Capítulo 24
(Divirtam-se bebês 😎😏)
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Emanuelly estava deitada de bruços na cama do hotel barato onde eu estava hospedado, seus pés se balançavam no ar enquanto ela folheava a pasta onde eu guardava meus desenhos. Ela olhava tudo com muita atenção, enquanto eu comia um hambúrguer que compramos no caminho pra cá já que não tinhamos comido quase nada.
— Esse é o desenho da sua tatuagem. — Ela diz e aponta para o desenho da mão segurando um coração com a auréola em cima. Fiz ela no dia que minha mãe foi enterrada.
— Sim. — Respondo com a boca cheia, ela passa a página e olha para mim logo depois de ter visto o próximo desenho. Era um desenho de mim mesmo, eu não tinha o que desenhar então me auto desenhei.
— Eu quero esse.
— Não esse aí está feio.
— Claro que não, você tem um meu e eu quero um seu. Nada mais justo. — Ela diz e eu dou um sorriso dando o braço a torcer.
— Okay. — Ela tira o desenho da pasta e o coloca abaixo de seu celular, tomando todo cuidado para não amassa-lo.
Ela continua a ver até que paralisa os movimentos e franze o cenho. Olho por cima de seu ombro e fecho os olhos, aquele desenho não era para está ali.
— É algo real? Você disse que todos os desenhos de pessoas são reais, coisas que realmente viu.
— É minha mãe. A encontrei morta e resolvi passar o que vi para o papel para tentar tirar a imagem da cabeça, mas obviamente não adiantou muito. — No desenho a minha mãe estava deitada no chão do banheiro com os olhos abertos e espumando pela boca vários remédios e seringas estavam ao seu redor junto com drogas.
Ela deixou uma carta dizendo que havia se matado pois era muito fraca para aceitar a rejeição de Peterson, e que eu deveria perdoa-lo assim como ela estava disposta fazer. Eu a odiei naquele momento por ter sido tão egoísta e ter me deixado sozinho só porque não conseguia viver com a rejeição, ela não pensou em mim só disse o quanto amava o maldito homem e que preferia a morte a ter que lidar com a dor que estava sentindo. Depois de registrar aquela cena na cabeça eu simplesmente me sentei no sofá e esperei por horas até que viessem tirá-la de casa. Depois daquele dia eu não conseguia mais me livrar da cena que havia visto, então resolvi desenhar para tentar tirar a imagem da cabeça. Mas não adiantou, só adiantou minimamente quando eu mudei para o apartamento do andar de cima e depois de ter me livrado de tudo que era dela. Infelizmente não consegui salva-la. Desde que fomos morar na Califórnia ela se entregou ao álcool e anos depois começou a se drogar, tudo para esquecer o que tinha acontecido. Eu fazia o mesmo mas era para me livrar da vida horrível que vivíamos e porque eu era um jovem mal encaminhado que jamais pensei no futuro.
Emanuelly fecha a pasta e se levanta, sentando em meu colo e passando os braços pelo meu pescoço. A abraço pela cintura enquanto ela me aperta fortemente contra si mesma.
— Eu sinto muito, eu acho que morreria se encontrasse meu pai ou minha mãe mortos.
— Ela era uma mulher legal quando queria, nós nos falávamos pouco. Eu vivia mais na rua do que em casa e quando ia pra casa ela estava sempre bêbada ou às vezes nem se encontrava lá. Éramos como desconhecidos vivendo na mesma casa, o único dia que nos reuniamos era no dia de ação de graças. Ela dizia ser o dia preferido de Peterson, minha mãe vivia para pensar naquele homem e quando ela percebeu que ele não ia mais voltar e nem me ligar ela simplesmente se matou, disse que "não conseguia viver sem ele e com sua rejeição". Eu gostava dela, pena que… não vivemos como uma família. — É incrível como depois de dizer tudo isso eu me sinto bem.
Um pouco mais aliviado já que nunca falei com ninguém tão francamente assim, nem mesmo com Justin.
— Meu Deus, você é mais forte do que pensei. Você pode contar comigo para tudo, ok? — Concordo e puxo sua cabeça para baixo e beijo seus lábios com gosto de cheddar.
Quando tento aprofundar as coisas Manu se afasta e respira fundo.
— Nossa, eu quero tanto isso. Mas minha menstruação desceu hoje. — Ela diz e da um sorriso tímido.
Dou um beijo em seu pescoço.
— Tudo bem, quantos dias?
— Três. — Menos mal, minha ex ficava uma semana e eu nem podia encostar um dedinho nela.
— Ok, então vamos só dormir. — Digo e nos deitamos na cama, eu guardo todos os desenhos em minha mochila e deitamos. Ela coloca em seu celular um filme na Netflix. Mas na metade do filme eu começo a beijar seu pescoço e logo passo para a boca, enfio minha língua procurando pela a dela e mudo de posição ficando entre suas pernas. Enfio minha mão por sua blusa e toco sua pele morna e lisinha, aprofundo ainda mais o beijo e me pressiono contra ela me esfregando nela sem pudor nenhum. Mudo nossas posições a colocando por cima para poder ter mais acesso ao seu corpo, ela rebola contra meu pau e morde meu lábio levemente.
