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12

n.a// O tempo passa voando não é mesmo? Eu pisquei e dois meses já haviam passado. 

Mas, nos vemos no final.

Enjoy ;*

— O que quer que seja você, não se mova! — Olhava para os lados tentando identificar quem estava em sua casa. — Eu vou acionar a polícia. Droga, droga, droga! — Esbravejou levando as mãos aos fios ruivos.

Olhava ao redor, em mente procurou o chat com os amigos, mas estava indisponível.

— Quem... — "Você não vai falar com ele, né?" Se policiou, mas não haviam muitas alternativas no momento.

— Sou eu, o JungKook — A voz masculina adentrou seus ouvidos.

— JungKook? — Uma sobrancelha foi arqueada moldando sua expressão incrédula.

35 HORAS ANTES

Em algum lugar da Oceania.

A janela do carro estava aberta e o vento batia contra seu rosto enquanto dirigia, não haviam tido sucesso no empréstimo dessa vez, o único carro que conseguiram era um modelo antigo e nem sequer era equipado com ar condicionado. Devido a isso seus cabelos estavam completamente assanhados e mais se assemelhavam a um ninho de pássaros. Já os da garota ao seu lado, que não era tão compridos, dançavam ao redor de sua cabeça e hora ou outra batiam contra seu rosto, mas ela não parecia se importar, estava muito concentrada em sua tarefa.Mas, apesar de antigo, o automóvel se movia rápido pela rodovia, e ainda que a vegetação os impedissem de ver o mar, a maresia suave vinda do mar de Tasman batia contra seus rostos.

— Encontrou algo? — Ele falou sem desviar o olhar da direção.

— Recebi algumas informações, mas tenho certeza que elas foram repassadas para os outros também.

— E o que diz aí?

— Fala sobre os planos de um grupo... — Seus olhos rolavam por toda a pequena tela em sua mão. — Muito poderoso por sinal e com planos muito ambiciosos.

— Como assim?

— Como temíamos e já tínhamos conversado, essas pessoas visam fazer uma limpeza na Terra, o vírus é apenas o primeiro estágio dessa operação, segundo esse relatório, tem muito mais ainda por vir.

— Desastres naturais e coisas parecidas?

— Por aí, como você... — Encarou o perfil do garoto. — Esquece, eu já sei.

— Será que aí diz quem é a pessoa que está na nossa rota?

— Como assim?

— Estamos indo buscar qual dos meus amigos?

— Faz alguma diferença para você? Tem alguém que não gostaria de tirar de lá?

— Nossa, Ann! Claro que não! Só estou nervoso com tudo isso e um pouco curioso também.

— Entendo. — Meneou com a cabeça encarando os prédios que surgiam à sua frente. — E não, aqui não diz... Talvez estejamos indo direto para a casa ou covil do cientista.

— Isso é possível? — Sobressaltou-se tirando o carro alguns centímetros da rodovia.

— Seríamos extremamente azarados, mas essa é uma das probabilidades.

O garoto apertou o volante com força, aquilo era tão irreal e fantasioso que poderia muito bem ser um sonho. Não estranharia se, por acaso, de repente ele acordasse e percebesse que ainda estava em sua casa confortável e aconchegante rodeado por sua bela comodidade. Sabia que estava fazendo tudo aquilo com um bom propósito, mas pensava saudoso nos dias em que sua única preocupação era apenas ficar dentro de uma quarto fazendo algumas poses, para alguns a sua antiga rotina podia até parecer monótona, mas ao menos era segura.

Guiou o automóvel para o acostamento e deixou que se deslocasse na menor velocidade possível, só não o desligou porque teriam um grande trabalho para o religar novamente.

— O que foi? Tá parando por quê? — Ann colocou a cabeça para fora pela janela do automóvel procurando por algum pneu furado.

— Ann, em algum momento você se perguntou se não seria melhor deixar as pessoas que estamos indo atrás onde elas estão?

— Não estou entendendo, isso foi ideia sua, lembra que era uma das condições que você e o Yoongi propuseram? — Arqueou uma sobrancelha. — O que aconteceu?

