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v i n t e e s e t e

Chaos

🥀

Quando percebemos que tudo ao nosso redor é feito de mudanças, o olhar sobre as pequenas e quase insignificantes coisas mudam, a partir do momento em que perder algo ou alguém, todas as suas percepções sobre a vida se transformam, antes o que pouco lhe importava agora é um dos assuntos com mais atenção.

Quando os raios solares atravessaram pela brecha da janela e pude recuperar minha consciência, percebir que não estava em meu quarto e aquela não era minha cama, olhei em volta e me lembrei da noite passada, os momentos eram tão nítidos que parecia que eu estava de volta a nossas cenas, notei que Jimin não estava mais ao meu lado.

Passamos a madrugada conversando, soube algumas coisas suas, por exemplo que quando começa a ficar nervoso, ele mexe em seu cabelo, quando fica alegre demais o garoto mexe as suas mãos agitado e abre um sorriso envergonhado.

Sua atividade preferida é imaginar lugares que gostaria de visitar e seu sonho é poder voltar a dançar, eu não tentei saber sobre seus segredos ou procurar o motivo pelo qual o garoto parou com a dança, queria aproveitar o aconchego de seus braços e o carinho que suas mãos faziam em minha pele.

As vezes alguns detalhes, mesmos que sejam comuns fazem a diferença, conseguir pela noite toda esquecer do medo que me cercava, conseguir apreciar o som de uma risada ao invés de soluços angustiados.

Eram essas mesmas sensações que me faziam criar uma órbita ao redor de Park Jimin.

Quando a água quente se colidiu com meu corpo, o ar gélido sumiu entre meus dedos, tentei afastar meus pesadelos, desaparecer com a imagem de minha mãe gritando meu nome, esquecer da minha queda, deixando a minha vida a sua mercê.

Tudo era confuso e complexo demais para surgir algum final feliz, por mais que aconteçam momentos inesquecíveis, é sempre óbvio em como a tragédia nos acompanha, era claro que a atmosfera dramática estaria sempre ao lado.

Minhas roupas já estavam secas e dobradas sobre a cama, sorrir ao ver o cuidado do rapaz.

Quando meus pés descobertos tocaram o chão frio, meu coração logo tratou de bater em uma frequência desconhecida por mim.

Em minha frente estava a paisagem mais satisfatória que alguém poderia ver, Park Jimin estava concentrado na cozinha, sua expressão estava tão séria que pensei que o jovem era algum profissional, ele trajava uma calça simples e uma blusa branca com dois botões abertos, deixando a vista uma pequena parte de seu peitoral.

Seus olhos ao perceberem a presença de mais alguém se viram em minha direção, quase deixo um elogio sair de minha boca, ele estava belo demais, encantador ao ponto de me fazer querer ter uma câmera para registrar esse momento.

Park sorrir em minha direção, um sorriso tão angelical que seus olhos quase se fecham, não pude evitar parecer uma boba ao admirar-lo.

Caminho até ele, não tendo controle sobre minhas ações.

Seus braços logo se direcionam a minha cintura, sem ao menos notar, o rapaz me ergue, me deixando sentada sobre o balcão, um grito surpreso sai arrancando uma gargalhada contagiante dele.

Bom dia, bela esposa.- diz espalhando beijos por meu rosto, deixando por segundos embriagada por seu toque.

Minha mão segura sua nuca e a puxa para mais perto, meus olhos capturaram a imagem de Park sorrindo travesso, antes que eu possa retrucar-lo seus lábios macios estam sobre os meus.

Diferente do de ontem o nosso beijo não é desesperado, é apenas cada um desfrutando, degustando do tempo.

Era dócil e leve.

─ Bom dia, encantador esposo.- respondo após nos separamos, fazendo risadas preencherem o ambiente.

─ O que está fazendo?- perguntei enquanto brincava com os fios rebeldes de seu cabelo, sua cabeça estava apoiada em meu ombro, o garoto pareceu ficar por alguns segundos pensativo.

─ Estou preparando nosso café da manhã, não foi você que disse que seria eu o responsável por fazer todos os dias o nosso café?- respondeu ainda abraçado ao meu corpo.

