Chào các bạn! Vì nhiều lý do từ nay Truyen2U chính thức đổi tên là Truyen247.Pro. Mong các bạn tiếp tục ủng hộ truy cập tên miền mới này nhé! Mãi yêu... ♥

Vinho, tainha e...

Me desculpem pelo horário pouco usual e boa leitura :)

━━━━━━━━━━━━



— Ela deveria parecer mais triste e abatida — Armário sugeriu.

— Taca um pó branco — Jisoo disse, depois olhou para o lado. — Desculpe Ten.

— Não ofendeu, acho... — Ele deu de ombros.

— Os cabelos estão brilhantes, ela vai parecer arrogante. — A assessora colocou a mão no queixo, pensativa.

— Tá brilhando de oleosidade isso sim. — Ten deu um meio sorriso.

— E se colocássemos um colírio para fingir choro?

— Suor com vaselina!

— Dá um tapa na cara dela, uma banda da bochecha vai ficar vermelha...

— E se...

— ESPERA UM POUCO AÍ! — Lisa esguelou.

Armário, Ten e Jisoo calaram a boca. Lisa podia vê-los no reflexo do espelho de luzes. Estava sentada em um banquinho desconfortável na frente de vários potes de maquiagem, de tamanhos e cores diferentes, postos na mesinha. A maquiadora, provavelmente oprimida pelos três, permanência encolhida em um canto.

O apartamento da Jennie, corrigindo, o que restou do apartamento de Jennie — depois que Jisoo chamou toda a guarnição que encheu o pequeno espaço desde a cozinha até a sala — não passava de um estúdio de filmagem.

Alguns estagiários estavam amontoados no sofá, pensando em uma nota de esclarecimento, outros cuidado das redes sociais da vice-filha e mais alguns com notebooks no chão, tentando frear falsas notícias de Whastapp. Maquiadores estavam dispostos a fazer Lisa parecer arrependida e mais alguns cinegrafistas acharam poético que ela pedisse desculpas para a nação — e para a vice-noiva — na cozinha "humilde" — palavras do próprio câmara — em frente aos cactos que Jennie parecia tão orgulhosa de cuidar.

— Eu preciso de um tempo — decretou, saindo da cadeira antes que pudesse ser contida. — Onde está Jennie? Preciso conversar a sós com...

Em um só movimento, Jisoo fez Lisa voltar a se sentar na cadeira.

— Eu era espiã infiltrada na porra do governo norte-coreano na mesma idade em que você beijava um catarrento com cara de chokito no muro da escola, lutei contra vietnamitas usando uma caneta bic comida na ponta e um cabo de vassoura...

— Cabo de vassoura? — Ten indagou, curioso.

— Eu estive quase morta o número dedos que o Lula tem nas mãos: nove vezes. — Ela massageou os ombros de Lisa. — Não vai ser a filha do vice-presidente com hábitos de higiene duvidosos e uma confusão sexual visível que vai me fazer perder as estribeiras, entendeu? Você vai se sentar aqui e parecer triste, igualzinho o Saulo quando traiu a Gabi Brant, vai dizer que Deus, Buda, Jeová e Beyoncé entraram na sua vida e que jamais vai fazer algo assim de novo... — Ela respirou fundo. — E vai dizer que vão se casar semana que vem.

— O quê!? — Ten e Lisa perguntaram em uníssono.

— Não podemos mais adiar isso! O vice-presidente só não vem aqui porque não pode.

— E porque não pisa em bairro periférico sem ninguém pra filmar. — Ten fingiu coçar o nariz.

Jisoo estampou um meio sorriso antes de puxar Lisa pelo braço, e todos deram um passo para trás (na medida do possível) para deixar um espaço privado para que conversassem.

O espaço privado? Atrás da cortina da sala.

Os pezinhos delas eram vistos por quem quisesse ver, e pareciam duas crianças brincando de pique esconde. Jisoo estava concentrada, nem mesmo os rendados da cortina fazendo cócegas no rosto a fazia deixar de estampar outro semblante que não fosse aquele: mortal e concentrado.

— Ele não vai mais ser tolerante, nós duas sabemos disso. — A respiração de Jisoo batia em Lisa, e os olhos que antes viviam semicerrados, como se soubesse o segredo mais obscuro de todos, agora eram grandes e sinceros.

