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Capítulo 4


 Mais do Lestat???

- Fique a vontade – Louis disse constrangido, abrindo a porta de seu pequeno dormitório para que Lestat e eles pudessem entrar.

Ter Lestat ali, no seu dormitório que na verdade apenas era um quarto divido entre área de dormir, de estudar e uma micro cozinha (constituída de uma pia em uma bancada, uma pequena geladeira, um fogão de duas bocas e um micro-ondas), parecia até um sacrilégio. Louis se parabenizou por ter arrumado naquela semana, ou aquele lugar estaria de um jeito calamitoso.

- E o seu banheiro? – Lestat perguntou se sentando na cama de solteiro do seu ômega. Quando ele tinha estudado a vida de Louis, só pelo o que tinha pesquisado daquele prédio de dormitórios de estudantes, ele tinha contado umas doze infrações nas suas listas de requisitos de segurança. Agora que tinha entrado no dormitório a lista de infrações já tinha subido para vinte e cinco.

- Fica no final do corredor, usamos um banheiro compartilhado – Louis explicou separando algumas roupas para colocar na sua mochila e outras que levaria para lavar.

- Você usa um banheiro que fica no final do corredor para tomar banho e, inclusive, compartilha ele com todos os outros estudantes? – Lestat não alterou o tom de voz, mas por dentro ele estava surtando.

- Sim, mas só com os que vivem nesse corredor – o ômega brincou, pegando sua dólmã, por isso ele perdeu a reação do alfa, que estava entre o espantado e o furioso.

- Incluindo os alfas? – ele perguntou fingindo desinteresse.

- Sim, por isso que eu gosto de tomar banho bem cedo, porque praticamente não tem gente lá. Só é um saco quando eu chego a noite do restaurante querendo tomar banho e tenho que esperar na fila.

- Fila? – Lestat podia se engasgar só de imaginar seu lindo ômega no meio de outros betas e alfas, todos usando apenas toalhas de banho, esperando pela sua vez usar o chuveiro. Todos aqueles seres do lado de fora do box, separados apenas por uma cortina, o ouvindo tomar banho. Aquilo era demais para sua sanidade, nem Heidi poderia pedir para que ele se controlasse nessa situação!

- Merda – Louis praguejou, mas chamou a atenção do alfa – não foi nada, é só que eu acho que manchei a minha dólmã – ele esfregou o anti manchas que tinha no seu quarto, mas a mancha avermelhada não saía – o nosso supervisor é um chato, ele pega muito no pé. Se ele ver isso, vai ficar me enchendo até eu comprar outro.

- Quanto custa um? – Lestat perguntou se aproximando do ômega, o que não era difícil, já que aquele quarto era minúsculo.

Ok, Lestat já tinha vivido em lugares piores quando tinha saído da casa do pai tantos anos atrás, mas permitir que seu ômega vivesse assim estava totalmente fora do aceitável.

- O masculino custa uns 50 dólares, mas eu gosto dos femininos, eles são de 80 para cima – ele admitiu um pouco receoso de que Lestat não gostasse do fato dele usar roupas "femininas". Apesar de saber que era uma grande besteira, ainda tinha gente que achava que só por ser um ômega de aparência masculina, ele não podia usar nada dito "feminino" e seria uma grande decepção se Lestat fosse uma dessas pessoas.

- Eles realmente ficam muito bons em você – Lestat nem hesitou em responder – porque não compramos um novo hoje a tarde?

- Tenho que comprar na loja certa porque precisa ter o logo da universidade e do restaurante. Também precisam ser reforçadas na parte de dentro, então eles só fazem por medida. Mesmo que eu tivesse dinheiro para pagar por uma hoje, ela só ficaria pronta em uma semana e eu preciso para amanhã -Louis disse desanimado.

- Vamos fazer assim, vamos levar sua dólmã e suas roupas para a lavanderia que cuida da minha roupas, eu aviso que preciso que eles deem uma atenção especial nessa peça, tenho certeza que conseguiremos resolver isso – Lestat sugeriu abraçando seu ômega, que aceitou em um suspiro – tem mais alguma coisa que precisa levar?

- Acho que só minhas roupas para passa o dia – Louis sorriu, ele gostava como se sentia bem perto do alfa.