─ Então vamos fugir? E eu vou pintar meu cabelo de rosa?- perguntei bem humorada.

─ O que acha? Quer partir que dia? Tenho que verificar minha agenda?- Jimin continua nossa brincadeira, me fazendo rir sem parar.

─ Você é louco.- repondir me recuperando da minha crise de risos.

─ E você também é.- respondeu cínico.

─ Então chegamos a uma bela conclusão.- falo fazendo uma pausa dramática.─ Nós definitivamente não somos normais.- termino sabendo que por mais que fosse uma brincadeira, a palavra normal não se encaixava em nosso vocabulário, não nos definia, apenas nos aprisionava em algo que era julgado como certo.

Eu estava gostando de como estávamos mas não sabia o que tínhamos, não queria me apegar a figura do rapaz porém não conseguia me afastar e o que aconteceu noite passada só provava a mim mesma que nada ali seria perfeito tampouco teria um desfecho positivo, éramos dois viciados, estragados o suficiente para não se envolver com alguém.

Era impossível prever o futuro contudo estava evidente que não ficaríamos juntos por muito tempo.

Talvez eu tivesse uma visão pessimista, talvez fosse o contrário.

Só era inacreditável existir um futuro entre eu e Park Jimin, a nossa imaginação cria uma espécie de sonho, algo que sonhamos em possuir e nesses meus pensamentos, aconteceria o nós, ficaríamos juntos por muito tempo.

Mas tudo isso não se passava de um sonho, algo tolo demais até para mim.

─ Está livre hoje, Crystal?- perguntou quebrando o silêncio.

─ Estou, irá me levar a um encontro, Park?- perguntei querendo provocar-lo mas sua face estava coberta de seriedade.

─ Preciso que vá comigo a um lugar.- fala atraindo minha curiosidade.─ Quero que me conheça por completo, só assim você decidirá se quer ficar comigo ou me afastar.- falou melancólico, fazendo o clima de tornar deprimente, triste ao ponto de me fazer duvidar se antes estávamos felizes.

Jimin manteu silêncio sobre onde íamos o caminho todo, sorriu um pouco quando o motorista nos perguntou se éramos um casal, foi uma surpresa para mim ao ver o garoto entrelaçar nossas mãos, seu dedo traçava linhas imaginárias em minha pele, notei seu nervosismo, principalmente quando encostei minha cabeça sobre seu ombro, ele não me encarou muito menos quando perguntei novamente qual era nosso destino, apenas trocou frases com o motorista e pareceu ingnorar minhas palavras.


Ao chegamos a uma rua não muito movimentada, o carro para, o rapaz paga o motorista e se despede. Ele nos leva a algum lugar desconhecido por mim, andamos em labirintos até paramos em frente a um estúdio de dança.

Letras grandes e chamativas davam ao local um ar sofisticado, o ambiente era calmo e relaxante, a estrutura era rica em detalhes e acabamentos, as paredes eram marcadas por cores em tons frios.

Jimin me deixa encarando cada canto e memorizando cada pequeno detalhe, ele conversa com uma mulher que aparenta ser a recepcionista, ela sorrir e entrega alguma chave ao rapaz.

Logo sou novamente pega de surpresa com sua mão se encaixando na minha.

─ Pode por gentileza me falar a que lugar iremos? Você está me evitando o caminho todo.- digo inquieta por suas ações, ele apenas ingnora minhas palavras e continua caminhando, me desvencilho de sua mão e o encaro esperando uma reposta.

─ Você irá vê quando chegamos lá, por favor confie em mim.- diz suspirando cansado, me mantenho calada, era uma conquista Jimin querer relevar sua máscara, isso fazia o arrependimento se tornar recorrente, eu o julguei como um livro sem conteúdo, como uma pessoa superficial mas já era nítido que Park possuía a profundidade como uma aliada.

Me sentir tola por ter criado uma versão totalmente oposta de Jimin em minha mente.

Uma porta é aberta, entramos em uma sala ampla, as paredes são marcadas por grandes espelhos, barras colocadas e uma caixa de som deixada ao canto.

Encaro tudo aquilo impressionada, vejo Park trancar a porta e caminhar até o centro, ele senta sobre o chão gélido.

