8
- Você sabe mesmo fazer isso, né? - Arqueou uma sobrancelha insegura.
- Claro que sei. - Bufou se ajeitando no seu lugar.
- Eu salvei sua vida, então acho bom você ter muito cuidado com a min...
Mal teve tempo de terminar sua frase e o carro foi acelerado jogando o corpo da garota despreparada para a frente. Graças ao seu reflexo conseguiu se apoiar com os braços no material duro que servia de cobertura para o porta-luvas.
- VOCÊ TÁ MALUCO?
- Quero saber até quando vai ficar repetindo que salvou minha vida, eu não te pedi nada. QUE SACO! - Pisava no acelerador com vontade fazendo o carro ir em uma velocidade acima do permitido naquela rodovia.
[- Dá pra vocês dois pararem? Puta que pariu que birra chata! - A voz de Jisoo interrompeu a discussão. - Se concentrem na tarefa que lhes foi passada, se eu ouvir mais um "ai" juro que corto a língua dos dois fora.]
Não ousaram sequer se olharem, JungKook diminuiu a velocidade enquanto Ann passava o cinto de segurança em frente ao seu corpo.
12 HORAS ANTES.
A mensagem, em letras brancas por cima do fundo negro, ainda estava visível no computador. Jisoo reconheceu de cara o user, era o mesmo que vez ou outra jogava informações nos fóruns, sempre continham informações relevantes, mas ninguém nunca dera importância para suas palavras.
- É a mesma pessoa que mandou mensagem quando estávamos lá. - Ann se aproximou rapidamente do computador procurando pela ferramenta de resposta.
- É a mesma pessoa que me enviou mensagens também. - O garoto murmurou.
"Ele está me vigiando? Como sabia que eu estaria exatamente neste lugar?"
- Será que tem um rastreador em você? - Desistiu da busca e voltou a se virar para as outras duas pessoas presentes no ambiente.
"Será? Será que escapei ou será que fui mandado para cá?" Queria debater sobre suas dúvidas com as mulheres, mas tinha medo que aquilo apenas solidificasse a ideia de lhe abrirem para investigar.
- O que vamos fazer agora, Jisoo? - Chamou a atenção da mais velha que mantinha o olhar fixo em JungKook.
- Acho que só temos duas opções, um - enumerava nos dedos - investigar todas as informações que vocês têm, mantendo a esperança que essa pessoa ainda vá entrar em contato para continuar ajudando, ou dois, mandá-lo de volta para o buraco do qual você o tirou. Só que, se optarmos pela segunda opção nunca vamos saber o que de fato está acontecendo, já que ele é uma fonte viva de pesquisa para nós.
- Mas... Você mesma falou que era muito estranho terem deixado ele escapar assim tão fácil. Não é muito perigoso confiarmos nas palavras dele?
- E quem me garante que as pessoas perigosas daqui não são vocês? Como posso confiar em tudo isso?
- Por que iriamos querer fazer mal para você? Isso não faz nenhum sentido. - A voz de Ann saiu alguns tons acima do normal para fala.
- E por que acha que eu faria?
- Certo, temos uma solução simples para esse dilema. - Jisoo interveio, sabia que aquela discussão duraria muito tempo, além de que não teria nenhum resultado satisfatório. - Não podemos convencê-lo de que possa de fato confiar em nós, da mesma forma o contrário. Então, temos que simplesmente confiar que cada um vai dar seu melhor para fazer o certo. Caso contrário, você ficará sem seus amigos e nós não teremos nossas respostas.
- Mas, Jisoo... - Murmurou em um tom suplicativo.
- Ann, lembre-se do motivo que te fez chegar até aqui. - Manteve o contato visual com a outra, enquanto falava em um tom conspiratório. - Toda oportunidade é uma nova chance para encontrarmos as respostas que queremos
A garota baixou a cabeça derrotada, odiava quando a mais velha jogava essa justificativa para conseguir com que ela fizesse as coisas a qual se opunha. Mas, no fundo sabia que ela estava sempre certa, toda oportunidade que recebiam era uma nova chance para encontrar aquilo que queriam, ou ao menos colocá-los mais próximos do alvo, nunca haviam chegado tão longe e encontrar aquele garoto indicava que talvez aquela fosse a rota certa. E era apenas por isso que engoliria todo seu orgulho e seguiria cegamente todas os comandos de Jisoo, assim como sempre fizera. Afinal, não havia muito o que perder, caso algo acontecesse poderiam simplesmente matar JungKook, eles estavam sempre em um número maior, logo aquilo não seria algo difícil. Em seguida, fugiriam, esconder os rastros era a menor das dificuldades, só esperava não terem que chegar a esse ponto.