— Jisoo, eu não tenho medo do meu pai, Ten disse...

— Disse que não consegue andar na rua sem que o reconheçam e comecem a xingá-lo? Seu pai pode não querer matar os próprios filhos, mas é cheio de maneiras criativas para a acabar com vocês quando não fazem o que ele quer, como desamparar Ten e incitar que a mídia o torne o novo anticristo. Você é a favorita dele, Lisa, porque faz o que ele manda, mas uma hora ele vai perder a paciência.

Lalisa mordeu os lábios, inclinando a cabeça para trás, para que as lágrimas não caíssem.

— Eu sei... sei disso. — Piscou algumas vezes, rápido. — Sei também que está preocupada comigo, porque eu só dificulto o seu trabalho e faço merda o tempo todo. Mas a foto do beijo vazou em menos de 24 horas, as pessoas querem espaço para me julgar, para juntar todas as merdas que eu fiz e colocar em uma thread no Twitter, se eu aparecer com uma maquiagem falsa, dizendo me arrepender de trair minha noiva, eles só vão usar esse vídeo para colocar mais lenha na fogueira, vai virar uma bola de neve. Eu também preciso de um tempo para pensar e me desculpar com Jennie, aquele beijo foi... um término de história. Ela é o começo.

Lalisa tinha os olhos grandes, pupilas dilatadas e esperou a mágica acontecer. Jisoo bufou, passou a mão pelos cabelos, mordeu os lábios e depois suspirou, vencida.

— Você tem um dia — rosnou, deixando Lisa sozinha no esconderijo, segundos depois voltou, agarrando a gola da blusa da tailandesa. — Nem mais, nem menos. — E saiu de novo.



(...)



Quando todo o aparato finalmente foi retirado da casa de Jennie, com a promessa que voltaria no dia seguinte, o pequeno apartamento se tornou uma bagunça silenciosa. A movimentação pela sala e quartos fez o chão ganhar uma leve camada de barro de solas de sapato. Toda e qualquer superfície estava coberta por papéis, restos de café expresso e lanches rápidos. Era como se Jennie tivesse feito uma festa de fim de ano com o pessoal da contabilidade.

Lisa era um poço de ansiedade e o único lugar que conseguiu encontrar para tentar respirar fundo e colocar os pensamentos em ordem foi na cozinha, pertinho dos cactos que Jennie tratava como filhos. Eles foram plantados em potinhos diferentes, com uma plaquinha indicando seus nomes e as datas que foram plantados, riscado por Jennie e substituído por "aniversário." Sorriu, enfiando o dedo mindinho em um ramo e depois levando-o à boca, chupando o sangue e cuspindo um espinho.

— Esqueci que corta — sussurrou para si mesma, e cortou o dedo mais duas vezes depois da primeira vez que disse isso.

O que falaria a Jennie? Pensou, enquanto sentia o gosto metálico na boca. A verdade? Mas como diria a Jennie a verdade? Que verdade? Nem ela sabia o que a possuiu naquele momento, mas tinha certeza não nutrir nada por Chaeyoung além de uma amizade que nunca mais vai dar certo. Encarou o dedinho machucado e os cactos e todos os bons momentos que teve com a Kim, suspirou, encostando as costas na parede fria de azulejos.

Não podia perder Jennie.

Ela devia estar no quarto, não saiu de lá o dia todo. Era menos de cinquenta passos até chegar. Veria ela no meio das cobertas ou debruçada em um livro da grossura da sua perna.

Passos foram ouvidos na sala e Lisa prendeu a respiração, ansiosa. Mas logo a voz de Ten e Lucas ecoou, chegando na cozida. Os passos do irmão eram delicados e quase não faziam barulho, os de Lucas era como um touro, arrastando os pés pelo piso.

— Na sua casa? — Lucas perguntou. — E se o vice-presidente me ver?

— Te apresento pra ele. — Ten respondeu, divertido. — Vai ser meio assim ó: boa noite pai, voltei, tô limpo tem dois dias, ele me ajudou, é, Lucas, sim, sim, ele é bonito mesmo, se importa se subirmos? Estudar? Claro que não. Já disse que não virei "gay", o que? Camisinha? Sim, tenho, não precisa, tá deixando o Lucas envergonhado, pai. Não precisa de segurança na porta do meu quarto, já disse que não precisa, é estranho! Lisa? Não sei cadê ela, e você pergunta pra mim? A filha é sua, já tentou ligar pra ela? Não to sabendo de beijo nenhum, Chaeyoung tá em Bangkok desde quando? Pai, guarda essa camisinha, por Deus...