— Não sei, apenas algo que me veio à cabeça. — Tomava cuidado para não pesar muito o pé sobre o acelerador. — Nossas construções foram feitas de formas muito seguras, como vocês mesmos disseram no nosso primeiro encontro, alguém queria que algo não entrasse ou saísse de lá.

— Te entendo, você acha que seus amigos ficariam mais seguros lá dentro do que aqui fora?

— Sim. — Murmurou.

— Bem, acho que agora é um pouco tarde, não podemos mudar nossos planos, mas... — Sentia os olhos do garoto virarem em sua direção a cada palavra que pronunciava, então levou o indicador a sua frente pedindo que mantivesse atenção à sua frente ainda que estivesse no acostamento. — Olha, no final das contas é vocês quem realmente decidem se querem vir conosco ou se querem ficar, nunca tirei nenhum de vocês de lá de dentro a força e continuarei deixando a escolha na mão de vocês.

Jungkook foi direcionando diretamente para sua lembranças daquele primeiro dia, era engraçado ouvi-la dizer que a escolha tinha sido dele quando na verdade ele não se sentia daquela forma. De fato, ela não o obrigou ou chantageou para que saísse de seu lar, mas, havia algo no fundo de seu ser ou de sua mente que havia feito aquilo, tinha plena certeza que nenhum dos seus pensamentos estavam o guiando para fora e quando percebeu lá estava ele naquele corredor escuro.

— Você perguntou para eles se queriam vir com você?

— Claro que sim e nenhum ofereceram resistência.

— E se os outros não quiserem vir?

— Não poderemos fazer nada, querido.

Passou as marchas e voltou a acelerar sobre a estrada, segundo o gps da garota ao seu lado já estavam perto, os prédios já se faziam presentes em todo o seu redor.

— Você... — Pigarreou limpando a garganta para que a voz soasse em um tom mais audível. — Você namorava alguém nesse seu mundo?

Buscou a imagem dela através do espelho retrovisor central, ela não o encarava, seu olhar estava perdido nas luzes coloridas que eram jogadas sobre eles, sua cabeça estava apoiada em seu punho fechado, que por sua vez se encontrava firmado na janela do carro, alguns fios planavam ao seu redor. Olhando-a dessa forma sua pele em tons de roxo, rosa e azul se tornava quase poética, gostaria de ter o talento de Jennie, para conseguir descrever aquela imagem em uma poesia graciosa, ou o de Yoongi, para traduzir em traços e cores sobre um papel aquilo que via no momento.

Ao perceber seus pensamentos só conseguiu imaginar duas coisas, uma era que Yoongi e Jennie era um casal completo e a outra que seu sistema deveria estar com algum defeito para que estivesse pensando aquelas coisas.

— Não se preocupe, eu sei que você deve ter um grande talento como modelo. Afinal, esse corpinho deve fazer inveja na maioria dos caras que eu conheço.

— Sério, você tem que parar de fazer isso, não é algo legal!

— Fazer o quê? — Ela mudou de posição virando-se completamente, de forma desajeitada, de "frente" para o garoto ao seu lado.

— Ler o meu pensamento! Você disse que não tem o sistema na sua cabeça, então como você faz isso?

— Eu não faço nada, oxe. — Cruzou os braços desconfortável. — Eu não leio seus pensamentos, eu apenas sinto o que você está pensando, não sei explicar, é algo automático. Apenas se passa pela minha mente e eu respondo apenas para saber se foi realmente algo que você pensou ou não.

— Você sempre fez isso?

— Não, a primeira vez que aconteceu foi quando te conheci. Eu achei apenas que eram meus sentidos que estavam mais aguçados já que eu não poderia recorrer as minhas memórias. Até porque no começo eram situações óbvias, como quando eu estava deitada e você se perguntou se eu estava dormindo, naquele momento senti alguém me olhando e apenas respondi que estava acordada. E o restante foi acontecendo, mas acredite, ainda é algo assustador para mim.

— Você consegue ler os pensamentos de mais alguém? — Estacionou o carro no local indicado pelas placas.