- Tudo bem, Ji. Farei da forma que quiser.
- Boa garota. - Abraçava a menor de lado, acariciando levemente os seus ombros. - E você, querido?
JungKook as olhou confuso, tentava transparecer calma, afinal não adiantava nada se desesperar, mas, ainda não entendia de fato o que estava acontecendo ali. Primeiro achou mesmo que havia viajado no tempo, na verdade não descartara essa teoria totalmente, então percebeu que aquilo não poderia ter acontecido, que na verdade nunca saíra da década de 10 e por mais louco que isso fosse, não era a parte mais difícil de ser compreendida. O que não conseguia de fato entender era o motivo, por que estava lá dentro, quem tinha o colocado ali e qual a finalidade daquilo tudo. O mais atordoante é que não tinha nenhuma memória de antes daquilo na verdade nem de quando era criança, o que fazia no prédio central, das aulas, de uma forma ela sabia que tinha acontecido, mas não conseguia visualizar. Antes, achava que era algo completamente normal, afinal eles tinham acesso a tantas informações e tantos mundos virtuais que sua mente não dava conta de manter memórias antigas.
"Eu nasci naquela realidade ou fui levado em algum momento para lá?"
Precisava entender o que estava acontecendo e algo lhe dizia que encontrar as pessoas que "viviam" junto com ele ajudaria a esclarecer suas dúvidas, também sentia que H0p3 ainda lhe daria algumas respostas nesse caminho.
- Tudo bem. - Murmurou.
"Se não pode contra eles, então, junte-se a eles", sabia que sem essas pessoas provavelmente não chegaria muito longe, então o melhor seria se unir a elas e aproveitar do que poderiam oferecer. "Estamos todos usando e sendo usados nesse jogo."
- Ótimo, então vamos começar. - Jisoo voltou para a sua tela digitando apressadamente palavras e símbolos sem sentido.
- O que vamos fazer? - Ann se posicionou atrás da morena e indicou a cadeira ao lado para que JungKook se aproximasse.
- Eu não sei, mas precisamos fazer algo, as respostas não vão cair do céu só porque estamos esperando... Vejamos, vejamos... Você acreditava estar em 2100, mas sempre esteve aqui. - Falava para si mesma. - Por mais que pareça que houve uma evolução, ela não ocorreu de fato. Sendo assim... Possivelmente vocês usavam do mesmo sistema de internet que usamos, ou talvez algo com uma frequência similar.
- Não sei do que você está falando.
- Seguinte, talvez consigamos conectar em algum site ou jogo que vocês usam para nos comunicarmos com as pessoas que estão por lá.
- Vocês não tem um e-mail ou número de telefone? - Ann enrolava as pontas do cabelo de Jisoo no dedo, tinha a mania de mexer em cabelos quando ficava nervosa e não importava em que cabeça estava os fios, só precisava senti-los.
- Não...
- E como vocês faziam para ter acesso aos dados das outras pessoas?
- Todos são inseridos no sistema desde o nascimento, as informações de contato ficam lá também, quando conhecemos uma pessoa nova apenas pedimos para fazer essa transferência e para conectar procuramos pelo nome e pronto, faz-se o contato.
- Mas, vocês tem acesso a todas as informações daquela pessoa? - Jisoo parou por alguns segundos o movimento que fazia com as mãos no mouse.
- Não, as pessoas só tem de nós aquilo que deixamos ela saber.
- Interessante... E tem algum jogo ou algo parecido com aplicativo de relacionamento?
- Sim, tem alguns espaços que frequentamos através de links.
