Capítulo 9
Eles foram direto para casa de Gabrielle. A ômega ficou na festa para resolver o que precisasse e mandou o filho para cuidar de seu ômega. O caminho de volta foi feito no silêncio, um segurava a mão do outro fortemente, mas não falaram nada. René os deixou no portão e voltou para ajudar Gabrielle, o que deixou Lestat e Louis sozinhos na grande casa.
- Ma lune - Lestat disse quando entraram no quarto, ele tirou o terno porque mesmo que tivesse limpado o sangue das mãos, ainda havia o sangue em suas roupas - você está tremendo.
- Eu não sei porquê - ele respondeu confuso e seu alfa o abraçou.
- Está tudo bem, você está a salvo. Me perdoe por ter demorado para te encontrar.
- Non, a culpa não é sua! Você não fez nada de errado! - Louis negou imediatamente - Eu...
- Ma lune, vamos combinar que nenhum de nós tem culpa? - ele o interrompeu carinhosamente - Agora me explique porque está tremendo, eu te assustei?
- Non! Eu não sei o que houve, eu... estou confuso...
- Sobre o que? - Lestat perguntou docemente, fazendo carinho no rosto do ômega.
- Nós.. eu... eu não sei bem... o que aconteceu foi minha culpa? De algum jeito eu provoquei? Eu sei que devia estar com medo, mas acho que tem algo de errado de comigo.
- Ma lune, você foi a única vitima da situação, nada justifica assédio - o alfa disse sério - e não tem nada de errado com você, você é perfeito.
- Non! - o ômega negou veemente com a cabeça - Eu me sinto diferente, eu sempre me senti, mas agora é mais. Quando as pessoas te tocavam, eu ficava com raiva, mas eu não gosto disso, ciúmes não é bom! - Lestat sorriu de canto com aquilo - E eu não fiquei com medo, de novo eu não fiquei com medo quando você bateu naquele alfa.
- Isso te incomoda?
- Non, mas deveria - Louis falava rápido - eu sei que deveria, mas não incomoda. Eu te vi bater no policial, te vi ameaçar outras pessoas e sei que naquele dia, naquele escritório, você bateu em alguém, mas eu não me importo. Eu tenho muito mais medo de você me deixar, do que você pode fazer, porque eu sei, de alguma forma eu só sei, que você nunca vai fazer nada contra mim. E talvez seja egoísta, mas eu não importo que você faça essas coisas com outras pessoas, porque se você estiver comigo, está tudo bem. Eu não quero parecer dependente emocional e eu nem quero ser, eu juro! Mas eu sinto dor quando você se afasta e só de pensar em você ir embora...
Lestat puxou o ômega de volta para os seus braços, o abraçando ainda mais forte e deixando que Louis se acalmasse. Os olhos do ômega estavam molhados e algumas lágrimas escorreram pelo rosto, mas foram imediatamente limpas pelo alfa.
- Me perdoe ma lune, me perdoa - ele sussurrou - eu não percebi que você estava se sentindo desse jeito. Eu deveria ter te explicado tudo antes.
- Explicado o que? - o ômega perguntou, mas sem tirar seu rosto do pescoço do alfa, o cheiro de Lestat o acalmava.
- Tudo o que você está sentindo é normal, lúpus se sentem assim quando encontram o seu soulmate.
Louis travou lugar e se afastou um pouco, apenas o necessário para encarar o seu alfa.
- Soulmate? - ele sussurrou a pergunta.
- Sim - Lestat sorriu, as pontas dos seus dedos deslizando pelas lateral do rosto do ômega.
- Soulmate, tipo, almas gêmeas? - Louis insistiu, ainda sem conseguir registrar a informação.
Lestat se afastou um pouco mais, mas tinha um sorriso no rosto. Ele levou seus dedos até o primeiro botão da sua camisa, ele abriu botão por botão até tirar a camisa por completo. ninguém disse nada, mas Louis ficou observando atentamente os movimentos. Por mais que ele estivesse confuso, ele ainda admirava o corpo do seu alfa.
- Aqui - Lestat levou a mão do seu ômega até o próprio pescoço, por cima da marca mordida - você está sentindo?
