Terry Jones #2
Este é um pedido da minha amiga alitaVox eeee espero que goste!!! <3 <3 <3 E desculpa a demora... Só avisando que fiz algumas mudanças no plot que você me pediu mas espero que goste, anyway!
✨ 𝐄𝐯𝐞𝐫𝐲𝐭𝐡𝐢𝐧𝐠'𝐬 𝐆𝐨𝐧𝐧𝐚 𝐁𝐞 𝐎𝐤 ✨
O ano é 1974. As coisas não estavam tão pacíficas na residência dos Jones... Você e seu marido, Terry, deveriam comparecer em uma festa organizada pela BBC - na qual os Pythons iriam participar como convidados de honra - e haviam tido uma péssima discussão sobre onde vocês deixariam Ellie, a filha de dois anos de vocês.
Terry havia insistido para que levassem Ellie com vocês, afinal, não seria uma festa muito doida nem nada do tipo. Além disso, Terry argumentou que já estava muito encima da hora e que ele não queria chegar atrasado. Porém, você não queria de jeito nenhum ter que levar seu bebê para uma noitada, afinal, não seria nada apropriado para uma criança e você sabia que Ellie dormiria logo, então, você teria que carregá-la no colo pelo resto da noite. Uma criança de dois anos pode ficar bem pesada depois de um bom tempo... Você também argumentou que a casa de seus pais não ficava tão longe e eles aceitariam de bom grado tomar conta da netinha.
Depois de uma longa e cansativa discussão - que os fez perder um tempo precioso -, Terry acabou cedendo e você ligou para seus pais e pediu que eles fossem até lá para olhar Ellie. Porém, o clima entre você e seu marido ficou bem tenso. A tensão ficou ainda pior quando vocês se deram conta de que estavam chegando atrasados.
-- Tá vendo? Se tivéssemos trazido Ellie com a gente, já estaríamos aqui a um tempão! -- Terry reclamou enquanto estacionava o carro diante do lugar em que ocorria o evento. Você revirou os olhos.
-- Se você não fosse tão teimoso e tivesse aceitado desde o começo que eu ligasse para os meus pais, também já estaríamos aqui! -- Você respondeu e Terry descartou sua frase com um estalar irritado da língua.
Ao saírem do carro, Terry tentou pegar sua mão, mas você a desviou, lançando-o um olhar indignado enquanto ajeitava o xale por sobre seus ombros. Como ele poderia ter a audácia de querer segurar sua mão depois de toda aquela discussão? Seu marido revirou os olhos.
-- Deixe a discussão para quando estivermos sozinhos. Aqui, precisamos pelo menos fingir que está tudo bem, ou amanhã seremos notícia de jornais e revistas de fofoca... -- Terry apontou, esticando novamente a mão para tomar a sua. Você o fuzilou com o olhar rapidamente, pensando no quanto aquela história de imagem pública te dava nos nervos, porém, acabou cedendo e deixou que ele segurasse suas mãos.
Havia um certo nervosismo e hesitação no toque de seu marido, como se ele quisesse se desculpar por toda aquela briga boba mas não conseguisse externalizar. Enfim, vocês adentraram o salão, vendo muitos rostos conhecidos e vários desconhecidos, sendo recebidos com flashes de câmeras de repórteres que documentavam o evento. Você se forçou a sorrir, posando ao lado de seu marido para as fotos que, você sabia, logo seriam expostas ao grande público inglês.
Sentindo-se um pouco sufocada, você avistou a mesa de bebidas e soltou a mão de Terry, informando que precisava de um drink. Ele assentiu e, assim, você se distanciou dele - era algo que você precisava muito naquele momento. Amava Terry com todo seu coração e sabia que o sentimento era recíproco, mas, desde que Ellie nascera, em 1972, as brigas entre vocês dois se tornaram mais frequentes. Terry estava estressado com o trabalho, você sabia disso, mas, injustamente, acabava descontando as frustrações em você. Por isso, o melhor a se fazer quando haviam as discussões, era se afastar dele. Sabia que, quando ele se acalmasse e pensasse sobre a situação, iria te pedir desculpas e tudo ficaria bem até o próximo surto de estresse dele...