- Me passa o link e eu tento rastrear, só que pode demorar um pouco. Não sou boa nisso, essa é a especialidade do Jimin.
- Falando de mim pelas costas? Que feio, Jisoo...
Ann, que até então estava calada apenas ouvindo a conversa dos dois, sentiu o coração acelerar ao ouvir aquela voz. Virou-se e seus olhos pousaram no loiro encostado ao portal que ficava entre o corredor de fora do apartamento e a sala. Em passos rápidos ela encurtou a distância que havia entre eles e o tomou em um abraço apertado.
- Oi princesa, eu estava com saudades. - Sussurrou a tirando do chão por alguns segundos. - Fico feliz em saber que está bem, vim o mais rápido que pude.
Ela passou um olhar rápida por toda a parte exposta do corpo do loiro, em busca de algum ferimento, não sabia o que tinha acontecido a ele desde que se separaram no dia da invasão, mas, busca rápida a fez constatar que estava tudo bem.
- Fiquei sabendo que a senhorita precisa dos meus dotes. - Caminhou em direção a Jisoo com Ann ao seu lado.
- Chegou no momento certo, querido. - Levantou-se oferecendo seu lugar, seria mais últil para ele. - Antes que eu esqueça, esse é o JungKook e a história você já sabe... - Apontava para o menino ao lado que não entendia de onde tinha saído aquele garoto, mas não deixava transparecer a surpresa.
Jimin o cumprimentou com um aceno amigável de cabeça e passou a atenção para tela, não é que desgostasse da pessoa a seu lado, mas havia muito trabalho a ser feito. Poderia conhecê-lo e conversar melhor depois.
- Certo, você consegue ler o link?
O castanho voltou-se para sua mente, mais exatamente para as mensagens do dia do grande apagão e encontrou o que procurava.
- Não, só aparece um ícone para clicar.
- Você disse que não há conexão, certo? - Viu o outro confirmar com a cabeça ainda de olhos fechados. - Então, clique. Vamos ver o que acontece.
E assim ele o fez, ao clicar um cinzento o cegou e logo uma página de "Error" apareceu anunciando que precisaria de uma conexão para entrar no sistema. Logo acima apareceu uma sequência de letras estranhas em uma caixa de texto. Leu em voz alta cada letra para que Jimin conseguisse digitá-las.
- Qual a senha?
Após JungKook informar a sequência eles estavam dentro do sistema.
- Interessante...
- O quê - Jisoo se aproximou visualizando a tela, alguns códigos eram de sua compreensão, mesmo que houvesse dúvidas da sua finalidade, outros ela nunca havia visto.
- A base do sistema foi feita em cima de códigos muitos sofisticados, alguns indicam uma realidade virtual. - Apontou para uma sequência. - Já outros indicam algo virtual com holografia... e esses aponta para presença virtual? - Franziu o cenho sem entender as últimas linhas que se desenrolavam a sua frente.
- O que isso significa? - Ann voltava para sala carregando uma garrafa com água nas mãos.
- Significa que essa máquina não é o suficiente para acessar esse sistema. Na verdade, acho que ainda nem existe um hardware que possa fazer isso.
- E o que podemos fazer então?
- Bem, tem umas sequências aqui que apontam a presença de pessoas acessando o sistema... A única coisa que podemos fazer é tentar contatar alguma delas e copiar o seu ip.
- Então vamos fazer isso. - Jisoo apontou com a cabeça para o computador.
- As pessoas que você conhece tem algum nick ou user especial? - Direcionou a pergunta para JungKook que tentava entender como ele podia identificar tudo aquilo apenas olhando aquelas sequências de letras, números e caracteres embaralhados.
Repassou em mente alguns dos apelidos que os amigos gostavam de utilizar, a maioria era convencional e não tinha nada de especial, haviam vários outros usuários usando o mesmo.
- Dark Butterfly. - Era o nome artístico de Jennie, havia o escolhido uma vez que sonhou que era uma borboleta negra e acreditou que de fato havia sido uma em uma vida passada.
- Dark... Dark... - Murmurava. - Não há ninguém conectado com esse nome no momento.
