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Vozes de todos os timbres, idiomas de vários países e diversos sotaques preenchiam a área, nem o sol do meio-dia conseguia incomoda-los, haviam pessoas de todas as partes do mundo reunidas naquele imenso gramado verde. Alguns aproveitavam para absorver um pouco de vitamina D, outros se abrigavam embaixo das sombras de algumas áreas que margeavam a construção central. Quem via de fora acreditava que era apenas mais um dia comum e que estavam apenas aproveitando naquele parque. O único "porém" que ali não se tratava de um parque e sim de uma área proibida.
Esperava-se que mais pessoas aparecessem, afinal na página do facebook mais de dois milhões de pessoas haviam confirmado sua participação. Riu de canto, agora ela estava comprovando o quanto as palavras e discursos ditos na internet são superficiais, é muito fácil fazer textões militando por alguma causa enquanto o seu traseiro está sentado confortavelmente em um lar aconchegante, de fato, só sabemos o quão se fala sério na hora do "vamos ver". Embora, a maioria dos que estavam ali realmente não estavam levando aquilo de fato a sério e haviam chegado até ali para ver se alguém ia ter realmente coragem.
"Bem, de toda forma os que estão aqui vão servir para tirar a atenção do que de fato estamos querendo fazer." Pensou encarando de longe o total de mais ou menos quinhentas pessoas.
— Está pronta, Ann? — Tocou o braço da garota fazendo com que sua atenção voltasse para o seu lado.
— Sim, Jimin. Já vamos começar? — Arqueou uma sobrancelha e viu o loiro menear com a cabeça em confirmação.
Ao voltar seu olhar para o local que observava inicialmente viu que uma pequena agitação ia tomando forma, sabia que um deles estava incitando aquilo, assim como estava nos planos.
Há muito tempo teorias da conspiração rolam pela internet, as que tinham relação com os extraterrestres e o triângulo das Bermudas eram as mais famosas, por isso optaram por fazer todo o evento em cima da primeira opção. Assim sendo, convenceram a todos que o governo americano mantinha em uma base secreta criaturas vindas de outros planetas trancafiadas, o motivo disso? Nem precisaram dizer nada ou explicar com que finalidade estavam fazendo isso, cada um levantou sua teoria e a internet simplesmente fervilhou com tudo aquilo.
Mas ela, assim alguns de seus amigos ali presentes, sabia que aquilo não era verdade. Tá, poderia até ser, mas não era o motivo principal para estarem ali.
— Vamos invadir agora. — Jimin sussurrou puxando-a pelo braço.
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O cabelo pregava em seu pescoço suado, odiava quando acordava na melhor parte do sonho, embora aquilo não fosse de fato um sonho, sabia que se tratava dos últimos momentos em 2019, o que tornava tudo pior. Precisava do restante para entender como havia entrado naquele buraco de minhoca e qual era o ponto principal que os levaram aquela missão. Sabia que era algo arriscando investigar aquilo, apenas algumas pessoas tinham acesso aquela informação e se conseguisse recuperá-la talvez conseguisse, quem sabe, voltar.
Ao menos no meio de tudo isso lembrara de seu nome, o que talvez não fizesse nenhuma diferença ali.
"Mas, aonde será que está JiMin? E os outros?? E meus pais? Será que estão preocupados comigo?"
Nenhum de seus amigos próximos sabiam o que estavam fazendo, muito menos tinham acesso as profundezas da internet que era a Deep Web para começar a juntar informação de seus rastros.
— Acho que tenho que contar para ele...
— Contar o quê?
A voz fez com que virasse apressada e desse de cara com o homem parado encostado no portal de acesso para o quarto que estava ocupando.
— Você estava me espionando? — Sentou-se apoiando a mão sobre o macio das cobertas.
— Eu? Claro que não, só vim ver se você estava bem, ouvi uns barulhos estranhos... Acho que eram pesadelos. Mas, o que você em que contar para ele? O ele sou eu, né?
Viu-a confirmando com a cabeça enquanto se colocava de pé.
