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t r i n t a e n o v e

Chaos

🥀

Pensamentos que voam para o céu, tendem a possuir sonhos, alguns imprevisíveis e outros otimistas.

Quando a solidão é nossa companheira  por muito tempo qualquer companhia desconhecida é afastada, qualquer meio que invada nosso espaço é visto como uma ameaça.

Amar Park Jimin era arriscado

Deixar de amá-lo era impossível

Improvável que esse sentimento saía de mim e que as raízes presas não se libertem.

Voltarie disse que as paixões são como as ventanias que incham as velas do navio. Algumas vezes o afundam, mas sem elas não se pode navegar.

Lembrei que em uma das aulas de história me interessei por essa citação, eu tinha um livro sobre Voltarie, sobre sua vida e seus ideais.

Era um dos meus preferidos por contar a verdade da forma mais cruel possível, as vezes nossa voz se perde em meios as tantos gritos do mundo, as vezes nossas razões são peculiares para serem aceitas, eu tinha a certeza que a minha vida estava fadada ao superficial.

Até eu enxergar a figura que trouxe outras definições para minha vida.

Achei uma certeza em suas sentenças 

Porque perdi o rumo da minha vida quando encarei o garoto naquela noite, quando decidi desafiá-lo num confronto onde claramente eu era perdedora.

Uma batalha de cicatrizes 

De memórias 

De traumas 

E, principalmente de dores.

Todas as minhas percepções mudaram depois deixei com que ele se invadisse cada parte desconhecida minha.

Eu tinha resquícios de consciência até encontrá-lo.

Me desfiz de seu toque sobre minha pele subjugada pela água gélida que esfriava, minhas mãos ainda sentem a textura macia de seus dedos, o carinho singelo e delicado que pacificou o turbilhão de pensamentos incômodos. A lembrança de quando encarei seus olhos melancólicos, quis reprimir a imensa vontade de voltar atrás de minha decisão.

Era o melhor para nós dois 

Repeti cética que acreditaria 

Era o melhor para nossos corações 

Retornava aos meus ouvidos as afirmações.

Minha garganta estava seca, doía a medida em que eu tentava pronunciar algo, meu coração batia em frequências absurdas, a dor física me consumia e desejei que só fosse ela, que só essa tortura me consumisse.

As lágrimas apareceram, permitindo a carga dramática, desesperada e ferida consumindo cada inspiração de ar, lamentando gradativamente os soluços audíveis.

Segurei ao máximo a saudades de ir até Park, porque continuar com ele seria a sua destruição.

O dom característico de Crystal Walker 

Trazer a ruína 

Um fruto indesejado

Terminei meu banho, vestindo apenas uma blusa branca de mangas longas e uma calça jeans, optei por colocar um tênis com detalhes preto e branco. Ajeitando as mechas escuras que caíam sobre meu rosto, o espelho refletia apenas uma imagem indistinguível, os olhos azuis nublados como se não sentissem absolutamente nada, as olheiras fundas deixando claro uma noite conturbada e o cabelo completamente rebelde, que chegava até meus ombros, um reflexo altamente bagunçado.

Talvez desordem seja o que se aplique minha vida.

Abri a porta do dormitório e andei tentando parecer forte, contudo, não conseguia distinguir meu corpo e minha mente, pois o abalo fez a dor inflamar em mim, minha cabeça estava perdida em si mesma, fracos de veneno estavam sendo jogados por minhas correntes sanguíneas, o medo dominou cada vez mais meu subconsciente.

Era um novo dia 

Um dia depois de nosso término

Encarei a tela do celular, havia mensagens de Susan, sem ao mesmo parecer um sorriso sincero escapou de meus lábios, amizades nunca foram meu foco principal e interagir com pessoas era cansativo e entediante.

Quando nos conhecemos a garota de cabelos loiros brilhantes era uma novata assim como eu, seus olhos transmitiam inocência e empolgação enquanto os meus apenas eram prepotentes, duas personalidades opostas e com gostos distintos.

Susan preferia pop, eu era amante de músicas músicas clássicas.

Ela preferia passar a noite em alguma festa, mas o meu gosto era por virar a madrugada consumindo o máximo possível de cirgarros.

Suas roupas eram sempre floridas ou com a cor amarela no meio, sua obsessão por essa cor as vezes me assustava. Minhas percepções são que sua vestimenta define pelo menos uma parte de sua personalidade, e as minhas eram sempre monocromáticas, focadas somente no branco, preto e no cinza, algumas situações, usava azul já que minha amiga dizia que combinava com meus olhos.

Susan

Espero que esteja bem ❤

Como foi sua noite com Park Jimin?

Sua danada, se divertiu com seu homem?

Crystal, me responda!!! Foi uma noite inesquecível???

