Jormungand. A Serpente de Midgard!
Asgard. Séculos atrás.
Asgard, lar dos mais diversos deuses e heróis, antigamente era um lugar onde poucos tinham permissão para entrar, antes de Heimdall o guardião que abria Bifrost havia sido um guerreiro de confiança do rei de Asgard, que através de magia conseguia abrir caminho até Midgard e vice versa. Valhala estava aos poucos crescendo constantemente conforme a população de asgardianos crescia. Os soldados usavam armaduras um pouco mais simples dos que as atuais, e as Valquírias não tinham tantas funções fora de Asgard, porém estavam prontas para caso algum mundo realmente necessitasse de seus esforços em combate.
Nos campos de treinamento, dois jovens treinavam combate sob a supervisão do rei de Asgard, Bohr. Um homem alto com um elmo negro cobrindo sua cabeça, com chifres caídos e apontados para frente, usava uma armadura Asgardiana preta com detalhes em dourado e cravado no chão próximo ao seu braço direito, estava um enorme martelo dourado. Bohr estava sério com os braços cruzados observando a luta de seus dois filhos, um deles tinha cabelos brancos o outro preto, mas ambos usavam armaduras de combate feitas especialmente para eles. As crianças eram os filhos do rei Bohr, Odin e Jormungand.
Os dois tinham grandes habilidades físicas, davam socos poderosos e chutes, a luta estava empatada, ambos eram golpeados caiam no chão e se levantavam logo em seguida, não mostravam sinais de que em algum momento iriam desistir. Jormungand corria em direção a Odin pronto para dar outro soco, até que Odin, com um movimento rápido, evita o soco do irmão se jogando para o lado e rapidamente segurando seu braço, Odin então usou toda a sua força para levantar Jormungand no ar e então derruba-lo no chão. Jormungand caiu de costas com muita dor.
- Basta! Por hoje chega. – dizia o rei Bohr pegando seu martelo e caminhando para fora dos campos de treinamento.
- Mas pai, eu ainda aguento, por favor... – suplicava Jormungand se levantando.
- Não... – Bohr voltou a olhar Jormungand com um olhar furioso.
Jormungand obedeceu às ordens de seu pai, Odin deu um leve tapa nos ombros do irmão e seguiu seu pai, Jormungand sentiu uma enorme raiva surgindo dentro de si, de todas as vezes que disputava lutas nos campos de treinamento o único do qual não conseguia vencer era seu irmão Odin, tal acontecimento deixava Jormungand um tanto frustrado, pois ao menos uma vez desejava ser reconhecido pelo pai vencendo seu irmão.
Jormungand sempre teve inveja de seu irmão, Odin era bom em varias coisas arrancando os mais diversos elogios das pessoas enquanto Jormungand era visto como o filho fracassado do rei Bohr, por onde passava as pessoas se sentiam com medo da criança, Bohr sempre dizia que era apenas maluquice das pessoas, mas Jormungand não pensava assim. Desde pequeno o filho de Bohr nunca ouviu seu pai dizer uma palavra sobre sua mãe, sempre que perguntava Bohr dizia que era uma bela mulher que conheceu após uma batalha em terras distantes.
O Tempo foi passando e as duas crianças cresceram ainda mais aprimorando suas habilidades físicas e mágicas, Odin aprendeu a usar magia de luz e aos poucos foi aprimorando suas habilidades, treinando outros tipos de magia, enquanto Jormungand aprendeu a usar magia de transformação, porém não era uma simples transformação, misteriosamente Jormungand conseguia apenas se transformar em uma serpente gigante, seu comprimento era o suficiente para se estender em linha reta do palácio a montanha de acesso a Bifrost.
Para ficar mais forte, Jormungand começou a pesquisar em segredo sobre magias proibidas, usou livros secretos de Asgard e também de Midgard escondido de seu pai e irmão, descobrindo assim poderes ocultos que os nove reinos jamais ousaram mexer, Jormungand aos poucos foi dominando cada magia proibida que encontrasse em livros, até encontrar a Essência do Medo.
Tal magia fazia com que a força de seu usuário aumentasse ainda mais conforme o medo das pessoas em volta fossem crescendo. Tal magia caiu como uma luva para Jormungand afinal, levar medo às pessoas era algo fácil para alguém como ele, alguém que nunca havia sido aceito pelo seu povo.