- Claro, passar o dia – Lestat sorriu de volta.

- Louis, preciso falar com você, eu... – o beta que abriu a porta tomou um susto quando viu Lestat e Louis abraçados e ficou parado ali.

- Oi Matteo – Louis riu do amigo.

- Hmm... desculpa.. eu não sabia que você tinha visitas... se quiser eu volto depois...

- Tudo bem, mas nós estávamos saindo e não sei que horas eu vou voltar – Lestat teve que segurar o riso na parte do "que horas eu vou voltar".

- Ah – o beta com ascendência asiática fez um O com a boca, entendendo a situação – eu só vim ver se estava tudo bem, porque me disseram que você saiu ontem à noite com o alfa do restaurante e eu não tive mais nenhuma notícia sua, fiquei preocupado que você tivesse sido sequestrado ou algo assim, sem ofensas – ele disse para Lestat que estava achando aquilo divertido – Tristan também falou que Garrett quase apanhou no bar do seu alfa e fiquei muito magoado com você por não ter me passado um relatório detalhado de tudo que aconteceu.

- Matteo – Louis o repreendeu sentindo o seu rosto corar, ele não acreditava que o beta tinha falado "seu alfa" na frente de Lestat – foi um exagero do Tristan.

- Enfim, não me importaria se alguém tivesse quebrado a fuça do Garrett, então fica a dica – ele piscou para Lestat que riu e Louis queria se esconder em algum lugar – Jordan e eu vamos sair para beber hoje, eu vim te chamar, mas acho que você tem outros planos. Finalmente, já estava na hora de tirar essas teias da...

- Ok, já chega! Tchau, até amanhã - Louis disse empurrando o amigo para fora do quarto.

- Quem é Jordan? – Lestat perguntou depois que o ômega fechou a porta do quarto com o amigo para fora.

- O namorado do Matteo, ele é um alfa muito legal, um dia eu apresento vocês – o ômega respondeu distraído e se arrependeu na mesma hora. Ele não queria parecer que estava forçando o alfa a ter um relacionamento, por isso ele não queria fazer planos para o futuro.

- Tudo bem – Lestat deu de ombros – vamos?

Louis concordou com a cabeça, Lestat pegou a mochila que o ômega tinha preparado e foi saindo, como se aquilo fosse natural deles. O ômega achou fofo, pegou sua dólmã, verificou se nada tinha ficado para trás e saíram. Lestat pegou na mão de Louis, entrelaçando seus dedos no dele e sorriu de canto com o coração do ômega disparando.

Quando estavam saindo do prédio, Louis fez o melhor para ignorar os olhares curiosos que recebiam. Algumas pessoas que mal falavam com ele normalmente, até o cumprimentaram, o ômega tentou ser educado, mas não se pode dizer o mesmo de Lestat.

Do lado de fora havia vários grupos de pessoas conversando, uma delas era o tal Garrett, que assim que os viu, entrou imediatamente. Lestat considerou uma decisão muito sábia, mesmo que ele não fosse perder tempo indo atrás dele quando podia estar com seu ômega. Desde que ele se mantivesse o mais longe possível de Louis, Lestat não faria nada.



- Não precisa mesmo – Louis repetiu e Lestat o ignorou, fechando o casaco em volta do ômega – Lestat, isso é Dior!

- Eu sei, estamos na loja deles – o alfa achou divertido como o ômega tinha amado a roupa, mas sentia culpado por ganha-la de presente – pense, nada melhor para um francês, do que usar uma marca que nasceu em Paris.

- Isso custa meu aluguel – Louis sussurrou, com vergonha que o ouvissem.

- Ficou ótimo em você – Lestat foi para trás do ômega, para que eles se olhassem pelo espelho, não explicando que Louis estava errado, a jaqueta custava mais do que três meses de alugueis dele – você esqueceu de pegar um casaco, não pode andar por aí sem um, pode ficar doente.

- Eu não achei que a temperatura iria cair tanto – Louis resmungou – estamos no outono, por Zeus.

- Senhor Lionscurts – a beta que os atendia veio até eles – a jaqueta ficou perfeita no seu namorado. Temos o mesmo modelo nas cores marrom e totalmente preta, querem olha-las? – Louis corou por ser chamado de "namorado".