— Tem um motel pertinho daqui... Acho melhor. — A voz de Lucas era um fiapo.

O que Ten respondeu não deu para ouvir. Eles caminharam até a saída e, ao abrir a porta, a voz de Jennie soou abafada "Juizo, Lucas" antes de irem embora.

A voz dela pareceu ecoar na mente de Lisa. Elas finalmente estavam sozinhas, não tinha para onde correr.

Esse pensamento fez um arrepio subir sua espinha e precisou fechar os olhos com força, engolindo o seco e se preparando para ir até a segunda porta do corredor.

Suas mãos tremiam, a visão nublada. Ao menos soube como cruzou a sala em tão pouco tempo. Estancou os pés no batente do quarto de Jennie, a porta entreaberta jorrando luz no corredor escuro, o som suave de páginas sendo passadas.

— Vai ficar parada aí até quando? — Jennie perguntou baixinho lá dentro e Lisa arregalou os olhos, surpresa.

Se começasse a falar naquele momento, onde foi pega despreparada, nada de bom sairia a não ser um monte de palavras cuspidas e rápidas. Lisa falaria tão depressa que teria certeza ser rapper em outra dimensão.

Respirando fundo, adentrou o quarto.

O quarto de Jennie era uma mistura de papéis, livros e roupas lavadas — mas não guardadas — em cima de uma cadeira. A cortina esvoaçava pela brisa noturna e o cheiro característico de Jennie era tão forte que foi como receber um soco no estômago. Aquela mistura doce de cereja, café expresso e teimosia. E não que teimosia tivesse um cheiro em específico, não vamos divagar demais aqui, mas a sinestesia de todos os atos da Kim deixavam Lisa a mercê de todas as sensações do mundo.

A culpada de tudo aquilo estava sentada na beirada da cama perfeitamente arrumada, como se fosse um bichinho que se fingiu se morto para passar desapercebido do predador, e como Lisa previu, um grande livro repousava entre as pernas dobradas.

— Percy Jackson? — Apontou para o livro.

— Teoria geral da política, filosofia política e as lições dos clássicos na teoria das formas de governo na história do pensamento político moderno.

— Hmm.. — pigarreou. — Legal esse aí.

Jennie quase pareceria serena se não fosse pelos ombros encolhidos, a saia lápis amassada e a blusa social com alguns dobrados na manga e na gola, como se ela não tivesse mais a paciência de antes para passar. Até mesmo no sapato social que saiu de um pé e permanecia ali, jogado, como se Jennie não tivesse mais forças para se inclinar e colocá-lo de volta. Todos aqueles pequenos detalhes muito mais discretos que uma olheira ou lábios ressecados, que fizeram Lisa notar a falta da estagiária determinada e esperançosa de antes.

Ainda estava perto da porta, tímida demais para prosseguir ou levantar o olhar do chão. Encarou sua bota, chegando até os joelhos, a calça jeans que cobria o resto das pernas longas, sentiu frio nos braços desnudos e pensou em dar a volta, pegar sua bolsinha vermelha e ir embora. Mas quando menos previu, já dizia:

— Me desculpe, me desculpe, me desculpe, me desculpe... — arfou, fechando os olhos com força. — Me desculpe por transformar o seu trabalho em um inferno, me desculpe por... por ter te beijado, não uma, mas duas vezes, e... me desculpe por te colocar dentro dessa bagunça. Se eu soubesse que tudo estaria assim eu teria escolhido um dos 72 caras e me contentado com uma droga de casamento heterossexual e então... você seria só uma estagiária com toda a carreira pela frente, sem a minha interferência. O que aconteceu com Chaeyoung... eu sei o que parece, sei que a foto mostra, mas eu não sinto nada...

Antes que pudesse terminar de falar, deu um passo para trás, atordoada, porque Jennie se levantou da cama e partiu para cima de si como um touro. Lisa fechou os olhos, esperando um soco, mas o que recebeu foi os lábios dela prensados no seu.

