Ataque Inicial!
Depois de algumas horas averiguando os estragos feitos na prisão, Avencia trocou seu uniforme para outro igual, e limpou sua lâmina, a elfa estava pronta para deixar a Prisão de Sangue. Nautica se encontrava na ala medica recebendo tratamentos mágicos dos elfos que possuíam magias de cura. Segundo eles, iria demorar pelo menos mais meio dia, para que Nautica estivesse 100% recuperada, e mais meio dia para que pudesse estar apta a entrar em combate novamente. Avencia repassou suas ordens pra os soldados elfos e então partiu. O caos no castelo da Imperatriz foi controlado pelos elfos que usaram magias secretas de controle mental nos prisioneiros, evitando assim que todos escapasem de alguma forma.
Avencia chegou a costa da ilha, pegou um dos barcos reais que estavam à disposição apenas da comandante da ilha, para ir até o continente e falar com Solstis. O barco era grande, possuía um mastro e duas velas enormes de cor vermelha, para que pudesse navegar, não tinha um condutor ou sistemas mágicos, era feito da madeira mais resistente de Alfheim, e era controlado remotamente por magia, Avencia conseguia ejetar magia em todo o barco, fazendo com que tal embarcação pudesse se mover mais rápido pela água sem preocupação.
A Imperatriz da Prisão estava na ponta do barco com seus braços cruzados olhando seriamente para o horizonte, as águas do mar de Alfheim estavam um pouco agitadas, mas nada que pudesse ser de risco para Avencia, pois o tempo estava aberto, fazia sol e havia poucas nuvens no céu. Não demorou muito para a Imperatriz chegar ao continente, deixou o navio ancorado em uma cidade élfica portuária, e com sua magia de levitação, partiu com toda sua velocidade para o palácio real de Solstis.
Após alguns minutos percorrendo a belas florestas, passando por rios e pequenas vilas no caminho, Avencia chegou à floresta que dava acesso ao palácio. A Imperatriz pôde notar que a movimentação dos guardas estava ainda mais intensa que antes, logo que foi avistada, todos se ajoelharam em respeito a sua passagem, após acenar para todos em respeito, Avencia adentrou o palácio, chegou ao salão real onde viu sua rainha recebendo relatórios dos guardas e dando novas ordens. Solstis havia acabado de chegar de Midgard, estava começando a preparar uma equipe de apoio aos Therians, Solstis não fazia ideia do incidente na prisão de Sangue.
- Minha rainha. Preciso falar com você urgente. – dizia Avencia parando em frente à Solstis.
- Avencia? Você pessoalmente aqui? Aconteceu algo? – perguntou Solstis um pouco assustada.
- Falarei sem enrolação. A prisão de sangue foi atacada por uma deusa chamada Osíris. Ela levou Quarys consigo, tentei impedir, porém ela foi mais experta. – respondia Avencia.
- N-não pode ser! Até aqui? – se perguntava Solstis com raiva.
- Minha rainha, eu quero ir atrás de Quarys. A responsabilidade por esse incidente é toda minha. – dizia Avencia.
- Não precisa se culpar Avencia, você fez o que podia. – afirmava Solstis.
- Eu sei, e é por isso mesmo que eu quero ir. Não posso deixar isso acabar assim. – afirmava Avencia com um olhar sério.
Solstis olhava atentamente para Avencia, podia notar que Avencia não iria desistir e iria mesmo sem uma ordem direta de sua rainha, Solstis soltou um longo suspiro e então começou a falar novamente.
- Está bem... Mandarei Lyrist com você e também um pequeno esquadrão. Francamente, eu gostaria de ir, porém tendo em vista esse ataque não posso deixar Alfheim. – afirmou Solstis.
- Certamente minha rainha. – dizia Avencia se curvando.
- E quanto a Nautica? – perguntou Solstis.
- Ela foi ferida por Quarys, porém os elfos curandeiros da prisão deram um dia de recuperação total para ela. Eles têm ordem de manda-la para Midgard assim que possível. – respondia Avencia.
- Ótimo... Avencia! Traga Quarys de volta! Ajude Midgard em sua disputa! Se encontre com a comandante atual da marinha e siga seus comandos. Essa é sua missão. – dizia Solstis.
- SIM! – respondeu Avencia deixando o salão real.
- Vocês! Preparem imediatamente uma equipe de apoio para a Prisão de Sangue! - gritava Solstis para outros soldados elfos que assentiram em resposta saindo pela porta em seguida.