- Por enquanto não, mas pretendo voltar logo para vê-las – Lestat respondeu tranquilamente – quero que voltemos com mais tempo e também gostaríamos de ver os modelos femininos.

- Claro, quando quiserem – a beta sorriu – seus ternos estão prontos, quer vê-los agora?

- Por favor – ele colocou a mão nas costas de Louis e o conduziu até seção de ternos.

Depois que saíram do prédio de Louis eles tinham passado na tal lavanderia que Lestat tinha falado. O ômega tinha pensado que era uma lavanderia normal, com várias maquinas e dois ou três atendentes no máximo. Não um lugar que mais parecia um consultório médico.

- Senhor Lionscurts – um ômega os recepcionou – é um prazer, mas um de seus empregados já nos trouxe suas roupas hoje.

- Sim, mas eu vim deixar as roupas do meu ômega – Lestat falou entregando a mochila com as roupas sujas e Louis se sentiu constrangido pela situação.

- Claro – o outro ômega foi muito profissional e não fez comentário nenhum.

- Também preciso que deem bastante atenção a dólmã – o lúpus explicou e Louis a entregou, até então o ômega tinha se mantido abraçado a ela, como se fosse um escudo – ela está com uma mancha no punho e eu gostaria que fizesse o possível para tira-la.

- Certo, vou deixar isso anotado – o outro ômega registrava em um bloco de notas.

Louis se perdeu na decoração do lugar, era um ambiente claro, sem decoração chamativa, mas bonito. Só que ele nunca imaginaria que ali era recepção de uma lavanderia, o quanto custava os serviços daquele lugar?

- Vamos? – Lestat o chamou depois de terminar a conversa com o recepcionista. Ele achava muito fofo quando Louis viajava e parecia se perder em pensamentos – ele disse que ficará tudo pronto hoje e entregarão essa noite, no meu apartamento.

Louis se espantou, era muita coisa para fazerem e ficar pronto no mesmo dia, será que Lestat teria um tipo de prioridade? Bem, ele era um lúpus e Donatella tinha dito que os puros eram ainda "mais especiais", seja lá o que isso queria dizer.

Depois eles foram em uma galeria de artes e Louis tinha achado fofo que quando Lestat tinha ficado em dúvida sobre qual quadro comprar, ele tinha pedido a opinião do ômega.

- Gosto desse, é mais colorido – Louis sorriu – a sala está muito branca, acho que mais cor vai ajudar.

- Então será esse – o alfa concordou.

Louis só não entendeu direito o que aconteceu quando eles estavam saindo e encontraram um dos donos da galeria, que estava entrando naquele momento.

- Lionscurts – o homem os cumprimentou com um sorriso nervoso no rosto – que surpresa.

- Olá Lawrence – Lestat também sorria, mas o sorriso parecia algo bem perto do perigoso – se olhasse a lista de pessoas agendadas para atendimentos, saberia que reservei um horário há semanas.

- Sim, eu... hmm... vou ser mais atento – o alfa respondeu incomodado. A atendente apenas observava e Louis jura que ela estava gostava de ver seu chefe levando bronca.

- Aconselho que seja mais atento mesmo, é melhor passar mais tempo cuidando dos seus negócios do que de certas outras atividades – Lestat falava tranquilamente, mas a ameaça estava clara entre as linhas.

- Claro, tem razão – o alfa engasgou, sentindo o perigo.

- Seria uma pena eu ter que voltar aqui por outro motivo além de comprar essas lindas peças de artes. Aliás, sua vendedora é ótima, ela deveria receber um aumento, não acha?

- Sim, mês que vem já terá um aumento – o alfa concordaria com qualquer coisa que o lúpus dissesse e quem seria contra Lestat Lioncurts?

- Ótimo – Lestat concordou e se virou para a atendente, que sorria – querida, assim que outra obra desse artista que meu ômega gostou chegar aqui, me avise porque eu gostaria de vê-la antes que for posta à venda.

- Com certeza – ela respondeu.

Depois eles saíram e caminharam até o carro, Louis não tinha gostado de Lestat ter chamado a vendedora de "querida", mas ele não entendia o motivo. Eles não tinham nada e, mesmo que tivessem, um não era o dono do outro para decidir como eles podem ou não chamar as outras pessoas.