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— Então, você e seus amigos invadiram o local?
— Acho que sim, só consegui lembrar até aí. — Sentou-se no sofá em posição de lótus e começou a massagear os pés.
— E você não lembra qual era o local?
— Era a sede da base militar, o local tinha uma certa fama por conta de boatos que eram espalhados na internet, sabe como a mente humana é fértil.
— É, eu acho que sei... — Roçou o indicador sobre o lábio inferior pensativo. — Então, talvez sejam realmente eles que assustaram a Rosé... — Murmurava.
— Quem é Rosé?
— Uma amiga, em uma das mensagens que chegou ela falou que haviam alguém atrás da porta dela, talvez estejam tentando entrar assim como você.
— E não pode ser nenhum outro morador desse mundo? — Arqueou uma sobrancelha.
— Impossível, eu vou repetir pela milésima vez: ninguém.nunca.eu.disse.jamais.sai.de.dentro.de.casa.
— Nossa que agonia, fala direito!
— Você entendeu.
— Mas, voltando a sua amiga, não haveria problema um dosmeus amigos entrarem. Nós somos pessoas de bem, juro.
— O problema, querida, é que fomos ensinados que vocês eram uma peste traiçoeira, os maiores causadores de desgraças, definitivamente um...
— Tá, tá! — Levou a mãos aos lábios do garoto lhe os cobrindo para que parasse de falar. — Nós éramos o próprio Lúcifer tocando o terror no inferno, já entendi. — Voltou-se a sentar corretamente percebendo que ele ainda encarava o local que fora tocado. — Já que estamos nesse assunto, vocês ainda vivem no planeta Terra?
— Sim. — Passava a língua discretamente sobre os lábios ainda o sentindo formigando.
— Nossa que chato...
— Por quê?
— Sei lá, nos filmes sempre era retratado que os humanos conseguiriam povoar outros planetas, que no futuro haveriam viagens espaciais e principalmente que o planeta Terra estava "acabando". — Fez aspas com os dedos dando mais ênfase a última palavra. Achava bizarro saber o quanto eram enganados e amedrontados pela mídia.
— Não, o planeta não "acabou". — Imitava o gesto que acabara de ver. — Quem "acabou" foi a raça humana.
— Certo, mas você está aqui e você é um ser humano, como poderia ter acabado? E... — A pergunta mais importante brotara em sua cabeça, não havia entendido como até aquele momento ainda tinha lhe perguntado. — Por que vocês foram ensinados a nos odiar?
Ele suspirou pesadamente sentando-se de lado, com o braço apoiado no encosto do estofado, para que pudesse encara-la de frente. Era uma história tão longa que não sabia como começar a contar, a única coisa que desejava era que ela também tivesse um sistema em sua cabeça para que pudesse apenas transmitir todas as cenas para ela.
— Na verdade, imagens são melhores do que palavras.
Deu um comando para sua tela que ligou de imediato, em seu sistema haviam muitos vídeos e documentos de estudos sobre o que havia acontecido.
— Ah, então aí estava a sua Tv... — Inspirou surpresa se sentando corretamente.
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Colocou as duas tigelas sobre bandeja e levou-a para a sala. Aproveitara enquanto ela estava assistindo para preparar algo para o almoço, não queria rever de novo tudo que já sabia de cor, afinal aquilo era passado e não importava mais, pelo menos não deveria.
Deixou a bandeja sobre o espaço que havia entre eles no sofá e tentou chamar a atenção da garota, mas ela estava muito ocupada absorvendo tudo que tinha acontecido ali, eram muitas informações para poucas horas e pelo que soubera aquilo era apenas um resumo, havia mais, muito mais.
— Fiz algo diferente de granola. — Brincou tentando levantar seu humor.
— Eu não estou com fome...
— Entendo, eu não consigo imaginar como deve ser pra você descobrir tudo isso, mas não se alimentar e ficar fraca não vai ajudar muito.
— De que adianta, eu vou morrer de todo jeito.
