John Entwistle #4
Atendendo ao pedido da minha queridíssima amiga Nightberta aquiii do lindão do John!! Espero que goste amigaaaa <3 <3 <3
✨ 𝐏𝐥𝐚𝐲𝐢𝐧𝐠 𝐓𝐡𝐫𝐨𝐮𝐠𝐡 𝐓𝐡𝐞 𝐒𝐧𝐨𝐰 ✨
Durante o inverno de 1976, John Entwistle chegou à conclusão de que precisava fazer uma viagem com sua família. Decidiu que levaria sua esposa, S/N, e sua filhinha de sete anos, Alexandra, para a Suíça.
John sempre foi apaixonado pelo inverno, simplesmente adorava o frio, então, nada melhor do que passar uma parte do inverno num lugar ainda mais frio que sua amada Inglaterra. Quando foi contar a ideia para sua esposa, esta se mostrou bem empolgada para viajar.
O baixista havia trabalhado muito no ano anterior, afinal, o The Who não só lançou um álbum novo e saiu em turnê como também trabalhou na produção do primeiro filme deles: Tommy. Ou seja, 1975 foi um ano com uma agenda bem lotada e, assim como John estava com saudades de passar um tempo com S/N e Alexy, a esposa e a filha também sentiam falta dele. A viagem seria uma ótima desculpa para ficarem apenas os três, distantes de todo o resto.
Portanto, na última semana de Janeiro, os Entwistle embarcaram em um avião com destino a Zurique. Alexy era, de longe, a mais empolgada dos três, sem desgrudar a cara da janela do avião, aproveitando maravilhada todas aquelas coisas diferentes da primeira classe, muito diferentes do que uma criança está acostumada. S/N e John aproveitaram o longo voo para descansarem nos braços um do outro.
Ao chegarem na Suíça, logo rumaram para o hotel. Estava um frio de quebrar os ossos e nem o baixista aparentemente durão estava aguentando caminhar pela rua sem tremer dos pés à cabeça. Como já estava tarde, assim que chegaram ao hotel, colocaram Alexandra para dormir. Enfim sós, S/N e John pediram um bom vinho tinto e acenderam a lareira da sala. Aquela noite seria deles...
Conversaram como há muito tempo não conseguiam... Era incrível como um casal que vivia sob o mesmo teto e já estava junto havia mais de dez anos tinha tantos assuntos para pôr em dia! Porém, logo a fala não teve mais espaço entre eles, que se entregaram aos beijos, que, a princípio, eram calmos e suaves, mas logo tornaram-se mais intensos e ardentes, desesperados. Com a necessidade de fazer o mínimo de barulho o possível aumentando o tesão deles, John e S/N foram para o quarto e, ali, se entregaram de fato um ao outro, amando-se como se fosse a primeira vez.
Depois, cansados, adormeceram abraçados, os corpos quentes contrastando com a nevasca que caía do lado de fora.
Acordaram no dia seguinte bem cedo, com Alexy os cutucando com aquela típica ansiedade infantil.
-- Papai, mamãe! Acordem! Já tá claro! Eu quero ir passear na neve! Vamos! -- Ela dizia, empolgada, recebendo grunhidos preguiçosos dos pais como resposta.
Quando viram que não teria jeito de dormirem mais um pouco, os dois se levantaram, espreguiçando-se, ainda com os acontecimentos da noite anterior preenchendo suas mentes. Estavam cansados mas estavam felizes, e isso era o mais importante.
Pediram o café da manhã e, enquanto comiam, conversavam sobre a programação.
-- Podíamos patinar no gelo, o que acha? -- John sugeriu, olhando para sua filha que, de pronto, iluminou-se com uma nova onda de empolgação.
-- É! Boa ideia, papai! Vai ser legal!
Porém, S/N não compartilhava do ânimo dos dois diante de tal atividade. Na verdade, a mulher tornou-se apreensiva.
-- Ah, não sei, não... -- Ela comentou. John virou-se para fitá-la e, ao perceber a expressão na face dela, adquiriu uma expressão preocupada e tomou a mão dela por cima da mesa, apertando os dedos carinhosamente ao redor da palma dela. Ele sabia exatamente o que estava se passando na cabeça dela.
Acontece que nem sempre S/N foi contra a ideia de patinar no gelo. Na verdade, quando era criança, não havia nada que a moça gostasse mais do que, durante as férias de inverno, patinar no gelo no lago congelado do sítio de seu avô, em Kent. Porém, certo dia, quando ela estava com onze anos, ao sair para patinar, não viu que o gelo estava derretendo e acabou caindo na água. Foi salva a tempo pelos primos que estavam junto com ela, mas aquilo foi o suficiente para traumatizá-la para sempre.
John, é claro, já conhecia essa história.
-- Amor, você não precisa patinar se não quiser... -- Ele pontuou, abrindo aquele sorrisinho que era sempre exclusivamente direcionado a ela. S/N continuou apreensiva, mas assentiu. Temia por Alexy também, mas a garotinha ficou tão empolgada com a ideia que a mãe sentiu-se incapaz de proibir a atividade.
-- Vai ser muito legal! Sempre quis patinar no gelo! Você sabe patinar, papai?
-- Sei, sei sim... -- John respondeu, com a cabeça ainda um pouco distante, olhando para a esposa, tentando passá-la segurança.
