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Sentia a ponta de meus dedos latejarem, e entre eles, a pele ficando cada vez mais pálida pelo peso posto sobre minhas mãos, exigindo cada vez mais minha força, enquanto aqueles degraus pareciam não acabar nunca. E aquela era apenas uma das caixas que eu carregava de minha mudança.

Empurrei a porta com meu pé, observando algumas outras caixas que já estavam espalhadas pelo chão de meu quarto. Meu antigo quarto e agora, novamente atual.

— Essa casa continua intacta.— Minha mãe apareceu ao meu lado se escorando na porta, enquanto observava o cômodo. — Até suas medidas continuam na porta.

Sorri fraco, me aproximando do local mencionado e passando meu indicador sobre os velhos e delicados rabiscos de caneta. Realmente cresci consideravelmente desde a última vez que estive nessa casa.

Nós mudamos de Seattle há quatro anos, desde o incidente que causou a morte de meu pai. Mamãe resolveu que seria melhor "dar um up" - segundo suas próprias palavras - na nossa rotina. Porém, achar emprego fixo em outro estado não foi algo que aconteceu e contribuiu na sua carreira, e um pedido de volta do antigo hospital onde trabalhava como enfermeira, veio com novos benefícios e requisitos, tornando a decisão de voltar para Seattle, totalmente unânime.
Um incidente em minha vida, não poderia acabar comprometendo a de minha mãe e meu irmão. Seria injusto.

— Jane, mamãe vai ficar de plantão.— Cameron, meu irmão, comentou enquanto passava segurando mais malas do que seu corpo conseguiria aguentar em primeira vista. — Ah e tem mais uma caixa sua no carro.

Bufei tentando fazer a latência de minhas mãos e músculos passarem, sendo totalmente inútil quando comecei a descer as escadas. Senti como se todo meu corpo virasse uma gelatina e minhas pernas pareciam não ter mais comando de minhas intenções.

Puxei a última caixa contendo meus objetos do porta-malas e, por culpa de seu peso, tive de a colocar no chão para conseguir fechá-lo novamente. Levantá-la novamente com certeza não foi um ato fácil, e, quando consegui a equilibrar no corpo e dar alguns passos ate a calçada, algo forte batendo contra, fez-me cair no chão em um estrondo.

— Mas que porra...— murmurei baixo, vendo que a caixa havia se aberto e espalhados alguns pertences na calçada.

Meus olhos direcionaram-se a quem havia causado aquilo, e campo de visão visualizou um rapaz que não mostrava muito, já que vestia um capuz por cima de uma touca em sua cabeça. Também estava com um casaco grosso o que evitava de revelar seu físico, e um semblante sério em seu rosto (bonito, por sinal), me encarando enquanto eu estava caída no chão. Ele segurava um skate, o que pode ter sido o principal culpado daquela minha queda.

— Você arranhou meu skate.— foram suas primeiras palavras, e o motivo de um grande sinal de interrogação que deve ter se estampado no meio de meu rosto.

— Eu estraguei? Você que bateu em mim.— rebati, ainda não acreditando que estava justificando minha queda para aquele garoto.

— Quem estava desligado? Eu ou você? — o cinismo fez com que eu entreabrisse meus lábios, cada vez mais abismada com aquele imbecil.

Me mantive em silêncio, apenas soltando um arfar e me sentando direito para começar a juntar os objetos e colocá-los de volta na caixa. Estranhei quando o vi fazer o mesmo movimento que eu, se abaixando para ficar na minha altura e começando a me ajudar a colocar os objetos novamente na caixa.

— Gostei desse.

— O que pensa que está fazendo?!— indaguei ao o ver se levantar segurando em sua mão um boneco de dinossauro rex que eu guardava.— É meu!— me pus em pé.

— Agora é meu.— ele respondeu, logo se virando de costas pronto para ir embora.

Me aproximei do rapaz, segurando em seu braço e bruscamente o virando de volta em minha direção. Se eu fosse fraca, teria recuado um pouco pois ele era mais alto que eu, mas não faria isso. Demonstraria fraqueza.
Agora, ele possuía um curto sorriso de deboche se levantando no canto de seus lábios, o que me fazia ficar com mais raiva ainda.

— Devolve.

— Me da um skate novo.— respondeu simples, dando de ombros.

— Você parece uma criança!

— É você que guarda um dinossauro de brinquedo.— ele rebateu, me deixando completamente sem palavras.— E docinho...

Meu corpo paralisou quando ele começou a se aproximar lentamente, encostando seu dedo indicador revelando uma mão repleta de tatuagens, em meu queixo e o erguer calmamente, fazendo com que meu olhar encontrasse o seu.

— Tudo que eu quero, eu consigo.

Soltei minha mão de seu braço completamente desorientada, apenas voltando minha atenção e passos lentos para a caixa e terminando de recolher meus pertences, voltando até a porta de minha casa. Tudo isso em um movimento rápido, que pareceu uma eternidade.

— Eu nem gostava dele mesmo! — falei em voz alta o suficiente para que ele escutasse, por mais que ele não me olhasse já que já estava de costas.

Fechei a porta de casa a trancando, logo larguei minha caixa no chão e cruzei os braços após uma respirada de paciência e concentração profunda, tentando entender e raciocinar o que realmente tinha acontecido. Sei que não sou a pessoa mais educada do mundo e não mentiria sobre isso para pagar de boazinha com os outros, mas que garoto arrogante!

Choraminguei encostando minha cabeça na porta, percebendo o que eu havia deixado acontecer.

— O pior é que eu gostava do dinossauro.


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Não vou mentir, foi um pouco assustador escrever o primeiro capítulo depois de tanto tempo sem conseguir escrever absolutamente nada, mas espero que gostem.

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