O tempo novamente foi avançando e as habilidades dos filhos de Bohr foram crescendo até que o dia para escolher o novo governante de Asgard chegou. Bohr iria nomear seu sucessor, treina-lo para governar antes de passar o trono em definitivo para o escolhido, Jormungand mais que Odin queria o trono de Asgard para si, estava confiante de que finalmente venceria o irmão. Odin já havia casado com uma bela mulher chamada Frigga, os dois tiveram um filho, uma criança adorável que era amada pelos deuses de Asgard, seu nome era Thor, como presente ao neto do rei Bohr, os anões forjaram uma arma capaz de servir de catalisador para os poderes de Thor, esta arma era o Mjionir.
- Jormungand... Odin... É chegada a hora de escolher um sucessor... Vocês se tornaram grandes guerreiros asgardianos, dominaram as mais diversas magias e ficaram mais fortes. Mas apenas um poderá governar Asgard e proteger os nove reinos. – afirma Bohr sentado em seu trono.
- Meu pai, garantimos que independente da escolha, nós iremos proteger os nove reinos. - dizia Odin se ajoelhando junto com Jormungand que permanecia em silêncio.
- É o que mais desejo meus filhos. Aquele que governar terá como arma a lança Gungnir. A arma forjada por nossos aliados em Nidavelir. – exclamava Bohr invocando a lança ao seu lado com magia.
- Será uma honra empunhar tal arma meu pai. – disse Jormungand sorrindo.
- Pois bem, vamos ao que interessa. Por mostrar diversas habilidades em combate e por se mostrar respeitoso com seu povo, se provando assim digno do trono, Odin, você será meu sucessor. – afirmava Bohr se levantando do trono.
- O-o que? Odin? – pensou Jormungand ficando com muita raiva.
- Eu fico honrado e aceito tal missão meu pai. – afirmava Odin.
- Meu grande pai... Eu Jormungand creio ser o mais adequado para governar. – dizia Jormungand enquanto se levantava. – Poderíamos enfim mostrar do que Asgard é capaz. Dominaríamos os nove reinos um a um.
- Jormungand. Você está louco? Governar os reinos. Isso é loucura. – gritava Odin para o irmão.
- Jormungand. Você não é adequado para governar. Reconheço que você é poderoso, porém acha que eu não sei sobre suas pesquisas envolvendo magia proibida? Diga-me meu filho, porque pesquisar algo que o levará a sua própria destruição? - Questionava Bohr.
- Por quê? Eu lhe digo meu pai! Passei toda a minha vida tentando ser reconhecido, ter meu direto como filho do rei, nem mesmo conheço minha mãe, porém todos me olhavam com pavor, tinham medo de mim, tentei ficar mais forte do meu jeito, aprendi diversas magias proibidas, sei até mesmo como roubar uma alma de Helheim, tenho poderes que Odin nunca terá, uma vontade de governar todos como ele nunca terá, e ainda assim. E ainda assim, não posso governar! Agora eu lhe pergunto por quê? – retrucou Jormungand.
- Seu pensamento é de um tirano que quer governar pelo medo e pela força, não é isso que eu desejo meu filho, um governante que não pensa em seu povo não tem o direito de ser rei. – afirmou Bohr.
- Entendo... Governar não para si, mas para todos... Quanta idiotice. E sobre minha mãe? Vai finamente me contar ou quer que eu descubra sozinho? – questionava Jormungand.
- Está certo... Sua mãe era uma Therian que vivia em uma floresta escondida de Midgard. Sua habilidade de se tornar uma serpente veio da magia dela. Eu o tomei para mim como meu filho, a fim de treina-lo, queria que você crescesse junto com seu irmão e se tornassem um bom governante. Servindo ao lado dele. – respondeu Bohr.
Tanto Odin como Jormungand ficaram surpresos. E então Jormungand começou a rir. Sua risada ecoava por todo o salão do palácio real. Jormungand voltou a ficar em silêncio e com passos rápidos começou a sair do palácio, Odin e Bohr não impediram Jormungand, resolveram deixa-lo pensar um pouco sobre suas ações. Bohr entregou a lança Gungnir para seu filho o nomeando oficialmente o novo rei de Asgard. Após alguns dias, Bohr treinava Odin, lhe mostrando os poderes que continha à lança Gungnir, de repente um soldado veio correndo até os dois.