Arregalou os olhos, sentindo as mãos de Jennie na sua cabeça, como se ela tivesse jogado toda a força que tinha naquele ato. Lisa prendeu a respiração, ainda afobada, ainda não sabendo onde colocar as mãos, mas quando a Kim a soltou, um jato forte de respiração se desprendeu das duas.

Sem saber o que responder, foi beijada por Jennie de novo, dessa vez com mais força.

— Jen...nie... o qu...ê? — Agarrou as mãos dela, tirando-as do seu rosto para conseguir se afastar. Sua boca já latejava e tinha certeza que um filete de sangue descia pelo lábio inferior, pelo dente de Jennie que bateu quando ela começou a beijá-la.

— Cala a boca, Lisa. — Jennie puxou a cintura de Lisa e a trouxe para perto. — Cale essa maldita boca, porra.

— Eu preciso falar, preciso me desculpar!

— Eu não preciso das suas desculpas! — Ela deixou a frase morrer, antes de recomeçar. — Só por hoje, eu não quero ouvir ou pensar em problemas, okay? Então feche a matrac-

Lisa já havia juntado os lábios nos dela novamente.

As duas se tornaram um emaranhado que era difícil distinguir. Jennie, que daquela vez conduzia Lisa, estava a par da problemática que surgiria: elas não iriam parar, e nem queriam. Se permitiu não pensar no acordo, no contrato, no que aconteceria depois e em todas as possibilidades que Lisa tinha de fazer merda. Apenas beijava a tailandesa com todo o seu ser, e enfim, recebeu a mesma intensidade em troca.

Jennie fechou a porta com o pé e elas caíram na cama de uma só vez, desforrando-a. Lisa sorriu de lado, se sustentando com os cotovelos como se desafiasse Jennie. A Kim balançou o pé como uma louca tentando tirar o sapato enquanto tinha as mãos ocupadas desabotoando a blusa.

— Não seria mais sexy se eu tirasse a sua roupa? — Lisa perguntou, confusa.

— Você não teria paciência. — Jennie soprou uma mecha que atrapalhava sua visão. — Sabe quanto custa uma camisa dessas? Os botões são difíceis de encontrar e se arrebentar...

Lisa puxou Jennie para perto, adentrando os dedos longos na saia e puxando-a a força.

— Como consegue trabalhar vestindo uma saia tão apertada...? — O pano se dobrou na calcinha de Jennie, quanto mais Lisa tinha sucesso em baixá-lá mais a saia enrolava, transformando-se em um rolinho.

— Que tal se nos ocupássemos tirando nossa própria roupa!? — Jennie tentou se afastar, mas a saia estava presa no meio das suas coxas e ainda desabotoava com dificuldade a camisa.

Lisa fez um bico nos lábios inchados e olhou para baixo, para sua bota cheia de apertos e couro, e fez uma promessa que a partir dali sempre encontraria Jennie com roupas fáceis de tirar, como vestidos e chinelos.

Jennie conseguiu se livrar das roupas com facilidade. Lisa estava focada demais tirando as botas, então a Kim correu para apagar a luz.

— Ei!? — Lisa exclamou. — Como eu vou tirar essa joça no escuro? — Levantou uma perna, apontando para a bota.

— Eu ajudo. — Jennie pegou a perna de Lisa, puxando com toda a força o maldito calçado, porém, estava apertado demais, como se os cadarços estivessem colados.

O couro também não ajudava em nada e, quando Jennie abriu a boca para reclamar, ouviu um leve "slip" antes da bota escorregar e a levar junto.

— JENNIE!?

Ela caiu — lembre-se, pelada — no chão do quarto. Ainda segurava a bota quando lamuriou um "aí" longo e desesperançoso.

Lisa se levantou apressada, caindo ao lado de Jennie e tentando levantá-la, pensando nas complicações que teriam se ela tivesse quebrado um osso. Leu em algum lugar que não era recomendável mexer nos acidentados e teria que deixá-los na mesma posição até os socorristas chegarem, mas Jennie estava pelada, não tinha como chamar ninguém.

Quando ela conseguiu se sentar os cabelos eram uma bagunça, porque a maioria dos fios saíram do coque, mas o arranjo do coque ainda estava na ponta da cabeça. Jennie também havia engolido alguns fios de cabelo e os cuspia com uma cara nada boa.