— Não sei, mas... — Levou uma colher da sua sopa verde a boca sentindo o liquido quente machucar a língua. — Caralho!
Ela riu minimamente pegando a comida que havia sido colocado para si.
— Como eu estava dizendo, se você está aqui agora, então não vai morrer. Não enquanto estivermos sem internet...
Assoprava o liquido antes de ingerir para não lhe acontecer o mesmo que aconteceu ao garoto, enquanto isso sua mente não parava por um segundo sequer formulando explicações para aquilo. Talvez descobrir tudo aquilo fosse parte de seu trabalho, talvez tivesse sido poupada de um destino cruel ou quem sabe... ela teria sido mandada até ali para salvar as pessoas, ou foi apenas uma falha e por um erro ou acaso do destino fora transportada para uma realidade alternativo, um universo paralelo. Não sabia em qual opção se apegar para justificar sua viagem, mas de uma coisa ela sabia, diante de tanta informação uma coisa era certa, não poderia deixar o mundo se transformar naquilo, teria que voltar e dar um jeito de controlar ou, até mesmo destruir, esse vírus antes de se espalhar.
— Você é feliz aqui? — Seu tom não passava de um sussurro.
— Sim, nós temos tudo que precisamos, as pessoas vivem em paz e...
— Tá, tá... — Fez um gesto com as mãos para que parasse. — Você até parece um robô programado para falar essas coisas. Eu quero sabe a verdade, lá no fundo, você não sente falta de estar com as pessoas, o contato humano, sentir a natureza...
— Como podemos sentir saudade do que nunca tivemos ou vivemos? — Encarou a água amarelada dentro de sua vasilha.
Não sabia o que responder, ela simplesmente não conseguiria viver nessas condições, mas isso se devia ao fato de vir de outra realidade, de ter contato com outras pessoas. Em sua cabeça, o problema não estava de fato nisso e sim no fato do quão bizarro era eles aceitarem tudo o que as pessoas que eram seus superiores, que nunca haviam visto, diziam sem contestar.
— Eu tenho algo para te dizer. — Colocou a vasilha de volta sobre a bandeja e inspirou fundo procurando por coragem. — Eu não sei como tudo isso funciona, eu vi muitos filmes de viagem no tempo e eles sempre tinha uma regra fundamental... — Estalava os dedos nervosa. — Que nunca, jamais, se deve mudar algo no passado, pois as consequências serão drásticas e blá, blá, blá... Eu sei o que vai dizer, "mas você está no futuro e tals."
Ele arqueou uma sobrancelha um pouco confuso, tentava prever para qual direção ela queria encaminhar aquela conversa, mas não conseguia.
— Bem, a questão é, eu vou arrumar uma forma de voltar para casa, isso eu te garanto, e darei um jeito de mudar essa história... Não vou deixar que as pessoas que amo morram e muito menos que meus sucessores sejam submetidos a viver dessa forma.
— E por que você está me dizendo isso?
— Porque se eu voltar e de fato conseguir... Se de fato as histórias forem reais... Mudar o passado vai mudar também o futuro. Significa que talvez você não venha a existir... — Comprimiu os lábios soltando um último suspiro, liberara tudo que estava pensando e sentia-se um pouco aliviada por aquilo, pelo menos ele não poderia dizer que ela o enganara para conseguir informações.
JungKook não sabia como reagir, não via como aquilo poderia ser possível.
"Como será não existir? Será que eu morrerei ou apenas serei apagado? Eu vou saber quando isso acontecer?"
Ele acreditou em cada palavra que ela disse, sua determinação era palpável, mas ela teria um longo trabalho pela frente para concluir esse plano e as chances de conseguir não eram grandes, afinal para que pudesse ao menos sonhar em começar ela tinha que passar pela porta que estava trancada, então...
— Boa sorte. — Limitou-se a dizer enquanto levantava e saia da sala juntamente com a bandeja que trouxera.