- Oh mon Zeus, é aquela mordida que eu te dei? - Louis perguntou preocupado - Já fazem semanas, ainda não sumiu? Eu sinto muito! - Lestat riu do tom culpado do ômega - Eu não queria deixar uma marca.
- Ma lune, você realmente me marcou, mas marca nunca irá sumir - ele disse com calma - você me marcou como meu soulmate.
- Somos soulmates? Mesmo? - a voz de Louis não passava de um sussurro.
- Você sabe o que isso significa?
- Que somos almas gêmeas?
- Sim, mas vai além disso - uma das mãos do alfa fazia carinho na pele do ômega - para os lúpus soulmates são sagrados, quando os encontramos os tratamos como o centro da nossa vida, tudo gira em torno deles. Soulmates são almas que completem as nossas, por isso estamos destinados a ficarmos juntos.
- Eu te completo?
- Assim como a minha alma é perfeita para a sua, a sua é perfeita para a minha. Nós temos uma ligação diferente do que com qualquer outra pessoa, eu sei que você já sentiu essa conexão. É por isso que você confiou em mim logo que nos conhecemos, por isso que nos sentimos tão bem quando estamos um com outro e por isso que você ficou incomodado quando me tocavam. Depois de me marcar isso aumentou, agora nos entendemos pelo olhar, você sabe como eu me sinto e eu sei sobre você. E eu odeio quando ficam te tocando, porque meu lobo entende isso como ameaça, mas isso já acontecia desde que eu te vi pela primeira vez - ele confessou e Louis riu baixinho.
- Então eu não estava com ciúmes, só "incomodado"?
- Sim, lobos são territorialistas e desconfiados, qualquer pessoa que não conhecemos bem pode ser considerado uma ameaça. mas você conseguiu lidar muito bem com isso, eu não sou tão gentil.
- Acho que todo mundo percebeu - Louis provocou - eu entendo o que você está falando, eu acho, mas você é um lúpus e eu não.
- Eu preciso que você preste atenção e acredite em mim, porque tenho certeza do que estou falando - Lestat falou olhando nos olhos do ômega, com suas mãos sobre o ombro dele. Louis concordou com a cabeça - você também é um lúpus.
Os olhos de Louis arregalaram e ele tampou a boca com as duas mãos. Sua mente girava sem parar, aquilo não fazia sentido, mas mon loup não mentia, só que não tinha como ele ser um, porém Lestat disse que tinha certeza, talvez ele tivesse errado, mas ele nunca errava. Louis não conseguia pensar direito, então ele começou a negar com a cabeça.
- Sim, você é - Lestat repetiu, mas o ômega continuava negando - se quiser fazer um teste de gênero podemos fazer amanhã mesmo, mas você tem outros lúpus na sua família, talvez a sua mãe tenha sido uma.
- Maman? - o ômega sussurrou a pergunta entre os dedos, que ainda cobriam sua boca.
- Sim, mas eu não nem se ela sabia, afinal se casou com um alfa comum.
- Como assim?
- Um ômega lúpus, se não fizer o teste de gênero, normalmente só descobre que é um quando passa um heat ou rut com um alfa lúpus - Lestat explicava com calma - todos nós, lúpus, temos um lobo interno, ele é nossa essência, como parte da nossa alma. É nossa versão mais primitiva e instintiva. Normalmente vivemos em equilíbrio com ele, mas quando nos sentimos ameaçados ou furiosos, eles tentam assumir o controle.
- E conseguem? - as perguntas saíam como murmúrios.
- Podem conseguir, mas meu lobo e eu nunca tivemos esse problema, nossa sintonia é perfeita. Por isso que os outro lúpus tem medo de mim. Eu nunca precisei deixar meu lobo tomar o controle para fazer o que ele queria, afinal sempre queremos o mesmo.
- Quando você diz tomar o controle, você... quer dizer... sabe... o lobo...
- Sim, eu posso me transformar em um lobo gigante - Lestat sorriu da reação do ômega que esbugalhou o olho.
- Um peludo? - a pergunta foi tão inocente que fez Lestat rir.