Lisa não viu outra alternativa a não ser gargalhar.

O riso de Jennie também se juntou ao dela e elas riram até lágrimas brotarem nos olhos, com Lisa segurando a barriga como se a qualquer momento fosse explodir.

— Por que isso só acontece comigo? Que saco! — Jennie reclamou, limpando as lágrimas e deixando os cabelos caírem livres pelas costas.

— Acontece comigo também. — Lisa se aproximou. Sentada no chão, puxou a Kim para perto, até os rostos estarem a milímetros de distância. — Isso mostra como combinamos, não acha?

— Eu ainda estou magoada — Jennie decretou. — Não quero ouvir suas explicações. — Agarrou o queixo da tailandesa, observando os lábios fartos formarem um biquinho. — E só quero que você me deixe te foder essa noite, combinado?

Repousou as mãos nos ombros de Lisa, que tinha os olhos semicerrados, cheios de desejo e timidez descarada. Ficou feliz pelo escuro, por Jennie não poder ver suas bochechas coradas. Já havia transado com homens antes e tinha uma facilidade tremenda em falar disso abertamente, mas se via como uma adolescente na sua primeira vez quando o assunto era garotas. Como nas vezes que tocava Jennie em um período prolongado e se via com vergonha dos próprios desejos.

Mas, aos poucos, criava uma falta de paciência para "coisas às escondidas" estava livre e pronta para compartilhar seus desejos com a Kim. Sem vergonha, sem reticências, sem um "porém", apenas se entregar como nunca conseguiu fazer antes.

O beijo que se iniciou era como uma fagulha da chama que incendiava seus corpos. O barulho dos estalos se tornou mais frenético, os toques perderam toda a delicadeza de antes para que a necessidade do momento se revelasse. Lisa se ajoelhou, tirando a blusa, e capturou o momento exato que os olhos de Jennie desceram pelo seu tronco nu, passando a língua pelos lábios antes de começar a beijar a sua barriga.

Sentiu outro arrepio à medida que Jennie subia com os beijinhos, que poderiam parecer castos, já que os lábios cheinhos dela demoravam no ato e, antes de subir mais um pouquinho, deixava escapar um jato lento de respiração, sendo esse o culpado por fazer Lisa fechar os olhos.

Teve coragem para dar uma espiadinha quando sentiu as mãos dela subirem pelo seu quadril, as unhas pequenas arranhando a pele até a boca finalmente chegar em seu peito. Descobriu que Jennie era um poço de dualidade até mesmo ali, pois ela deu um ultimo beijo casto, bem embaixo da voltinha do seio esquerdo de Lisa, para então subir com os lábios e chupá-lo.

Lisa não soube o que fazer com as mãos num primeiro momento, mas arqueou as costas, dando caminho livre para a boca de Jennie, repousando as mãos nos ombros dela. Sentiu o suor como um intruso bem vindo escorrer pela testa, o quarto virou uma fornalha, enquanto Lisa se entregava a língua de Jennie naquela lentidão aterradora.

Era angustiante, já que seus joelhos estavam em contato com o chão e a língua de Jennie era paciente para lambuzar de saliva e chupar com avidez, os sons que ecoavam pelo quarto entravam na mente de Lisa, não tinha como controlar seus gemidos.

Tirou os olhos do teto, levando-os para Jennie no momento que ela parou abruptamente. Antes, ela estava sentada no chão, mas havia mudado de posição sem que tivesse notado, agora podia ver as costas bem desenhadas dela até a bunda, os cabelos tampando algumas partes como um manto castanho cheio de pecado. E quando Jennie levantou o olhar, os lábios vermelhos lotados de saliva, sujando o queixo e aponta do nariz, Lisa teve certeza que nunca viu nada tão sexy.

A beijou, dessa vez molhado e necessitado, que nada tinha de beijo já que as duas mais mordiam, chupavam e lambiam. As mãos passavam e apertavam todo pedaço de pele que encontravam. Até que Lisa precisou de ar, arfando, e se deixou ser puxada por Jennie para a cama.

Suas costas agradeceram ao repousar na maciez do colchão, no meio dos lençóis e cobertores. Os olhos de Lisa estavam exalando prazer ao ponto de não conseguir deixá-los abertos, era apenas pálpebras caídas e cílios juntinhos, a boca semi aberta a procura de ar. Viu Jennie tirar seu jeans e sua calcinha, dessa vez sem maiores problemas.

