Capítulo 3
Eu queria fazer o capítulo de um jeito, Lestat de outro e sabemos que foi ele que ganhou...
Louis queria poder dizer que apreciou a bela vista que a varanda da cobertura onde Lestat morava proporcionava. Ele também queria poder dizer detalhes da bela decoração ou como ficou espantando com tamanho daquele apartamento duplex. Mas tudo o que aconteceu desde que eles passaram pela porta e entraram naquela enorme sala chique, foi o ômega ter sido carregado para o quarto principal e colocado na cama, que era maior do que uma king size normal.
- Tão perfeito – Lestat murmurava enquanto ajudava o ômega a se livrar da sua camiseta - très beau.
Quando estavam no carro, Lestat tinha que manter muito o controle para se focar na direção e não no ômega ao seu lado. Ele podia ouvir o coração de Louis batendo rapidamente. Isso fez o alfa sorrir de canto, ele estendeu sua mão e segurou a do seu ômega, que tomou um leve susto, mas sorriu para ele.
- Não precisa ter medo de mim – o alfa falou enquanto dirigia, ele já conseguia ver o imponente prédio onde tinha comprado um apartamento.
- Não é medo – Louis respondeu em voz baixa.
- Então o que é? – Lestat aproveitou o sinal fechado para passar sua mão pelo rosto de Louis, colocando uma mecha atrás da sua orelha.
- Eu nunca fiz isso – o ômega balbuciou enquanto o alfa se aproximava dele, seus lábios cada vez mais perto – nunca fui para casa de alguém que eu não conhecia... eu nunca tive um caso de uma noite...
- E não terá – Lestat o beijou, segurando Louis pela nuca, o ômega praticamente se sentia derretendo, mas uma buzina vinda do carro de trás os atrapalhou – sorte dele que eu tenho outros planos para a minha noite – o alfa resmungou antes de voltar a dirigir, mas sem soltar a mão de Louis.
Assim que chegaram, Lestat estacionou na sua vaga e antes mesmo que Louis tivesse tempo de abrir a porta e sair do carro, Lestat já tinha dado a volta no veiculo e estava ajudando o ômega.
Ele o conduziu direto para o elevador privativo, sua mão apertava a cintura do ômega, que inspirava fundo, o que divertia o alfa. Ele sempre amou o sentimento de antecipação.
Presos na caixa de metal, eles ainda não tinham falado nada. Lestat abraçou Louis por trás, o ômega olhava atentamente o visor digital, que indicava os andares pelos quais eles passavam, enquanto tentava fingir que Lestat não estava o afetando. O alfa não se esfregou no ômega, não passou suas mãos por ele ou fez nada do tipo. Apenas o abraçou.
Apesar de ser muito agradecido pelo respeito que o alfa tinha por ele, isso deixou Louis mais intrigado. Lestat não agia como os outros alfas, ele não parecia só querer leva-lo para cama e transar com o ômega. Louis se sentia sendo envolvido em algo que ele não tinha ideia do que era ou o para onde isso o levaria.
O fato do lúpus apenas fazer leves carinhos na sua cintura, deixava o ômega mais consciente do que estava prestes acontecer e da proximidade do alfa ali, encostado no seu corpo. Era quase como se Lestat fizesse de propósito, deixando o moreno esperando pela sua próxima ação, sem saber o que viria depois, mas ansiando por desesperadamente por ela.
Lestat afastou o cabelo de Louis de seu pescoço, ele passou seu nariz pela pele bronzeada do seu ômega, sentindo a respiração do outro se alterando. O alfa subiu a ponta do nariz até a parte de trás da orelha do ômega, seus lábios rasparam na pele do pescoço e Louis tremeu levemente nos braços do mais alto.
- Parfait – Lestat sussurrou tão baixo, que mesmo se houvesse outra pessoa no elevador, não ouviria, mas Louis ouviu muito bem. Ainda mais que os lábios do alfa estavam sobre seu ouvido – Me pergunto qual será o seu gosto, doux? Fort?
