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I guess this is just another song 'about Tokyo

Eram por volta de 19h e a temperatura, antes amena, começava a dar indícios de que cairia. As pessoas andavam apressadamente pelas calçadas e pelos cruzamentos, só não mais rápidas que os carros que passavam pela imensa avenida movimentada de Minato.

Sentada em um dos bancos sob um dos lados do corredor de cerejeiras, próxima a uma das saídas do shopping, Tokyo fitou a capa do livro mais uma vez, se lembrando do momento em que o olhar de Namjoon a encontrou parada no fim da fila. Ela, ao notar ser vista por ele, arqueou uma sobrancelha, de forma debochada, e apontou para o banner próximo ao homem, com a foto de seu livro. A capa de fundo branco, tinha um círculo vermelho no centro, emoldurando o nome "Tokyo" escrito em letras de forma. Namjoon sorriu, com os lábios fechados, balançando os ombros, o que a fez sorrir também.

Ela sentia tanto sua falta.

Uma das funcionárias da loja lhe deu um leve empurrão, para a obrigar a andar, e Tokyo por pouco não xingou a mulher. Namjoon meneou a cabeça, disfarçando o riso, já se preparando para ter que apaziguar a situação, mas Tokyo apenas se conteve em sua típica expressão de quem odiava ser contrariada. Sob o olhar, e o sorriso de Namjoon, ela se manteve em silêncio, enquanto caminhava até ele batendo com força os saltos da bota, no chão. Namjoon tinha uma das sobrancelhas levantadas em arco, e o sorriso no canto da boca, quando ela lhe entregou o livro.

— Tóquio inteira te viu antes de mim — ela reclamou com o rapaz. Ele deu de ombros, o sorriso de canto ainda lá.

— Não importa, Tóquio inteira não é a mesma se você não estiver nela — ele devolveu, em tom baixo, para que só ela ouvisse.

Tokyo apenas o encarou. O rosto sem esboçar nenhuma reação, era a versão contrária do estado de seu coração, que pulava esquisito no peito. Ela observou Namjoon abrir a capa do livro para assinar na folha de rosto, e ele, ao ver as flores colocadas com cuidado ali dentro, pareceu surpreso, voltando a encará-la.

— É da Naomi? Ela floresceu? — ela assentiu, agora com um sorriso discreto — Eu não acredito que eu perdi isso. — ele pareceu realmente triste.

— Deve durar mais alguns dias — Tokyo falou, tentando não soar esperançosa demais, e ele balançou a cabeça, concordando.

"Sr. Kim" uma voz vinda de alguém da equipe os interrompeu e fez os dois se lembrarem que não estavam sozinhos. Tokyo apertou os lábios, tentando não se concentrar no fotógrafo e nos staffs que apenas os olhavam cansados e incomodados por ela estar atrasando o fim do trabalho deles. Namjoon pegou a caneta permanente para escrever, não sem antes guardar as flores da cerejeira com ele.

🌸

Entre as marcas deixadas pelas pétalas, a caligrafia de Namjoon dedicava suas palavras daquele livro.

"Ao meu lar, Tokyo".

E ela, ainda embaixo daqueles cachos de flores cor de rosa, e enquanto fitava a página aberta com a letra levemente tremida de Namjoon, percebeu alguém sentando ao seu lado. Tokyo não precisava antes olhar na direção para saber quem era. Em pleno horário do rush, na movimentada capital do Japão, só Kim Namjoon pararia para apreciar a cidade com toda aquela tranquilidade.

Ela fechou o livro e o apoiou em seu colo, a tempo de ver o homem se abaixar na direção do chão e pegar algo pequeno e verde. Ela sorriu quando ele se ajeitou, agora com o punho girando no ar, fitando com curiosidade a folha em sua mão.

Tokyo o observou retirar o pequeno caderno de anotações do bolso interno do sobretudo longo, e depois colocar a folha com cuidado ali dentro, fazendo companhia às pétalas de cerejeira que ela lhe deu mais cedo.

Namjoon, após guardar o objeto mais uma vez dentro de seu casaco, encarou as luzes hipnotizantes das fachadas das lojas, lá do outro lado da rua. Tokyo, por sua vez, mirou seus cabelos tingidos de loiro, repartidos de forma minimamente bagunçada, dando um ar menos sério ao semblante em seu rosto. A blusa marrom, de gola alta, com as calças não tão justas, também davam um ar menos formal a ele.

Apesar do olhar complacente, ela notou seu maxilar trancado, e aquilo foi o suficiente para a fazer entender que ele estava tenso.

— Então você acha que meu sorriso é debochado? — ela soltou as palavras do nada, segurando o livro próximo ao seu rosto, a capa virada na direção dele. O comentário o fez sair dos pensamentos que pareciam o preocupar, e rir, com os olhos quase fechados e as bochechas altas.