- Meu rei... Trago-lhe uma informação. – dizia o soldado se ajoelhando diante de Bohr e Odin.
- Diga-me o que seria? – questionou Bohr.
- As armas forjadas pelos anões há milênios atrás... Foram roubadas do Cofre de Armas. – respondeu o soldado.
Bohr e Odin correram para o palácio em direção ao Cofre e viram marcas de batalha nas paredes, soldados mortos caídos no chão, ao entrarem no cofre, a sala secreta onde as armas estavam tinha sido destruída. As sete armas forjadas pelos anões, conhecidas como as Sete Armas Primordiais haviam sido roubadas, as armas foram feitas como presente ao primeiro governante de Asgard. Bohr sentiu traços de magia proibida saindo de dentro das salas destruídas e logo pensou em um provável culpado, Jormungand. Bohr ordenou que Odin fosse atrás do irmão e o encontrasse antes que algo de errado acontecesse.
Em Midgard, no meio do vasto oceano, Jormungand se encontrava no meio de uma ilha, tal ilha era cercada por outras ilhas, Jormungand havia tomado todas elas usado a Essência do Medo para sugar o medo das pessoas para se tornar mais forte.
Rapidamente Jormungand usou outra magia proibida fazendo com que a Essência pudesse ser emitida por toda Midgard, em qualquer lugar do reino dos humanos, o medo alimentava a mente das pessoas e tal energia repousava dentro do corpo de Jormungand, que após sugar muita energia do medo, soltou um longo sorriso e começou a corromper as armas primordiais, todas foram banhadas por sua magia se tornando armas que respondiam apenas a Jormungand, qualquer um que tocasse seria imediatamente corrompido pela Essência do Medo se tornando assim um arauto.
Jormungand com muito mais força se transformou em uma enorme serpente, desta vez sua transformação era maior e mais forte, sua cauda se estendia muito além do que pudesse imaginar destruindo terras, fazendo vilarejos serem destruídas, vidas sendo perdidas, cada vez mais energia do medo era sugada por Jormungand, que após alguns minutos, viu a ponta de sua cauda chegar a sua frente, Jormungand havia atravessado o mundo com seu longo corpo.
- HAHAHAHAHA! Vocês são fracos, merecem ser governados por mim, eu mostrarei aos nove reinos o poder do medo! – gritava Jormungand enquanto rastejava rumo ao continente.
Ao chegar ao continente, alguns magos atacaram a serpente mais sem efeito, os ataques mágicos sequer conseguiam arranhar Jormungand que atacou destruindo casas e castelos no processo. Jormungand continuou seu ataque a Midgard, invocou suas armas corrompidas e selecionou sete guerreiros de Midgard, todos tocaram nas armas sendo corrompidos se tronando Arautos do medo.
Jormungand após ver seus servos se espalharem por Midgard, voltou a sua forma humanoide. Olhou ao redor e viu toda a terra em destruição, mais ao longe Odin chegava ao mundo dos humanos com Gungnir em mãos e uma armadura dourada de combate com uma capa branca nas costas.
- Eu sinto você irmão, veio aqui para me deter? Creio que seja tarde demais. – dizia Jormungand.
- Desista Jormungand! Não é assim que fazemos as coisas. – dizia Odin tentando convencer o irmão a parar.
- Sabe Odin, cheguei à conclusão de que o medo, é algo que faz as pessoas se unirem e é isto que estou fazendo, irei unir os mundos através do medo, farei todos sentirem o que eu senti. Você não irá me impedir! - exclamação Jormungand.
- Não me obrigue a fazer isso. – dizia Odin se preparando para o combate.
- Venha! Odin! – gritou Jormungand.
Odin então flexionou suas pernas e pegou impulso indo em direção a Jormungand, ao se aproximar desferiu um corte cruzado que foi bloqueado pelos braços de seu irmão, Jormungand sorriu e puxou Gungnir para perto, o corpo de Odin acompanhou o puxão se desiquilibrando no ar, Jormungand se posicionou e então deu uma poderosa joelhada no estômago de Odin, sua armadura foi danificada, Jormungand continuou dando golpes até que Odin conseguiu afastar o irmão com uma rajada magica. Odin levou um tempo para se recuperar e logo voltou ao ataque desta vez mais rápido. Jormungand invocou seu machado e começou a contra atacar Odin.