Louis puxou o ar com força, aqueles toques breves e leves tinham mais impacto do que se Lestat o estivesse agarrando, até porque Louis não sabia como reagiria se o alfa começasse agir desse modo desrespeitoso. E, ao mesmo tempo que tentava lidar com todas as reações do seu corpo, ele tentava entender como que Lestat parecia saber tudo o que Louis precisava sem o ômega precisar ter falado nada.
- Vamos – Lestat a voz o fez abrir os olhos e Louis viu as portas do elevador se abrindo, finalmente chegando no andar correto.
O alfa o conduziu pelo pequeno corredor onde havia apenas uma grande porta de madeira escura. A fechadura não era comum, ela possuía um pequeno teclado numérico e um leitor de digital. Lestat conduziu Louis, ele colocou seu dedo no leitor, uma luz verde piscou e a porta se abriu.
- Bienvenue – o alfa falou baixo, arrepiando o ômega.
- Aqui é lindo – Louis exclamou surpreso não só pelo tamanho e decoração do apartamento, mas com a bela vista também.
- Prometo que depois farei uma tour completa por todo o apartamento, mas agora – o ômega deu um grito assustado e depois começou a rir quando Lestat o pegou no colo – Pardon mon oméga, mas tudo o que eu quero é te levar para o quarto agora.
- Então me leve – Louis sussurrou, envolvendo seus braços no pescoço de Lestat, que sorriu e o obedeceu no mesmo instante.
Louis estava deitado na cama, usando apenas sua boxer clara, que acabava contrastando com sua pele levemente bronzeada. Lestat ainda usava suas calças, mas elas já estavam abertas, suas mãos percorriam as coxas do ômega, que suspirava.
- Você consegue ser mais bonito do que pensei – Lestat sussurrou, seus lábios tocando a pele do abdômen de Louis, que inspirou forte de novo.
O alfa beijou a pele delicada, mas deixou que seus dentes raspassem por ela. Ele foi abaixando cada vez mais, até chegar no pau do ômega, que mesmo coberto pela boxer, estava visivelmente duro.
A língua do alfa percorreu todo o caminho que faltava até o tecido, passando por baixo do elástico, mas ele não a tirou. Lestat beijou seu ômega por cima da boxer, indo em direção a pequena mancha molhada que tingia o tecido o claro.
Primeiro ele respirou em cima da mancha, deixando que o ar quente a atingisse, fazendo o corpo do ômega tremer levemente. Depois o tocou com os lábios, mas foi muito leve, quase não realmente o tocando. Para então o morder sem machucar, apenas para senti-lo em sua boca, mesmo ainda coberto.
Louis automaticamente tampo sua boca com as mãos, evitando que o gemido saísse alto. Mas Lestat era um lúpus, então é claro que ele ouviu e não ficou feliz de seu ômega tentar impedi-lo de ouvir.
- Não! – ele falou sério, puxando os pulsos de Louis e os prendendo acima de sua cabeça. Foi necessário apenas uma mão para isso, já que a outra ficou apertou o pau do ômega – Eu quero te ouvir!
- Mas... eu... mas... – Louis fechou os olhos com a sensação das caricias.
- Se tampar sua boca ou tentar reprimir os seus gemidos de novo, eu te amarrarei na minha cama, você entendeu?
- Oui... – Louis gemeu. A ideia de ser amarrado nunca tinha lhe parecido agradável, mas com Lestat a ideia tinha parecido um pouco excitante demais.
- Você gostou disso – o alfa constatou, vendo a reação do ômega. Aquilo tinha sido uma surpresa muito agradável.
- Ne pas... não.. eu... – ele desistiu de falar quando o alfa apertou ainda mais seu pau e puxou seus pulsos pra cima, o gemido escapou dos seus lábios mais alto do que pretendia.
