06 | SAMMY
Tomo mais um gole de minha bebida antes de me virar para Nate.
— Eu não devia ter feito isso.
— Por que não? — Ele me olha.
— Por que eu gosto dela? — Respondo o óbvio e ele dá de ombros.
— Exatamente por isso você vai dar dicas erradas. — Nate usa o mesmo tom que eu, me dando um tapinha nas costas.
— Soa ainda pior quando você fala — passo a mão no rosto.
Ele me olha, deixando seu copo sobre o balcão.
— Então faz assim Samuel, ajuda a garota que você gosta a ficar com seu amigo. Tenha sua mente tranquila e o seu coração quebrado.
— Ainda não superou a Gracie?
— O assunto não sou eu, mas sim você. — Ele dá de ombros, voltando a pegar seu copo, após pedir mais uma bebida para o barman.
— Já que você não está pronto para falar sobre isso. Vamos voltar a falar da merda que você me fez fazer.
— Não seja tão dramático.
— Ela vai ficar triste! Não quero magoar ela
— O que os olhos não veem o coração não sente — ele pisca.
— Desde quando você se tornou tão amargo?
— Dá tempo de contar a verdade — nos lábios dele se forma um sorriso malicioso. — Há quanto tempo gosta dela mesmo? Dois anos?
— Três, e isso não é nem um pouco relevante. Quer saber, talvez ele nem goste dela, posso estar me preocupando sem motivo.
Ele apenas dá de ombros, mostrando que sua opinião sobre o assunto não mudaria. Pouco tempo depois Gilinsky e Johnson chegaram e se sentaram conosco.
Nate faz sinais, não tão discretos, para que eu falasse com Johnson.
Não sabia ao certo quando começar aquele assunto, mas quando Nate se afastou com Gilinsky, eu notei que era o momento.
Johnson pegou sua cerveja e logo me estendeu uma, que eu peguei agradecendo.
— E aí, Bro? Saindo com a Triz ainda?
Eu sabia que eles não tinham mais nada há alguns meses, sabia até o motivo, mas não via maneira melhor de começar o assunto.
— Não, já faz um tempo — diz dando de ombros.
— Hum, e você quer sair com alguém por agora?
— Acho que não quero nada sério. Por quê?
— O quê?
— Por que a pergunta?
— É pro meu tcc — brinco e ele ri e logo me junto a ele. — Talvez eu conheça alguém que esteja afim de você.
— Além de você? — Ele me zoa rindo, mas logo da de ombros. — Posso saber quem é?
— Bom... — Começo mas sou interrompido pelo toque do meu celular.
Me afasto um pouco de Johnson para atender.
— Alô?
— Sammy, eu preciso de ajuda! — Destiny fala assim que eu atendo.
— O que aconteceu? — Era um pouco difícil de ouvi-la por conta do barulho então começo a andar procurando por um lugar mais silencioso.
— Eu fui no shopping com as meninas e na volta meu pneu furou. Você pode vir aqui?
A voz dela estava meio chorosa e pude perceber, mesmo pelo telefone, que ela estava em pânico.
— As meninas estão com você?
— Não, elas já estão em casa. Sammy, eu tô sozinha por favor vem logo.
— Tudo bem, eu já tô indo. Me manda a localização.
Recebo a localização segundos depois de finalizar a ligação. Me despeço de Johnson, mesmo de longe, com um aceno e saio indo atrás de Destiny.
Era incrível como eu fazia qualquer coisa por ela, sem nem mesmo esperar algo em troca. Mas eu, de fato, tinha uma recompensa, mesmo que Destiny não estivesse apaixonada por mim, ela era uma grande amiga. E ter ela perto de mim, ver o sorriso maravilhoso dela, já bastava.
Dirijo pelas ruas da cidade até chegar ao lugar indicado pelo gps. Ao virar a esquina da rua já pude ver o carro de Destiny e ela sentada no meio fio.
Paro o carro atrás do dela e desço. Assim que me vê ela vem em minha direção e me abraça. Agora entendo porque ela estava tão apavorada ao telefone, a rua em que seu pneu furou era quase deserta, e a luz do poste estava quebrada, deixando tudo ainda pior. Não sei o porquê de ela ter esperado fora do carro.
— Tá tudo bem com você? — Pergunto assim que nos separamos.
— Sim, obrigada por vir.
— Sempre que você precisar. Eu vou trocar o pneu do seu carro, você pode ir para casa no meu.
— Não vou te deixar aqui, eu posso esperar.
Suspiro, ela não desistiria daquela ideia. Então tudo que eu podia fazer era aceitar.
— Tudo bem, Mas você me espera lá dentro.
Ela apenas dá meia volta e se senta no meio fio. Bufo, Destiny sabia ser teimosa quando queria.
Finalmente termino de trocar a roda, demorando um pouco mais do que eu havia pensado.
Me virei para Destiny e assim que ela se levantou e me olhou, soltou uma risada. Minha cara confusa a fez se aproximar e passar a mão na minha bochecha.
— Você se sujou um pouquinho — passo a mão no local e sua risada aumenta. — É mentira, como você se sujaria trocando um pneu.
A olho incrédulo e acabo bagunçando o seu cabelo.
— É isso que ganho por te ajudar? Dá próxima vez nem me liga — brinco.
O bico que os lábios de Destiny formou após me ouvir era adorável e me deixava com uma vontade enorme de beijá-la.
— E como posso te agradecer? — O sorriso que ela exibia só me fez sair de um transe para entrar em outro. — Samuel!
— Você sabe como. — Me aproximo um pouco e ela concorda.
— Ótimo — fico um pouco surpreso, mas um tanto esperançoso. - Porque eu também estou morrendo de fome!
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Muito, muito obrigada magflopada por ter me ajudado com esse capítulo
Até a próxima,
Jenny
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