Os dois irmãos travavam uma luta intensa, a cada golpe trocado, a cada choque de suas armas, uma onda de destruição se espalhava pelas terras de Midgard. Os golpes eram poderosos e nem um dos guerreiros tinha sinal de que iriam parar. Odin conseguiu acertar um golpe em Jormungand o fazendo sangrar no rosto, o filho de Bohr sorriu e também fez Odin sangrar. A luta estava empatada. De repente os arautos do medo surgiram cercando Odin.
Odin olhou para todos e aos poucos os sete guerreiros foram atacando com golpes rápidos e preciosos, Odin desviava com muita agilidade e atacava quando tinha uma oportunidade. Golpeou o primeiro arauto com um forte golpe da Gungnir o guerreiro caiu soltando a arma, Odin usou uma magia para afasta-la do guerreiro fazendo com que voltassem ao normal, os outros continuavam a atacar Odin que agora teria que desviar de seis oponentes. Aos poucos e após muito esforço, o atual governante de Asgard conseguiu deter os arautos do medo um por um com golpes rápidos de sua lança e ataques mágicos precisos, Odin também usou uma barreira nas outras armas a fim de conter a essência do medo que corrompia os guerreiros, por mais que Odin tivesse vencido os arautos, o filho de Bohr saiu com grandes danos em sua armadura e alguns sangramentos pelo corpo.
Odin se voltou para Jormungand e o atacou novamente, os dois começaram uma longa disputa de lança e machado, Odin aos poucos foi pressionando Jormungand o levando a uma luta aérea pelo oceano de Midgard, os dois voavam e trocavam golpes com muita agilidade, Jormungand convocou uma enorme criatura de sua arma na forma de uma serpente a fazendo atacar seu irmão, Odin parou no ar e começou a cortar a fera com sua lança chegando próximo a Jormungand, os dois voltaram a se confrontarem diretamente, Jormungand desferiu um poderoso golpe em seu irmão o fazendo cair no meio da água, então com um movimento rápido, Jormungand invocou uma chuva de pequenos meteoros mágicos do céu, os golpes acertaram as aguas criando grandes explosões.
Odin ainda de baixo da água, sentiu aos poucos os golpes caindo, não conseguia se mexer direito devido aos ataques, foi então que usou a magia Proteção Divina para aumentar sua defesa e partiu saindo da água, indo de encontro a seu irmão. Jormungand viu Odin se aproximando e canalizou sua magia em sua arma, os dois voltaram a ter uma enorme disputa de armas nos céus de Midgard, a luta ganhava proporções ainda maiores que antes, a terra estremecia com o impacto das armas, nenhum dos guerreiros aparentava cansaço, afinal eram filhos do rei de Asgard.
Dois deuses de poder incomparáveis que tinha ali um destino inevitável. Após a longa troca de golpes no ar, Odin consegue desferir um golpe certeiro em Jormungand o acertando na região do tórax. Jormungand cuspiu sangue e desferiu um grito de ódio para Odin que o jogou para longe, Jormungand caiu em meio há uma ilha abandonada mais ao norte. Odin correu até o irmão e pousou a sua frente, Jormungand se levantava com um sorriso no rosto, seu ferimento havia se curado graças à força do medo que o ajudava a ganhar ainda mais força.
- Você não pode me deter Odin! Eu sou imortal! Sou inevitável! – gritava Jormungand.
- Se eu não posso derrota-lo em combate, só me resta prende-lo por toda a eternidade. – afirmava Odin.
- Isso se você conseguir. – retrucava Jormungand partindo pra cima do irmão.
Odin desviou do golpe de Jormungand e ao mesmo tempo começou a recitar um encantamento mágico. Jormungand se irritou e lançou varias rajas mágicas que foram bloqueadas por Odin girando a lança Gungnir formando um escudo. Aos poucos, Jormungand tomou a forma de serpente novamente e lançou raios mágicos em Odin que mais uma vez conseguiu bloquear, porém não aguentaria por muito tempo.