Passaram-se exatamente três horas até uma Dark Butterfly dar o ar da graça. Nesse meio tempo JungKook leu e releu o nome das pessoas que se encontrava na sala e nenhum dos user lhe era familiar, havia anotado o máximo que havia conseguido lembrar em uma folha amarelada para saberem o que estavam procurando. Ann sugerira que enviassem mensagem para qualquer um deles, mas todos, até mesmo JungKook, concordaram que era perigoso, talvez a mensagem caísse em mãos erradas e aquilo poderia os levar da posição de caçadores para a de caçados.
Já estava perdendo as esperanças quando o sistema atualizou a lista e uma nova remessa de users apareceu, no meio deles Dark Butterfly brilhava.
- Ela está aqui. - Ajeitou a posição, suas costas já doíam por passar tanto tempo sobre aquela cadeira velha.
- E você está esperando o que? - Jisoo o encarou colando uma das mãos sobre a mesa e a outra sobre o encosto da cadeira de Jimin.
- Calma, já estou entrando em contato.
- Como essas mensagens funcionam? - Jungkook perguntara.
- Sinceramente? Eu não sei, nunca tinha visto nada parecido com esse sistema antes. Vou tentar codificar uma mensagem e simplesmente jogar para ela, se der certo e ela abrir podemos conseguir algo.
E foi o que ele fez.
- Isso é interessante. - Jimin passou a língua sobre os lábios fartos.
- O quê? - Ann e Jisoo falaram em uníssono.
- Acho que é nosso dia de sorte... Dark Butterfly está aqui perto.
❍❍❍❍❍❍❍❍❖❍❍❍❍❍❍❍❍
- Tá tudo bem com você? - Seu tom estava mais calmo.
- Como você se sentiu quando entrou em minha casa e eu te mostrei tudo que tinha acontecido?
- Eu me senti mal, confusa... - Sussurrava tentando absorver a beleza da paisagem que se desenhava ao redor do carro em movimento.
- Então você sabe exatamente o que eu estou sentindo. Eu estava apoiado em uma parede sólida e de repente ela desabou e eu me vi desamparado, sabe?
- Sei... Mas, não se preocupa, nós vamos descobrir o que é tudo isso.
- E se a verdade for pior? E se o melhor fosse continuar vivendo de ilusões? - Expirou frustrado encarando a garota, no banco do passageiro, pela visão periférica.
- Infelizmente não temos como saber se isso seria melhor. Uma coisa que posso garantir é que uma vez que se sai da caverna não se consegue mais voltar e viver da mesma forma de antes... Quem vê as cores, não consegue mais viver apenas no monocromático...
Aquilo de fato fazia sentido, mesmo se quisesse ele não poderia mais voltar para sua "caverna" e viver como se nada houvesse acontecido. A única coisa que poderia fazer era voltar e tentar convencer seus amigos a virem descobrir o mundo real do qual foram privados, torcendo para que, diferente do mito de Platão, se juntassem a ele e não o matassem.
- Para aqui. - Ela apontou para um lugar no meio da vegetação. - Vai chamar menos atenção.
A sensação de Déjà-vu o tomou por completo, aquele verde margeando a estrada, o carro estacionado camuflado em meio as árvores, poderia até jurar que a plantação era a mesma que margeava o local do qual saíra. Mas, tinha total certeza que eles tinham pego um caminho completamente oposto do qual viera.
- Toma. - Ann lhe jogou uma lanterna assim que se encontrou fora do automóvel.
Observou todo o objeto logo encontrando o interruptor que o ligava e usou da luz para se guiar, em seu entorno já estava completamente escuro, o relógio digital do carro alertava que já passava da meia-noite quando fechara sua porta.
O único barulho que se fazia presente era o farfalhar da grama no qual pisavam, ambos tentavam se manter em silêncio para não chamar a atenção de ninguém. Aparentemente não havia nenhuma pessoa por perto, mas quem poderia garantir que não havia alguém escondido esperando para capturá-los?
A cada passo adentravam ainda mais naquela floresta, atentando-se sempre para se manterem próximos aos troncos caso precisassem se esconder. O coração ia acelerando a medida que se encontravam mais perto do local, ele não sabia explicar, mas algo em seu sistema alertava que estavam bem próximos. E, não demorou para que uma construção semelhante a um poço, praticamente no meio do nada, surgisse diante dos seus olhos.