— Não, apenas os seus. — Mordeu o canto interior da bochecha.

— E você consegue saber tudo que o penso? — Agora que não estava mais dirigindo estava livre para se virar em seu banco e encará-la.

— Não se preocupe. — Sorria de canto incerta. — Seus pensamentos obscenos estão seguros, eu acho. Não faço isso quando bem quero ou tenho acesso a tudo, acredite, já tentei. Mas, apenas algumas coisas passam para mim. — Abriu a porta do carro e se colocou para fora do veículo.

Não sabia como aquilo acontecia e de alguma forma sentia-se assustada, ter acesso a informações desse tipo era praticamente invasão de privacidade. Mas, curiosamente ela só conseguia "ouvir" os pensamentos do garoto que tinha relação à ela, todas as vezes que isso aconteceu ele estava pensando algo ao seu respeito ou lhe fazendo alguma pergunta mental. Tudo que gostaria era que aquilo parasse, mas haviam outras prioridades no momento, então primeiro salvariam o mundo e depois, quando tudo e todos estivessem livres do perigo, procuraria um resposta para esse problema, se é que poderia chamar assim.

Caminharam para fora do estacionamento e adentraram a rua estreita e com um tráfego de pedestres adequado para a região, afinal, estavam próximos da Sky Tower e segundo o que dizia as informações na internet, já estava próximo do horário de fechamento.

— Você não respondeu. — Parou no final da calçada encarando o sinal para pedestres que apresentava a cor vermelha, com as mãos dentro do bolso do casaco cinza.

— O quê? — Observava os carros que passavam à sua frente.

— Se você tinha uma namorada ou namorado. — Não o encarava tentando manter a postura de que resposta para aquela pergunta não teria tanta importância assim. Mas, ainda sem encará-lo pôde ouvir a risada baixa vinda dele.

— Achei que você já havia lido minha mente em busca da resposta.

— Você é um babaca mesmo.

Ultrapassaram a entrada do prédio da Sky Tower e se encaminharam ao elevador, que por sorte estava vazio, Ann buscou seu smartphone e deixou no teclado um dos códigos que havia recebido de Jisoo. Aquilo fez com que o elevador fosse para baixo, viram quando haviam passado de um estacionamento subterrâneo e continuavam a descer.

— Não. — Falou olhando o visor que deveria contar os andares, mas, que no momento estava parado, ainda que o elevador estivesse em movimento.

— Não o quê? — A garota desviou sua atenção do aparelho para encará-lo.

— Eu não tinha uma namorada. — Encostou-se à parede espelhada encarando a garota através do espelho na parede à frente. — Fiquei me perguntando o porquê de querer saber, você gostaria de ocupar essa posição?

— Wow, você é muito direto, garoto! — Apontou com a cabeça para a porta que se abria, sentindo uma leve corrente de nervosismo percorrer por suas veias. — Gosto disso, mas minha pergunta tinha outro propósito.

— Mmm, mesmo? Qual era? — Puxou a pequena lanterna do bolso já a seguindo.

— É que você queria tanto resgatar seus amigos, sempre falava disso e de repente começou a questionar se deveria fazer isso, se não era melhor deixá-los lá... Imaginei que houvesse alguém com quem você se relacionava e queria proteger.

— Meus amigos são partes do meu todo, quero muito estar junto a todos eles. Mas, se isso significa que eles estarão em perigo, prefiro que continuem em suas cavernas seguros.

— Entendo. — Virou-se para encará-lo uma última vez antes de começarem a caminhar.

O ambiente não era diferente dos que já estavam se acostumando a percorrer, a diferença é que agora estavam mais bem equipados do que na primeira vez e isso tornava mais fácil a caminhada. O local se assemelhava à uma caverna, pedras estavam presente em todo seu entorno, desde o teto até o chão que pisavam. Alguém havia descido ali e escavado aquele lugar antes de construírem a torre que estava acima, pois teria sido impossível fazer tal procedimento depois.

