Chào các bạn! Vì nhiều lý do từ nay Truyen2U chính thức đổi tên là Truyen247.Pro. Mong các bạn tiếp tục ủng hộ truy cập tên miền mới này nhé! Mãi yêu... ♥

68ºCapitulo

É um daqueles dias em que não tenho nada para fazer, mas em que devia estar a estudar, ou a treinar qualquer coisa, como desenhar ou pintar, em vez disso descobri que se sair do apartamento e abrir uma porta pesada e metálica, subir dois lances de escadas e abrir outra porta há um enorme terraço no cimo de grande prédio. É ventoso, e nada abrigado, mas a vista que tenho daqui de cima, é algo de extraordinário, manchas verdes podem ver-se no fim do lado este, como uma pequena quantidade de jardins, é lindo aqui de cima e gostava poder pintar aqui. No entanto a verdade é que está demasiado frio aqui e tudo o que posso fazer é tremer, mesmo com uma manta á minha volta e um monte de roupa.

Estou apenas no meio do edifício, e de cada vez que tento ir até á ponta á um enorme buraco no meu estomago. Quero ver para baixo mas tenho um medo de morte das alturas. Não sei como ninguém transformou isto num terraço, mas lembro-me de que isto não é a Califórnia, que aqui é frio e ninguém é estupido o suficiente para vir para aqui em pleno fevereiro.

Por um momento o sol espreita e um raio atravessa uma nuvem espessa, o brilho do meu anel reflete-se na minha cara e sou obrigada a olhar para ele. Tiro-o do dedo e brinco com ele, sentindo o metal gelado, e em como a cor dele me faz lembrar o Harry, a maneira brilhante como o Harry dá aos seus olhos cor quando está a rir, parece algo tão longínquo. Desde ontem á noite que não falei com ele, depois de ter chorado que nem uma idiota no sofá, fui deitar-me e adormeci, então não sei se ele realmente falou comigo ou não.

Volto a colocar o anel e suspiro, virando-me nos meus pés enquanto caminho de novo para baixo, assim que o ar quente do corredor das escadas me atinge os meus dedos agradecem o calor, e a cor neles volta devagar.

Rodo a chave na porta e tropeço na bola de pelo cinza que é Mr.White, antes que possa cair um par de braços agarram-me, puxando pelo cobertor que tenho á volta dos meus ombros. Os meus olhos estão presos nos dele, enquanto ele parece não me quer deixar ir, os seus braços apertam-me com força, e sinto o meu coração bater depressa e o meu estomago enrolar, os olhos dele viajam entre os meus lábios e os meus olhos, decidindo de quem sente mais falta.

-devias ter mais cuidado, e por favor avisa-me se sairés de casa.- ele larga-me.

Ele tem umas calças de fato-de-treino cinza, e uma t-shirt preta vestida, o seu cabelo selvagem, é porra de sábado e parece longe o tempo em que sábado seria o dia de sairmos e passear. Agora é o dia de ignorar a Sophia.

Fico a olhar enquanto ele desaparece dentro do escritório onde tem estado quase cinco dias, sem qualquer contacto. O que magoa mais desesperadamente, é que não quero que ele fale comigo, tenho medo que ele diga que acabou. Então de cada vez que acho que ele vai falar comigo sinto como se o meu mundo estivesse á beira do precipício. No entanto acho que isto está a ir longe demais, que nunca demoramos tanto para fazer as pazes, é como se de cada vez que ele passa-se por mim empurrasse uma faca mais e mais fundo no meu coração.

-Espera!- vou até ele, encarando-o de frente.

Percebo porque é que o achava tão intimidante, ele é alto.

-sim?

E perco toda a coragem, o que é que vou dizer que não me ponha numa situação pior, o que é que há dizer que nenhum de nós os dois já não saiba. E sou tão burra porque sou orgulhosa e neste momento parte de mim quer ajoelhar-se e pedir desculpa, e outra quer dar-lhe um estalo.