Avencia resolveu esperar sua companheira nesta nova missão na frente do palácio real, Avencia subiu em uma das árvores que ficavam mais a frente sentando-se em um dos galhos, após meia hora de espera, um pequeno esquadrão de elfos, usando armaduras de batalha, espadas e alguns arcos com flechas nas costas se aproximava juntamente com uma elfa de cabelos rosa amarrados, uma tiara dourada na cabeça e olhos verdes claros, com uma roupa de combate branca com detalhes em azul nas mangas, usando luvas pretas e uma braçadeira branca nos braços.
Seu visual era completo com uma espécie de sobretudo aberto quase como uma saia, em um tom de azul e branco. Usava botas longas de cor branca com detalhes em dourado e uma espécie de shorts em cor branca. Aos poucos, com o esquadrão tendo um pouco mais de 10 soldados elfos parado a suas costas, Lyrist olhou para cima e parou em frente a árvore onde estava Avencia.
Lyrist era uma elfa que havia treinado na Academia de Magia de Nordicia por um tempo, tinha como sua principal rival Dielle, as duas não se davam muito bem na época da academia, por terem magias similares. Lyrist conseguia invocar dois enormes arcos, e disparar inúmeras flechas magicas ao mesmo tempo de diversos elementos diferentes com um simples levantar de seus dedos.
- Está atrasada... Lyrist. – afirmava Avencia olhando seriamente para baixo.
- Me desculpe Imperatriz, demorei um pouco para me preparar. Afinal, não podia ir até Midgard do jeito que eu estava, principalmente porque lá irei encontrar minha rival. – dizia Lyrist sorrindo.
- Bom... – disse Avencia pulando da árvore, caindo em frente à elfa. – Sem intrigas, estamos no meio de uma guerra. Lhe contarei os detalhes no caminho. Vamos!
- SIM! – respondeu Lyrist ao comando de Avencia.
As duas elfas junto com os outros soldados começaram a caminhar pela floresta, indo em direção a um dos galhos da Yggdrasil. De lá, Avencia afirmou que seria mais fácil ter a localização das forças de Midgard e então abrir um portal magico.
Midgard. Cidade de Nordicia.
Após passarem parte da madrugada descansando, planejando estratégias e organizando as tropas que iriam para a batalha, as princesas e toda Nordicia estavam prontos para mais uma guerra. A barreira em volta da cidade foi complementada por mais três domos de barreira magica de elementos diferentes, sendo eles, trevas, luz e relâmpago. Os magos da academia cuidavam da guarda da barreira a pedido de Grace, Roveria iria comandar as forças que lutariam em seu próprio continente, já havia mandado diversas tropas para os vilarejos mais distantes do reino, a fim de protegê-los de um ataque surpresa, Dielle e Siluria já se encontravam no navio da marinha, prontas para zarparem, porém os elfos a mando de Solstis ainda não haviam chegado.
Enquanto isso, próximo ao portão de entrada da cidade, Grace, Hel, Skuld e Norn se preparavam para partir, ao invés de usarem os navios da marinha, Grace sugeriu que fossem até uma cidade portuária mais ao sul do reino de Nordicia, de acordo com a princesa, usando um dos navios do porto de lá, seria um caminho mais curto para Egípcia, do que se pegassem um dos navios da marinha e partissem do porto de Nordicia.
- Bom, espero que estejam prontas. – afirmava Grace com seu cajado magico em mãos, e ajustando a boina em sua cabeça.
- Se tudo der certo, de acordo com o mapa, em apenas meio dia estaremos chegando próximo à cidade portuária. – afirmava Skuld.
- Isso é bom. Significa que se formos mais rápidos ainda, chegamos mais cedo. – afirmou Grace sorrindo.
- Por que não abrimos um portal magico até lá? – perguntou Hel.
- E desperdiçar magia com um trajeto tão curto? Acho melhor não. – respondia Grace.
- Então vamos. Temos que nos apressar. – afirmava Norn.
Enquanto isso, o navio de Dielle começava a sair do porto de Nordicia, Siluria estava no convés observando à bela vista do oceano a sua frente, quando um pouco para sua esquerda, um portal magico se abriu, Siluria pôde notar um dos galhos de Yggdrasil e então, Avencia, Lyrist e os soldados elfos surgiram pousando logo à frente, deixando Siluria um pouco assustada, logo o portal magico se fechou as costas dos elfos.