- Não? – Lestat se divertiu com aquilo, ele se debruçou e colocou sua boca sobre o ouvido do ômega – Então você não quer que eu te amarre na minha cama? Não quer que eu te vende, que eu brinque com seus mamilos até eles estarem vermelhos, que eu deixe marcas pelo seu corpo, que eu te faça usar uma coleira de couro bem apertada, que eu te chupe até você se derramar na minha boca depois te faça gozar de novo e de novo, até não aguentar mais? Você não quer?
Louis choramingou, ele apertava seus olhos tão forte que lágrimas já estavam se formando. A pressão no seu pau, as palavras, a sua imaginação... tudo era demais.
- Me responda ma lune, você não quer?
- Je ne sais pas... peut- talvez...
- Então eu vou te dar certeza – Lestat beijo seu ômega furiosamente, liberando seus braços, que automaticamente envolveram o alfa.
O beijo foi forte a ponto de deixar os lábios do ômega inchados depois, mas Lestat não se importava, ele precisava sentir o sabor de Louis. O beijo terminou bruscamente e ele não deu tempo do ômega entender, puxou a boxer e começou a chupar o pau de Louis, que dessa vez não tentou segurar os gemidos.
Uma mão envolveu os cabelos loiros, a outra agarrou o lençol, mas Louis não conseguia fazer nada além de gemer. Sua mente não tinha tempo de assimilar nada, o prazer era imenso e de um jeito que ele nunca tinha sentido. O alfa não tinha calma ou gentileza, ele chupava com força, as pontas das presas raspavam propositalmente na pele sensível do ômega.
Lestat sabia o que queria e teria aquilo.
Sua boca deixou o pau de Louis, mas apenas para dar atenção a sua entrada. A lubrificação natural do ômega estava escorrendo e o cheiro acertou o lobo no peito de Lestat em cheio. Ele lambia tudo, sua língua penetrando o ômega em busca demais. O sabor era muito mais do que ele tinha pensado,
Seu lobo rosnava, ele queria tomar aquele ômega para si, ele precisava disso e se Lestat era impaciente, seu lobo era muito pior.
- Lest... Lestat – Louis gemia sem parar, tanto que era difícil falar. Alias, ele nem conseguia pensar – eu vou... não consigo mais... Je ne vais pas le prendre...
- Só quando eu estiver dentro de você – o alfa rosnou, se levantando e arrancando o que restava de suas roupas.
Sua voz tinha sido ameaçadora e seus olhos pareciam mais de uma fera do que de uma pessoa normal. Isso poderia parecer assustador, mas para Louis foi excitante, tanto que ele mesmo começou a se acariciar, porque ele não aguentava mais.
- Coitado do meu ômega que não consegue esperar – ele zombou se deitando sobre Louis.
O contato das suas peles fazia Louis suspirar, Lestat se acomodou entre suas pernas, mas não fez mais nada. Por mais que seu lobo rosnasse e arranhasse por dentro, ver seu ômega se mexendo, mesmo que inconscientemente, em busca de contato, fazia sua pele queimar pela antecipação.
- S'il te plait ... mon loup...
Quando Lestat ouviu Louis o chamar de "meu lobo" em francês, ele perdeu o controle e já não tinha mais graça provocar. Ele precisava tomar aquele ômega para si!
O penetrou com calma, afinal ainda precisava cuidar do seu ômega e nunca iria machuca-lo. Louis ofegou de prazer, suas costas até saíram do colchão, ele arranhou as costas do alfa e gemeu.
De começo era devagar, saindo e voltando lentamente, se arrastando dobre a pele sensível, fazendo que os dois gemessem enquanto iam conhecendo o corpo um do outro. Mas logo a velocidade aumentou e os barulhos dos corpos se batendo só não era mais alto que os gemidos.