-tenho de trabalhar Sophia, não tenho tempo para...

-vais continuar a ignorar-me?- peço.

Ele risse. E não como um riso simpático, algo malvado que me leva para baixo.

-é isso que tenho estado a fazer?- a sua mão vai para a minha bochecha e acaricia-a num gesto lento.

-sim, é exatamente isso que tens andado a fazer Harry.- cruzo os braços, mas não me afasto, a sensação dos dedos dele contra a minha pele é fantástica.

-e porque?- ele ergue o sobre olho.

-eu entendi ok? Fiz asneira, da grande, mas parar de falar comigo magoa-me.- sussurro a ultima palavra.

-ai sim?! Talvez agora tu possas ver o que tu me fazes, sem falar comigo, impedindo-me de entrar.- ele esfrega círculos lentos na minha bochecha.

-mas eu não queria...

-não. Tu querias, tu sabias perfeitamente o que estavas a fazer meu amor.- a sua voz é rouca, ainda mais do que costume, enviando um profundo arrepio por mim.

-eu só... eu pedi desculpa Harry, podemos parar com isto?- peço. Sinto que estou a ser oprimida por qualquer coisa só que não sei o que é.

-eu sei que pediste desculpa, mas de que servem as tuas desculpas, se da próxima vez vais voltar a fazer o mesmo? Do que me serve o teu pedido de desculpas? Hum?

-para de estar tão zangado, chega, eu entendi.- afasto a sua mão da minha cara.

-eu não estou zangado Sophia, estou triste. Triste porque te amo como nunca amei alguém ou alguma coisa e tu simplesmente não consegues falar comigo.

-eu disse-te, estava com medo, e...

-o medo não é uma desculpa para tudo, sobre tudo quando te sentes tão posta de parte quando não te conto as coisas

-e não contas!- grito.

-não grites.- ele manda.

Vira-se e caminha de novo para o escritório, deixando-me a falar para o boneco. Como se não importasse, como se ele nunca tivesse cometido erros.

-Harry!- chamo e agarro o seu braço virando-o para mim.

-não ajas como se tivesses muita razão. É obvio que menti, ou omiti, que podia ter agido de uma maneira diferente, mas já olhaste para ti?- ele revira os seus olhos,

-diz-me Sophia, que coisas são essas que faço que te dessagra...

-oh talvez de todas as vezes que chegaste a casa bêbado, quando assustaste o inferno para fora de mim na noite em que me recusei a ficar contigo depois de ter sido atacada, quando ainda á uns dias chegaste bêbado a casa, quando paraste o elevador... Meu Deus Harry, eu percebi a porra do teu ponto, mas podes parar? Podes pôr-te no meu lugar, eu perdoei-te, porque é que tens de fazer isto desta maneira. Não sabes quando parar? Até quando vais deixar as coisas assim? Diz-me! Porque acredita em mim, eu amo-te, mas eu não vou ser um acessório na tua vida.- rebento.

Tudo está branco quando acabo de falar, não há lágrimas, não há uma resposta dele, apenas se ouve os sons de respiração de ambos. Rápidos movimentos de respiração, densa eletricidade, e raiva.

-eu não vou voltar a beber Sophia, eu disse-te.- ele abana a sua cabeça em negação.

-e eu não vou voltar a omitir nada!- puxo.

-Não! A porra maior é que vais Soph, eu sei que não vou voltar a fazer uma coisa, mas sei que tu vais. Pedes desculpa e depois pensas que...

-Isso não é justo Harry! Estas a pedir-me que acredite em ti, quando não estas a acreditar em mim?

-soa-te hipócrita? Hum soa Sophia?- raiva sobe nele.

-nenhum de nós aqui é perfeito Harry, então para de agir que estas certo ou assim, eu errei pedi desculpa e não falas comigo por cinco dias, eu nunca te fiz isso, por mais porcaria que fizesse, porque no fundo, mesmo no fundo talvez seja verdade que existe sempre alguém na relação que ama mais o outro...