- Sim, um peludo. É um lobo ártico, com garras e presas afiadas, maior dos que os lobos comuns.
- Branquinho?
- Ma lune, você ouviu a parte das garras e presas?
- Oui, mas a cor é branca? - o ômega insistiu.
- Sim, totalmente branco - Lestat riu e o ômega ficou mordendo o lábio inferior pensativo - o que foi?
- Eu posso ver?
- Acabei de te contar que você é um lúpus como eu e que eu posso me transformar em um lobo gigante com garras e presas afiadas, mas a única parte que você registrou foi a pelagem do meu lobo?
- Eu quero ver - o ômega fez biquinho.
- Ok - Lestat suspirou.
O lúpus andou apara trás e tirou o resto da roupa, a colocando em cima de uma poltrona. Louis desviou o olhar do seu alfa nu, ele o ouviu rir, mas de repente o riso sumiu. O ômega olhou assustado e seu alfa não estava mais lá, apenas um enorme lobo branco.
- Mon Zeus - o ômega exclamou surpreso.
O lobo realmente era bem grande, devia bater na altura da cintura do ômega. Seus pelos eram totalmente brancos, até brilhavam com a luz da lua que entrava pela porta de vidro que dava para a sacada. Os únicos pontos escuros que se destacavam na pelagem tão clara eram o contorno dos olhos e a ponta do nariz. O lobo não fez nenhum movimento, apenas ficou sentado sobre as patas traseiras e olhava o ômega com atenção.
Louis se sentou no chão e o lobo foi até ele, Lestat deixou que seu ômega passasse os dedos pela pelagem branca. Louis era um ômega curioso, fez carinho no seu alfa, segurou suas orelhas e até abriu a boca do lobo, vendo que Lestat não mentiu, as presas eram afiadas e assustadoras.
- Oh - ele exclamou. Lestat chacoalhou a cabeça e Louis riu com aquilo. O alfa passou o focinho no pescoço do ômega e o lambeu, o fazendo rir mais ainda - Non, eu estava me divertindo.
- Eu sei - Lestat falou voltando a forma humana - mas ainda temos muito o que conversar , você não pode ignorar o resto do que eu te falei.
- Tudo bem - Louis suspirou, Lestat pegou a cueca boxer da poltrona e a colocou, se sentando junto do ômega no chão - eu sou mesmo o seu soulmate?
- Sim.
- Como você pode ter certeza? E se eu não for? Eu não quero acreditar nisso e depois descobrirmos que era um erro - ele falou preocupado.
- Lúpus só modem marcar ou ser marcados por seus soulmates, não somos como os comuns. Quando marcamos alguém é para a vida toda, nós levamos o termo soulmate muito a sério.
- Para a vida toda? Então se eu te marquei, eu te prendi a mim para sempre?
- Não fale como você fosse um fardo, se você não tivesse me marcado, eu acabaria fazendo isso. Confesso que todas as vezes que transamos, eu cheguei muito perto disso.
- Por que não fez? - ele perguntou curioso, mas quando viu o sorriso de Lestat ficou alarmado - Eu não quis dizer que você deveria, eu só queria entender.
- Ma lune, eu só não te mordi ainda porque queria conversar com você antes, precisava te explicar. Normalmente os lúpus mordem no primeiro heat ou rut que passam com seus ômegas, porque é quando tudo muda. Porém eu não acredito que eu consiga esperar, então não se surpreenda se eu fizer isso em breve.
- Oh - Louis corou - o que você quis dizer com "tudo muda"?
- O que eu estou te contando é muito importante, ma lune, faz parte dos segredos dos lúpus, entendeu? - ele perguntou e o ômega concordou com a cabeça - Todos os lúpus podem se transformar em lobos, porém a diferença entre alfas e ômegas é que alfas podem se transformar após puberdade, mas os ômegas só podem depois de passarem um rut ou heat com um alfa lúpus.
- Como? Por que?