Matteo sempre disse que tinha se apaixonado por Jordan no mesmo dia que tinham se conhecido e adorava falar como sempre soube que eram soulmates. Louis achava a história linda, mesmo que seus outros amigos falassem que era exagerado, que isso de almas gêmeas não existia. E olha ele agora, se sentindo com ciúmes de uma alfa que conhecia há vinte e quatro horas.

- Você fez de novo – Lestat falou divertido, envolvendo a cintura de Louis com seu braço, o mantendo em seu abraço.

- Fiz o que? – o ômega perguntou confuso.

- Se perder em seus pensamentos – o lúpus o puxou para um abraço, dessa vez envolvendo seus dois braços no ômega – vai me contar o que estava pensando?

- Não era nada demais – Louis negou, com vergonha de falar o que era.

- Então porque você ficou nervoso? – a aparência inocente de Louis mexia com Lestat, ao mesmo tempo que era fofa, era muito sexy.

- Na...nada... c'est rien – o ômega se confundiu com as palavras, o que deixou o alfa ainda mais curioso.

- Me fale o que foi.

- Ou o que? – Louis sorriu, o desafiando.

Lestat riu da audácia do seu ômega, mas o puxou em seu abraço, deixando seus corpos completamente colados. Ele aproximou os lábios do ouvido do ômega e sussurrou:

- Não me desafie ma lune, conheço diversos jeitos de tirar informações de alguém.

- Tu vas... você vai me torturar? – Louis engoliu em seco e não foi de medo.

- Eu não disse que você iria se machucar, pelo contrário, tenho certeza que até iria gostar.

Louis colocou suas mãos no peito do alfa que o abraçava, não para empurra-lo, mas porque precisava se apoio. Seu coração estava disparado e ele tinha certeza que estava frente a pessoa mais bonita que já tinha visto. Ele nem conseguia acreditar que Lestat queria passar seu tempo com ele, podendo ter quem quisesse, mas ele iria aproveitar cada segundo que passasse com o alfa até que sua sorte acabasse.

Então ele se inclinou para frente, tendo que ficar na ponta dos pés, e beijou o alfa que ele adoraria poder chamar de "seu", mas não sabia se teria a chance.

Lestat aceitou o beijo de bom grado, na maioria das vezes que eles tinham se beijado, era ele que tinha tomado a iniciativa, por isso era muito bom ver seu ômega tomando a frente. Ele amava os lábios de Louis, eram tão perfeitos e macios, que ele poderia o beijar o dia inteiro.

Eles se separam a contragosto, só porque precisaram de ar. Quando o alfa encontrou os olhos de seu ômega, eles eram brilhantes e seus lábios estavam vermelhos do beijo, o que deixou Lestat muito satisfeito consigo mesmo. Porém, antes que Louis pudesse falar, um casal passou por eles, um deles acabou dando esbarrão acidental no ômega.

- Desculpe – a pessoa falou, mas nem parou para falar.

Se Lestat não estivesse segurando o ômega, ele até poderia ter caído. O alfa ajudou seu ômega pelo instinto, mas ele viu vermelho e já se viu caçando aquelas duas pessoas e se um deles fosse ômega, ele teria que ligar para Heidi o encontrar, já que ela que teria que lidar com a situação.

- Está tudo bem – Louis falou um pouco risonho, ele tinha perdido o olhar homicida do alfa – isso que dá ficar beijando no meio da calçada.

- Você está bem mesmo? – ainda dava tempo de rastrear pelo cheiro.

- Sim, só com um pouco de frio, eu não sabia que ia esfriar tanto – quando o ômega falou isso, chamou a atenção definitiva do alfa, que ficou chateado consigo mesmo quando viu Louis se abraçando por causa do leve vento. Ele deveria reparar mais nas necessidades do seu ômega, precisava consertar isso.

Foi por isso que foram para a loja da Dior, onde ele precisava ver os novos ternos que tinha encomendado. Porém sua prioridade, assim que adentrou a loja, foi comprar uma jaqueta bem quentinha para seu ômega, sorte que eles tinham linhas femininas e unissex, assim Louis pode ficar mais à vontade para escolher.