-não vás por ai Sophia, porque depois da merda que fizeste se eu não te quisesse estarias fora.

Abano a cabeça em incredibilidade.

-tu devias ouvir-te.- murmuro.

-e estou a ouvir-me.

-ouve Harry, é bastante simples, se achas que não és capaz de lidar com isto diz-me ok? Porque a sério, se eu te tivesse posto fora da minha vida de cada vez que erraste nós estaríamos juntos por um longo tempo. Não me podes pedir margem para errar e afastar-me ao meu primeiro erro. Eu não sou perfeita, e vou errar, talvez mais que tu, e se não és capaz de lidar com isso apenas diz-me.

Os seus olhos piscam, e vejo relâmpagos neles, é como se eu estivesse a rachar o gelo depois de cinco dias angustiantes, ele parece meter-se no meu lugar, consciência a passar nele, posso ver enquanto ele pisca desorientado, e olho para todo o lado menos para mim.

-não funciona assim.- ele murmura.

-porque? Porque é que podes fazer o que fazes e eu não!

-porque sou assim, porque foi assim que sempre fui... tu não.

-Harry, eu não sei o que raio vês em mim, mas sou tão humana como tu, tenho sentimentos, vou errar, e vou cair, ou vamos errar, ou até mesmo cair os dois, e não nos ajudarmo-nos quem vai faze-lo? Não estou disposta a passar mais cinco dias a ser ignorada.

-como é que posso ter a certeza de que não vais voltar a faze-lo?- ele cospe.

-não podes, é a vida, a vida é feita de riscos. Queres dar cabo de nós porque fiz uma grande asneira? Vou faze-las a vida toda, contigo ou sem ti Harry.- Os meus olhos não saem da cara dele.

-Não quero dar cabo de nós, mas agora eu não consigo confiar em ti, porque não confias em mim e ...- um sorriso brilha nos seus lábios quando ele se dá conta da confusão das suas palavras.

-há sempre o risco, nada vai ser como planeamos, nunca. – cruzo os meus braços. Sinto que está quase, que estamos a falar e num bom caminho para resolver as coisas.

-Tu estas a dar-me a volta não estas?- um sorriso torto ameaça a sua cara.

-talvez, mas mais que isso, estou a ser sincera contigo.

Lembro-me de a minha mãe se zangar comigo e de no fim, eu a fazer rir, parece que estou a ter um déjà-vu.

-foste imprudente Sophia, algo muito mau podia ter acontecido enquanto tentavas armar-te um super-homem, se eu não tivesse chegado a tempo, se o Louis não me tivesse dito que o Dean tinha sido visto, talvez eu chegasse a casa e tu não estarias cá. Tu pensaste nisso?- os seus lábios mexem-se devagar.

Ele tem razão, eu sei que sim, mas tudo o que eu queria era acabar com tudo isto. As vezes eu ajo sem pensar, sou imprudente, e a parte de mim que devia ter gritado perigo não gritou, em vez disso gritou "Harry" implorou para que eu fizesse o que tivesse de ser feito por este homem lindo á minha frente.

-eu sei Harry, eu fiz um monte de asneiras, mas estou a tentar limpa-las, mas única forma é se me deixares tentar fazer de maneira diferente para a próxima.

-Merda.- ele diz e de repente estou nos seus braços, ele envolve-me num abraço, estou apertada e mal respiro, mas é algo ainda mais profundo e intimo que um beijo enquanto o abraço de volta, e cheiro o seu perfume e sinto o cheiro a maçã voar á minha volta, enquanto cada pedaço de mim grita para o agarra e nunca mais o largar.

-tu não estas totalmente perdoada, e ainda estou de pé atras, mas posso tentar perceber-te melhor. Posso dar-te outra chance, tal como fazes comigo.- ele sussurra no meu cabelo.

 

Bạn đang đọc truyện trên: Truyen247.Pro