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Brian Jones #5

Atendendo ao pedido de chequervara aqui!! Espero que gosteee e desculpa a demoraaa <3

✨ 𝐓𝐡𝐞𝐲'𝐫𝐞 𝐆𝐨𝐧𝐧𝐚 𝐌𝐚𝐤𝐞 𝐚 𝐅𝐮𝐬𝐬 ✨

Paris, Dezembro de 1968

Aquela estava sendo uma viagem muito agradável para os Jones. Era a primeira vez que a família saía para algum lugar distante desde o nascimento de William, o segundo filho de Brian e S/N, em Junho daquele mesmo ano.

A princípio, S/N estava um tanto quanto apreensiva em viajar para tão longe com um bebezinho tão novinho. Porém, depois de muita conversa com seu marido, Brian, acabou se convencendo de que seria uma ótima ideia mudar um pouco os ares.

Brian inclusive havia arranjado para a família um motor home e seria daquela maneira que eles atravessariam o Canal da Mancha e partiriam rumo à capital francesa, destino que haviam escolhido. S/N precisava admitir que grande parte da sua decisão de ceder àquela viagem era o fato de que estava doida de vontade de estrear o motor home.

No início, a viagem decorreu muito bem. Dylan, o filho mais velho, de três anos, estava animadíssimo e deslumbrado com tudo à sua volta, desde o carro gigante - "do tamanho de um dinossauro!" - até as paisagens da estrada que marcava o caminho entre a capital inglesa e a francesa. Willy, por sua vez, era um bebê muito espertinho, seus olhinhos azuis como os do pai e do irmão acompanhando tudo o que pudessem ver, sempre virando a cabecinha ao ouvir seus pais conversando alegremente para matar o tempo da viagem; ou quando escutava a melodia na maioria das vezes folk que soava do rádio do veículo.

O casal havia decidido que aproveitariam aquela viagem da melhor maneira possível: dirigiriam só enquanto não estivessem cansados, parariam em atrações pela estrada e dormiriam em pousadas se fosse necessário, não importava o quanto demorariam para chegar em Paris. Aquilo parecia estar funcionando perfeitamente já que, excepcionalmente, Brian ainda não havia se irritado com nada nenhuma vez!

Depois de um dia inteiro de viagem, eles finalmente chegaram à França e, mesmo que ainda não fosse tarde, Brian fez questão de dirigir direto para um hotel, afinal, ele argumentava que S/N precisava descansar em algum local confortável e, apesar de saber que a preocupação do marido sobre ela era sincera, ela também suspeitava que, na verdade, quem estava mesmo precisando de um descanso era ele.

Portanto, a família só iniciou suas atividades como turistas no dia seguinte. Estavam se divertindo muito e, onde quer que fossem, Brian carregava sua câmera fotográfica para fazer registros de sua esposa e de seus filhos.

Certa tarde, decidiram ir conhecer o Musée d'Orsay.

Neste dia em específico, os meninos pareciam estar um pouco mais agitados do que o normal...

-- Papai, olha! Papai! vem cá, papai! -- Dylan pulava animadamente, puxando a mão de Brian para que o seguisse até um quadro em específico, apontando. Era um autorretrato de Van Gogh. S/N seguia atrás com um William inquieto nos braços. -- Ele tava com caxumba, papai? -- O menininho perguntou, franzindo o cenho e curvando a cabeça para o lado. Brian soltou uma risada e pegou o filho no colo para que pudesse ver melhor.

-- Não, Dylan... Este aqui é Vincent Van Gogh... -- O guitarrista começou a explicar. O menininho tentou repetir o nome, mas falhou nesta missão, arrancando um riso carinhoso de sua mãe.

-- Ele... Ele tava com dor de dente, então? -- Dylan tornou a perguntar.

-- Não, filho... Ele está com esse pano no rosto porque... Bem, ele arrancou a própria orelha... -- O pai explicou e o menininho o olhou com espanto.