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O restante do dia transcorreu lentamente, estar sem internet era um saco, não conseguia trabalhar, não conseguia se comunicar, nem ao menos se entreter era possível, haviam poucos filmes armazenados em sua nuvem, filmes antigos que já tinha assistido tantas vezes que abusara até pensar neles.
— Isso é que dá ser preguiçoso, quantas vezes a Rosé me falou pra atualizar o meu catalogo? Será que ela estava prevendo algo? — Murmurava.
A ruiva sempre o alertava para atualizar seus filmes e séries, e ele, assim como Jennie, sempre zombavam da cara da menina.
"— Se temos internet sempre, então pra quê eu vou ficar armazenando dados? Que coisa antiquada Rosé — Sorria."
"Ah, Rosinha... Quando tudo voltar ao normal eu farei tudo que você me mandar fazer! Juro!!"
Fez uma careta e tampou a boca com um travesseiro deixando sair um grito abafado. Pela mensagem que havia recebido faltavam ainda umas quarento e oito horas para que tudo se normalizasse. Então, levantou-se e caminhou para sala, tentar manter diálogo com a garota poderia fazer o tempo passar mais rápido.
"Será que ela lembrou do nome? Caramba! Eu nem sequer me apresentei para ela, se ela for embora agora vai sem saber quem eu sou. Mas, talvez seja melhor assim, há uma ligação menor entre a gente."
Chegou na sala e a encontrou deitada sobre o sofá com os olhos fechados e as mãos sobre o ventre, pela respiração leve e compassada vinda dela, acabou concluindo que estava dormindo.
— Eu não estou dormindo, estou apenas pensando. — Murmurou ainda de olhos fechados.
Assustou-se e levou a destra sobre o peito.
— Garota? Nós evoluímos, mas não somos imortais não, tá? Se você continuar lendo meus pensamentos eu vou acabar infartando!
— Calma garoto. — Sentou-se. — Não pretendo fazer isso por muito tempo, com isso quero dizer assustá-lo. Eu sairei daqui o quanto antes...
— E como você pretende...
Assim como na primeira vez uma dor lhe acertou o crânio em cheio, mas diferente de antes era mais forte, sentiu que sua cabeça iria rachar ali naquele momento. Posicionou uma mão em cada lado da cabeça se curvando com tamanha pressão. Já ela encarava assustada, fazia-lhe perguntas na tentativa de lhe ajudar, mas sua atenção fora roubada pela tela na qual vira todo seu mundo sendo destruído. No centro, em letras brancas sobre um fundo preto brotou uma mensagem.
|Essa é a única chance de vocês saírem daí, não sei se haverá outra, então, assim que escurecer fujam! É perigoso demais continuar aí.
|@H0p3.
JungKook sentiu que a dor ia lhe dando um alivio, a internet estava ali, mas o sinal era fraco, tentou formular alguma mensagem, mas os pensamentos estavam completamente embaralhados. E antes que pudesse dar algum comando ela se foi, a internet sumira levando a dor consigo, deixando sobre ele a frustração de não poder se comunicar com os amigos e o alivio de estar livre daquela sensação.
Apenas uma mensagem pairava em seu chat, pelo que pôde perceber nenhum de seus amigos haviam conseguido fazer contato também.
|Essa mensagem faz parte de uma transmissão automática apenas para avisar que dentro de alguns minutos a conexão será reestabelecida e tudo voltará ao normal. A todos que não conseguiram prosseguir com seus trabalhos, não se preocupem, essas horas serão contabilizadas como dias de folga e vocês não serão afetados.
|Pedimos desculpa por todos os transtornos e agradecemos a compreensão.
|@Coordenação das Cidades Irmãs
— Toda essa dor apenas por conta da desgraça desse aviso? Desnecessário... — Rolou os olhos já temendo o que sentiria quando a conexão fosse reestabelecida completamente.
— Aviso? O que falaram?
— Que daqui uns minutos tudo vai voltar ao normal.