Não que o ômega quisesse de fato escolher, ele se sentiu um pouco obrigado a isso. Mas quando ele viu aquele casaquinho preto e cinza, tinha achado muito lindo. Ele perdeu mais de um minuto olhando para ele e foi o suficiente para Lestat o faze-lo provar e bem, agora ele tinha um casaco novo do qual ele não tinha coragem de olhar a etiqueta de preço.

- O que achou? – Lestat perguntou quando saiu do provador.

- Magnifique – o ômega respondeu sem pensar e tampou a boca assustado – er... está muito bom...

- Que bom que gostou – o alfa sorria de canto, ele se inclinou e beijou rapidamente seu ômega.

- A cor combina com você – Louis respondeu envergonhado. Lestat não estava "bom", ele estava extremamente lindo.

- Eu não gosto muito de usar ternos, só uso por causa do trabalho – o alfa respondeu tirando o terno e fazendo um coque com o cabelo – prefiro jaquetas.

"Foca Louis, foca! Não pense nele em roupas de couro!" o ômega repetia mentalmente.

- O que foi? – Lestat perguntou divertido com a expressão do ômega.

- Nada...

- Senhor Lionscurts – a vendedora voltou com um paletó – esse é o da nova linha informal, bom para o dia a dia e para ocasiões que exijam esporte fino.

- Ótimo – ele recebeu a peça, mas dispensou a ajuda para coloca-la, o que agradou Louis – ma lune, o que acha?

- Está muito bonito – Louis sorriu.



- Preciso passar em mais um lugar, mas podemos almoçar antes se quiser – Lestat falou enquanto dirigia. Ele ainda estava com o cabelo preso em um coque, o que não estava fazendo bem para a sanidade do ômega.

- Ainda não estou com fome, então tudo bem – Louis sorriu – mas já vou te avisar que eu sou um chato quando estou fome, meu irmão me chama "petit monstre grincheux" – ele falou e Lestat riu alto.

- Tão rabugento assim? – o alfa perguntou divertido.

- Sim, Thierry diz que as vezes eu fico insuportável – o ômega sorriu se lembrando do irmão.

- Você parece gostar muito dele.

- Meu irmão é meu melhor amigo, mesmo que sejamos muito diferentes. Ele gosta da vida no vinhedo, é apaixonado por lá, eu nunca gostei.

- Sua família tem um vinhedo? – Lestat perguntou como se não soubesse de quase toda a história de vida do ômega.

- Sim, a produção de vinhos está na família do meu pai a gerações, sorte dele que Thierry gosta disso, porque se dependesse de mim teríamos problemas – Louis respondeu, mas seu sorriso não estava aberto como quando falava do irmão. E Lestat percebeu que ele se referia ao pai como algo distante, também não tinha citado o irmão mais novo e nem a madrasta. Pela segurança daquela família, era bom que não tivessem feito nada contra seu ômega.

- Chegamos – Lestat cortou o assunto, mostrando o prédio de escritórios para onde iriam, mas não perdeu a expressão de alivio de Louis por mudaram de assunto.

O prédio ficava no centro da cidade e parecia caro, mas onde Lestat morava era bem mais luxuoso. Louis queria rir de si mesmo, nunca tinha pisado em lugares tão chiques e agora estava comparando qual era mais luxuoso.

A maioria das pessoas simplesmente desviavam do caminho deles, as portas eram abertas e ele nem precisavam diminuir o passo. Nenhum segurança os barrou e nem precisaram pegar crachás de visitantes ou qualquer identificação, apenas entraram.

Lestat não sorria ou cumprimentava ninguém, as vezes que ele desviava o olhar do seu caminho, era para olhar para seu ômega. Seu sorriso era destinado a Louis e só a ele.

Eles entraram no elevador, Lestata manteve Louis em seus braços, as poucas pessoas que estavam com eles se mantiveram o mais distante possível e saíram na primeira oportunidade. Louis achou aquilo um grande exagero, ele podia estar há pouco tempo com Lestat, mas nunca viu o alfa destratar alguém que não o provocasse antes. E, na verdade, ele era um grande cavalheiro.

Já Lestat gostou disso, quanto menos gente por perto enchendo o saco, melhor.

- Senhor Lioncurts – a recepcionista do escritório que eles entraram se levantou e ajeitou sua roupa, ela sorria animada demais – que prazer, mas não estávamos o esperando hoje.