Se apoiou nos cotovelos, observando-a atentamente subir na cama, engatinhando entre suas pernas abertas e nuas como uma pantera feliz com a presa indefesa. Jennie sabia que causava aquilo em Lisa, o sorriso de lado não a deixava mentir, e quando finalmente se deitou e colou os corpos, as duas gemeram em uníssono, extasiadas.

Era totalmente diferente ter o corpo dela no seu quando estavam totalmente nuas, pele com pele, suor com suor. Antes que voltassem com o beijo, Jennie pairou o rosto a milímetros do de Lisa, os narizes se encostaram e as bochechas coradas compartilhavam da cor que nenhuma delas podiam ver, graças ao escuro. Jennie abriu a boca, pronta para dizer algo que não saiu, e Lisa ganhou outro selinho que trilhou o caminho do seu maxilar até o pescoço.

Era como se ela quisesse ter certeza que sua boca havia passado por todo o corpo da tailandesa, como se tivesse prometido a si mesma.

Lisa desceu as mãos, apertou a bunda de Jennie e estapeou. Para não deixar o outro lado com ciúmes deu outro tapa.

— Você gostou disso, né? — Jennie sussurrou, a voz rouca e abafada.

Lá estava mais uma sessão de beijos, que dessa vez foi interrompida por um arfar surpreso de Lisa, quando percebeu onde a mão de Jennie havia parado. Mordeu os lábios, prazerosa, e não soube onde encontrou voz para dizer:

— Pegou pesado agora, amor.

— Mas eu só estou começando... — Jennie sorriu presunçosa.

Fechou os olhos, porque era demais sentir os dedos de Jennie, Jennie em cima de si e Jennie analisando cada traço seu, cada mínima expressão, cada comprimir de lábios e tremular das pálpebras.

— Você é... — gemido — boa... nisso — gemido consternado. — Boto fé.

— Boto fé? — ela perguntou, divertida, afundando o segundo dedo um pouco mais.

— ... mara...vilho...sa.

— Melhor — ela ronronou.

— Espera. Por que parou...? — Lisa abriu os olhos, um tanto quanto desesperada, o que fez Jennie rir. Sua mente era uma bagunça de ideias e vozes, todos os seus divertidamente pegando fogo enquanto via Jennie descer.

As mãos dela passaram calmamente por todo o seu corpo, como se fosse uma devota, e se posicionou no meio das coxas de Lisa.

— Meu deus meu deus meu deus meu deus meu deus meu deus...

— Por que tá convidando Deus!? — Jennie sussurrou gritado. — A gente vai descer direto pro inferno!

Lisa engoliu o seco.

— Não sabia que tava falando alto... Aah!? — Fechou os olhos ao receber o primeiro estímulo da língua dela.

— Não me toque, ok? — Jennie murmurou, fazendo um coque com os próprios cabelos. Lisa só pode manear a cabeça em concordância, levando as mãos aos lençóis.

Jennie não estava para brincadeiras, era o que Lisa pôde pensar ao sentir o que ela fazia com a língua, como se desafiasse Lisa a gozar no menor tempo possível. Sempre gostou de disputas, mas achava que perderia nessa, de lavada. Se deixasse os olhos fechados seus sentidos iam todos para baixo, onde Jennie fazia um ótimo trabalho com a boca e com os dedos. Abriu os olhos, contando os ladrilhos do teto e tentando não tecer o nome de nenhuma entidade divina em meio a gemidos, o que seria errado em tantos níveis que Lisa, só de pensar, já sentia o calorzinho do inferno.

Um amigo de Ten disse que pensar em futebol ajudava.

Ficou com medo de dizer o nome do Galvão Bueno em voz alta, então preferiu não pensar.

Apertou o lençol como se sua vida dependesse disso, tentando controlar hora os gemidos altos hora seu corpo, que não aguentava mais ficar parado a partir do momento que Jennie aumentou os movimentos.

Lisa pecou ao olhar para baixo, sem querer querendo, e a cabeça de Jennie ia de um lado para o outro, subia e descia e ia fundo. Acabou fixando naquilo, sem conseguir tirar, e viu quando Jennie levantou o rosto para respirar, afoita e concentrada, e como o queixo e a boca dela brilhavam.