Apesar de não verem entradas de ar podiam sentir o frio ultrapassar o tecido de suas roupas enquanto procuravam por um porta ou um sinal que aquele era o local que deveriam se separar e que apenas um, provavelmente ela, deveria seguir enquanto o outro esperava.

Dessa vez não houve dor, não houve aviso, nada, apenas apareceu. Em momento não estava ali e no outro estava a mensagem de H0p3 piscando em sua mente. Seu sistema estava conectado, mas não estava havendo o processamento de dados, não conseguia enviar ou receber qualquer outra mensagem.

— Estranho... — Ela murmurou. — Aqui está dizendo que você quem tem que entrar.

— Eu sei. — Suspirou revisando novamente o conteúdo do que estava em sua cabeça.

— Será que não é perigoso? Você pode ser pego ou algo assim, não?

— Acho que temos que fazer o que viemos fazer até aqui, seguir cegamente as instruções dessa pessoa e ver no que dar. Se algo der errado, sei que você vai entrar lá para me salvar. — Seu sorriso de canto era perceptível pela fraca luz vinda da lanterna.

— Idiota! — Bateu fraco no braço próximo ao seu. — Não brinca com isso.

— Desculpa. — Virou-se colocando uma mão em cada ombro da garota enquanto aproximava seus rostos. — Falando sério, se algo der errado aqui ou se demorarmos demais, você foge sem olhar para trás, entendeu? Vá e destrua esse vírus ou esse filho da puta, tanto faz. Só vá e não se importe comigo.

— Você vai entrar e sair de lá com alguém rapidinho, eu sei. — Tentou soar segura como viera fazendo até então.

— Assim espero.

Antes que ele pudesse se afastar, a garota guiou seus lábios em direção aos dele e quando o toque se concretizou um formigamento e um calor percorreu aquele local, o contato não durou mais que alguns segundos, já a sensação durou por mais tempo que o esperado.

— É pra desejar sorte. — Deu de ombros.

— Aaah, então acho que vou querer mais um pouco, sorte nunca é demais, né? — Tentou se aproximar novamente, mas foi impedido pela garota que se afastava. — Qual é?

— A condição para ter outros desses é que você volte de lá. Isso ou nada feito.

— Eu vou lembrar disso quando eu voltar. — Deu passos de costas para seu caminho ainda olhando a garota.

— Lembre-se também que minha resposta para sua outra pergunta não foi um não. — Um sorriso ladino adornou sua feição.

A mente do garoto levou alguns segundos para processar a informação e entender o que ela estava falando.

— Não esquecerei. — Usou um tom divertido para responder enquanto dava-lhe as costas e seguia em direção à uma curva que se apresentava no seu lado esquerdo.

Viu o garoto sumir de seu campo de visão e logo havia apenas escuridão e frio ao seu redor. Não havia onde sentar, então começou a caminhar inquieta pelo local indo um pouco além tentando descobrir se haveria outras portas, outras caminhos, alguma passagem secreta escondida entre as pedras, ou até mesmo fios, geradores de energia, qualquer coisa. Mas, sua busca não gerou nenhum resultado, o caminho acabava em uma parede sólida sem nenhum botão, alavanca ou alguma pedra solta.

Voltou a seu lugar inicial e tentou conexão com os outros, para saber se eles estavam tendo um bom resultado nas suas buscas ou se nada de estranho havia acontecido.

"Será se nos outros locais foram os que já haviam sido 'resgatados' que tiveram que entrar também? Se for um plano para os levarem de novo para os locais dos quais nunca deveriam ter saído?"

Ann voltou a pensar em como tudo vinha sendo tão fácil, afinal estavam falando de um desastre que praticamente destruiria o mundo, experimentos com humanos, que até então deveria ser super secreto e bem protegido, diante disso tudo espera-se um grau de dificuldade maior, já que estavam tendo um trabalho tão grande para manter isso oculto. Mas, não... Não havia seguranças, câmeras, cercas-elétricas, cachorros, robôs ou qualquer outra coisa que servisse de proteção. Depois de chegar ao destino era apenas pegar a pessoa e tchau. Simples, fácil e prático.