— Eu preciso parar, mas não consigo. — Ela diz em meio a um sorriso.
— Não precisa parar gatinha, eu sou todo seu para fazer o que quiser. — Levanto sua blusa e ataco seu peito, chupo o mamilo e o mordisco levemente, faço o mesmo com o outro.
Sua respiração fica mais intensa e ela se pressiona ainda mais contra mim me deixando com um super tesão, eu até tento toca-la de alguma forma mas ela me impede. Suas garras me arranham quando ela chega no orgasmo só se esfregando contra meu pau e eu abro um sorriso com seus olhos castanhos vidrados por um momento.
— Eu gozei como uma virgem, me esfregando em você. — Ela diz e eu dou uma risada.
— Pra tudo tem uma saída, gatinha. — Beijo seu nariz e seguro ela contra meu corpo até que vai tomar banho.
Depois do banho nos deitamos e eu a seguro em meus braços, e agora nós demos atenção ao filme
***
No dia seguinte como é de costume quando durmo com ela eu estou na ponta da cama enquanto ela toma conta de todo o espaço. Tento tomar meu lugar de volta e meus movimentos a fazem acordar.
— Desculpa por ocupar toda a cama, ainda bem que o Mayk não está aqui. — Dou uma risada e um beijo em sua testa.
— Posso me acostumar com isso. — Digo e me levanto da cama indo para o banheiro.
Entro no banho e ela vai escovar os dentes. Escovo os dentes no chuveiro mesmo.
— Esqueci meu short pode trazer pra mim? Está na mochila. — Ela concorda e sai do banheiro.
Um tempinho depois volta e deixa o short em cima do vaso sanitário, me seco e me arrumo antes de sair do banheiro.
Emanuelly está sentada na cama com as pernas cruzadas e segurando a minha caixinha de ferro, porra!
— Você falou que não usava mais.
— E não uso… isso é para uma emergência. — Ela deixa a caixa em cima da cama e se levanta.
— Você ainda depende delas, tem medo de uma futura abstinência? Já pensou em se internar?
— Isso é balela, internação não funciona. Já passei por três clínicas diferentes e nada.
— Não funciona para quem não quer. — Pego a caixinha da cama e jogo dentro da mochila.
— Eu estou limpo
— Então por que não joga fora? Se livra dessa merda, Raphael.
— Eu vou me livrar. — Ela para em minha frente e seus olhos castanhos perfuram os meus.
— Por que você mente pra mim? Você não precisa ter a merda da tentação no alcance de sua mão. Eu vou jogar fora. — Antes que ela possa chegar na mochila eu a seguro pela cintura.
— Não se meta nisso Emanuelly, e eu não quero brigar com você.
— E eu não vou deixar você se afundar. Me solta. — A seguro mais forte mas solto imediatamente quando ela morde minha mão e corre pra mochila pegando a caixinha mas eu a tiro de sua mão novamente.
Porra ela não entende, isso é uma válvula de escape eu tenho abstinências, na Califórnia eu tinha o Justin para me ajudar aqui eu não tenho ninguém para acabar com a crise então eu vou precisar usar quando ela bater.
— Não mexa nisso, é um assunto meu.
— Se ferrar é mesmo um assunto seu? Você é idiota ou o que?
— Foda-se Emanuelly, não gostou pode ir embora. É isso que eu sou, porra! — Ela balança a cabeça transbordando raiva e pega o casaco em cima da cadeira.
— Parece que eu me enganei, e você não é forte o suficiente. Se você é isso aí – ela aponta para a caixa com repulsa — eu estou caindo fora, espero que você consiga não cair em tentação. Mas lembre-se que você escolheu essa merda.
Ela sai do quarto batendo a porta fortemente e eu jogo a caixa na parede com toda a força. Chuto a porra da cadeira e logo depois minha mochila. Minhas mãos tremem e meu coração se acelera com raiva, ela sabia que é isso que eu sou mas na primeira merda ela se manda. Foda-se agora fica mais fácil de manter distância dela, vou fazer o que Roy falou e deixá-la em paz assim Justin não corre perigo de ir para a prisão e esse idiota eu preciso falar umas coisas para ele, trouxe coca pra cá e não me falou que estava vendendo por aí. Safado de merda.
Agora eu só preciso de uma coisa, grana e sei onde arrumar. Abro um sorriso e pego meu celular, procuro pelo número de Roy e mando uma mensagem.
Precisamos conversar!
Se ele jogou sujo para me afastar de sua filha eu também vou jogar sujo para levar uma grana. Foda-se todo mundo.
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#TitiaAmaVoces
🤣🤣🤣🤣🤣😎
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