Gargalhei ao analisar sua última mensagem, foi como um sopro de leveza para toda a fortaleza de verdades cortantes que não resistia ao machucar cada parte minha.

Suspirei exausta, meus músculos reclamavam doloridos pelas diversas vezes que tentei achar uma posição confortável para dormir, minha cabeça doía pelo choro intenso que dominou minha noite.

Fiz muitas escolhas erradas em minha vida, errei ao tomar decisões precipitadas, realizei ações difíceis, nas quais o vício era meu único aliado, afinal o que era morrer para quem já desejava isso a anos?. Pensei muitas vezes que não era forte o suficiente para sobreviver.

Tudo que restava agora eram memórias, que enchiam e lotavam, saiam de casulos como belas borboletas, trazendo novas gerações e morrendo com elas. O bater de suas asas, os movimentos sutis ao estar sobre o céu eram os momentos especiais sobrevoando a espera de liberdade.

Tornou-se um ciclo vicioso

Por mais que eu nunca soubesse nossa exata relação, tinha a plena certeza que Jimin estava determinado a ficar comigo ao invés de voltar aos palcos, entretanto não era esse amor que desejei, não era isso que deveria ser nosso desfecho.

Embora a satisfação por sua conquista, senti que todas as paredes estavam me pressionando, que cada vez que o encarava a dor que não poder mais vê-lo todos os dias machucou mas o sentimento de negatividade deixou evidente que a busca pela sua felicidade não está comigo.

Park despertou o melhor em mim enquanto eu tentava ver o pior de nós dois, o jeito em como ele dançava e maneira em como me tocou com seu talento, transmitindo tudo através de seus movimentos era único, cada momento foi e sempre será memorável, eu o deixei livre do meu caos e aberto para sua jornada de autoconhecimento.

Nós dois atingimos um caminho com  carinho, desespero e pura crueldade, as fagulhas esclarecedoras perfuram meu coração, mergulham em um mar profundo demais.

Desejava o melhor para o garoto de olhos melancólicos, porque durante nosso relacionamento ele se dispôs a doar cada sorriso seu à mim, ele entregou seu coração em minhas mãos enquanto eu estava afetada pelo medo.

Park Jimin se jogou em águas rasas ao se envolver comigo.

Havia se passado dois dias após o nosso término, exatamente quarentena e oito horas em que eu refletia se havia feito a coisa certa.

Gostaria de ter sido egoísta

Gostaria de ter aceitado que ele ficaria ao meu lado, deveria apoiá-lo com sua decisão, seríamos felizes e viveríamos como um casal comum.

Apesar de desejar tê-lo, de dormir com seus braços garantindo minha segurança e suas mãos acariciando meu cabelo, Jimin prometeu os céus e os trouxe até nós, com suas falas hábeis e seus olhos indescritíveis ele trouxe a temporada mais feliz que já tive a chance de viver.

Se agarre na felicidade e não a deixe escapar

Era uma frase amarga, porque por um único tempo, um único momento, eu percebi que o amor não é sobre quem se doa mais ou quem será o perdedor desse jogo.

Durante o tempo que Park Jimin permaneceu comigo, amar se tornou imbatível e as vezes, silenciosamente esse sentimento demonstrou que a libertação da pessoa que você ama é mais importante do que uma relação refletida de inseguranças.

Ele precisava alcançar seus sonhos e eu precisava conhecer a minha nova versão desconectada de lamentações.

─ Só tinha dois sabores, não sabia se você gostava de abacaxi, então comprei de morango.— Susan jogou o pacote de balas em minha direção, amparei antes que o caisse no gramado.

A garota vestia uma saia xadrez acompanhada com a um suéter amarelo pastel, escondi uma risada bem humorada, apreciava seu estilo.

Estávamos perto das arquibancadas, enquanto a maioria estava no refeitório, preferi evitá-lo, porque se o visse provavelmente correria para seus braços. Minha amiga preferiu permanecer ao meu lado, sabia que ela estava para tentar evitar meu descontrole, assegurando minhas emoções instáveis.

─ Tanto faz, é doce, não tem como não ser bom.— respondi simplista, a garota pegou minha caixa de cigarros e colocou em sua bolsa, me encarando decepcionada.

─ Pensei que depois do seu confronto com Katherine, você pararia.— disse e a negação é evidente em sua face.

─ Eu estou tentando, mas é difícil, os cigarros me acompanharam durante todo meu crescimento. Agora me diz por que quis ficar aqui comigo e não com seu namorado?— questionei, colocando umas das maravilhas doces em minha boca, a avaliei enxergando seu semblante nervoso.

Susan era transparente com seus sentimentos, era um tanto fácil desvendar o que havia acontecido.

