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v i n t e e q u a t r o

Aviso: o seguinte capítulo pode apresentar gatilhos emocionais, se você for sensível não leia, preserve sua saúde mental.

Chaos

🥀

Era uma vez um castelo, a estrutura perfeitamente arrumada, o território era imenso que até seus inimigos se rendiam, o rei se sentia solitário, em um belo dia ele saiu de sua casa e foi até a vila, mesmo vendo várias moças nenhuma lhe chamou a atenção.

Até que ele a viu.

Ela era como um anjo, intocável e delicada.

Ela possuía uma beleza divina.

Ele a admirou como uma deusa.

Juntos eles formaram uma família, os olhos azuis como oceanos eram o charme de sua reputação.

Os olhos alheios sempre estavam sobre eles, parecia algo inacreditável, eram seres estrategicamente perfeitos demais.

Mas após anos as paredes firmes do Castelo amaldiçoado começaram a ruir.

Sua ruína havia chegado

Assim como o fim da família Walker.

A pior escolha foi achar que as mentiras seriam guardadas pelo resto de suas vidas, mas a partir do momento que o limite entre a dor e a sobrevivência se tornou insuportável, não havia mais meios de fugir.

Era nítido que nada e nem ninguém controlaria a tempestade que estava a ser formar.

─ Filha, por que fala isso? Não investir na sua educação para você ter esse comportamento, Crystal.- disse meu pai fingindo seu tom preocupado.

Nunca houve nenhum sentimento vindo dele.

Rir de suas palavras mesmo sentindo as unhas de Katherine cravarem em meus braços, um sinal de advertência.

Eu poderia simplesmente ingnorar aquilo, fingir que era uma filha exemplar e voltar apenas algumas meses depois.

Mas estava cansada

Estava completamente exausta de aguentar tudo para mim, pela primeira vez não impedir a raiva acumulada durante anos.

─ Não seja tão cínico Ethan, não combina com você, investir? Você nunca se deu o trabalho de ser um pai presente, sabia o que ela fazia comigo mas não a impediu, você deixou isso acontecer, não me peça misericórdia muito menos um perdão, não ligo se sou um pecadora, a única coisa que me interessa é quando a máscara de vocês finalmente irá cair.- minha voz tinha determinação, havia uma força que nem eu sabia de onde vinha.

Qual era a origem daquela coragem?

Meu coração batia em um rirtmo descontrolado, não sabia em como ninguém havia percebido nossa discussão.

Minha garganta se apertava, doía ao ponto de me fazer sentir a angústia.

Minhas mãos tremiam, o nervosismo havia dominado cada célula minha, o que estava acontecendo comigo?

O clima estava tenso, o silêncio era como um grito ensurdecedor, meu pai me queima com seus olhos e minha mãe deseja minha morte silenciosamente.

Ruína

Tudo estava perdido;

Automaticamente me calo, talvez não agora, não aqui.

Virei meu olhar e encontrei minha mãe me encarando, seu olhar era assustador, a última vez que a tinha visto assim foi quando passei na faculdade e não lhe contei.

Olho para meu braço, sentindo minha pele arder e meu braço ser marcado de feridas, o sangue parecia um líquido venenoso.

Letal

─ Acho que isso foi o suficiente por hoje, amanhã nos encontramos novamente, querido.- diz Katherine, sorrindo superficialmente.

Antes de sair olho novamente para meu pai, me aproximo dele, fugindo do aperto de minha mãe.

─ Mesmo não estando lá, você foi o gatilho para a minha morte, pai.- falo sussurrando próximo ao seu ouvido, ele me encara surpreso.

Foi minha primeira e única confissão a ele.

Ao homem que prometeu me proteger dos perigos da vida.

Ao homem que disse que eu seria sempre sua princesa.

O homem que ingnorou meus pedidos de socorro e se calou quando minha mãe tomou controle sobre mim.

Havia culpa em meu olhar, havia o remorso que guardei por anos.

