Nova Asgard
Nidavelir. Cidade Real.
O reino dos anões estava aos poucos se recuperando da enorme batalha de dias atrás, a cidade começava seu processo de reconstrução com a ajuda de Volundr e de alguns moradores, todos estavam empenhados em deixar tudo como era antes. No palácio real tudo estava de volta ao normal, porém com uma diferença, Ulin era a nova governante de Nidavelir.
A anã foi escolhida para o cargo após sua irmã Tholin decidir não ser mais a governante, a pequena guerreira estava decidida a pagar pelo que fez e para isso, decidiu sair do reino e explorar todo o mundo dos anões. Após Tholin arrumar todo seu equipamento, Ulin a acompanhou até os portões da cidade real, estava de dia, o céu azul com poucas nuvens dava indícios de que seria um dia ensolarado. Tholin o observou por um tempo e então se virou para sua irmã.
- Acho que agora eu devo ir. – disse Tholin.
- Tem certeza? Eu não sei se posso ser uma governante tão boa quanto você. – afirmava Ulin.
- Você será sim. O povo te adora e além do mais, Volundr estará te ajudando. Não se preocupe. – dizia Tholin com um sorriso.
- Está certo... Espero te ver novamente. – disse Ulin com lágrimas nos olhos.
- Eu também... Mas pode ter certeza, um dia eu voltarei, mas até lá, preciso desse tempo. Afinal também será bem divertido explorar nosso mundo depois de tanto tempo. – afirmou Tholin.
Após um breve momento de silêncio, as duas irmãs deram um abraço de despedida, algumas lágrimas escorriam pelo rosto das duas, Tholin olhou uma última vez para a irmã e então, saltou de cima do portão de ferro, caminhando rumo a uma nova aventura, enquanto Ulin apenas observava a figura de sua irmã sumindo no horizonte.
Helheim. Palácio dos mortos.
Hel se encontrava no palácio real fazendo as tarefas de sempre, porém agora com seus novos poderes adquiridos, a deusa dos mortos e Garn faziam sempre um treinamento diário na parte da frente de seu castelo. Por mais que Hel estivesse com total controle de seus novos poderes, Hel havia pedido pelo treinamento para que pudesse usa-los de melhor forma em batalha. A deusa dos mortos estava confiante de que se treinasse mais, poderia entender a verdadeira essência de sua escuridão.
- Está pronta Hel? – questionou Garn.
- Estou sempre pronta. – respondia Hel.
- Ótimo! Com aquele assunto resolvido, podemos nos focar novamente no treino. – afirmava Garn.
- Sim. Sinceramente fiquei surpresa quando descobri sobre “ele”, mas talvez seja melhor assim. – dizia Hel.
- É verdade, só me pergunto quando eles irão descobrir. – disse Garn sorrindo.
- Sim. Mas vamos começar! Garn! – gritou Hel atacando Garn.
Dez Meses depois.
Os dias foram passando em cada reino, em todos eles os deuses e guerreiros de cada mundo se empenhavam em restaurar suas cidades destruídas pela última batalha, e também em buscar respostas. Loki que havia sumido durante todo o funeral de seu pai adotivo Odin e de seu irmão Thor, reapareceu nas florestas de Alfheim, o deus das trapaças havia passado um tempo refletindo sobre todo o poder de Jormungand e sobre tudo o que a Essência do Medo lhe mostrou em sua mente, e também visitado sua antiga casa, Jotunheim a terra dos gigantes de gelo, agora Loki estava onde gostaria de estar, apenas esperando que algo lhe chamasse a atenção.
Em Nidavelir, Ulin comandava as forças do reino com Volundr sendo seu conselheiro, a princesa tinha uma vontade tão grande como de sua irmã, que ainda se encontrava explorando o reino dos anões. Tholin agora estava explorando ao norte do mundo dos anões, perto das grandes montanhas douradas, onde vários anões escondiam riquezas sem fim, à princesa ficaria um tempo a mais no norte do reino, pois vários perigos rondavam o lugar, ladrões, saqueadores e até mesmo um misterioso dragão surgiu para roubar todo o tesouro para si.
Hel continuava em seu mundo, após muito treinar com Garn, a deusa dos mortos agora tinham um domínio maior de todo o seu poder, porém Hel não parou de treinar novas técnicas e desenvolver ainda mais suas habilidades, Hel tinha total confiança para usá-lo com maior maestria nas batalhas, enquanto uma nova batalha não surgia a sua frente, a deusa dos mortos continuava firme e forte governando seu mundo.
Em Alfheim, a nova rainha Solstis se concentrava não só em governar seu reino, ou em organizar suas tropas, a rainha havia montado uma equipe de busca, com o objetivo de irem atrás de uma cura para Quarys. Assim, poderiam restaurar sua antiga rainha ao seu estado normal, deixando de ser uma Elfa negra.