Odin terminou de recitar o encantamento mágico, desviou o raio de seu irmão para o lado e bateu Gungnir com força no chão. De repente, Jormungand sentiu uma forte energia mágica sugando sua força aos poucos, Jormungand gritava palavras de ódio contra o irmão. Odin colocou mais força em sua magia, primeira sugou quase toda a força de seu irmão e a colocou em um Orbe, e então criou um selo em Jormungand o prendendo em uma enorme porta criada no meio da ilha, junto com seu irmão, Odin jogou para dentro do selo as sete armas primordiais que foram corrompidas.
Odin usou ainda mais força e criou uma construção em torno da porta a jogando no subsolo da ilha, Odin montou uma poderosa barreira mágica cercando por completo o local, e criou cinco chaves para trancar Jormungand.
A primeira seria o Orbe que continha à força de Jormungand, Odin o escondeu em algum lugar pelos nove reinos, a segunda seria sua lança Gungnir, enquanto permanecesse intacta a segunda chave não seria quebrada, a terceira seria a condição de que para ser quebrada, Odin não deveria ser mais o governante de Asgard, a quarta seria a força do medo de homens e mulheres de coração puro e a última chave, sacrifícios humanos.
Odin usou de um ultimo esforço e afundou a ilha no vasto oceano de Midgard garantindo que ninguém a encontrasse. Com a batalha acabada, Odin voltou para Asgard, enquanto soldados asgardianos ajudavam o mundo humano a se recuperarem, tal incidente ficou conhecido como o Ataque da Serpente de Midgard. O tempo passou, Thor aos poucos foi crescendo, foi então que Odin descobriu sobre o futuro trágico que aguardava seu filho através de uma misteriosa mulher que surgiu diante dele, durante uma missão em Midgard, tal mulher era a mãe de Jormungand.
A mãe de seu irmão lhe mostrou através de um livro secreto, o destino que lhe aguardava sobre o nascimento de Jormungand e como seu filho iria morrer, desde antes de nascerem, Thor e Jormungand já haviam sido predestinados a se confrontarem em combate. Odin confrontou a mulher a matando no processo, garantindo assim que ninguém mais soubesse sobre a profecia, Odin tratou de esconder a profecia de seu filho garantindo a segurança dele, e no processo, apagou as memórias de todos que vivenciaram tal acontecimento na terra dos humanos.
Eras e mais eras se passaram, o rei Bohr havia morrido em combate, Loki havia sido adotado por Odin convivendo assim com Thor desde muito jovens, até que a tragédia recaiu sobre Asgard novamente. Odin caiu em seu sono para recuperar seu poder, ao final da guerra contra Surtur, à lança Gungnir havia sido destruída por Thor e graças aos ataques massivos do senhor do fogo com seus pilares, a ilha aos poucos foi se revelando novamente em Midgard.
Com duas chaves quebradas, Jormungand conseguia se comunicar através da mente com quem ainda estivesse do outro lado, porém seu poder era fraco. Jormungand expandiu sua mente ao lugar onde poderia facilmente ter um servo leal a ele, Helheim. Com seu poder de corrupção da alma e o uso de magia proibida, Jormungand achou a alma de uma Valquíria, sentiu que a garota tinha fortes laços com outros guerreiros e então com palavras sutis, e usando todo o poder que ainda lhe restava, conseguiu lançar uma das armas primordiais a Helheim, corrompendo assim a alma de Urd por completo, lançando a Valquíria em uma escuridão total.
Enquanto ainda estava com um pouco de seu poder, Jormungand não queria cometer o mesmo erro de quando acordar, entregar as Armas Primordiais a seres fracos, a serpente passou a observar diversos guerreiros com habilidades incríveis através dos reinos, e escolheu aqueles que iriam ser seus novos Arautos do Medo.
Urd após alguns meses trabalhando nas sombras e após muito procurar, conseguiu achar o orbe com o poder de Jormungand, em um lugar nas profundezas de Svartalfheim. Urd quebrou a barreira da ilha e então cravou o orbe na enorme porta do selo. Logo depois de recuperar seu poder, Jormungand conseguiu arrastar homens e mulheres de ilhas próximas deixando-as com muito medo a fim de recuperar ainda mais energia e então, os sacrifícios humanos, os soldados de Nautica foram a última chave para trazer Jormungand à Serpente de Midgard de volta aos nove reinos.
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