Você só não sabia até que ponto as coisas voltariam a ficar bem e tinha muito medo de descobrir. Não queria acabar divorciada, mas, ao mesmo tempo, sabia que não aguentaria aquele estresse para sempre.
Uma mão gentil em seu ombro te tirou dos devaneios e você sorriu genuinamente pela primeira vez naquela noite ao ver que esta pertencia ao seu grandecíssimo e queridíssimo amigo Michael Palin.
-- Mike! -- Você exclamou, deixando a taça de champanhe que você nem se dera conta de ter pegado sobre a mesa e o abraçando de forma apertada.
-- S/N! Quanto tempo! Faz mais de um mês que não te vejo! -- Ele respondeu, fazendo um carinho amigável em suas costas. Michael era quase um irmão para você e você sempre se sentia mais feliz na presença dele.
-- Ah, sabe como é quando temos filhos... -- Você comentou, dando uma risadinha. Michael assentiu.
-- Nem fale, sei muito bem! Inclusive, acho que não te contei a novidade! Helen está grávida de novo! -- Ele exclamou, feliz da vida. Parecia nas nuvens. Aquilo te fez sorrir e o abraçar mais uma vez.
-- Não brinca! Que incrível, Mike! Parabéns pra vocês!
-- Quem diria, agora serei pai de três... -- Ele soltou uma risada encantadora. Michael era um paizão babão, era sempre um deleite ouvi-lo falar sobre os meninos e, ainda mais, vê-lo brincando com eles. Aquilo te fez pensar em como Helen era uma mulher de sorte e, consequentemente, soltou um suspiro um tanto quanto entristecido. -- Ei, o que foi?
-- Ah, Mike... As coisas não estão muito boas entre Terry e eu... -- Você admitiu, balançando a cabeça. Michael fez uma expressão empática e apertou seu ombro. -- Ele se estressa com qualquer coisinha e desconta as frustrações dele em mim... Além disso, sinto que ele não tem muita paciência com Ellie... Às vezes tenho medo dele não gostar muito de ser pai...
-- Está brincando comigo?! -- Michael exclamou e você o olhou um pouco confusa. -- S/N, Terry adora ser pai, te garanto! Todo dia ele chega no estúdio contando alguma novidade sobre a pequena Ellie... Semana passada ele ficou uns vinte minutos contando sobre o fato dela ter aprendido a falar "Monty Python", só parou porque o senhor John Ranzinza Cleese... -- Michael se aproximou de você com um sorrisinho conspiratório, como se quisesse te contar um segredo. -- Disse que não aguentava mais ouvi-lo falar da filha!
-- Isso... Isso é verdade? -- Você perguntou, sentindo um aperto em seu peito. Michael assentiu, sorrindo de orelha a orelha.
-- Claro! Sabe, S/N, eu conheço Terry faz mais de dez anos, e eu nunca o vi tão feliz como quando contou que ia ser pai... Na verdade, desde que vocês se conheceram em... -- Ele fez uma pausa, pensando.
-- 68.
-- Isso... Bem, desde que vocês se conheceram em 68, ele virou um novo homem... Ele só está estressado, a parte administrativa do Monty Python cai quase que completamente sobre ele... Mas, posso te garantir, ele te ama muito... Tanto a você quanto a Ellie! -- Michael sorriu mais uma vez para você, que estava sentindo os olhos enchendo-se de lágrimas. Seu amigo te abraçou mais uma vez e você agradeceu ao consolo das palavras dele.
O que você não sabia é que, de longe, Terry observava a cena.
Terry sabia muito bem da sua amizade com Palin. Na verdade, você conheceu Terry através de Mike, que já era seu amigo antes. Seu marido sentia um certo ciúmes de vocês dois, mas tinha plena consciência de que era puramente paranoia dele. Michael estava muito bem casado com sua namorada da adolescência e agora esperava o terceiro filho. Além disso, Terry sabia que você o amava muito. Aquele pensamento o entristeceu um pouco, afinal, ele sabia que não estava sendo o melhor dos maridos naqueles últimos tempos...
Ainda assim, passados alguns minutos, quando Terry viu Michael se aproximando dele, deixou as inseguranças tomarem conta de sua cabeça. Acabou questionando o amigo sobre a conversa que tivera com você.