Quarys e Nautica se encontravam presas na Prisão de Sangue, recebendo visitas constantes de sua comandante Avencia, que repassava o que acontecia no reino para Quarys, esta era uma ordem que Solstis havia dado, pois desejava que Quarys soubesse que todos estavam empenhados em ajuda-la. Enquanto Nautica apenas observava com um sorriso no rosto, a almirante desejava do fundo do coração, que as coisas em Nordicia estivessem enfim em paz.
A almirante também recebeu varias visitas de Skuld, as duas conversaram sobre os acontecimentos recentes, a Valquíria também passava alguns relatórios sobre o mundo humano, deixando Nautica mais tranquila.
No reino humano, na cidade real, as duas irmãs de Senna, Roveria e Grace, haviam restaurado boa parte da cidade, aos poucos Nordicia voltava a seu estado normal. Ao mesmo tempo, Grace e Roveria discutiam seus assuntos diplomáticos com outros continentes humanos, afinal mesmo no meio da reconstrução de Nordicia, esses eram assuntos que não podiam ser deixados de lado por motivos que elas consideravam sérios.
- Fico feliz por termos conseguido apoio de Yamato novamente. – afirmava Grace.
- Eu também, porém já era de se esperar, temos esse tratado a eras não iriamos desmancha-lo agora. – dizia Roveria.
- Concordo. Continentes como os dos Asians, Druidas, a ilha dos Therians podem ser difíceis de conseguir um tratado de paz, mas não impossíveis. – disse Grace olhando o mapa de Midgard.
- Nossa pequena Senna fez um bom trabalho enquanto estávamos fora. Pelo relatório de alguns soldados, ela estava planejando ir até a ilha conversar com o líder dos Therians... – disse Roveria ficando um pouco triste.
- Minha pequena Senna... Iremos honrar seus esforços para proteger todos. Pode ter certeza. – afirmava Grace sorrindo.
- E então... Nos sobra apenas ele. – disse Roveria ficando seria.
- Egípcia... Temos que ter cuidado com eles. Muito cuidado... – disse Grace ficando com raiva.
- Sim. Não sabemos quando a Rainha Cléo irá se movimentar. Vamos ficar atentos minha irmã. – afirmava Roveria observando o continente de Egípcia no mapa.
Enquanto isso, as tropas da marinha real e dos soldados estavam recebendo novos recrutas para ingressar no exercito de proteção dos reinos, todos estavam fazendo seleções e os escolhidos passariam por um treinamento especifico para só depois, descobrirem se estariam aptos a proteger seu reino. Todos usavam um uniforme de recrutas feitos para treinos e praticas diária.
- Ok! Estamos chegando ao final. Próximo por favor, apresente-se! – gritou a nova comandante da marinha real Dielle.
Uma garota de cabelos loiros, e um vestido de batalha branco com detalhes em azul e dourado, as cores de Nordicia, usava uma espécie de capa azul nas costas e estava com uma lista em mãos com algumas informações dos candidatos.
Havia sido nomeada para comandante alguns dias atrás por Grace, Dielle era uma das recrutas de Nautica e antes, comandava as tropas magicas de magia da marinha, sua magia lhe permitia invocar diversas espadas de formatos e tamanhos diferentes, seu trabalho durante o tempo em que Nautica estava presa, foi o que lhe rendeu a posição de nova comandante da marinha.
- C-certo! M-meu nome é Diana. Eu vim da ilha onde os ataques da serpente começaram. – disse a jovem de cabelos pretos e uniforme de recruta.
- Essa ilha... Foi quando a almirante foi chamada para prestar ajuda... – disse Dielle assustada.
- Sim... A Almirante salvou a vida de meu vó e a minha. Então este ano resolvi fazer o teste para ser recruta. – disse Diana.
Dielle olhou para a garota e então deu um sincero sorriso, o legado de Nautica havia permanecido no coração da jovem e de outros que ali estavam.
- Espero que passe nesse treinamento... Diana! – disse Dielle.
- Certo! Darei meu melhor! – afirmou Diana sorrindo.
Depois da seleção inicial, o teste dos novos recrutas havia começado.
Nova Asgard.
A terra dos deuses ainda estava em total reconstrução. Ao contrário dos outros lugares, Asgard havia se tornado o campo de batalha final, onde os estragos haviam sido maiores e mais desastrosos. As Valquírias auxiliavam os moradores e soldados que ajudavam em meio à cidade, Tyr e Thrud também faziam o que podiam.
Asgard caminhava para uma nova era, principalmente com sua nova rainha, todos não questionaram e nem foram contra, afinal era a escolha possível no momento. Freya havia se tornado a governante de Nova Asgard. A deusa da beleza de início havia recusado, mas com ajuda de Skuld e das outras Valquírias, Freya havia então cedido e aceitado o trono.