Ele era o meu pai mas por que não me amou?

Por que não me protegeu?

Por que preferiu sair durantes noites e não ficou comigo?

Machucava saber que a palavra família era sagrada, machucava saber que a minha própria família não me amava.

Doía que chegava a ser insuportável o aperto em meu coração.

Eles não me amavam, me viam apenas como uma boneca de porcelana.

Eu os detestava e me odiava por ainda achar que eles talvez algum dia me amassem.

Quando chegamos em casa, corrir até meu quarto sentindo seus passos calculados atrás de mim.

A porta foi trancada;

Era novamente sua seção de tortura.

─ Está louca?- grita nervosa, passando suas mãos por seu cabelo. ─ O que pensa que está fazendo Crystal?, agindo como uma criança? Quando você irá crescer? Quando?- diz com a voz carregada de raiva.

Suas mãos saem de seu cabelo e vagamente ela caminha até mim.

Passos calculados

Passos perigosos

Alguém me salve

Alguém me tire daqui

Por favor

Katherine segura meu rosto com força, a ira dominava cada parte sua, seus olhos eram medonhos.

─ Onde sua cabeça está, sua inútil?- perguntou olhando duramente para mim, ela riu do meu silêncio.

Riu da minha desgraça
E isso me descontrolou

─ Inútil? É assim que ver sua filha?- a questionei, não recebendo uma reposta, respirando fundo resolvo continuar.

─ Eu doei anos da minha vida para você, eu desistir de tudo apenas para te ver sorrir mas o que ganho em troca? Apenas a sua raiva, me responda mãe em algum momento da sua vida você me amou?

As palavras escaparam rapidamente, o limite havia sido quebrado.

Estava na hora da tempestade.

A queda da dinastia Walker.

─ Desde quando você ficou tão patética? Não seja ingrata Cystal, quem ajudou você fui eu, quem te fez ser o que é hoje foi somente eu. Acha realmente que alguém te aceitaria com aquela aparência?- disse com desprezo, sorrir sem humor, queria evitar as lágrimas que teimavam em sair.

─ Como tem a coragem de dizer isso? Como?- confessei, sentindo meus olhos queimarem.

Seja forte Cystal

Resista

─ Vamos ser sinceras, querida filha, sem mim você não seria nada.- falou alisando meu cabelo.

Tremo diante de seu olhar mas não desisto de começar a nossa guerra.

─ Sua interferência em minha vida acabou comigo, as roupas, o modo em como eu falava nada era o suficiente, eu só queria que você me amasse, queria receber um elogio seu, então fiz tudo que suas ordens me diziam, mas nunca recebir uma única aprovação sua, me inscrevi na faculdade escondida porque seu desejo era que eu me tornasse uma esposa troféu assim como você, mamãe, sua vontade era que sua filha virasse uma boneca, que não tem vontade própria e vive apenas para o marido.

Quando pronunciei cada palavras era tarde demais para remover o impacto que elas causaram.

Em instantes a mão de Katherine foi em meu rosto, em um tapa que machucava não só minha pele mas também meu coração.

Sua respiração estava nervosa e incontrolável.

As lágrimas saiam livres em meu rosto, faziam sua trajetória até chegar ao chão gélido.

─ SUA INSOLENTE!, como ousa? Eu te tratei como uma princesa, fiz sua vida ser perfeita, olhe para essas pessoas, elas são tolas demais mas você foi perfeitamente desenhada, como não percebe tudo o que fiz por você?- se aproximando ainda mais ela me ameaçou.

Eu estava inerte e sem palavras.

Ela me bateu

Ela me bateu

Ela não me ama

Minha mãe não se importa comigo.

─ Acontece que eu não queria ser a droga de uma princesa, eu não pedir por essa vida, mãe.- respondi reunindo os restos de vida que me sobraram.

Sua mão se levantam novamente mas antes de chegar ao meu rosto a impedi. Ficamos a centímetros de distância, ergui meu dedo em seu rosto.