Lestat mordia e beijava qualquer pedaço de pele que sua boca conseguia alcançar, mas Louis gostava tanto disso, que apertava sua entrada, fazendo o alfa rosnar e o morder de novo. O ômega arranhava as costas e braços do alfa, o prendia contra sim e não tinha mais vergonha de gemer, ele estava tão perto.
- Mon loup... – ele tentou falar, mas a resposta de Lestat ao novo apelido foi tão visceral, que ninguém precisou dizer mais nada.
O alfa colocou sua mão sobre o delicado pescoço do ômega, ele apertou um pouco e Louis sentiu a temperatura do seu corpo aumentar. Sua respiração falhou, tanto pela pressão que o alfa fazia, quanto por como seu corpo tinha gostado daquilo. E mesmo que o próprio ômega não tivesse entendido, seu corpo reagia muito bem aquilo.
Lestat fechou um pouco mais o aperto, a visão de Louis embaçou e ele gozou tão forte que jura que seu coração parou por alguns segundo. O alfa soltou seu pescoço imediatamente e teve que morder o travesseiro, porque seu lobo implorava para que ele marcasse o ômega e ele chegou perto demais disso.
Só que a boca de Louis alcançou o seu pescoço e quando ele sentiu as pequenas presas do seu ômega na sua pele, seu corpo agiu sozinho, indo muito rápido e gozando logo depois.
Louis abriu os olhos, piscou varias vezes tentando se lembrar onde estava. O quarto era gigante, maior que seu dormitório. Todo cinza e branco, a enorme e confortável eram voltada para as portas da sacada que no momento estava cobertas por grossas cortinas, impedindo que a luz entrasse. No canto direito tinha uma mina sala de TV, mas a TV que tinha lá dava umas três da que estava na sala do ômega e os sofás pareciam muito mais confortáveis que o seu.
No outro lado do quarto ficava a entrada do quarto e mais duas portas. Uma deles dava para a parede que ficava onde a cama estava encostada, a outra porta estava ligeiramente aberta e Louis viu que era um banheiro.
Ele estava sozinho no quarto, suas roupas também não estavam ali, mas sua carteira e celular estavam na mesa de cabeceira. Em uma das poltronas tinha uma camisa branca que ficaria um pouco grande nele e uma boxer. Com vergonha, ele se enrolou no lençol, pegou as roupas e correu para o banheiro, trancando a porta.
- Até o banheiro? – ele exclamou espantado com o tamanho e luxo – Ok, isso aqui é maior que o meu dormitório. Cadê o vaso? – ele se perguntou se revirando no lugar.
O cômodo era obviamente grande, tinha uma longa bancada com uma pia dupla, um box de vidro com dois chuveiros e com espaço para mais de duas pessoas, além da banheira que Louis jurou que ele conseguiria nadar ali dentro. Mas quando finalmente viu a porta que levava para o espaço que ficava o vaso sanitário, o ômega quase chorou de alivio.
Necessidades biológicas feitas, ele se vestiu e se olhou no espelho. Seu cabelo estava muito bagunçado e por mais que ele tentasse ajeita-lo, não dava jeito, por isso teve que improvisar um coque feio, mas era o que tinha até arrumar um prendedor decente.
- Ótimo, pareço uma dessas mocinhas daqueles filmes de romance clichê, só falta a ex dele voltar e a clássica corrida no aeroporto – Louis revirou os olhos para si mesmo – Preciso achar minhas roupas!
Ele estava saindo quando lembrou do lençol, voltou para pega-lo e ficou sem saber o que fazer. O que se faz depois de ter o melhor sexo da sua vida? Encontra suas roupas e cai fora? Será que se ele ligasse para Jake, ele o buscaria?
- Matteo deve estar na casa do namorado, acho que eles podem me buscar – ele resmungou para si mesmo, dobrando o lençol, porque não tinha a menor ideia do que fazer – mas eu nem sei onde eu estou! Eu saberia se tivesse passado mais tempo olhando o caminho do que para o alfa que dirigia, mas como que eu ia me controlar com um deus daquele do meu lado? – o ômega brigava consigo mesmo.