Discretamente o jovem me convida para lhe fazer companhia, me aproximo e ficamos ambos sentados olhando o teto branco.

─ Deve está se perguntando o motivo para estamos aqui, na verdade eu não sei, fui tomado pelo impulso.- diz ansioso, evitando direcionar algum olhar para mim.─ Assim como a ponte é o seu refúgio, aqui é o meu, quando cheguei a cidade a primeira coisa que procurei foi um estúdio, mesmo sabendo que a dança não é algo alcançável para mim.- continuou, olhando o nosso reflexo pelo espelho.

─ Irá me mostrar quem é você sem sua máscara de verdade?- pergunto curiosa, ele volta seu olhar em mim e por pouco não me afogo a tempestade que ocorre dentro do rapaz. Engulo em seco antes de perguntar.─ Não se sinta pressionado, podemos fazer isso no seu tempo, tenho medo que você só se sinta obrigado a falar isso.- concluo, ganhando um sorriso sarcástico do rapaz.

─ Não estou fazendo isso porque estou me sentindo "obrigado", Crystal.- enfatiza sério.

─ Quero que descubra quem eu sou, assim poderá fugir e me afastar da sua vida.- disse melancólico.

Jimin se deita sobre o chão e eu o acompanho, seus braços me envolvem e apertam meu corpo contra si, ficamos nem dizer nada por minutos, aproveitando o singelo gesto de carinho.

─ Minha mãe adorava flores, desde pequena foi criada no campo, ela amava sua vida simples mas tudo isso isso desabou quando ela conheceu meu pai. Ele veio a uma viagem aos Estados Unidos e a conheceu, aconteceu por uma noite e isso estragou a vida de ambos, eu fui gerado na noite em que meus pais só procuravam diversão.- falou e sentir a mágoa em sua voz.

─ Minha mãe ficou grávida de mim, como a família do meu pai era conservadora, os dois se casaram e ela se mudou para a Coréia. Desde pequeno usei minha máscara, meus pais não se amavam e estavam juntos apenas por mim, a minha existência anulava a felicidade das pessoas que eu mais amava.- minhas mãos se encontram com as de Jimin, junto sentindo o calor se colidir com o frio.

─ Depois de anos em uma prisão eles se separaram, minha mãe voltou para a América e meu pai se casou com a mulher que realmente amava, lembro que passei todas as minhas férias aqui. Meu vício se iniciou depois do casamento de meu pai, eram noites me afogando na bebida, achei que ela tiraria a dor de mim, por isso não me importei com minha imagem, saia para festas e cometia diversos erros, só tinha uma coisa que me fazia sentir como se estivesse vivo, a dança.- disse sem emoção.

─ Entrei em uma equipe, eram apresentações, aplausos e várias críticas, eu amava aquilo, sentia como se meu trabalho fosse comover as pessoas, como se uma dança as tirasse da bolha deprimente que estavam vivendo, eu tinha tudo, Crystal, o mundo estava sob meus pés, fui criado sempre para ser o melhor, ser o centro das atenções, dançar era minha vida que parei de beber por meses, o álcool era meu inimigo.- continuei calada, absorvendo cada frase de Park, sentindo o peso de sua voz ao citar sobre seu passado.

─ Até que veio a queda, que arrancou minhas esperanças e o pouco de felicidade que me restava.- erguir meus olhos em sua direção, enxergando claramente o garoto tentando segurar suas lágrimas. Minhas mãos foram até lá, tentei enxugar-las, apagar seu sofrimento.

─ Jimin se isso vai te fazer sofrer, por favor não diga mais nada, podemos continuar outro dia, o importante é você está bem.- digo preocupada, discretamente um meio sorrioso aparece em seus lábios.

─ Eu usava heroína, quando não estava pensando no meu passado era porque eu estava sobre o efeito dela, era uma sensação boa, sabe? Me sentia livre e nada poderia me colocar para baixo, sabia o quão errado isso era mas não sabia que isso destruiria minha vida e levaria a minha mãe.- era cortante e sufocante não poder fazer nada.