- É aqui. - Sussurou.
[- Esse é o lugar. - A voz de Jimin soara nos fones que carregavam no ouvido.]
Sem esperar por um comando o moreno puxou a porta, que estava em melhor condição que a primeira e abriu sem nenhuma dificuldade, direcionou a sua luz e dali não conseguiu avistar o final daquele túnel.
[- Cuidado, as torres de comunicação estão notificando que há mais um sinal de ip no local, mas esse é mais forte do que o da pessoa que estamos procurando. Possivelmente deve ser algum segurança ou algo do tipo.]
Voltou seu olhar para trás e a iluminação da lua permitiu que enxergasse o rosto da sua companheira, desejou com todo coração que ela fosse do bem, diferente das histórias que ouvira sobre os humanos egoístas, queria acreditar que era de fato a pessoa que salvou sua vida e não quem estava o levando para sua morte. Pois, até aonde sabia poderia muito bem estar indo em direção a uma embocada.
Passou uma perna e logo a outra, e agilmente foi descendo, sentia a escuridão lhe devorar a cada movimento que fazia o levando mais fundo, em sua mente só conseguia imaginar qual seria reação de Jennie ao lhe ver.
"Será que vai acreditar facilmente ou vai nos jogar para fora sem nem querer nos ouvir?"
[- Temos um pequeno problema. - A voz de Jimin voltou a se fazer presente no momento em que se encontravam em frente a primeira porta, a bendita porta que provavelmente os levaria àquele corredor sem fim. - Você não vai poder entrar JungKook.]
- Por que não? - Sua voz ecoou vibrante no espaço, sentiu a mão de Ann apertar seu braço para que fosse mais silencioso.
[- No momento que você entrar, provavelmente, seu sistema vai conectar na rede. E assim como eu posso rastrear o ip, aqueles que te trancaram também vão conseguir notar sua presença.]
As palmas de sua mão começaram a suar, nunca ouvira falar de alguém que houvesse saído e sempre temera a punição para o descumprimento dessa lei. Não conseguia nem imaginar o que aconteceria se alguém de uma cidade fosse pego em outra. Sentiu-se dentro de um dilema, não poderia entrar, mas, ao mesmo tempo, queria ser a pessoa que explicaria tudo para a amiga, provavelmente ela compreenderia mais fácil se ele o fizesse.
- Não se preocupe, eu vou trazer ela até aqui sem nenhum arranhão. - Ann lhe tocou o ombro com um meio sorriso.
Não tinham muito tempo, então logo ela se foi, sem se despedir ou sequer olhar para trás e ele sentou-se no chão fazendo a única coisa que poderia, pensar. Aquela situação além de louca era engraçada, não conseguia acreditar que há apenas algumas horas estava em sua casa, que há uns cinco dias, talvez até menos, seu mundo estava completamente normal, seguindo sua velha rotina trabalhando de dia e indo para festas com sua turma de noite.
- Puta que me pariu! Que coisa louca. - Murmurou. - Será que vou conseguir encontrar todos eles?
Segundos se transformaram em minutos, logos estes se transformaram em horas e nada das mulheres aparecerem, Jisoo e Jimin o contatavam a cada trinta minutos em busca de informação, pelo que disseram o aparelho de Ann estava incomunicável, assim como acontecera antes. Sentia-se em um looping infinito vendo os mesmos acontecimentos se repetindo, só esperava que ela não demorasse três dias para sair de lá, não tinha alimentos e nem água para esperar esse tempo todo.
- Se elas não aparecerem em trinta minutos eu vou entrar lá. - Anunciou enquanto observava a fraca iluminação, do luz da lua, entrar pela fresta no início do túnel.
Faltando apenas quatro minutos para o prazo final que havia dado ele escutou um grito agudo vindo da porta a sua frente, uma sirene logo soou abafada pelo local. Não tardou em empurrar o metal e encontrar do outro lado Ann sentada sobre as pernas com uma garota desacordada nos braços.
Bạn đang đọc truyện trên: Truyen247.Pro