- Olá – Lestat falou assim que Louis saiu do banheiro, fazendo o ômega tomar um pequeno susto. O alfa estava no quarto, usava uma camiseta branca, uma calça de moletom cinza e estava descalço. Apesar de estar com roupas muito diferentes do dia anterior, Louis conseguiu acha-lo ainda mais bonito – me perdoe pelo susto e por não estar na cama quando você acordou, infelizmente precisei resolver algo.
- Você saiu? – Louis perguntou, ele estava abraçado com o lençol, porquê simplesmente não sabia mais o que fazer. E eles esperava, de verdade, que o alfa não tivesse escutado nada da pequena discussão que tinha tido consigo mesmo.
- Apenas do quarto, fui até meu escritório no andar debaixo, era coisas de uma das empresas – Lestat respondeu como se aquilo não fosse nada importante, apenas entediante, Louis se perguntou quantas empresas o alfa tinha – apenas algumas pessoas acharam que podiam tentar me enrolar e não entregar seus trabalhos a tempo.
- Ficou tudo bem? – Louis perguntou sinceramente preocupado, mas Lestat sorriu de canto.
- Comigo sim – foi a resposta.
Ele se aproximou do ômega, que engoliu em seco, mesmo com roupas tão simples, Lestat continuava exalando dominância e elegância. Ele segurou o rosto do ômega entre suas mãos, seu toque era delicado, carinhoso.
- Bonjour, ma lune – ele sussurrou antes de o beijar, que acabou derrubando o lençol para se segurar na camiseta do alfa – não precisava ter dobrado o lençol.
- OK – o ômega sorriu um pouco envergonhado. O alfa levou suas mãos até o cabelo de Louis e o soltou, deixando as mechas livres – não, meu cabelo está estranho.
- Seu cabelo não está estranho e não tem nada de feio em você – o alfa percorreu todo o corpo do ômega com seu olhar, até que voltasse para seus olhos – nada de feio! Ah, eu quase me esqueci, estamos na 50th street.
- O que? – Louis perguntou confuso, ainda afetado pelo beijo.
- Você queria saber onde estamos, estamos na 50th street – Lestat respondeu sorrindo, seu ômega era muito fofo, ele amaria acordar com ele todos os dias – mas não acho que seja necessário ligar para seu amigo. Ah, suas roupas foram lavadas, logo estarão secas, mas eu gostei de te ver usando as minhas, então não precisa se apressar. Venha, vamos tomar café – ele falou pegando o ômega pela mão e o levando para fora do quarto.
Louis o seguiu, mas morto de vergonha, como ele tinha ouvido?
A mesa na cozinha estava posta para o café da manhã, havia muito mais coisa do que o ômega achou que conseguiria comer. Também não tinha visto ninguém mais no apartamento e se perguntou como Lestat tinha feito tudo aquilo sozinho.
- Achei que seria besteira comermos na sala de jantar - o alfa falava e parecia tão natural os dois juntos, conversando e comendo, que até o próprio Louis se assustou com o quanto se sentia confortável - Podemos sair para jantar mais tarde, eu nunca lembro muito bem os restaurantes, então pode escolher o que quiser.
- Não sei se os restaurantes que eu conheço são do mesmo tipo que você frequenta – Louis falou um pouco envergonhado.
- Ma lune – o alfa falou pegando a mão do seu ômega – eu não me importo de comer tacos em um food truck ou jantar no Four Seasons Restaurant, escolha o que preferir.
- Eu nunca comi no Four Seasons – Louis riu, divertido.
- Mas gostaria?
- Um dia, quando eu ganhar o suficiente – ele brincou derrubando mais calda nas panquecas.
- Tudo bem, vamos lá hoje – Lestat deu de ombros, tomando mais um gole do seu café.
- O que? – Louis perguntou perplexo – Lestat, eu não posso ir no Four Seasons.