-- E é por isso que a mamãe não deixa você sair correndo com a tesoura na mão... -- S/N comentou e Brian a lançou um sorriso.

-- Ele desobedeceu a mamãe dele? -- Dylan parecia horrorizado diante daquela ideia.

-- Mas é porque ele era um menino muito levado, você não é um menino levado, não é? -- A mulher esticou a mão que não usava para segurar Willy e acariciou os cabelos de Dylan, que negou com a cabeça.

-- Muito bem... Agora... Vamos deixar esse menino levado aqui e vamos dar uma olhada para lá? -- Brian sugeriu e, neste mesmo momento, William começou a dar os primeiros sinais de que ia começar a chorar, soltando grunhidos e empurrando o colo da mãe com as mãozinhas minúsculas.

-- Ótima ideia, Willy já está bem impaciente...

Porém, não deram nem três passos, o bebê começou a chorar. S/N começou a embala-lo nos braços, ignorando completamente os olhares esnobes de outros turistas que se voltaram a eles.

-- Calma, meu amorzinho, calma... Tá tudo bem... Mamãe tá aqui... Pronto, pronto...

-- Ele tá com medo do moço que arrancou a orelha... -- Dylan comentou com seu ar espertinho, como se só ele soubesse decifrar o que o irmão dizia.

-- Será que ele fez cocô? -- Brian perguntou, se aproximando mais da esposa. S/N negou com a cabeça depois de checar.

-- Não estou sentindo cheiro nenhum... -- Ela respondeu, tornando a deitar o bebê nos seus braços.

-- Xixi, então? -- O marido tornou a questionar mas, novamente, ela negou.

-- Eu quero fazer xixi! -- Dylan pediu, olhando para o pai.

-- Querida, eu vou levar Dylan para fazer xixi... -- Brian anunciou e S/N assentiu, um pouco atordoada pelo chorinho agudo de William.

Então, Brian e Dylan se afastaram e sumiram pela multidão. S/N lembrou-se de algo que, com certeza, era a resposta daquele choro:

-- Já sei! Você está com fome, não está? É claro... Como não pensei nisso antes... Você não come desde a hora do almoço, já passou das quatro! -- Ela falou consigo mesma, se sentindo meio estúpida por não ter pensado nessa questão ainda.

A mulher encontrou um banquinho e se sentou com o filhinho irritado nos braços. Ela desabotoou a camisa que estava usando e abaixou o sutiã... William começou a mamar desesperadamente, fazendo S/N rir.

-- É claro que você estava com fome, onde eu estava com a cabeça? -- Ela balançou a cabeça e logo passou a observar o filho com um sorrisinho nos lábios, acariciando a cabecinha dele.

S/N amava amamentar, desde quando Dylan nasceu, pois era um momento em que se sentia conectada aos seus filhos, um momento em que podia observá-los e contemplar cada detalhezinho de suas faces, um momento de paz...

-- Excuse-moi, madame... Que crois tu faire?! -- Uma voz atônita masculina interrompeuS/N de seus devaneios e ela ergueu os olhos confusa, vendo que esta pertencia a um senhor de bigodes grisalhos e uniforme de segurança. Ele parecia horrorizado com algo, mas a moça não conseguiu entender o que ele quis dizer.

-- Pardon, monsierur... -- Ela prosseguiu em inglês, o braço se apertando contra o corpinho de Willy que não parava de mamar. -- Não entendi...

-- Ah! C'est un touriste! -- O senhor comentou com desdém, revirando os olhos, e a inglesa interpretou aquilo como se ele estivesse dizendo que estava na cara que ela era turista. -- Madame, a senhorrrra non pode fazerrr isso!

-- Hm... Isso o quê? -- S/N franziu o cenho, olhando de maneira desafiadora para o homem.

-- Isso! -- Ele apontou de maneira impaciente na direção dela. -- Estas... Vulgarrridades!

-- Como é que é, monsieur? -- A mulher se levantou do banquinho, sem tirar o filho do peito. Ela era mais alta que o guarda e este deu um passo para trás ao vê-la de pé, mas continuou a olhar com advertência. -- Vulgaridades?! Eu só estou dando de mamar para o meu filho!