─ Quero levar Aaron para conhecer minha família, mas tenho medo que meus pais não gostem dele — declarou em suspiro frustrado, encostando-se sobre meu ombro ─ Não quero terminar nosso relacionamento, mas também não quero ter que brigar com meus pais.

Sua relação era complicada, filha única de pais super protetores com um cuidado excessivo sobre suas ações, foi um desafio e tanto para a que a mãe de Susan me aceitasse em sua casa, somente no segundo ano de faculdade pude visitar-la, e depois seus pais amaram minha presença em sua família, me sentia incluída em algo mais perto de acolhimento.

Apoei minha cabeça em minhas mãos, tentei evitar as lembranças do dia em que eu e o garoto tivemos nossa primeira impressão, a nossa primeira vista superficial um do outro.

─ Converse com ele, a falta de diálogo normalmente leva a términos, então tente ver a opinião dele sobre isso e converse com seus pais, tentem chegar a um consenso.— respondi sincera, a jovem me abraçou apertado e fiquei grata por ela não ter citado Park em nossa conversa.

─ Nunca pensei que pediria a Crystal Walker conselhos amorosos — disse sarcástica, afastei seu corpo a vendo tentando segurar a risada ─ Eu estava brincando, relaxa.

Nossas risadas preencheram o ambiente, o calor afetuoso de uma amizade me fazia esquecer da tristeza presa em uma parte do meu coração.

─ Quero que seja feliz— comecei, umidecendo os lábios ─ Seja com Aaron ou sozinha, agradeço por tudo, todas as vezes em que você me ajudou com minhas crises, quando deixou o panfleto sobre o grupo de apoio na minha cama, isso mudou minha vida.

Confessei deixando explícito minha gratidão, meus sentimentos verdadeiros.

─ Você é uma pestinha mas eu suporto amo mesmo assim.— respondeu emotiva, bati delicadamente sobre sua testa afim de dissipar suas lágrimas.

─ E você é uma santinha travessa, acho que suporto você também.— retribui sua declaração, reclamando alto quando ela também bateu em mim.

─ Agora vai lá no seu namorado e tenha uma conversa decente com ele, de solteira nessa amizade já basta eu.— empurei seu corpo, pontuando o sarcasmo em minha voz.

─ Já entendi, sua chata!— respondeu caminhando até o refeitório.

Aos poucos outras figuras começam a aparecer, os jogadores, as líderes de torcida, os admirados, todos passam por meus olhos e ao contrário de todas as vezes, eu preferi apenas permanecer quieta, sem julgamentos errados.

Sair em meio a aula não estava nos meus planos, escapar de todas as emoções negativas parecia mais justo que enfrentar meus devaneio. Em busca de pelo menos um pouco de paz, fui até o lugar que foi meu refúgio, caminhei até a pessoa que soube pela primeira vez que ainda restava esperanças em mim.

─ Crystal o que está fazendo aqui?— perguntou o mais velho, encarei o rosto de Erick, havia se passado algum tempo em que eu não frequentava o "eyes of hope", sentia falta das seções terapêuticas, da sensação que existia mais pessoas que me compreendiam.

─ Eu…acho…que — respirei fundo, tentando formular uma reposta coerente.

─ Teve pesadelos novamente ?—perguntou soando preocupado. Assenti brevemente, percebendo sua face supresa ao me ver ali, nos guiou até sua sala, em tentativas falhas, o controle aos poucos escapava entre meus dedos.

Caminhei até a poltrona confortável e me sentei sobre ela, a sala era confortante, as paredes em tons de azul claro e os quadros com a família do homem transmitiam harmonia.

─ Dessa vez são constantes, estou tentando parar de fumar mas todas as vezes me lembro das palavras ácidas, do aperto dela em meu cabelo e das tentativas falhas de fazer uma dieta.— não sabia se devia está ali, não era a primeira vez que o visitava perdida, sem rumo, todavia, era a única vez em que de fato, eu estava pronta para a próxima etapa.

A certeza que encaixava em ajudar a garota quebrada.

─ Por que você quer parar de fumar?— segurou um pequeno bloco de notas 
─ Por que deseja tanto esquecer dessas memórias?— o timbre de sua voz era tranquilo, como se quisesse deixar o ambiente ameno.

Mordi meu lábio inferior, nervosa sobre as diversas palavras que estavam espalhadas, prontas para serem libertas.

─ O que você quer apreender com isso?— perguntou cauteloso, me senti a mesma garota de anos atrás, que fugia da mãe e tinha medo até de si mesma, a jovem ingênua.