- Por que? – o alfa perguntou franzindo o cenho, alguém tinha feito algo contra seu ômega?
- Eu não tenho dinheiro para isso, eu nem tenho roupa para ir naquele lugar.
- Por um momento você me preocupou – Lestat suspirou, ele realmente achou que ia ter que matar alguém, não que ele reclamaria caso tivesse que fazer – estou te convidando, por isso eu pagaria e as roupas não são um impedimento. Em minha opinião, qualquer coisa que você use lhe ficará bem, mas se isso te incomoda, podemos comprar.
- Não, eu não posso aceitar isso – ele respondeu corado pelo elogio.
- Pode sim e deve - Lestat esticou a mão e afagou o rosto do seu ômega – você fica muito fofo quando cora assim.
- Não sou não – Louis respondeu com uma careta, mas que o deixou mais fofo ainda, pelo menos na visão do alfa.
- É sim e deve me permitir lhe dar quantos presentes eu quiser lhe dar.
- Primeiro, eu não sou fofo – ele bufou – Segundo, eu não sou a Julia Roberts para você me dar um banho de loja.
- Julia Roberts? A atriz? – Lestat estava muito confuso – Eu não entendi o que ela tem a ver com isso.
- Você sabe, Pretty Woman – Louis falou como se aquilo explicasse tudo, mas ficou espantado quando Lestat negou com a cabeça – Você nunca assistiu Pretty Woman? Por Zeus, é um dos meus filmes favoritos, temos que corrigir isso!
- Ok – Lestat deu de ombros rindo.
Uma pequena voz surgiu lá no fundo da mente de Louis, zombando dele "Mas não era um caso de uma noite só?", mas o ômega a mandou ir se ferrar e a calou. Ele só estava espalhando a palavra de Vivian e Edward para aqueles que ainda não a conheciam, era só isso.
- Ótimo, veremos esse filme então – o alfa comentou terminando o seu café – mas agora eu preciso passar em alguns lugares, prometo que será rápido, depois podemos passear pela cidade ou voltar para casa e assistir esse filme.
- Claro, eu vou para casa e espero você me ligar - o ômega falou escondendo o desapontamento por ter que se despedir do alfa, mesmo que por pouco tempo.
- Você não entendeu, eu quero que passe o dia comigo – Lestat falou tranquilamente e Louis demorou alguns segundos para raciocinar.
- Eu não vou te atrapalhar? Quer dizer, você deve ter muito compromissos importantes e eu... eu não sei... e a Heidi?
- Ela já avisou que está se divertindo muito hoje para ser incomodada - o alfa respondeu com um sorriso de canto.
- Ah, eu acho que tudo bem então – o ômega sorriu, mas quando ele se perguntou se Lestat o levaria até seu dormitório para que ele pudesse trocar de roupa, ele se lembrou das suas responsabilidades e percebeu que seu dia agradável tinha ido para o ralo – eu não posso, tenho que lavar roupa, principalmente minha dólmã, se não ela não vai ficar seca para amanhã e eu não tenho uma reserva.
- Dolmã é a roupa de chef, não é? – Lestat perguntou e Louis concordou – Tudo bem, vamos passar no seu dormitório e pegar junto com as suas roupas, mandaremos para meus empregados, eles cuidarão disso enquanto resolvemos outras coisas - ele falou como se fosse simples e não tivesse mais nada a ser dito sobre o assunto, então se aproveitou que o ômega estava tentando entender o que estava acontecendo e o levou para a sala principal, onde a porta da sacada estava aberta, deixando a mostra uma visão incrível de Nova York pela manhã.
- Uau – o ômega exclamou maravilhado e Lestat o abraçou feliz, porque seu plano de distrair Louis tinha funcionado – eu poderia acordar todos os dias com essa vista e nunca me cansaria.
- Estou contando com isso, ma lune – Lestat sussurrou, beijando o pescoço do seu ômega.
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