-- Ora, Jonesy, não acredito que depois de todos esses anos você ainda sente ciúmes da minha amizade com S/N! -- Exclamou Michael com seu bom-humor inabalável, ajeitando as lapelas do paletó de lã que usava. Terry deu de ombros, um pouco envergonhado por aquela afirmação.
-- É que, sei lá, ela sempre parece mais contente quando você está por perto...
-- Talvez você não esteja se esforçando muito para deixá-la contente... -- Michael respondeu, não de forma acusatória, mas, sim, como um conselho de um velho amigo. Terry assentiu, deixando seu olhar vaguear para além da multidão. Palin deu um tapinha nas costas do amigo. -- Sabe, ela acha que você anda descontando todas suas frustrações nela e sente medo de você não gostar muito da ideia de ser pai...
-- Ela disse isso? -- Terry perguntou, preocupado, olhando para o rosto de Michael, que assentiu. -- Caramba... Eu... Não queria que ela pensasse isso... Eu só... Não sei o que fazer...
-- Acho que vocês dois precisam conversar... -- Aconselhou Michael, dando mais um tapinha no ombro de Terry antes de se retirar para conversar com Graham, que o estava chamando com um gesto.
Terry soltou um suspiro. Michael estava certo, ele precisava conversar com você e, mais que isso, se esforçar para deixá-la contente. Seu marido saiu à sua procura pelo salão e, depois de alguns minutos, te encontrou sozinha do lado de fora, observando a lua, apoiada na balaustrada de pedra. Ele chegou um pouco hesitante.
-- S/N? -- Ele chamou, se aproximando mais. Você se virou para olhá-lo. Ele abriu um sorrisinho sem graça e se aproximou mais. -- Não está com frio?
-- Não... -- Você respondeu, se virando novamente de frente para a balaustrada. Sentiu o corpo de Terry, tenso, parado ao lado do seu. Ficaram um instante em silêncio, até que ele pigarreou.
-- Querida, queria te pedir desculpas... -- Ele finalmente começou, mas você continuou sem encará-lo. -- Sei que tenho sido um péssimo marido, sem paciência, sem te dar a atenção que você merece... Eu preciso parar de levar meus problemas do trabalho para dentro de casa... Não quero que nada afete nossa vida ou a de Ellie... Por favor, você me desculpa?
-- Oh, Terry... -- Você já sentia sua voz embargada e os olhos tornando-se embaçados. Finalmente, você se virou para ele e esticou a mão para tomar a dele na sua. -- Você não é um péssimo marido, só precisa aprender a ter mais paciência... Eu te desculpo, claro... Eu só... Tenho medo de que nossa relação esteja se desgastando até chegar um ponto em que não terá volta... -- Você deixou um soluço escapar e Terry apertou sua mão na dele.
-- Ah, minha querida, não... -- Seu marido te abraçou de forma apertada. -- Não tem nada a ver com nossa relação, eu é que preciso aprender a me controlar melhor... Eu te amo demais, amo nossa filha mais que tudo... Prometo que irei fazer de tudo para tornar as coisas melhores entre a gente... -- Vocês se afastaram um pouco do abraço e se encararam. Terry passou as mãos pelo seu rosto e te beijou de forma terna. -- Eu prometo... Prometo que irei conversar mais com você e respirar fundo para manter a calma...
-- E eu prometo que te ajudarei com tudo que você precisar para manter a calma... -- Você respondeu, abrindo um sorriso por entre as lágrimas, antes de ter os lábios roubados em mais um beijo de seu marido.
Ambos cumpriram e muito bem com as promessas, assim, a paz e a harmonia voltou a reinar na residência dos Jones.
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Oii, gente, tudo bem? Sim, eu sei, eu sumi... Mas é porque aconteceu o que eu temia, minhas aulas voltaram e eu fiquei sem tempo para escrever (além disso, fui viajar e rolaram algumas coisitchas mais em minha vidita.......), massss aqui está, espero que gostem! Até o próximo imagine! Mandie, desculpa pela demora, viu? Masss é isso... Beijãããão aí!! <3 <3 <3
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