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Jimi Hendrix #4

Primeiro pedido do livro YAY!! E ele é da Rainboww_w001, da Caty_Woods e da akemiiiy_ eee espero que gostem!! <3 <3 <3
Atenção: contém cenas de preconceito explícito.

✨ 𝐃𝐨𝐧'𝐭 𝐁𝐞 𝐀𝐬𝐡𝐚𝐦𝐞𝐝 ✨

Aquela semana de 1966 era a última que S/N e seu marido, Jimi, passariam nos Estados Unidos, afinal, já estavam com tudo pronto para se mudarem para a Inglaterra. Para se despedir dos conterrâneos, Jimi marcou shows todos os dias pelos bares que costumava tocar até então. Porém, numa das noites, depois de tocar, Jimi foi interceptado no camarim por um homem já de idade, muito bem vestido.

-- Olá, Sr. Hendrix... Me chamo Paul Delacroix, sou vice presidente do clube de veteranos de guerra aqui de Seattle... -- O senhor se apresentou, estendendo a mão para que Jimi, com uma expressão desconfiada, apertasse. Aquele homem possuía um ar arrogante do qual o guitarrista não gostou muito. -- Fiquei muito impressionado com a sua performance, não pensei que alguém como o senhor fosse tão bom com a guitarra...

Jimi franziu as sobrancelhas, tentando entender o que aquele velho almofadinha quis dizer com "alguém como o senhor", mas mal teve tempo de retrucar.

-- Gostaria de convidá-lo para tocar no nosso clube na noite de sábado... Pagaremos um bom cachê... Cinco dólares por cabeça... 

-- Sábado? -- Jimi ecoou, pensando. Não iria tocar naquele dia, afinal, ele e a esposa precisavam arrumar tudo para voarem para Londres na segunda de manhã. Algo no fundo da alma dizia para Jimi que seria melhor recusar o convite, porém, aquele dinheiro do cachê seria de grande ajuda para a mudança deles. -- Bem, tudo bem...

-- Esplêndido! -- Sr. Delacroix bateu uma palma na outra e Jimi conteve a vontade de rir diante de uma figura tão caricata. O senhor passou todas as informações necessárias ao guitarrista antes de se retirar, deixando-o sozinho no camarim com uma pulga atrás da orelha.

Ele não sabia bem o porquê de estar tão incomodado por ter aceitado tocar para os veteranos de guerra, mas sabia que sua intuição tentava dizê-lo alguma coisa. Chegou em casa com aquela expressão intrigada no rosto e, ao adentrar o quarto, encontrou S/N deitada na cama, lendo um livro ao lado do abajur aceso que a conferia um ar romântico.

-- Como foi o show, meu amor? -- A moça perguntou, fechando seu livro e se levantando para ir ao encontro do marido, dando-o um selinho.

-- Foi bom... -- Ele respondeu, mas seus olhos pareciam distantes. S/N franziu o cenho, apertando os ombros dele.

-- Você parece preocupado com alguma coisa... Tem a ver com a mudança? -- Ela quis saber. Os olhos de Jimi pareceram focalizar-se e voltaram-se para a moça.

-- Você acredita em intuição? -- Foi tudo o que ele perguntou. S/N soltou um riso, confusa com aquela pergunta repentina e estranha. 

-- Não sei, Jim... Acredito que algumas pessoas têm maior sensibilidade para um sexto sentido ou...

-- Não, não... Às vezes você sente que não deveria fazer algo e, quando você faz, você percebe que não deveria ter feito? -- O homem tornou a perguntar, cada vez mais intrigado com os próprios pensamentos, sentando-se na beirada do colchão da cama. S/N entortou levemente a cabeça, pensando numa resposta.

-- É... Às vezes sinto algo do tipo... -- Ela concordou, sentando-se ao lado do marido, tomando-lhe a mão nas suas. -- Mas, não sei, às vezes é só uma sensação ruim que passa logo... Mas, por quê a pergunta?

-- Fui chamado para tocar no clube dos veteranos de guerra aqui de Seattle... Mas algo me diz que não seria uma boa ideia ir até lá... -- Jimi admitiu, estudando os dedos entrelaçados aos da esposa. 

-- Talvez seja só uma impressão ruim que tenha a ver com o fato de serem veteranos de guerra... 

-- Pode ser... -- O guitarrista deu de ombros.