Ela olhou para cima, fitou Lisa, e moveu a língua pelos lábios, lentamente.

Quando Jennie voltou a fazer o que fazia antes, elas se encaravam. Lisa totalmente hipnotizada por cada movimento, cada olhar e cada suspiro.

Sentiu um comichão a atingir, vindo dos dedinhos do pé e chegar no último fio dos cabelos. Como se estivesse anestesiada, seu corpo caiu naquele leveza morna, molhada e feliz, que a fez sorrir boba antes de gemer alto, se afundando de vez nas cobertas.

— O quê... foi... isso...? — sussurrou fraco, ainda sem saber como respirar normalmente.

— Gozar — Jennie disse divertida, limpando a boca com o dorso da mão.

Lisa encarou a garota como se ela não fosse real. Como se Jennie, durante todo esse tempo, fosse uma criação da sua mente, um ser maravilhoso demais para estar entre meros mundanos. Por um segundo essa ideia foi plausível até demais. Soltou um suspiro enfadonho, ela era tão gostosamente perfeita.

Lisa se sentou, jogou Jennie aos pés da cama e montou em cima dela.

A expressão de Jennie era uma mistura satisfatória de desejo e surpresa, mas Lisa travou por uns segundos. Queria ter mantido uma expressão sexy e safada no rosto, como a viu fazer, até mesmo decidida e desafiadora, porém, só arregalou os olhos, tímida, quando se lembrou de um fato.

— Então, eu nunca... nunca fiz... se for ruim...

Jennie riu, mas quando Lisa fez um biquinho ressentido, ela engoliu o riso.

— Ei, não se preocupe com isso, eu te aviso.

— ... Eu ia dizer que se for ruim é pra você não me avisar — Lisa concluiu. — Não, espera, avisa sim... só não... arh, eu vou começar, tá?

Jennie maneou a cabeça, ainda divertida, e voltou a se deitar.

Lisa imitou a posição que a viu fazer e prendeu os cabelos da forma que ela fez, para que não caíssem a todo momento em seu rosto, mas não conseguiu.

— Pode segurar? — perguntou, puxando as mechas com certa consternação. — Digo, o cabelo, até porque aí você pode me guiar e...

— Lisa. — Jennie tinha uma expressão compreensiva no rosto. — Não precisa fazer se não quiser, o sexo não é...

— Não! Eu quero fazer! — interrompeu. Era verdade, queria muito fazer, só tinha medo de fracassar e de não ser tão bom assim para Jennie.

Chaeyoung uma vez chupou Lisa, quando beberam demais em um festa, mas na hora que ia retribuir, simplesmente travou. Se sentiu culpada e sumiu por dois meses, quando voltou a encarar a princesa era quase como uma súplica para que ela não tocasse no assunto.

Balançou a cabeça, esquecendo todas as inseguranças, e começou devagar, lembrando do que gostava que fizessem com ela. Dois segundos mais tarde se achava uma expert.

Jennie começou a gemer baixinho e, além da língua, também passava as mãos carinhosamente pelas coxas dela.

Não demorou muito tempo para Jennie puxar seus cabelos e dizer:

— Tenta ir mais devagar, tipo... — Ela lambeu o ar, como um cachorrinho, Lisa segurou o riso o máximo que pode.

— Tá, tipo assim? — Fez, e olhou para Jennie buscando sua aprovação.

Ela maneou a cabeça em afirmação e voltou a se deitar, deixando o resto para Lisa.

Acabou descobrindo que também ficava excitada em fazer e não só em receber. Mesmo que o gosto tenha sido estranho em um primeiro momento e ficado no céu da boca, Lisa gostou e começou a usar não só a língua como também toda a boca, como lembrava de sentir Jennie fazendo. Ficou mais confiante ao ouvir os gemidos dela, roucos e ritmados, e quando se concentrava demais neles logo tinha as mãos de Jennie em um aperto mais forte em seus cabelos, como se a guiasse novamente.

Poderia sair dali e fazer uma palestra.

Quando sua boca começou a doer e a língua a ficar dura demais pelo movimento repetitivo, foi o momento exato que Jennie chegou ao ápice. Ela se encolheu como um bichinho e chamou Lisa entre suspiros sôfregos, nunca realmente acabando de dizer o nome, já que estava arfante demais. O corpo dela tremeu levemente e depois parou.