Durante todo o inicio de seu reinado, a deusa da beleza havia dado ordens as Valquírias incluindo Skuld, que agora era comandante oficial das tropas aladas, a irem a Vanaheim. O mundo de Freya sofreu muito durante a batalha, e com ajuda dos asgardianos, o mundo dos Vanir voltava a ser o que era antes, um lugar pacifico onde todos podiam sorrir novamente. Tyr chegou a ir até Vanaheim se desculpar de vez pelo ocorrido, alguns aceitaram, outros não, mas Tyr havia feito sua parte e agora estava com sua consciência um pouco mais tranquila.
Enquanto isso, Skuld estava com um visual diferente, sua roupa de batalha havia mudado um pouco, detalhes em um tons de roxo apareceram em sua armadura de batalha, e sua espada também estava diferente de antes. A Valquíria se encontrava em frente a um monumento feito como homenagem a Thor, uma estatua do deus do trovão foi erguida semanas depois de seu funeral, com o Mjionir cravado sob os pés da estatua, ao lado, havia outro monumento com os nomes de todas as vítimas asgardianas.
A espada que Thor havia usado em batalha, foi guardada por Freya no cofre das armas, mas desta vez, com sua magia, a deusa da beleza havia trancado o cofre com um forte selo mágico, impedindo assim que alguém invadisse. Skuld assim como vários outros guerreiros e moradores de Asgard, frequentava quase sempre o monumento, prestando suas homenagens aos caídos em batalha, e desejando do fundo de seus corações, que as almas estivessem enfim descansando no mundo dos mortos.
- Esta vendo... Thor. Asgard esta aos poucos voltando ao que era e deveria ser. Espero que não tenha ficado com raiva de Freya por ter lhe tomado o trono. - Disse a Valquíria rindo. – Urd... Espero que você enfim esteja bem e livre da escuridão... Pena que Hel proíbe visitas a seu mundo em tempos assim, mas o importante, é que agora todos vocês podem ficar tranquilos, as Valquírias, Asgard, os nove reinos... Todos estão empenhados em proteger aquilo que vocês sempre protegiam. Hoje não posso ficar muito tempo. Tenho uma missão a cumprir em Midgard. Mas em breve, voltarei para lhe contar como sempre vim fazendo Urd.
Skuld que estava ajoelhada, aos poucos foi se levantando, olhando para a estatua de Thor com um sorriso no rosto, passou pelo monumento das vítimas e fez uma pequena oração em respeito.
- Até logo... Vejo vocês em breve. – disse Skuld sorrindo.
A Valquíria deu uma última olhada e então, se virou indo em direção a Bifrost. Skuld deu pequenos passos e então começou a correr, lentamente a Valquíria abriu suas belíssimas asas brancas e levantou voou rumo aos céus asgardianos, o sol estava quase se pondo em Nova Asgard, anunciando o fim de mais um dia na terra dos deuses, logo a baixo, Skuld pôde observar a população asgardiana trabalhando duro, rindo e se divertindo pelas ruas de Valhala. Skuld voava com uma sensação de leveza e tranquilidade, com um lindo sorriso no rosto e seus cabelos loiros balançando ao vento, a Valquíria partia rumo a uma nova aventura.
"FIM..."
Epílogo.
Estava de noite em Asgard, quase todos os moradores e soldados já haviam se recolhido para suas novas casas, outros junto com algumas Valquírias continuavam do lado de fora acampando e conversando em meio à reconstrução, trocando histórias de suas missões e batalhas pelos mundos. Histórias estas que as crianças asgardianas adoravam escutar, e sonhavam com um dia viver uma aventura assim.
Freya estava na sacada do palácio recém-reconstruído de Asgard, olhando o céu noturno e todos abaixo na cidade, a deusa da beleza estava feliz por tudo finalmente estar voltando ao que era antes mesmo que aos poucos. De repente, quando Freya estava para se retirar e ir para o quarto, a deusa da beleza sentiu uma energia magica familiar, algo que deixou seu coração com um sentimento de alivio e surpresa.
- Entendo... Então foi isso... – disse Freya sorrindo e indo em direção a seu quarto.
Tudo estava calmo na noite de Asgard, o vento gelado soprava com um pouco de força pela cidade. Foi então que após todos se recolherem, uma pequena chuva começou a cair na noite da terra dos deuses, no monumento construído para Thor, algo estava acontecendo.
Mjionir reagia à chuva, com pequenos relâmpagos surgindo a sua volta, e então alguém levantou o martelo, e os trovões... Rugiram novamente.
Valkyrie Connect irá retornar em:
O Deserto dos Deuses!
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