─ No mesmo dia da apresentação mais importante da minha vida, descobrir faltando poucos minutos para meu solo que minha mãe estava morta, ela estava completamente sem vida e ninguém apareceu se importar o suficiente, sair o mais rápido que pude e peguei o primeiro vôo, mas infelizmente era tarde demais, eu enxerguei a cena, vi o sorriso gentil dela ser substituído por uma expressão apática, tive a certeza que aquilo era o extremo da dor, até ver a seringa ao lado de seu corpo, não demorou muito para saber a causa, heroína, da forma mais letal e torturante.- escutei seu choro contido, sentir meu coração se partir em pedaços inimagináveis, o ar escapou de mim, meus pulmões doíam e sem notar uma lágrima desceu, fazendo seu trajeto até o chão, me levando a crer que nunca em hipótese alguma, eu e o garoto de olhos melancólicos teríamos a chance de ser felizes.

─ Depois disso tudo desmoronou, quando voltei a Coréia, descobrir que todos ficaram bravos com minha atitude, fui afastado, meu pai e minha madrasta foram os únicos ao meu lado, eu bebia de dia, ingeria o álcool em qualquer ocasião, passava a noite em bares, arrumava confusão e sempre amanhecia com hematomas por meu corpo.- enquanto sua mão continuava entrelaçada na minha, ele se segurava, sabendo que a qualquer momento desabaria todas as suas emoções.

─ Faz poucos meses que acordei de um coma alcoólico, foi o ápice para que eu me mudasse para a cidade natal da minha mãe, com a minha mudança para aqui, pensei que poderia recompensar pelos anos em que fui um filho rebelde, que se negava a ver-la, meus avós maternos me detestatam, acham que eu fui o responsável pela morte dela, acham que se não fosse por mim, ela ainda estaria aqui.- respirou fundo.─ Talvez eles estejam certos, na minha vida aconteram tantas tragédias que esse talvez seja meu destino.- disse em um misto de sarcasmo e tristeza.

Aquele nosso momento era deplorável, angustiante ao ponto de me fazer desejar que a morte nos leve, que ela nos entregue a felicidade.

Nós seríamos realmente libertos após a morte?

Não me atrevir a falar, pois sabia que não era necessário.

Porque só o silêncio respondia a todas as dúvidas e incertezas, só ele deixava transparente a ruína que restava em nós.

─ Sou um viciado e com a vida destruída, destruo as pessoas em minha volta e as estrago, quando você me perguntou quem eu era sem minha máscara, meu desejo era responder que eu era sincero comigo mesmo, que era um cara normal mas isso não passa de uma bobagem, a verdade por trás da sua pergunta é essa, eu não sou nada sem minha máscara porque ela é a única coisa que me mantém respirando, não é ilusório, é a realidade, Crystal e isso dói.- palavras podem quebrar alguém, podem arrancar seu coração e pisotear-lo em sua frente, podem despedaçar a barreira que estava posta.

─ Você ainda usa?- perguntei em um sussurro quase inadiável, Jimin rir sem humor.

─ Não.- falou simplório.─ Como poderia continuar a ingerir algo que matou minha mãe?, como poderia continuar com a heroína sabendo que ela também usava? Faz três meses que a afastei da minha vida, faz apenas três meses que decidir fingir viver, porque eu sei que o meu castigo é está vivo, por todos os erros que cometi, por conta da minha existência ser um erro.- o garoto falou cortante, sua voz saía rouca, dominada pelos soluços.

Palavras machucam

Destroem

Corroem a alma e a faz implorar por misericórdia.

Como um maldito espelho, Park Jimin me quebra e deixa meus estilhaços cravarem em sua pele.

(...)

🥀

A heroína é uma das drogas mais potentes, viciantes e mortais do mundo. Derivada de algumas espécies da papoula, a Papaver somniferum — um tipo de planta nativa do Oriente Médio e de países do sul da Europa —, assim como o ópio, essa droga ilícita é obtida pela transformação química da morfina.

Continua?

Gostaram desse capítulo?

Respondam aqui: Quando você ler TSI, quais sensações a leitura desperta em você?

Em mim é um misto de emoções, é sofrimento mas ao mesmo tempo é uma narrativa calma.

Confesso que fiz esse capítulo as lágrimas, nossos bebês sofrem demais 🤧🤧

Estou amando escrever essa história e vocês estam gostando também ?

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Até a próxima !!!

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