Enfim, depois do café, os três se arrumaram com as roupas de frio e saíram para passear. Logo chegaram à pista de patinação e viram muitas pessoas por ali, principalmente crianças. Alexandra pulava de animação e teria saído correndo se o pai não estivesse segurando firme sua mão.
-- Vamos, papai! Vamos! -- A garota puxava o pai pelo braço. S/N foi seguindo atrás, meio apreensiva.
John alugou os pares de patins para ele e para a filha e, depois de calçar os seus, ajudou Alexy a calçar os dela.
-- Tomem cuidado, por favor... -- Pediu S/N, observando os dois, de mãos dadas, indo em direção à pista. John sorriu para tranquilizá-la.
-- Pode deixar, querida...
Então, pai e filha entraram na pista e S/n assistiu, para ao lado, enquanto John segurava Alexy pelas mãos e a ajudava a ficar de pé. Então, os dois davam risada, felizes da vida, enquanto o homem pegava a menina no colo e girava com ela. Aquela cena foi o suficiente para trazer memórias afetivas extremamente nostálgicas para S/N, que sorria com o coração quentinho. Talvez ela pudesse tentar deixar os medos para trás e ir patinar com eles... Já faziam tantos anos...
Num lampejo de coragem, a mulher foi até a barraca de aluguel de patins e pagou por um par. Quando os vestiu, sentiu um frio na barriga, um misto de medo e emoção. Da pista, John estacou no lugar, deixando que a filha o puxasse, quando viu a esposa com os patins no pé. Abriu um sorriso orgulhoso e chamou a filha para que fossem de encontro com S/N.
-- A mamãe vai patinar também?! -- Alexandra perguntou, alegrando-se ainda mais.
-- Eu não acredito... -- Comentou John com o sorrisinho nos lábios. S/N parecia um pouco sem graça e segurava-se num banco.
-- Eu não sei... Eu... Pensei que conseguia... Mas agora... Não sei se é uma boa ideia... -- A mulher pontuou, a voz um pouco trêmula.
John abaixou-se na frente da filha para ficar do mesmo tamanho que ela.
-- Seguinte, Lex, você já está craque na patinação, estou impressionado! Acho que você já está pronta para patinar sozinha... Papai agora precisa ajudar a mamãe... Acha que consegue patinar sozinha? -- Ele perguntou, colocando as duas mãos nos ombros da filha que, com outra nova onda de entusiasmo, sorriu com os olhinhos brilhantes e assentiu rapidamente.
-- Pode deixar, papai! -- Ela afirmou, soltando risadinhas. John retribuiu o sorriso e se levantou, então, olhou para a esposa e a estendeu uma das mãos.
-- Vem, deixa que eu te ajudo... -- O baixista chamou calmamente. Ainda um pouco hesitante, S/N acabou cedendo e segurou a mão do marido.
Os dois foram caminhando até entrarem na pista. Assim que pisaram no gelo, S/N foi tomada por uma onda de pânico e agarrou-se ao braço do marido com força, quase derrubando, assim, os dois. John riu e conseguiu se equilibrar, passando uma das mãos por trás da cintura da esposa, firmando-a também.
-- Calma, minha querida, calma... -- Ele sussurrou no ouvido dela, notando como sua respiração estava acelerada por conta do medo. -- Está tudo bem... Eu estou aqui... Não vou deixar que você caia... Não vou deixar que nada aconteça com você, nunca... Eu prometo...
Então, deixando que a confiança do marido fosse tomando conta de si aos poucos, S/N deixou-se ser guiada por ele, que deslizava calmamente pelo gelo, a segurando com firmeza e cuidado. Aos poucos, a respiração de S/N foi se regularizando e ela foi sentindo-se mais confiante.
-- Assim está bom para você? -- Perguntou John, enquanto a puxava pelas duas mãos. S/N assentiu e, quando conseguiu perceber que estava patinando novamente depois de vinte anos, soltou um riso de alegria.
-- Eu estou patinando! -- Ela exclamou, impressionada consigo mesma. John riu de forma orgulhosa. -- Eu estou patinando!
-- Sim, meu amor! Você está patinando! Lex, olhe, mamãe está patinando! -- Elogiou o marido, chamando a filha que se encontrava logo ao lado. A menina sorriu e se aproximou mais deles.
-- Tá indo muito bem, mamãe! Quer patinar comigo? -- Alexandra estendeu a mão para S/N, que observou ainda um pouco temerosa de ter que soltar-se de John.
-- Podemos patinar os três juntos, que tal? -- John sugeriu e S/N sorriu, assentindo. Então, segurando tanto a mão de John quanto de Alexy, a mulher deixou-se ser levada por eles, feliz da vida, sentindo toda aquela nostalgia de sua infância.
Aquele foi um ótimo começo de viagem e John não podia estar mais orgulhoso de suas duas garotas.
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Oiii, gente, tudo bem?? Sei que estou meio sumida aqui, mas é que a ansiedade por conta dos meus trabalhos finais meio que me deixa com um bloqueio daqueles... Mas, prometo que não esqueci dos pedidos que estão na fila!!! Além disso, amanhã é aniversário do meu amorzinho, o Pete Townshend, e já estou com um imagine dele prontinho aqui para postar!! Ah, e espero que tenham gostado desse imagine, especialmente você, amigaaaaaa, espero que tenha saído do jeito que você queriaaa!! Enfim, é issoooo, até mais, galeraaa!! Beeeeeijos aí!! <3 <3 <3
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