-- Mas, se você acha que não deve ir, então não vá... -- S/N lançou um sorriso para o homem, esticando a mão livre para acariciar-lhe o rosto.

-- Eu não sei... O cachê vai ser muito bom... 

-- Meu bem, acho que você precisa descansar... Já está bem tarde... -- S/N começou a distribuir beijos pelo rosto do marido, as mãos ocupadas em fazer-lhe carinhos nas costas e nos ombros. -- Amanhã você pensa melhor nisso...

-- É, você tem razão... -- Jimi sorriu, pegando o rosto de S/N entre suas mãos e depositando um beijo nos lábios dela, antes de se levantar para aprontar-se para dormir.

No dia seguinte, com a mente mais calma e descansada, Jimi chegou à conclusão de que aquela sensação ruim era apenas besteira comparada ao cachê que receberia, por isso, decidiu deixá-la de lado e se apresentar de qualquer jeito no tal clube. 

Porém, quando o sábado chegou, aquela sensação intuitiva estava ainda mais forte, misturada à ansiedade pré-apresentação.

É só uma sensação ruim... Não é nada demais... Cinco dólares por cabeça...

O guitarrista chegou ao estabelecimento e, como havia sido instruído por Delacroix, pegou o case de sua guitarra e fez seu caminho até a porta dos fundos. Antes de entrar, viu dois homens mais ou menos da idade do senhor que o havia procurado dias atrás, apesar de não demonstrarem tanta pompa quanto ele, apoiados ao muro de tijolos avermelhados, fumando seus cigarros. Os dois pares de olhos seguiram os passos de Jimi enquanto um homem sussurrava algo para o outro. Aquilo causou uma sensação ruim em Jimi, que tentou ignorar e seguir em frente.

Antes de conseguir entrar, foi interceptado por um imenso segurança.

-- Aqui vagabundo não entra! -- O grandalhão grunhiu, cruzando os braços que mais pareciam toras. Jimi, que já estava indignado, franziu o cenho e ergueu o case da guitarra, balançando-a quase no rosto do outro.

-- Não sou vagabundo porcaria nenhuma! Fui chamado para tocar guitarra aqui! -- Jimi retrucou, a voz traindo a raiva que estava sentindo. O segurança se manteve impassível, como se as palavras do músico de nada o servissem. -- Pode procurar aí na lista! Sou Jimi Hendrix!

-- Já disse, vagabundo aqui não entra! -- O homenzarrão retrucou, um leve tremor tomando conta do lado esquerdo de seu rosto. Jimi iria jogar aquela guitarra na cara dele... Os dois senhores que fumavam ali ao lado soltavam risadas abafadas.

-- Escute... Eu não sou vagabundo! Eu sou a porra do músico que... -- Mas, antes que Jimi pudesse completar a frase, viu Paul Delacroix passando apressadamente pelo lado de dentro, sem percebê-lo ali. Jimi o seguiu com os olhos arregalados. -- Sr. Delacroix! Sr. Delacreoix!

O segurança abriu os braços para barrar a passagem de Jimi, mas este continuou chamando até que o mais velho o ouviu e foi até a porta.

-- O que está acontecendo aqui, Clayton? -- O mais velho perguntou, de cenho franzido, se dirigindo ao segurança, antes de virar o rosto e ver Jimi ali. -- Ah, Sr. Hendrix! Até que enfim! Pensei que não viria! Já está dez minutos atrasado!

-- Mas... -- Jimi pensou em protestar, mas sua situação já estava ruim o suficiente, por isso, apenas respirou fundo para se conter. -- Ele não está me deixando entrar...

-- Ora, Clayton! Pois deixe-o entrar! É o guitarrista que chamei para tocar aqui hoje! -- Paul exclamou. O segurança grunhiu, abrindo espaço para Jimi, que passou o lançando um olhar de vitória. -- Venha, Sr. Hendrix, o palco já está montado para o senhor...

Enquanto se dirigia ao palco, Jimi pensou que sua intuição estava, sim, correta, porém, atribuiu-a ao incidente com Clayton, o segurança... Acontece que coisas muito piores aconteceram depois que o moço já estava sobre o palco e o show terminou com Jimi berrando no microfone um "pois podem enfiar este dinheiro no rabo de vocês!" antes de chutar a caixa de som e sair do estabelecimento, escoltado por Clayton e mais um grandalhão.