Lisa limpou a boca nas coxas de Jennie e a observou deitada, serena. As curvas embebidas de suor ganhavam um tom brilhoso no escuro, livres e entregues como uma obra de arte, o peito subia e descia devagar. Sempre notou que Jennie tinha um enorme coração, mas ali eles estavam bem visíveis, e que coração, pensou.

Ela não pareceu notar como a observava, porque tinha os olhos fechados.

— Jennie, Jennie, Jennie, JENNIE...?

— OI? — Ela abriu os olhos e se sentou. Lisa fez a mesma coisa.

— Achei que tivesse dormido.

— Como eu estaria dormindo se ainda não acabou?

A boca de Lisa fez um "o" então tinha mais? Como assim tinha mais? Pensou, aguentaria mais? Meneou a cabeça para a própria pergunta. É óbvio que aguentaria mais.

Então beijou Jennie.

O gosto do beijo estava diferente daquela vez, e bem mais calmo do que todas as outras vezes. Agora elas eram pacientes para experimentar selares profundos e experimentais, como se tivessem todo o tempo do mundo, concentradas somente naquele ato calmo e intenso.

Os dedos de Jennie estavam leves no queixo de Lisa, enquanto suas mãos desciam e subiam pelos pelinhos arrepiados do braço da Kim, traçando um desenho imaginário.

Seus olhos não tinham forças para permanecerem abertos, como se calmamente tivessem entendido o que aquele momento era. Era uma brisa de fim de tarde, aquela última que o sol aquece e chega de fininho, abraçando nossos corpos como uma manta. Era a fina camada que separa realidade e sonho, quando estamos deitados para dormir, prontos para acordar só no dia seguinte.

Momentos assim ficam na memória, vívidos e intensos, de modo que se Lisa fechasse os olhos daqui a dez anos ainda sentiria os dedos de Jennie tocando sua pele, como se tivesse medo que, com um toque mais intenso, fosse rachar. E a maneira como ela parava o selar, como um pintor encarando sua obra mais bela.

Elas se deitaram, cheias de desejo novamente. Lisa sentia o suor umedecer seus cabelos, fazendo cócegas no rosto e nuca, grudados nas costas.

Jennie, dessa vez, agarrou uma perna de Lisa, cruzando-a com a sua.

Elas pareciam uma daquelas formas geométricas que estudava nas aulas de matemática e nunca compreendia. Deixou que ela desse instruções e continuava não entendendo o que iam fazer, parecia uma nova modalidade olímpica.

Estava tão concentrada na interseção que as coxas faziam, encaixadas uma na outra, que quando Jennie se moveu Lisa arregalou os olhos, surpresa.

E não é que era... bom?

Jennie sorriu e esfregou-se um pouco mais.

— Por que não... — Lisa engoliu o seco. — Por que não fizemos isso primeir... puta merda!?

Um gemido alto saiu dos seus lábios.

— Jennie, isso é tipo... tipo... tipo quando a gente experimenta mousse de limão pela primeira vez e pensa "ah não, deve ser amargo" porque limão é amargo, só o limão capeta que não é tanto mas tá na nossa cabeça que limão é amargo então a gente come mousse de limão achando que vai ser amargo e é DOCE! — resfolegou, agarrando a perna de Jennie para que pudessem ficar mais coladas. — Agora entendo porque as pessoas se viciam em sexo é tipo a melhor coisa do mundo você tá junto da pessoa e ela tá em cima de você e você olha nossa... isso... Jennie! Ah... Então seu cérebro se expande e é como se você tivesse numa viagem maluca será que as pessoas inteligentes são viciadas em sex...

Jennie deu um tapa na cara de Lisa.

— Você não consegue ficar de boca fechada!?

Mechas de cabelo se espalhava pelo rosto e boca de Jennie, ela gemeu, não deixando de mexer o quadril um segundo sequer. O suor já descia entre seus seios, mas o cansaço não seria o suficiente para fazê-la parar.

Lisa passou a mão na bochecha ardida e sorriu.

— Faz isso de novo — pediu.

E Jennie acatou o pedido.


━━━━━━━━━━━━

Se gostou do capítulo favorite, e até segunda :)

Bạn đang đọc truyện trên: Truyen247.Pro