, eu tenho certeza do que Jungkook e Dyana podem fazer um com o outro; e esse é apenas o começo.

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Atualização!!! Gostaram do capítulo? Quase 5K de palavras hein! O que acharam dos momentos?

Caros irmãos e irmãs venho lhes dizer que o hot está muito perto. Segurem as cadeiras porque serão entregues dois capítulos +18 certinho?

Demorei muito? Não né? Sei que esse capítulo não tem a filha da Dyana mas precisava mostrar a evolução do relacionamento deles e tudo mais, no entanto no próximo terão muita Nari Wang pra alegrar.

Prêmio de Melhor Protagonista!!!

É meus amores nossa querida protagonista foi presenteada no concurso #ProjectKpop em primeiro lugar. Eu estou muito feliz e muito grata pela oportunidade além do feedback maravilhoso em relação a ela. Dyana oficialmente o mulherão da porra!

Espero não demorar muito na próxima atualização, e quero convidar vocês para ler as outras histórias postadas no meu perfil, logo logo teremos mais estreias de histórias viu? Fiquem atentas.

Enfim é isso!

Beijinhos ❤️

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