— Quem disse ser você, no livro? — ele retrucou, a olhando. Tokyo abriu a boca chocada, o fazendo rir mais ainda. Ela ficou de pé e se virou, demonstrando estar prestes a ir embora, mas Namjoon também se levantou e correu atrás, a segurando pela mão. Eles riram quando ela se virou para o olhar.

— E os direitos autorais? Você acabou de usar meu nome e Tóquio como campanha de marketing para o seu livro. Eu posso te processar, sabia? — ela o encarou, as sobrancelhas arqueadas.

— Aprendi a fazer propaganda com a melhor — deu de ombros. Tokyo meneou a cabeça, sem acreditar, e ele riu mais uma vez.

— Como sabia que eu viria, se você mesmo não me falou nada? — ela perguntou, o tom mais baixo que antes.

— Vamos dizer que confio no meu fandom — ele brincou. Tokyo abriu a boca, surpresa por pouco tempo, porque logo entendeu toda aquela insistência de Saori para que ela fosse até lá. Até se sentiu meio idiota, mas perdoou a amiga por entender que sua intenção não era das piores.

Ela balançou a cabeça de um lado para o outro, levando a mão à testa e Namjoon manteve o sorriso no rosto, enquanto a olhava.

Então, no meio de todo o barulho de Tóquio, eles ficaram em silêncio.

Tokyo observou Namjoon, aquela sensação esquisita de quando se está prestes a iniciar uma despedida, a fazendo querer aproveitar aquele momento para mantê-lo ali, com ela, por mais tempo.

Os sorrisos dos dois se desfizeram gradualmente, e ela fitou suas mãos, ainda unidas.

— Quanto tempo vai ficar fora desta vez? 3 meses ou 3 anos? — ela deixou as palavras saírem doídas, enquanto sentia as batidas do coração nos ouvidos. Era ela traçando a fronteira entre eles, mais uma vez.

Namjoon a encarou, mudo, por um bom tempo, e então olhou para suas mãos, entrelaçando seus dedos.

— Nem 3 semanas, nem 3 dias. Eu voltei para casa, Tokyo.

Ela riu pelo nariz ao ouvir a resposta e virou o rosto para o lado. A visão ficando turva, graças as lágrimas que chegavam.

— Como eu vou acreditar nisso, Joon? — tentou puxar a mão da dele, mas Namjoon a segurou firme e deu um passo à frente, se aproximando mais dela.

— Você não precisa acreditar, olha ao nosso redor — ele sussurrou, a vendo encarar a multidão passando por eles. As pessoas transitavam pelos dois, com aquela habilidade incrível dos japoneses de andar rápido, e ainda assim desviarem uns dos outros. — Já percebeu como tudo isso somos nós dois?

Tokyo fechou os olhos e os apertou, enquanto sentia as gotas quentes rolarem por seu rosto. Focando a atenção na mão de Namjoon, firme a sua, expirou pesadamente, tentando se acalmar.

Os ombros relaxaram enquanto ela abria os olhos e observava cada canto de Minato, alcançado por seus olhos. De um lado o cruzamento movimentado, com os arranha-céus luminosos no fundo, do outro, a fila de cerejeiras em flor, do parque Shiba, contornando uma das principais áreas verdes da cidade.

Entre as árvores e as construções, à sua frente, estava Namjoon, e ele a observava esperando sua resposta. Tokyo o fitou e, respirando fundo, assentiu, concordando com ele.

Namjoon fechou os olhos rapidamente, e soltou o ar pela boca, como quem tirava uma tonelada dos ombros. Depois olhou ao longe, sorrindo mais uma vez. Tokyo, ainda o olhava, e sentiu as batidas em seu peito, a afirmando ser a hora deles se darem aquela segunda chance.

Ainda entre as lágrimas, passou os braços ao entorno da cintura dele, sem se importar com o que o resto da cidade ia pensar daquele gesto entre os dois. Sabiam que Tóquio os entenderia.

Namjoon a contornou em um abraço, encostando a lateral do rosto em seus cabelos e ali, prestou atenção nos ruídos urbanos da metrópole, em suas luzes, nas pessoas, nas árvores e em toda a atmosfera da capital japonesa.

Cortar os fios de comando que outros usavam para controlar sua vida, o fazia deixar de ser apenas um fantoche, mas também lhe deixavam sob o poder das incertezas que a vida pode apresentar.

Mas tudo bem, porque ele sabia desde o começo que aquele era o preço a pagar, ao tomar poder da direção de sua própria vida.

Quanto aquilo, se sentia tranquilo, porque desde que estivesse ali, poderia lidar com o amanhã.

Foi em Tóquio que Namjoon se sentiu amado e que se encontrou. E foi com Tokyo, que ele se sentiu em paz.

Naquela noite, não sentiria saudades de casa.

Kim Namjoon estava de volta à Tokyo.


'Cause they don't know you like I know you (...)

I don't wanna check into the Tokyo love hotel

I just want your love all to myself

"Porque eles não te conhecem como eu te conheço (...)

Eu não quero me hospedar no hotel do amor de Tóquio

Eu só quero o seu amor só para mim"

🌸

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