- Parece que chegamos bem a tempo – afirmava Avencia.
- Então... Vocês são os reforços de Solstis? – questionou Siluria.
- Siluria! Sim somos nós. Esta é Lyrist. Ela vai nos dar suporte nesta missão. – respondia Avencia.
- É um prazer tê-las conosco, será uma honra. – dizia Siluria as cumprimentando.
- Eu já não posso dizer o mesmo. – afirmava Dielle surgindo de uma porta, vindo da sala de comando.
- Dielle... Faz tempo não é? Soube que foi promovida, mas sua magia não evoluiu. Espero que você não nos atrapalhe. – dizia Lyrist debochando de Dielle.
- E você... Acho que continua a mesma tanto em aparecia quanto em poder. Afinal, eu fui promovida e você não. – retrucou Dielle se aproximando enquanto encarava Lyrist.
- Certo! Chega dessa briga infantil, então Dielle? Está tudo pronto. – questionou Avencia.
- Sim, estamos a caminho da ilha, a equipe de invasão também já deve ter saído de Nordicia. A cidade ficara protegida pelos magos e pela princesa Roveria até segunda ordem, fora que inúmeros soldados foram despachados para vilas em todo nosso território. – respondia Dielle.
- Ótimo então que comece a guerra. Irei relatar certos acontecimentos. – dizia Avencia.
- Certamente. Sua tropa pode se espalhar entre os navios se quiserem. Assim que nos aproximarmos da ilha avisaremos a todos. Vamos voltar para dentro. - afirmava Dielle guiando o grupo para a sala de comando do seu navio.
Ao chegarem e se organizarem no espaço da sala, a imperatriz da prisão contou a Dielle o incidente envolvendo Quarys e Osíris na prisão de sangue, o que deixou Dielle e todos ainda mais em alerta. Aos poucos, o navio levando a tropa de Dielle até a ilha dos Therians partia de Nordicia, vários outros navios de tamanho médio navegavam ao lado, ficando alguns encouraçados e navios menores para proteção da costa de Nordicia.
A equipe de invasão comandada por Grace, também partia rumo ao seu destino, porém notaram algo de estranho enquanto percorriam a floresta ao sul do reino. A equipe estava a uma boa distância da entrada da cidade, porém para o susto de todos, um grupo de três soldados de Nordicia surgiram correndo em meio a floresta, havia sangue em partes de seus corpos e suas armaduras estavam bem danificadas. Grace parou um dos soldados entrando a sua frente, o homem parou de correr caindo de joelhos ao chão, estava bem cansado e desesperado, os outros pararam um pouco afastados descansando perto de uma árvore.
- Ei! Recomponha-se! O que aconteceu? – questionava Grace.
As Valquírias juntamente com Hel observavam tudo enquanto planavam nos céus em meio às árvores. Grace lançava magia de cura no soldado que começava a se recuperar aos poucos, porém ainda tinha um olhar assustado, ao ver a princesa, o homem se acalmou o suficiente para respondê-la.
- G-g-g-g-gelo... M-m-m-muito frio... E-e-eles chegaram do sul... P-p-por um portal... D-d-devastaram duas vilas onde fazíamos a guarda e também a cidade de Ruud... E-e-evacuamos o máximo de pessoas que conseguimos para as colinas e cavernas ao leste... Só restamos nós três das forças do reino... – respondia o soldado assustado.
- Gelo? Como assim? – questionou Grace novamente.
- J-j-j-jotuns de gelo... – respondeu o soldado começando a gritar.
Grace lançou uma magia para que o soldado desmaiasse, na tentativa de acalma-lo. Logo depois, sinalizou para os outros dois que mesmo desesperados como estavam, carregaram o colega até a cidade. Todos sabiam o que significava, Hel estava com um olhar de fúria, as Valquírias fecharam seus punhos, logo imaginaram que Cleo e Skadi haviam formado uma aliança. Imaginaram que Skadi havia iniciado seu ataque primeiro, e justamente, no local para onde estavam indo, e que seria mais próximo de Egípcia.
- Então Grace... Um portal seria bom não acha? – questionou Hel num tom de deboche.
- Você ganhou... – respondeu Grace olhando para a deusa dos mortos com um sorriso forçado.
Com sua magia, Grace conjurou um portal magico, onde todas entraram logo em seguida, rumo à cidade onde provavelmente Skadi iniciava o seu ataque.
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