- É como se os lobos dos ômegas estivessem adormecidos, vocês podem sentir a força deles, mas não conseguem se conectar a eles. Quanto mais tempo você passar comigo, mais o meu lobo vai te afetar e mais forte vai ficar sua conexão com seu lobo, mas quando passarmos o rut ou heat, o meu lobo vai "acordar" o seu.
- E eu vou me transformar? - ele perguntou com os olhos arregalados.
- Sim, ma lune, você vai. Por isso você precisa saber de tudo, porque é uma escolha muito importante que você tem que fazer agora - Lestat disse com pesar.
- Qual?
- Agora que você sabe, você tem que decidir se ainda quer ficar comigo e despertar seu lobo ou não. Se você escolher ficar, vai poder se transformar em lobo e eu vou te ajudar em tudo, mas será como um casamento. Sei que quando eu te avisei disso na noite que ficamos juntos, você não acreditou em tudo que eu falei, mas era sério. Ficar quer dizer que você será obrigado a seguir o código, não tem como voltar atrás, você deixará de ser um ômega comum e será identificado como um lúpus, seus documentos mudarão, sua nacionalidade vai mudar, seus deveres serão apenas com a sociedade lúpus.
- E se eu não ficar? - Louis murmurou a pergunta e Lestat respirou fundo.
- Eu não te impedirei e você será livre para ir embora. Cumprirei minha promessa de te levar para ver sua família, se você ainda quiser, depois te levarei a Nova York e sairei da sua vida.
- Mesmo eu já tendo te marcado?
- Não importa, eu posso lidar com isso. O importante é o que você quer.
Louis ficou quieto, perdido em seus pensamentos e aqueles segundos foram angustiantes para o alfa. Ele sabia que seu ômega tinha muito o que avaliar, era muita coisa de uma vez e ele não poderia fazer nada. Aquele era um dos raros momentos que o lúpus de sentia impotente, pois não havia nada que ele pudesse fazer. Ele já havia dado a Louis os motivos para ficar, restava o ômega avalia se compensava ou não.
- Seu pelo é branco, será que o meu também será? - Louis perguntou apoiando o rosto na mão.
- Como? - Lestat travou no lugar.
- Eu estava pensando, se somos soulmates e tem esse negócio de uma alma que completa a outra, será que vale para a pelagem dos lobos também? Porque eu achei os pelos brancos muito bonitos, então eu gostaria que o meu lobo fosse branco também. Mas se fosse preto, seria tipo yin-yang, né? O que também é bem legal, só que aí eu percebi que seu cabelo é loiro bem claro, talvez isso influencie, o que quer dizer que o meu será castanho escuro?
- Zeus - Lestat exclamou e deitou no chão mesmo, rindo sem parar.
- O que foi? - Louis perguntou.
- Ma lune - Lestat estendeu a mão e chamou Louis para se deitar com ele - você ficou esse tempo todo pensando na cor do seu lobo?
- Sim - ele respondeu confuso - por que?
- Você entendeu tudo o que eu te falei, principalmente sobre a escolha?
- Entendi, eu só não conheço quase nada do código, então você vai ter que me ensinar. Será que tem algum livro para ler ou algo assim?
- Não, ma lune, os únicos livros sobre assunto estão em Holmes Chapel, no Reino Unido. Eles ficam guardados na Corte do Lúpus. Um dia teremos que ir até lá para que eu te apresente ao conselho. São só um bando de velhos chatos e arrogantes que ficam falando merda, mas tem medo de me enfrentar.
- Alguém não tem medo de você? - Louis brincou e Lestat o puxou para um beijo - Eu devo me preocupar com essa "apresentação"?
- Em geral é tranquilo, mas depois eu te explico melhor - o lúpus respondeu dando de ombros.
Os dois voltaram a se beijar, deitados sobre o tapete do quarto. A lua iluminava parcialmente o ambiente, sendo a única iluminação que eles tinham. Lestat os virou, deixando o seu ômega por baixo, o ômega estava completamente vestido ainda, amassando seu terno caro, mas ele não se importou com isso no momento. O lúpus só usava a boxer, então não tinha como disfarçar o quão excitado ele estava.