A cada segundo que passava, mais as ideias iam fervilhando em sua cabeça e o medo ia aumentando. Lembrou-se da sensação estranha que tivera com Jisoo horas antes, duvidar ou se desentender com os outros não era algo regular, mas também não era anormal. Só que, nunca havia se desentendido ou tentado ir contra algo dito pela mais velha, confiava cegamente na outra que além de amiga, protetora e cunhada era praticamente uma irmã para ela e o tempo havia apenas se encarregado de as aproximarem ainda mais. Não entendia o que estava acontecendo, mas iria seguir sua intuição.

Testou o celular, mas não havia sinal, então passou para o comunicador e não obteve nenhuma resposta de nenhum deles.

❍❍❍❍❍❍❖❍❍❍❍❍❍

Ela abriu os olhos desnorteada, não conseguia entender o que estava acontecendo, estava de volta a sua casa, mas não entendia o motivo, afinal não era sua vontade voltar. Sua cabeça estava uma bagunça, tentava buscar uma resposta para o que aconteceu e para piorar sua situação seu corpo ainda estava eletrizado pelo momento que estava tendo.

Levantou e começou a circular por sua sala tentando dispersar sua energia tentando entender o que estava acontecendo e no momento que pensou em ir até o banheiro percebeu que estava imersa no escuro.

— Será que ficou escuro agora ou já estava assim? — Pensou alto verificando todos os aparelhos eletrônicos que estavam à sua frente e percebeu que nenhum deles estava emitindo a luz azul que era sinal que estavam funcionando.

Aquilo a perturbou mais ainda, agora ela já sabia o que havia ocorrido e porquê de voltar tão bruscamente para sua casa. Mas, aquilo só a deixava mais aterrorizada possível. Nunca em todos os seus anos de vida havia faltando energia no mundo, aquilo era novo e totalmente assustador.

O silêncio que acompanhava a escuridão foi quebrado com o ruído vindo de algum lugar, por um momento ela pensou estar vindo da sua cabeça, mas tudo ali estava desconectado, então descartou a possibilidade.

Outro barulho, dessa vez ele escutou passos leves. Quem quer que fosse não queria chamar atenção, mas foi em vão, um baque surdo foi ouvido em meio aquela escuridão, quem quer que estivesse ali acabou batendo em alguma parte da mobília.

— O que quer que seja você, não se mova! — Olhava para os lados tentando identificar quem estava em sua casa. — Eu vou acionar a polícia. Droga, droga, droga! — Esbravejou levando as mãos aos fios ruivos.

Olhava ao redor, em mente procurou o chat com os amigos, mas estava indisponível.

— Quem... — "Você não vai falar com ele, né?" Se policiou, mas não haviam muitas alternativas no momento.

— Sou eu, o JungKook — A voz masculina adentrou seus ouvidos.

— JungKook? — Uma sobrancelha foi arqueada moldando sua expressão incrédula.

As luzes foram acendendo levemente e ela conseguia observar o rosto que tantas vezes antes havia visto nas revistas e no seu dia a dia, ele era exatamente como mostrava em seu avatar. Rosé sempre se perguntava se os seus amigos usavam sua imagem verdadeira ou refletiam para os outros o que eles gostariam de ser.

"Mas, o que diabos esse garoto está fazendo aqui? Será que ele quer morrer e ainda me levar junto?" Encarava as câmeras de segurança esperando que não estivessem registrando aquele momento.

— Elas estão desativadas. — Respondeu ao notar o olhar da garota circulando o local.

— Como você sabe? — Voltou-se para o intruso. — Por acaso, foi você quem fez isso? Foi você quem desligou a energia da minha casa?

— Não, não foi eu, mas, já passei por isso antes, Ro.

— Do que você tá falando?

— Lembra de quando houve a grande queda de energia?

— Não, não lembro disso. Nunca faltou energia no nosso mundo Kook, tá louco?

— Pensa um pouco, foi no dia que estávamos na festa chique que o Namjoon nos levou. Sai mais cedo com a Lisa, você nos chamou de nojentos, lembra?