-- Oui, madame... Mas está... Incomodando... Os outrrros visitantes do museu! -- O homenzinho apontou ao redor e S/N viu que algumas pessoas (de idade) a olhavam com desaprovação. De pronto, ela sentiu-se levemente constrangida, mas, ao lançar um olhar para seu filhinho que mamava tranquilamente em seus braços, aquela vergonha foi substituída por uma indignação. Ela ergueu os olhos para o guarda com uma expressão severa.

-- Pois eu acho que não estou fazendo nada de errado! -- Ela deu um passo na direção do homem e, se não estivesse segurando William, teria colocado as mãos na cintura.

-- Madame, c'est... Uma sem verrrrgonhice! -- O homem também deu um passo na direção dela e, por sua vez, cruzou os braços diante do corpo.

S/N intensificou sua expressão fuzilante e abriu a boca para responder, mas, neste momento, Brian retornou com Dylan no cangote.

-- O que está acontecendo aqui? -- Ele olhou sem entender da esposa para o guardinha, retornando para a esposa.

-- Ah, monsieur! Esta c'est sua esposa? -- O guardinha perguntou, voltando-se ao guitarrista, suavizando seu tom de voz, o que só irritou ainda mais S/N.

-- Sim, por quê? -- Brian franziu o cenho ao responder, lançando um olhar indagador à mulher. Pela expressão dela, ele sabia que não era nada bom...

-- Bom, monsieur, sua esposa está infringindo uma regrrra do nosso...

-- Eu não estou infringindo porcaria nenhuma! Eu estou dando de mamar pro meu filho! -- S/N o interrompeu, sentindo sua voz soando mais alta do que ela gostaria. O guardinha a olhou com espanto e Brian pousou a mão no ombro dela para acalmá-la.

-- Calma, meu amor, vamos resolver isso e... -- Brian tentou ser apaziguador, mas S/N estava indignada demais para aquilo. Dylan observava tudo muito atentamente.

-- Onde já se viu um absurdo desses? Uma mulher não poder alimentar o próprio filho! -- A moça praticamente cuspiu as palavras e o rosto um tanto quanto enrugado do guarda foi ficando cada vez mais vermelho.

-- Monsieur, contrrrole sua esposa! Ela está causando um... Um tumulte! -- O senhor voltou-se para Brian que, naquele momento, estava claramente desejando estar em qualquer outro lugar que não ali.

-- O senhor pode deixar meu marido de fora dessa discussão! O assunto é comigo e eu sei muito bem me defender sozinha! -- S/N respondeu, o rosto retorcido de fúria. Ela lançou um olhar rápido ao marido como que pedindo desculpas por estar descartando a ajuda dele, mas ele parecia estar agradecido.

-- Monsieur! -- O guardinha insistiu, ainda olhando para Brian, que parecia estar prestes a ter um piripaque.

-- Bem, se minha esposa falou, tá falado! Além do mais, quem está criando um alvoroço é o senhor! -- Brian respondeu em tom acusatório. O homenzinho o olhou com indignação.

-- C'est la fin du monde... -- O mais velho sussurrou por entre os fios ressecados de seu bigode. -- C'est un absurde! Uma vulgarrridade dessa no meu museu!

-- Ora, seu... -- S/N estava cada vez mais nervosa e, se não estivesse segurando seu bebê, sentia que poderia voar no pescoço daquele homenzinho horrível. Brian segurou os ombros dela e deu um apertãozinho.

-- Vamos embora, querida... Não vale a pena... -- Ele comentou num tom não muito baixo para que o guarda pudesse ouvir. S/N estacou no lugar por mais alguns segundos, fuzilando o senhor, mas, por fim, cedeu à leve pressão que as mãos de Brian faziam em suas costas e seguiu com ele para fora do museu.

-- Touristes de l'enfer! -- O guardinha fez gestos grotescos na direção deles. -- Non voltem mais!