- Vamos para cama - Lestat falou, mas não deu tempo de Louis responder, apenas o pegou no colo e o levou, o deixando sobre os lençóis - sabia que você me assustou, ma lune? - ele perguntou tirando os sapatos e meias do ômega.
- Como? - Louis perguntou divertido, se livrando do próprio terno.
- Quando você ficou quieto, após eu te contar sobre a sua escolha - o alfa abriu os botões da calça do ômega, depois o zíper - achei que você estava considerando partir.
- Por que eu faria isso? - ele perguntou confuso, parando de abrir a sua camisa.
Lestat olhou nos olhos do seu ômega, ele realmente parecia não entender porque o alfa tinha considerado aquela possibilidade. Isso o fez sorrir e balançar a cabeça, negando.
- Tem razão - disse por fim - foi besteira da minha parte pensar nisso.
Logo eles estavam nus, se abraçavam e se beijavam, os corpos em contato o tempo todo. Lestat amava como Louis se entregava sem problemas, expressando tudo o que estava sentindo e o que gostava. O lúpus beijava seu pescoço, deixando suas presas passarem pela pele que ficava cada vez mais arrepiada, enquanto segurava o pau de Louis contra o seu, friccionando os dois.
- Você vai me morder? - o ômega sussurrou a pergunta entre os gemidos.
- Você quer que eu te morda? - ele o provocou.
- Oui... - ele gemeu com o prazer. Louis não tinha ideia do que seus gemidos faziam com o alfa.
- Eu vou, ma lune, não hoje, porque quero que seja quando estivermos na nossa cama - ele sussurrou no ouvido do ômega - quando eu te morder será com muita força, mas você estará tão cheio de prazer, com meu pau dentro de você, que você mal sentirá, eu te prometo.
- Lúpus sempre cumprem... as promessas...
- Sim, nós cumprimos - Lestat deslizou seus beijos pelo abdômen do ômega, deixando pequenas mordidas por onde seus lábios tocassem. Louis gostava daquilo, gostava de chegar entre o limite da dor e prazer e seu alfa sabia como usar isso.
Ele afastou as pernas do ômega e fez questão de deixar uma grande marca vermelha na parte interior de ambas as coxas. Louis se remexia e era bom que não havia mais ninguém na casa, porque com certeza ouviria seus gemidos.
O alfa amava sentir o sabor do seu ômega, sentir a forma como ele reagia a sua língua e como choramingava toda vez que estava tão perto de gozar, mas o alfa não deixava. Ele provocou a entrada do ômega com sua língua até que seus dedos deram lugar a língua e ele foi dar atenção ao pau do ômega que vazava.
Louis dizia coisas desconexas, a maioria em francês. Uma de suas mãos estava no cabelo loiro do alfa, mas não era para ditar ritmo ou impedi-lo de fazer alguma coisa, era só porque ele precisava se segurar em algo.
- Me... deixa... te... provar... - Louis implorou, os lábios estavam levemente afastado, por onde escapavam seus gemidos. Sua respiração estava alterada e seu cabelo todo bagunçado.
- Eu amo como sua boca fica em volta do meu pau - o alfa disse passando seus dedos pelos lábios macios do seu ômega - amo como sua língua me lambe e me leva tão perto do meu limite. Mas essa noite é toda sobre você, ma lune, apenas aproveite.
- Mon loup - Louis o chamou e o alfa se deitou sobre ele, imediatamente o ômega afastou suas pernas, para que ele se acomodasse ali e seu pau ficou pressionando a entrada do ômega, que gemeu baixinho - você não precisa me tentar convencer, eu já escolhi ficar e eu nunca escolheria outra coisa.
- Mas nunca é demais - Lestat sorriu perigoso e foi penetrando o ômega bem devagar.
- Mon loup - Louis suspirou e gemeu baixinho logo em seguida.
Ele começou a se mexer devagar, dando tempo para seu ômega se acostumar. Os suspiros de Louis ficavam cada vez mais profundos e os gemidos iam aumentando. Ele sabia que não conseguiria se manter calmo por muito tempo.
- Mon Loup... s'il te plaît... plus...
- Assim? - Lestat perguntou entrando com força e fazendo o ômega gemer alto.