Outra mensagem piscou sutil em sua mente, como ela havia aparecido ali sem internet é o que ele gostaria de saber.
|Você que está lendo essa mensagem, terá apenas dez minutos, por favor, eu não conseguirei te ajudar se você continuar aí.
|@H0p3
Mal terminou de ler e todas as luzes se apagaram incluindo as luzes dos eletrônicos ali presentes, seu sistema também havia escurecido deixando-o completamente perdido. Eles estavam de volta ao início, estava assim quando ela chegou e pelo visto seria assim que ela partiria.
Um barulho ecoo pelo ambiente, deixando a sensação de dejavú no ar, um rangido vindo de algum lugar quebrou o silêncio, até tentaram, mas em meio à escuridão era impossível identificar de onde viera.
As luzes de emergência iam se acendendo preguiçosamente dando aos presentes na sala o privilégio da visão e a primeira coisa que observaram era que a porta estava aberta.
— Puta que pariu. PUTA QUE PARIU! É AGORA. — Ela berrava já se colocando de pé.
Na cabeça do garoto uns números surgiram, levou dois segundos para perceber que estava em uma contagem regressiva.
— 10 minutos... — Murmurou.
— Só temos dez minutos? Certo... — Vasculhava a sala com o olhar procurando por algo que nem mesmo sabia o que era. — Você tem alguma mochila?
— Mochila?
— Uma bolsa, sei lá! Se move que o tempo é pouco!
A primeira coisa que pensou foi em correr até a porta e ir embora sem olhar para trás, mas, não cometeria o erro que tanto abominava nas protagonistas de filmes de distopia que era apenas fugir sem se preparar. Tudo bem que não tinha muito tempo, mas levaria o mais importante. Agora, o que é importante?
Como se despertasse de um sonho o menino caminhou em passos rápidos e achou uma mochila em seu quarto, usara ela para uma campanha fotográfica. Apressado jogou alguns moletons e um lençol, pegou também alguns itens de higiene e uns remédios em seu banheiro. Se houvesse algo mais que pudesse ajudar ele não sabia, tentou até pensar, mas toda vez que olhava dentro de si haviam segundos a menos no contador.
Não entendia porquê estava aajudando, poderia ficar sentado esperando ela ir embora ou prendê-la, era maior e mais forte que ela. Mas, não conseguia nem processar esse tipo de pensamentos, seu mundo provavelmente seria destruido e ele ainda estava cooperando com aquilo.
Seu destino era a sala, mas encontrou-a antes na cozinha, já havia empilhado varias garrafas de água e pego praticamente todo seu estoque de granola e mel. Pelo menos, fome tinha certeza que não passaria.
— Rápido! — Puxou a bolsa do braço do garoto e tratou de colocar tudo que estava na mesa rapidamente lá dentro. — Você tem uma lanterna?
— Lanterna?
— Esquece! Tem uma arma?
— Pra quê eu teria uma arma?
— Droga de mundo evoluído!
Deu comandos aleatórios até acertar qual abria as gavetas e procurou rapidamente pela mesma faca que escolhera para se proteger no primeiro dia.
— Dois minutos. — Alertou.
Colocou a faca no cós do seu moletom e pôs mochila sobre um dos ombros e correu de volta para a sala. Sentia-se nervosa a cada passo dado, ao atravessar a porta sentiu um peso saindo de seus ombros. Não conseguia ver nada, a pouca luz que vinha de dentro do apartamento não lhe deixava enxergar um palmo além de onde estava.
— Acho que isso é um adeus, obrigada por me ajudar a destruir o seu mundo? — Sorriu de canto sem graça.
Encarou bem os olhos do garoto que permanecia parado ao lado de dentro lhe devolvendo o olhar.
— 30 segundos. — Sussurrou.
Uma sirene soou os assustando, era o sinal que devia ir embora, assim como a mensagem dissera talvez aquela fosse a única chance de escapar do que quer que seja.
— 10...
— Por que você não vem comigo? — Implorava com a olhar.
— 8...
— Uh? Vem comigo! — Estendeu a mão em direção a JungKook desejando poder sentir o calor dele ali.
— 5...
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