- Eu já escutei isso – o alfa bufou e se virou para seu ômega – ma lune, por favor, espere aqui, prometo que serei rápido.

- Tudo bem – Louis concordou e deu um selinho rápido no alfa, depois se sentou, ignorando a expressão chocada da recepcionista.

- Falarei com seu chefe agora – Lestat falou para a moça e então abaixou o tom de voz – se algo acontecer com meu ômega, uma chateação que seja, você sabe atrás de quem eu virei, não é?

- Si...Sim... – ela respondeu hesitante.

Lestat não esperou mais nada e entrou no escritório, sem bater ou esperar ser anunciado. Ele não tinha tempo a perder e muito menos o faria com ratos como era aquele alfa que ele estava indo conversar.

- Lestat – o alfa atrás da mesa arregalou os olhos de medo.

- Nunca mais me chame pelo meu primeiro nome, nunca te permiti isso.

- Sim... me perdoe...hmm... sente-se – ele indicou a cadeira a sua frente e Lestat revirou os olhos.

- Sem conversas fiadas Ramsey, não quero perder meu tempo aqui – Lestat se sentou na frente do alfa e o encarava de um jeito ameaçador – apenas vim lhe dar uma chance, não tente se intrometer no meu caminho novamente.

- Eu nunca faria isso – o outro tentou se explicar - juro que foi...

- Não minta para mim, não suporto diversas coisas, alfas que não assumem o que fazem é uma delas – o lúpus falava de um jeito frio – Aproveite que me sinto benevolente nos últimos tempos e mude suas atitudes, antes que eu perca a minha paciência.

- Sim, eu soube que há um motivo para sua "benevolência" – o alfa disse como se tivesse uma carta na maga, Lestat até achou aquilo engraçado – dizem por aí que agora você tem um ômega.

- As notícias correm rápido não? Mas se é para espalharem fofocas ao meu respeito, deveriam contar as informações de forma correta – o lúpus sorria de modo perigoso – ele não é "só" meu ômega é meu soulmate e se alguém só pensar que pode usa-lo de vantagem contra mim, eu não serei nem um pouco misericordioso.

- Apenas falei o que ouvi – Ramsey levantou as mãos em sinal de paz, mas Lestat sabia muito bem ler as pessoas, ele podia sentir o cheiro de quem pensava em trair. Por isso sabia que precisava dar um recado mais direto.

- Eu não sei de quem você ouviu - Lestat falou calmamente se levantando e se inclinando sobre a mesa - mas eu vou mandar um recado para essas pessoas.

Louis estava sentado no celular da recepção, estava jogando concentrado em não perder mais uma vida. A recepcionista o olhava feio de vez em quando, mas não falou nada, só na vez que ofereceu café ou água para ele. Coisa que ele, claramente, recusou, porque vai saber se ela não ia cuspir na bebida dele.

Então ele ouviu um barulho muito alto vindo da sala onde Lestat estava, foi tão alto que Louis se assustou e quase derrubou o celular. Um grito abafado veio depois e então outro barulho, dessa vez um pouco mais baixo, mas assustador do mesmo jeito.

Louis e a recepcionista se levantaram assustados com aquilo, os dois se encaram sem entender o que tinha acontecido. Então a porta se abriu e Lestat saiu de lá tranquilamente, suas roupas estavam completamente arrumadas, como estavam antes dele entrar,  até o coque, que ele ainda usava, não tinha um fio fora do lugar.

- Melhor levar um kit de primeiros socorros para seu chefe – Lestat sugeriu para mulher, que piscou assustada e saiu correndo para dentro da outra sala. Então o alfa foi até o seu ômega, que ainda estava sem entender o que tinha acontecido – Tudo bem?

- Oui, estou bem, mas o que aconteceu? – Louis perguntou quando Lestat o envolveu e seus braços e foi os conduzindo para fora.

- Nada para se preocupar, vamos almoçar? Estou com vontade de comer comida italiana e você?



Capítulo dedicado para a maravilhosa @ContoEncanto muito obrigada por ser uma amiga tão incrível!!!! Como sei que Lestat é um dos seus favoritos, tinha que ser um capítulo dele no seu aniversário!!! 

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