- Encore...
- Comme vous voudrez - Lestat respondeu, puxando o cabelo do ômega para que ele o encarasse.
O alfa começou a se mexer, indo com força e rápido, ele prendia Louis o obrigando a encara-lo. Aquilo era tudo demais e o ômega ele fechou os olhos e apenas se entregou as sensações. Lestat tomou a boca do seu ômega o beijando com vontade, mas sem nunca parar foder com ele. Louis o aceitou no mesmo instante, deixando que o alfa possuísse sua boca, afinal ele era inteiro do seu alfa.
O ômega se sentia afogando em todas as sensações, as vezes pareciam demais, as vezes parecia que ele não ia conseguir lidar com aquilo. Seu coração estava disparado e ele respirava entre os lábios do seu alfa. Suas mãos estavam nas costas de Lestat, ele nem tinha percebido que o arranhava.
- Mon loup - Louis gemeu de novo quando aquela sensação foi crescendo dentro de si.
- Venha - Lestat gemeu em seu ouvido e o corpo do ômega pareceu levar aquilo com uma ordem.
Quando sentiu a entrada do seu ômega o apertando tão forte e ele gemendo alto em seu ouvido, Lestat perdeu o controle. Ele acelerou até que gozou, se agarrando ao seu ômega.
- Bonjour - Lestat disse beijando o rosto do ômega.
- Bonjour - Louis respondeu sonolento, sorrindo para o alfa - já é de manhã?
- Sim, eu ficaria mais tempo na cama, mas é nosso ultimo dia em Reims, não quer passear?
- Non - o ômega respondeu se cobrindo de novo, o que fez o alfa rir.
- Não que bolo de chocolate?
- Bolo? - Louis disse deixando só os olhos de fora da coberta.
No final o alfa conseguiu convencer o ômega a se levantar, eles tomaram banho juntos e o ômega ficou manhoso falando que se sentia atropelado, o que resultou em Lestat lavando os cabelos do Louis. Depois de vestiram e foram tomar café da manhã, Gabrielle os esperava na mesa, ela estava suas roupas elegantes e lia o jornal.
- Bom dia - ela sorriu maliciosa para eles e Louis corou, se sentando na sua cadeira - que bom saber que alguns se divertiram.
- Maman - Lestat disse me tom de aviso.
- O que foi? - ela perguntou se fingindo de inocente - Eu cheguei de madrugada e haviam alguns sons...
- Zeus - Louis cobriu o rosto com as mãos.
- Minha mãe está apenas te provocando, ma lune, ela chegou há pouco tempo - Lestat abraçou seu ômega.
- Sim, mon amour, eu dormi em um hotel, quis dar privacidade a vocês - ela sorriu maliciosa e Louis cobriu seu rosto de novo.
Depois do café da manhã eles resolveram passear, na verdade quem decidiu foi Gabrielle e Louis, Lestat não teve escolha. A ômega apresentou a cidade, os levando em lugares que ela gostava, comprando coisas para Louis, mesmo que ele não quisesse, e foram comer em restaurante.
- Então depois que formos para essa cidade na Inglaterra e você me apresentar nesse conselho, o que acontece? - Louis perguntou enquanto tomava seu sorvete, ele e Lestat estavam em uma das praças que Louis queria muito visitar.
- O conselho vai saber do nosso relacionamento, você começa a fazer parte do código e, pelo menos para os lúpus, você já começa a usar meu sobrenome.
- É tipo casamento? - ele perguntou surpreso.
- Mais para um noivado, estamos assumindo um compromisso - o alfa explicava - porém você pode mudar os seus documentos, porque você vai começar a seguir o código.
- Então iremos morar juntos e tudo mais? - Louis perguntou distraído.
- "Iremos" morar juntos? - Lestat sorriu de canto.
- Sim, porque eu sei que dormi no seu apartamento todas essas noites, mas eu tenho meu dormitório e minhas coisas. Fora que tenho contrato para resolver, porque não posso sair de uma hora para outra.
- Oh, ma lune, acho que tem mais coisas que eu preciso te explicar - Lestat riu, beijando seu ômega.
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