Havia acabado a história da garota perdida agora só restava a garota com olhos opacos.

Katherine Walker me matou, foi você a responsável pelo meu fim.- pronunciei entregando toda a intensidade que tinha em meu corpo.

─ Eu estava doente, mas seu orgulho era forte demais para me ajudar, você escutava meus vômitos por noites seguidas, ingnorou quando eu comia quantidades exageradas e depois colocava tudo para fora, preferiu fechar seus ouvidos quando a psicóloga admitiu que eu estava com bulimia nervosa, se negou a abrir seus olhos quando fui ao hospital pela primeira vez.- meu sofrimento era claro a falar sobre uma parte do meu passado que tanto ingnorei.

Meu choro não era contido, meus lábios tremiam quando eu prendir o soluço.

Os olhos arregalados da mulher eram destruidores.

─ Enquanto eu implorei por ajuda, você não me ouviu mãe, mesmo que isso significasse perder sua única filha.- confesso me afastando, encarando a penteadeira.

Ela sempre esteve ali.

Peguei o jarro de flores e o lancei, enxergando calmamente o vidro estilhaçado.

Fragmentos de uma vida.

Partes de uma dor.

Meu corpo caiu sobre o chão, senti alguns cacos de vidro entrerem mas ingnorei.

─ Por que preferiu manter as aparências ao invés de me manter viva?- sussurrei com a voz baixa.

Perdendo todas as minhas lutas.

Entregando a vitória a ela.

Havia um abismo e eu cair nele.

Havia um precipício e eu me joguei nele.

Havia uma vida e eu a perdir.

Eu queria voltar para casa, não um lugar vazio.

Eu queria o conforto.

Eu queria alguém.

Eu queria viver.

Ela não disse nada, seu olhar era um misto de supresa e confusão.

Quase ninguém sabia do meu transtorno alimentar, minha mãe negou que eu tivesse um acompanhamento psicológico, ela acreditava que os vizinhos falariam.

Ela desejava o poder e não ganhar pena das pessoas.

Os Walkers eram impiedosos.

Esse capítulo é necessário para entendermos a mente e o passado da Crystal, é um assunto delicado, eu sei e tentei trabalhar da forma mais simplificada possível para que não haja dúvidas. Absolutamente nenhum dos assuntos retratados em TSI é romantizado.

Transtornos alimentares são algo que a cada ano vem ganhando força, não só no Brasil como em outros países, a pressão estética do corpo perfeito junto ao crescimento das redes sociais fazem isso se tornar recorrente, a bulimia nervosa começa quieta mas depois se manifesta, esse capítulo e o próximo vão retratar com mais profundidade desse tema, mas os restantes capítulos não conterão a mesma intensidade, pois nós quero que a historia fique"pesada" demais.

Bulimia ou bulimia nervosa é um transtorno alimentar. É caracterizada por episódios recorrentes de compulsão alimentar seguidos por comportamentos compensatórios como, por exemplo, a provocação de vômito.

Uma pessoa com bulimia nervosa pode se perder em um ciclo perigoso, comendo sem controle e tentando compensar. Isso pode levar a sentimentos de vergonha, culpa e desânimo. Esses comportamentos podem se tornar mais compulsivos e incontroláveis ao longo do tempo, e levar a uma obsessão com alimentos, pensamentos sobre como comer (ou não comer), perda de peso, dieta e imagem corporal.

Me desculpem a demora para atualizar, esse capítulo dediquei o máximo de atenção para não errar.

Quero muito agradecer a quem está lendo TSI, dá uma alegria imensa quando alguém vota no capítulo e eu fico toda boba quando tem comentário, muito obrigada de verdade a você que está lendo.

Não se esqueçam de votar no capítulo pois isso é muito importante e especial para mim, aperte na estrelinha (☆).

Também não se esqueça de comentar pois isso me incentiva bastante, viu?

Muito obrigada pelas 900 leituras !!

Até a próxima.

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