Finalmente, quando se viram do lado de fora do museu, Brian soltou o ar ruidosamente, segurando as perninhas de Dylan que pendiam dos lados de seu pescoço.

-- Que sujeitinho infeliz... -- Ele comentou, tentando soar descontraído, mas viu que a esposa ainda possuía uma expressão possessa.

-- Isso é um absurdo... Um absurdo! Onde já se viu uma coisa dessas? Pois eu que não volto nesse museu nunca mais! -- S/N bradava de maneira irritada, a voz soando um pouco trêmula. Brian pousou novamente a mão no ombro dela e abriu a boca para falar, mas foi interrompido pelo filho.

-- Papai, por que a mamãe tá brava? -- Dylan perguntou, confuso.

-- Porque aquele homem estava gritando com ela... -- Brian explicou, tentando olhar para cima, para o rosto do filho.

-- E por que ele tava gritando com ela? -- O menininho curvou a cabecinha, sem entender.

-- Porque ele era um grandessíssimo de um filho da... -- S/N começou a responder, sem pensar, esquecendo que estava diante de seu filhinho de três anos. Brian a interrompeu, arregalando os olhos.

-- Porque ele era um homenzinho malvado! -- O homem respondeu de forma ligeira. Então, vendo que Dylan havia se contentado com aquela resposta e aparentemente não faria mais perguntas por enquanto, ele se voltou novamente para a esposa. -- Você está bem, querida?

-- Eu só estou indignada! Nunca vi isso... Um guarda ir chamar a atenção de uma mulher só porque está amamentando em público! Isso é uma sacanagem! -- Ela respondeu de maneira enérgica, ainda levemente atônita pela raiva. Brian apertou um pouco o ombro dela, para acalmá-la e, enfim, ela percebeu que estava mais alterada do que gostaria. Por isso, respirou fundo e fechou os olhos por um instante, tornando a abri-los segundos depois e pousando-os no rosto do marido, que a olhava de maneira preocupada. -- Já estou mais calma... Só acho uma sacanagem a forma que tratam as mulheres ainda em alguns lugares...

-- Eu sei, querida, é uma sacanagem mesmo... Mas, não vale a pena se desgastar assim para discutir com um sujeitinho desses... -- Brian acariciou o ombro da esposa e subiu a mão pelo pescoço dela. Ela assentiu e, depois de respirar fundo, abriu um sorrisinho pro marido.

-- Obrigada, amor... Por estar do meu lado sempre que preciso...

-- Faço isso porque te amo... -- O guitarrista respondeu, curvando-se para poder depositar um beijinho nos lábios dela. Neste momento, William soltou um grunhido entre eles e, em seguida, voltou a mamar. S/N o olhou com espanto, dando-se conta que, durante toda aquela confusão, o neném não parou de mamar um segundo sequer.

-- Meu Deus, este menino é um esfomeado! -- Ela comentou, rindo.

-- Falando nisso, eu acho que estou começando a ficar com fome também, hein? -- Brian estreitou os olhos para a esposa, que riu da expressão dele.

-- Eu também! Tô com fome, mamãe! -- Dylan ergueu as mãozinhas no ar.

-- Pelo visto estou cercada de esfomeados... -- S/N revirou os olhos de maneira brincalhona e riu. -- Tudo bem, vamos comer então!

E, assim, a família seguiu seu rumo até a boulangerie mais próxima, onde a paz tornou a reinar entre eles, misturada ao aroma maravilhoso de croissants e madeleines...


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E aí, seguimores e seguimonas, como estão??? Saindo do forno mais um imagine aí hehehe... Espero que gosteeeeem!!! Tô feliz de estar conseguindo escrever com um pouco mais de frequência... Bem, mais tarde começo um novo capítulo!!! Também queria convidar vocês a conferirem o instagram da lojinha de livros que fiz, já que estou vendendo uns livros dos meus avós (a maioria dos anos 80 e 70), o @ é quartao_dos_fundos e é isso!!! Beeeeijo <3


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