O guitarrista chegou em casa com o rosto retorcido de raiva e desgosto... Além disso, estava sentindo algo muito pior, uma indignação que nunca na vida havia experimentado. S/N, que logo o ouviu chegar - afinal, Jimi não poupou esforços na hora de bater a porta -, foi ao encontro do marido na cozinha, assustada.

-- O que foi?! -- Ela exclamou ao ver o marido apoiado na pia da cozinha, chorando. Correu até ele e o abraçou por trás. -- Jim, pelo amor de Deus, o que foi?

-- Negrinho imundo de merda é o cu daqueles filhos da puta! -- Jimi berrou, a voz distorcida pela raiva. -- Desgraçados dos infernos! Filhos da puta! 

-- Jimi, calma, respira fundo... -- S/N pediu, acariciando toda a extensão das costas do homem, que chegava a estar tremendo de tanto ódio. Ele deixou a voz doce de sua esposa entrar em seus ouvidos e ir acalmando-o aos poucos. -- Shhhhh... Já passou... Está tudo bem... Você está em casa agora...

Levou alguns minutos até que Jimi saísse daquele estado alucinado em que se encontrava ao chegar em casa, mas, uma vez mais calmo, se virou de frente para a esposa, a abraçando. Permitiu-se chorar um pouco no ombro dela enquanto esta afagava seus cabelos. Logo, ele conseguiu se acalmar o suficiente para explicar a situação:

-- Logo que subi no palco, percebi algumas pessoas soltando vaias e risadas de gozação... -- Ele explicou, as mãos ainda trêmulas. -- Mas comecei a tocar, afinal, era para isso que eu estava lá e não ia deixar me intimidar por alguns velhos idiotas... Acontece que as risadas e vaias deram lugar aos comentários maldosos... Alguém gritou que eu era só um negrinho de merda e que não deveria estar ali! Depois disso, vieram vários outros comentários do mesmo tipo, alguém inclusive jogou uma garrafa vazia no palco que quase me acertou... 

-- Oh, meu Deus, Jimi! -- S/N estava a beira das lágrimas com o relato dele. Não era a primeira vez que o marido precisara ouvir comentários do tipo, mas, pela reação dele, aquilo deve ter ultrapassado todos os limites da paciência dele. -- Amor, você não tem culpa nenhuma se aqueles idiotas tem a cabeça do tamanho de um amendoim! Você é um músico incrível e uma pessoa mais maravilhosa ainda... Não deixe esses comentários te afetarem, por favor! -- S/N segurava o rosto dele para que este a olhasse nos olhos. Jimi ficou sem ar ao perceber todo o amor que irradiava dos olhos dela e, emocionado, colocou as mãos sobre as dela, assentindo. -- Pense que logo estaremos do outro lado do oceano, só eu e você... Lá você terá o reconhecimento que merece...

-- Obrigado, S/N... -- Jimi forçou um sorriso triste para ela. S/N percebeu algo lampejando nos olhos dele, o que não a agradou nem um pouco: ele estava envergonhado. -- Desculpa não ter conseguido aquele dinheiro que seria tão importante pra...

Mas S/N o calou com um dedo.

-- Jimi, pelo amor de Deus... Não precisamos do dinheiro de um bando de soldados velhos e ranzinzas... -- A moça abriu um sorriso esperançoso. -- Isso a gente resolve lá... Sei que vamos conseguir... O importante é estarmos juntos, num lugar em que poderemos ser feliz...

Jimi não conseguia responder, por isso, apenas assentiu e segurou o rosto de S/N para poder beijá-la.

-- Eu te amo tanto, S/N... 

-- Eu também te amo, Jim... -- Ela respondeu, o beijando mais uma vez, sentindo, através dos lábios dele, que seus nervos já estavam bem mais calmos. -- Agora, vamos tomar um banho, hm? Você precisa relaxar...

E assim, Jimi deixou que ela o levasse pela mão até o banheiro. Mais que isso, ele deixou que ela o trouxesse toda a esperança de que ele precisava para ficar bem naquele momento, pois sabia que era isso que ia precisar e que, juntos, ficariam bem, não importa onde.


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Ei, galera, como estão?? Demorei um pouco mas aqui está este imagine do Jimi para deixar vocês com um pouco de raiva... Porém, espero que tenha conseguido deixar vocês softs com esse finalzinho hehehe... É isso, espero que tenham gostado e até o próximo imagine que, se tudo der certo, sai ainda hoje!!! Beeeeijo <3 <3 <3

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