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36 Mudanças e seus Efeitos






            — Lucas  — Natalia me chama, mas não paro. Na boa, eu não quero conversar com ninguém, principalmente a Natalia. — Lucas espera.

     — Me deixa, Natalia. — continuo caminhando. Ainda estou processando tudo que acabou de acontecer. Eu me coloquei num meio de um tapa da Emily, porém, aquilo não foi pela Natalia, e sim pela própria Emily. Ela se meteria em problemas se aquela mãozada ficasse marcada na cara da Natalia.

     — Me deixa falar com você.

     — O que você quer?! — pergunto virando para ela. Natalia para subitamente. Meus dentes estão rangendo na boca. Apenas de me sentir nervoso com tudo que aconteceu a pouco, a Natalia ainda veio me seguindo. É tudo culpa dela. Natalia e Alexia são sempre as garotas que fazem isso comigo. Natalia me olha e engole em seco. Sua respiração está embargada por ter corrido atrás de mim, e talvez seja também um pouco de nervosismo ou medo por me ver nesse estado. — O que você quer? — ela não diz nada. — Você tá contente com que fez?!

     — Não.

     — São sete da manhã agora, e parabéns por causar a primeira confusão da porra do semestre. — volto a seguir meu caminho para o campo de treino.

     — Calma. — Natalia me segura pela braço e paro novamente. Sinto um suspiro saindo com mais avidez dos pulmões. Já estou irritado para que Natalia comece a me tocar, tudo isso está ficando cada mais intenso. — Me deixa falar.

     — É isso que eu tô pedindo a meia hora.

     — Me desculpa — pede após um tempo. Natalia apoia uma mecha do cabelo atrás da orelha, demonstrando o quanto está nervosa. — Me desculpa, eu não queria te fazer passar por aquilo.

     Sinto meus punhos tremendo, e não é de frio. Porém, respiro fundo, e sigo suspirando até que a voz de Natalia vá se esvaindo da minha mente.

     — Show — respondo. — Mas fez.

     — Me desculpa — pede pela trigésima vez, só que colocando mais pressão, como se ela precisasse ser perdoada por mim. Se fosse alguns meses atrás, essa sua expressão de medo de me perder, me traria o sentimento de ser o cara mais fodão do mundo. Agora eu consigo perceber o quanto eu era ridículo de pensar algo, de tentar causar a alguém uma dependência de mim. As vezes eu era dependente do carinho de alguém para me sentir importante, e não ser abandonado, como o merda do meu pai e meu irmão fizeram.

     — Não sei bem se eu quero...

     — Pelo sentimento que eu tenho por você —  me interrompe.

       Meneio a cabeça e coço a nuca. Agora o assunto começou a me incomodar mais que aborrecer. Eu não gosto de ter a Natalia apaixonada por mim, assim como não gosto de ter a Alexia, ou qualquer outra garota que não seja a Emily. Eu sei como não é ser correspondido, e isso dói muito, e é uma dor que eu gostaria de poupar a outra pessoa... principalmente a Alexia.

     — Beleza — digo por fim.

     — Lucas... — O final da frase fica perdida em seus lábios, e fico esperando que ela a complete.

      — Natalia... -— pressiono, mas ela parece está mais triste nesse momento. Engulo em seco e finalmente tomo a posição de homem que as vezes eu tento evitar. — Eu sinto muito se eu te fiz se apaixonar por mim. Mas você sabia desde o início, que era apenas sexo... — desvio nosso contato visual para não ver o que eu estou causando nela. Falando por pura empatia, eu odiaria estar na pele dela agora, dê certo não aguentaria se a Emily me dissesse isso. — Eu nunca disse que ficaríamos juntos, Natalia. Não queria machucar você. — Eu sou um merda, como sempre. Ao menos eu sou sincero com ela. Odiaria ouvir tudo isso da Emily, mas se fosse o caso, eu iria querer saber a verdade, por mais dolorosa que ela fosse. E é tirando base de mim que estou fazendo isso. — Você é uma pessoa legal, e vai encontrar um cara que te dê o valor que você merece — pronuncio a frase que eu mais odeio. Esse tipo de coisa não acontece dessa forma. Observo seus olhos se enchendo d'água. — Você é uma pessoa legal, Nati. Eu gosto muito de você, mas o que eu sinto de verdade é por ela.

     — Obrigada — agradece.

     — Nati, fomos usados — digo, lembrando que a Natalia ainda não sabe de tudo que Alexia causou. Por um momento ela não entende, e não é para menos. — Eu, você e a Emily. Fomos usados.

      —  De que você tá falando, Lucas? — indaga com um sorrisinho desentendido.

      — A Alexia... te usou para me separar da Emily. — Natalia fica em silêncio, e nos próximos minutos lhe conto tudo. Como Alexia dopou a Emily e com a ajuda do Kevin montou aquela cena com Davi que nunca aconteceu. — Eu morri quando você me enviou aquelas fotos.