— Santo Universo. — O corpo da ruiva caiu pousando sobre o estofado de sua sala. — Não... não... não...

— O que foi?

— Por que você está falando isso como se fizesse muito tempo?

— Porque faz.

— Não, não faz muito tempo.

— Claro que sim.

— Jung, isso acabou de acontecer.

— O que você quer dizer com isso? — Deu passos chegando para mais perto.

— Não se aproxime. — Ergueu um indicador.

— Tá bom. — Ergueu as mãos em rendição.— Pode só me explicar o que acabou de dizer?

— Não tem o que explicar, Kook, foi isso que você ouviu. Acabou de acontecer, nós estávamos todos na festa, vocês saíram, ficamos apenas eu, Jennie, Yoongi e o Tae e do nada eu fui desconectada e estou aqui agora.

— Rosé, não pode ser, faz dias que isso aconteceu. O Yoongi e a Jennie nem estão mais online, eles já estão lá fora.

— Como assim faz dias? Não faz nem dois minutos que eu fui desconectada, Kook.

— Não sei o que está acontecendo por aqui, mas você tem que vir comigo, Ro.

— Por que? — Olhava sem entender para o castanho que tentava se aproximar, mas recuava cada vez que lançava um olhar severo de aviso na sua direção.

— Porque tudo que vivemos foi uma grande mentira, o mundo nunca acabou, o vírus não existe, ainda, e nem sequer estamos em 2100. — Gesticulava exasperado.

— Como vou acreditar em você? Como sei que não está mentindo? — Levantou-se colocando as mãos sobre os quadris. — Pra começo de história, como você chegou aqui? Achei que sua vila era longe da minha.

— Isso é mais uma prova de que tudo não era real, as leis nem sequer existem.

— Você está mentindo.

— O quê?

— Você nem sequer é real, provavelmente é um robô ou um holograma que veio aqui me testar se eu cederia e iria com você e só falou sobre os outros estarem lá fora para me convencer. Desculpa, não vai rolar. Você deveria ter ido atrás do TaeHyung ou a Jennie, eles se amarram em uma aventura e aposto que iriam ceder facinho.

Essa frase lhe era familiar, já havia ouvido antes. Ouvido não, ele era o autor delas.

— Se bem que isso deve ser um teste para geral, né? Sempre me perguntei se não haveria algo do tipo e quem seriam as possíveis pessoas que caíria e sairiam de casa.

— Olha, Ro. Isso não é um teste, eu não sou um holograma e tem algo sério ocorrendo lá fora, mas a decisão de vir comigo ou não é sua.

— Que legal, mas hoje não. Boa sorte com o que tem que resolver e também com o próximo que você vai testar.

Um sinal baixo foi ouvido apenas por ele e um contador surgiu em sua cabeça, quinze segundos em contagem regressiva. Caminhou até a porta passando um olhar por todo o ambiente que era visível aos seus olhos sentindo a nostalgia lhe invadir, por um breve segundo sentiu saudades de sua casa, sua rotina e sua normalidade. Fazia apenas alguns dias que havia abandonado aquele mundo, mas sentia como se houvessem se passado anos.

— Você realmente não vem? — Levou a mão à maçaneta

8.

— Não.

Gostaria de tirá-la dali à força, sabe-se lá quais eram os verdadeiros planos das pessoas por trás daquilo tudo, mas, até então este era o local mais seguro para ela e saber que ficaria bem já era o suficiente.

Ultrapassou a porta se pondo a caminhar na direção que havia deixado Ann e só depois de alguns passos foi que percebeu que havia esquecido sua lanterna, antes que pudesse pensar em voltar o barulho da porta se fechando afastou aquela ideia completamente da cabeça, mas, para sua sorte o caminho não era longo e como todos os outros teria que seguir apenas em linha reta. O eco dos seus passos o fez com que virasse a cabeça para trás algumas vezes na tentativa de ver se estava sendo seguido, mas a escuridão não permitia que enxergasse nada. Acelerou os passos querendo estar novamente em um lugar claro.