─ Eu só quero acordar e sentir que o dia vai ser normal, quero apenas aproveitar o momento sem pensar que a qualquer instante tudo vai desmoronar — respondi de imediato ─ Todos os dias, quando uma coisa boa acontece, sempre penso que no dia seguinte alguma tragédia vai acontecer, penso que quando finalmente estou feliz, tudo isso vai ser tirado de mim quando eu acordar.

─ Continue — incentivou minha confissão.

─ Só desejo ter a melhor versão da Crystal comigo e que minha existência não seja só um propósito de sofrimento. — despejei, soando sincera.

Virei-me para Erick, a compreensão em seus olhos me assustou, pois me senti colocada novamente no mesmo lugar que prometi mudar e não deixar com que as pessoas se aproveitassem de mim.

─ Como são seus pesadelos, Crystal?— questionou, baixei meu olhar, não suportando a dor intensa de recodar das madrugadas deprimentes. 

─ É tudo sobre ela— abracei minhas pernas, lutando para não fraquejar ─ Dos castigos quando não cumpria suas ordens, das vezes em que eu ficava alucinada para ter o corpo perfeito e a ansiedade me dominava, quando menos percebia estava comendo descontroladamente, faminta para acabar com a dor da rejeição.

Apertei os braços em torno de meu joelho, em uma posição distante da postura segura que demonstrava aos outros.

─ E seus sonhos, como são?— questionei após um curto silencio.

─ São perfeitos— emiti com uma expressão boba no rosto ─ Tudo que tenho são lembranças do meu tempo com Jimin e as aventuras que passei com Susan, são pensamentos positivos.

─ Crystal, serei honesto, eu preciso que seja real dessa vez, tenho que acreditar que você tentará de verdade se desprender do seu passado.— deixou de canto o caderninho, cruzou suas mãos entre si.

─ A sua saúde mental é importante, os seus pensamentos negativos são importantes, através de suas emoções, iremos guiar seu vício e o seu futuro.— Erick avalia meu estado.

Dessa vez era real

─ Está disposta a tentar recomeçar? Está preparada para enxergar que tantos as coisas que te fazem feliz e triste podem ser fundamentais para seu crescimento?— soltou expressivo, deixando nítido que agora tudo seria mais acentuado.

De todas as vezes eu fugi, quando conhecir Erick, quando ele me ofereceu participar do grupo, todas as suas tentativas era para que eu finalmente tivesse minha evolução.

Tive a sensação de ser introduzida em um abismo eterno

De perigos

De vícios

De feridas

E, agora precisava sair dele.

"A melhor versão de si mesmo."- dizia um dos quadros motivacionais.

─ Eu quero isso.— o tom saiu rapidamente, forte e decidido.

─ Apenas quando voltar, pense o que você diria para a Crystal do passado — concluiu, o homem arrancou uma folha do seu caderno, erguendo em minha direção o desenho de uma borboleta.

─ Vejo o ser humano como uma borboleta, quando lagarta trabalha arduamente para garantir sua sobrevivência, com o sonho de transforma-se, aprecia o vôo da borboleta e sonha em se torna uma. Ela acredita e batalha para isso, pensa que em todos os dias seus esforços vão valer a pena — falou despertando meu interesse ─ A questão é que a lagarta possui duas opções, fazer o que tem que ser feito ou esperar que as coisas aconteçam.

─ Após a hibernação, as borboletas contribuem para a natureza, para os jardins e as flores, elas inspiram outras lagartas que desejam se transformar. Somos seres imperfeitos, nós criamos nosso próprio destino, assim como essa metáfora temos sonhos e precisamos lutar por eles, precisamos apesar da maldade apreciar cada segundo de nossa vida, existem fases e nelas temos a nossa versão. Quem você é agora e passado, eles vão ser necessário para seu desenvolvimento.— eu sorri, reprimindo as incontáveis emoções, porque suas falas mexeram comigo, com minhas razões.

─ Não se prenda apenas as imperfeições, enxergue mais sobre as qualidades, e permita-se seguir em frente, não esqueça seus traumas, os supere.— segurei o papel, o rabisco de suas asas com pequenas bolinhas desenhadas, as linhas contornando sua figura frágil  e o significado através daquilo são tocantes e completamente vívidos.

─ Vou continuar e dessa vez garanto não fugir, de novo.— falei brincando, ele sorriu orgulhoso e eu aproveitei pela primeira vez para relaxar.

Me permitido ser feliz 

De verdade.

(...)

Continua?

Gostaram do capítulo?

Estam gostando da história?

Isso mesmo meu povo, esse foi o penúltimo capítulo de TSI 🤧

Desculpem a demora, terminei oficialmente de escrever Todas as suas imperfeições, estava apenas ajeitando alguns detalhes da história que me incomodavam.

O último capítulo será postado nessa semana ainda e o epílogo só na próxima semana, ok?

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