     Observo enquanto a vergonha mascara a surpresa em seu olhar, ao mesmo tempo que seu silêncio a deixa muito quieta.

     — Eu não... — sua voz falha. Natalia cobre a boca com a mão e pisca os olhos várias vezes. — Luke, eu...

      — Não precisa dizer nada, eu já te desculpei. — suspiro fundo. Como pedi Natalia não diz nada, porém morde o lábio na tentativa de segurar as lágrimas dentro dos olhos. Ela está chorando, porém, ao mesmo tempo não quer mostrar a fraqueza feminina, é tão delicada quanto ela.

     — Tô interrompendo alguma coisa? — David surge atrás dela no momento que o silêncio começou a erguer uma muralha entre nós. Na boa, Natalia é uma pessoa legal. Ela não é muito inteligente, mas é linda e atraente, um pouco adocicada que chega a ser enjoante, mas o cara que tiver a sorte de ficar com ela, vai ser feliz.

     — Não — ela responde a pergunta de David. — A gente só tava conversando um pouco. Eu vou pra aula, bom treino pra vocês.

      Natalia começa a se afastar andando para trás, mas seus olhos não desgrudam dos meus, até que os meus vejam suas costas seguindo na outra direção.

     — Tava tudo bem mesmo por aqui? — indaga Davi também se atentando a garota indo embora, e querendo se orientar sobre os diálogos que foram trocados aqui.

      — Tava, vamo pro treino.

      —  Bora, temos um mês para nos preparar e pegar aquele campeonato de frente! — solta animado.

      Os caras do time já estão aqui esperando por mim ou por Thiago, que é o capitão, mas como cheguei primeiro todos começaram a se alongar, e alguns outros começaram a colocar as chuteiras. Kevin me cumprimenta com um aceno de cabeça que eu prefiro ignorar. O Geovane pisca para mim, e Rômulo prefere não fazer contato visual. O que aconteceu la em cima era uma coisa que eu fugi por toda a minha vida. A oito meses atrás quem diria que eu defenderia uma garota no meio de um grupo de alunos, e declararia meu amor por ela, iria tomar uma bifa na cara. Estou um pouco envergonhado por ter feito isso, mas não apenas Kevin e o Geovane me apoiam no que eu fiz, mas parece que o time está dividido. O Rômulo não sente nada por ninguém, inclusive foi com ele que a Emily tirou uma no parque naquela noite da festa. Ele que lidera os sem corações, enquanto o Geo controla os apaixonados, ou que já sentiram amor uma vez na vida.

     Me sento em uma arquibancada e respiro fundo observando que agora a minha vida virou motivo de discussão. O Rômulo está dizendo ao Geovane que temos que ter amor próprio, e alto ego porque todas as garotas querem dar para nós, e o Geovane retruca falando que ele e a parte da galera que está com ele, são uns dementes filhos da puta, e que um dia talvez mudem de lado, assim como eu mudei. E realmente ele não disse sobre si próprio:

     — Vocês são um bando de filhos da puta dementes, e um dia vocês vão ver o que importa de verdade — disse, e o Rômulo começa a caçoar dele. — Um dia vocês vão mudar de lado, como o Lucas mudou.

     Aperto os olhos com os dedos ouvindo a chuva de burburinhos do time me inundando os tímpanos. A voz do Kevin em minha defesa, faz meu sangue ferver, mas dos outros não. Davi pula da arquibancada e entra na discussão amigável dos garotos. A maioria está rindo e se xingando como de costume, mas eu estou imóvel e impassível, sem saber onde que tudo mudou para isso acabar assim. O assunto chega na ameaça que fiz a todos do colégio, e vejo Rômulo mudando de lado, e falando que estou certo em impor respeito nessa porra de escola. E por um momento que eu deveria estar colocando ordem na merda toda e ordenando que eles comecem a correr, ou fazer abdominais, ou qualquer merda que seja e não ficar falando da minha vida, fico aqui assistindo tudo, como se o tema não fosse eu, mas qualquer coisa como garotas por exemplo, eles adoram falar de garotas. E como se não pudesse piorar:

     — Você fez certinho, Luquinhas — a voz de Thiago soa levemente em meus ouvidos seguido de sua respiração. — A calcinha dela ficou molhada.
   
      Consigo até sentir um sorriso fino se formando em meus lábios por imaginar que a Emily tenha ficado excitada com tudo que eu falei lá em cima. Um segundo depois o Thiago passa por mim e entra no meio dos caras. Mas como pensei que fosse fazer, ele age justamente do contrário.

     — Já são sete e meia nessa porra, e por que vocês ainda não estão nem de chuteira seus filhos da puta! — grita. As vozes se silenciam de imediato. — Ainda levo jeito — zomba com um sorriso. Ele sabe que os caras gostam dele, e por isso age como a porra do dono do time. — Foi bom mesmo o que nosso gogo... — Thi para logo nesse instante para não concluir a palavra que todos não sabem. — O que o nosso garotão fez. Tá de parabéns hein, garotão. — achei que ele estivesse do meu lado. — Levanta, vamos treinar porque setembro é o próximo mês.