Uma fresta de luz já era visível, tal qual a luz no final do túnel, seus passos já se igualavam à uma pequena corrida quando sua atenção foi roubada por uma voz.

— Ei, espera por mim!

Ele virou-se para trás em busca da dona da voz, por um momento achou que desejou tanto que ela o tivesse seguido que sua mente estava reproduzindo a voz dele só para confortá-lo. Mas, a fina luz que vinha de suas costas fez com que enxergasse, com certa dificuldade, o que seria o vulto de Rose.

Algo se acendeu fazendo com que então todos os traços do rosto dela se tornassem visíveis.

— Toma. — Passou a lanterna, que ele havia esquecido em sua casa ao sair para ele. — E vamos logo, não estou gostando dessa escuridão.

Ann sentiu o alívio lhe percorrer por todo o corpo ao ver a luz crescente vinda do local no qual virá JungKook partir. Aguçou os ouvidos para ver se haviam vozes que indicavam que mais de uma pessoa estaria vindo, ou se algo sugeria perigo. Mas, não ouviu nada além de passos ecoando cada vez mais alto.

O castanho foi o primeiro a entrar em seu campo de visão, em seguida uma garota franzina com os cabelos avermelhados e uma feição que era uma mescla de timidez e preocupação se fez presente. Não conseguiu captar muitos detalhes, antes que pronunciasse qualquer palavra o comunicador em seu ouvido roubou-lhe a atenção.

[— Ann? Está tudo bem por aí? — Era a voz de Mia.]

— Sim, e por aí, deu tudo certo?

[— Saiu tudo como planejado,estão todos bem e seguros. Vou te mandar o próximo ponto de encontro, vocês tem que ir para lá imediatamente, okay?]

A garota pegou seu aparelho telefônico observando todas as informações que recebera, percebendo que então o sinal de internet havia dado o ar da graça e resolveu funcionar.

— Está tudo bem? — Kook tentou parecer o mais despreocupado para não assustar a ruiva atrás de si.

— Sim. — Esboçou um sorriso que não alcançou os olhos. — Precisamos ir logo, nos conheceremos melhor e também terá todas as explicações sobre o que está acontecendo no caminho, okay? — Olhava diretamente para garota enquanto falava e obteve uma confirmação com acenar de cabeça por parte da outra.

❍❍❍❍❍❍❖❍❍❍❍❍❍

Ainda tem alguém por aí? Tentei postar em um horário nobre pra ver se  ainda encontrava mis beles leitores nessa plataforma.

Parece um sonho né? Mas após um longo bloqueio e umas crises de ansiedade e tals eu estou de voltam.

Primeiro quero dizer que WBMD ficou em Segundo Lugar em um concurso aqui na plataforma!!! E isso é graças a vocês, sem mis leitores eu não teria ânimo para escrever. E claro, graças a você, xxAlitzel, que deu toda força e apoio desde que essa ideia era um feto.

Mas, nem tudo são flores, né mores? Essa autora tapada estava bloqueada e nem conseguir entrar nessa rede conseguia, então perdi o prazo e não consegui reivindicar os prêmios. Quem chorou??

Pois bem, mas o que importa é saber que ganhei e isso já me deixa feliz.

Segundo, eu falei na última vez que atualizei que só voltaria quando eu já tivesse terminado, pois bem. Só falta mais um capítulo. 

Ai você me pergunta "SÓ UM CAP???" sim, amora. APENAS UM!!!!!

E por isso estou aqui toda me tremendo com medo de cagar tudo e vocês detestarem, embora o cap esteja encaminhado para o que sempre quis de final, mesmo com algumas modificações, desde a primeira postagem.

Então, provavelmente na quarta já teremos o quem pode vir a ser o encerramento. E ISSO NÃO É UM TREINAMENTO!!

Senti saudades de vocês e desse mundinho aqui também, espero que não estejam zangades por esperar demais e que ainda estejam esperando o desenrolar da história.

Vejo vocês nos coments.

Beijos com todo meu amoooor ;*

~ Stay Safe...

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