     Tiro as chuteiras da bolsa levando mais tempo que o necessário, pois a discussão ainda não acabou e agora o Thiago serve como um tipo de juiz que analisa o que é fato, o que é fake. Na boa acho que chega.

     — Fechem essas merdas de bocas filhas da puta! — interrompo, e todos me olham com um sorriso no rosto. Aos poucos a sensação de vergonha começa a dar lugar ao conforto. Primeiro, porque tudo que eu disse é verdade. Eu amo ela e vergonha ou qualquer outra coisa não vai ser capaz de mudar isso. Segundo, que todos eles, com excessão do estuprador do Kevin, são meus irmãos de campo, e eu amo eles também. E terceiro, o Rômulo vai se apaixonar um dia e vai entender que as vezes não depende do que se fala, mas do que se sente. Respiro com o alívio preenchendo meu peito. — Vamos jogar, ou vocês bandos de bichas vão querer ficar falando da minha vida?!

      Todos começam a rir da minha cara. Alguns deles me mostram o dedo do meio, fazem que não com a cabeça e cruzam os cotovelos em minha direção. A discussão sobre a minha vida acabou, mas ainda tem muita coisa que se colocar aqui. Ainda estou preocupado como a Emily possa estar agora. Ela faltou uma semana toda na aula, e cheguei a achar que o pai dela tinha mesmo a mudado de colégio. Na terça passada Thiago me garantiu que ela não tinha ido para o Limeiras, mas só acreditei hoje, que ela voltou.

     Amarro minhas chuteiras e vou para a área do treinador do time. No momento Thiago e eu somos o treinadores, por sermos os capitães. O professor Jeferson se demitiu na quarta feira quando toda aquela merda de armação que a Alexia fez chegou até a Tábata. Pois é, agora a diretora sabe sobre as fotos, e por mais que o David tenha dito o que realmente aconteceu à ela, a única punida nisso tudo foi a Rebeca. Não existem provas constantes contra a Alexia, mesmo que a Rebeca tenha dito a verdade, ela foi a única expulsa. A Karen e a Alexia estão livres por aí. E o professor Jeferson se demitiu de uma hora para outra, que não foi de uma hora para outra. Eu fiquei muito puto quando o Thiago me disse que ele tinha dado em cima da Emily, e não consegui perceber que ela tinha sido assediada por um velho como ele. Então quando eu coloquei a suposição de que sua saída tinha sido por esse assédio, e por medo que as consequências disso respingasse nele o Thiago disse:

     — Você acha? — isso foi na quarta depois que ele se despediu dos caras. — Eu tenho certeza.

     Juro que se ele não tivesse desaparecido eu pegaria o meu Mustang e passaria por cima dele. Desde então, Thiago e eu jogamos pouco, quando estamos com vontade mesmo ou quando algum time precisa de mais alguém, quando alguém falta. A diretora nos deu uma semana e meia para arrumar outro professor de educação física, e espero que ele não seja um babaca ou assediador, pois com o estado de nervos que eu tô, na boa, eu passo por cima dele também.

    — Quer entrar lá? — pergunta ele com a prancheta na mão. O boné de treinador está descentralizado na sua cabeça e não fica muito bem com o apito, mas o cara tem um jeito como ninguém para comandar. Desde que lhe passei o lugar que é seu por direito, não me arrependo nenhum pouco. — Eu posso ficar aqui olhando. Você precisa manter seu corpinho — zomba.

     — Não tanto quanto você — rebato. Contudo, como Thiago está batendo baixo, eu vou socá-lo no estômago. — Elisabete mandou lembranças.

     Por um momento seu sorriso fica preso nos lábios e eu começo a rir da expressão feia dele.

     — Ainda continua indo naquele lugar?

      Nego com a cabeça.

     — A Bete ainda manda alguma coisa de vez em quando, mas... — paro por aqui.

     — Mas... ela e uma vadia que dá pra todo mundo — ele completa por mim. — Se você não vai, eu vou. — Thi coloca o boné de mau jeito na minha cabeça e a prancheta na minha mão, e então entra no campo. O ruim de não ter um treinador é que não temos muitas táticas. O professor Jeferson, por mais filho da puta que fosse, ainda conseguia passar algum conhecimento. Não que eu queira que ele volte, e se ele voltar eu passo por cima com meu carro. Porém, nossas jogadas estão ficando cada vez piores, Thiago e eu, não conseguiremos segurar o time que está cada vez mais desorientado e as vezes isso até desanima. As outras escolas estão treinando duro para nos derrotar. Porque claro, nossa escola é vista como ameaça, mesmo que não sejamos o colégio mais forte. 

     

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