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Capítulo 26

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A paisagem de Hudson Valley era linda, montanhas cheias de campos floridos se estendendo por toda a vista. Ainda mais que eles estavam no fim da primavera, o que tornava o lugar ainda mais belo e com perfume natural.

A viagem tinha durado um pouco mais de duas horas, os alunos estavam animados. Fariam passeios na cidade histórica, conheceriam restaurantes, participariam de degustações em fazendas e produtores locais e, o mais importante, teriam várias aulas no CIA, Culinary Institute of America, um instituto que já tinha formado grandes estrelas da gastronomia.

— Já agradeci teu alfa por nos proporcionar isso? — Matteo perguntou e Louis riu.

Era óbvio que Lestat não tinha ficado feliz com aquela viagem, mas seu ômega estava animado com ela, falava disso há semanas. O alfa pagou pela viagem de Louis e de Matteo, fazendo o beta jurar que ficaria com seu ômega em todos os momentos. Pagaria por Jake e Donna também, mas Heidi e Angelo tinham se adiantado.

A ideia de Lestat era ter ido junto, mas como Danila tinha usado a força para o lembrar, ele precisava fingir que não sabia de nada e continuar com a rotina normal. Heidi que suspirou com isso, sabendo que teria que ter muita paciência naquela semana.

Gabrielle tinha voltado de sua viagem e tinha passado os dias antes da excursão com Louis, quase não dando tempo do alfa com seu ômega. Angelo tinha se aproveitado da situação para voar para os Estados Unidos. Como Angelo e Tiziano estavam fora de Roma, o grupo Ferro ficou na mão de Gigio. O beta fez questão de ligar para Lestat o culpando pela situação e dizendo que nem quando o Trio do Caos estava longe, ele tinha paz.

Lestat tinha dado colares para todos que iriam para a excursão, eram localizadores, assim seus companheiros saberiam em tempo real onde estavam. O lobo de Louis e Lestat eram conectados, o lúpus sempre sabia onde seu ômega estava, mas não queria arriscar. Inclusive, o helicóptero dos Lioncourt estava pronto para qualquer voo emergencial, direto para Hudson Valley.

— Emergência? Duvido que ele não vá usar só para matar a saudade de ma lune — Heidi bufou.

— Eu não julgo, quando for, me chama — Angelo completou.

— Tem um restaurante chamado Fish & Game, dizem que é excelente. Podíamos ir lá — Jordan sugeriu.

— Podem esperar pelo dois ou três para dar tempo para eles? — Danila perguntou e os outros reviraram os olhos.

O ônibus que levava os estudantes parou na frente do hotel. Não era o melhor hotel da cidade, mesmo que Lestat tenha tentado alterar para ele, mas era um lugar bonito. Ficava perto de uma das vinícolas, Louis torceu o nariz quando sentiu o cheiro das parreiras, mas a janela do seu quarto era do lado oposto e ele sorriu, Lestat tinha pensado até nisso.

— Se acomodem nos seus quartos, nos vemos em duas horas para o primeiro passeio — o professor Heard, o responsável pela organização da viagem, os avisou.

Louis, Matteo, Jake e Donna ficariam na cobertura, nas principais suítes. Angelo não tinha gostado quando soube que sua alfa ficaria em suíte comum e conseguiu reorganizar as reservas. Ela tinha achado um exagero, mas Jake a aconselhou a só deixar acontecer, não valia a pena discutir.

— Amo essa vida — Matteo exclamou se jogando na enorme cama.

Teoricamente, aquele quarto era para uma pessoa só. Tinha a possibilidade de abrirem a porta para um quarto anexado, mas eles conversaram e decidiram que era melhor Matteo e Louis dividirem a enorme cama, do que ter uma porta destrancada que facilitasse o acesso ao ômega.

Os dois não tinham se importado nem um pouco, até estavam achando divertido. Certo, ter outra pessoa dividindo a cama com Louis incomodava um pouco seu lobo, mas Lestat entendia que eram como irmãos e aquilo era necessário.

— Estou avisando mon loup que já estamos no quarto — Louis comentou se sentando ao lado do amigo, digitando a mensagem.

— Como se ele não tivesse monitorado cada passo que demos — o beta riu. — Vou confessar uma coisa, não me zoe.

— O quê? — o ômega bloqueou o aparelho e deixou na cama.

— Vivo brincando com vocês, mas já estou com muitas saudades de Jordan — o beta suspirou.

— Te entendo, passei semanas querendo que hoje chegasse, mas agora queria que mon loup estivesse aqui — Louis deitou do lado amigo.

— Heidi falou que é coisa de lúpus, que mesmo que Jordan ainda esteja em treinamento, já vivemos como se ele fosse um. Mas não acho que é só isso. Me apaixonei por ele na primeira vez que o vi, desde que nos beijamos pela primeira vez eu sabia que era ele, entende?

Oui, é assim que me sinto com mon loup. Desde quando vi no restaurante o achei tão bonito e non fiquei nervoso de conversarmos por ele ser um lúpus. É que ele é tão fascinante.

— Você fascinado e eu com o cu na mão — Matteo riu. — Mas te entendo, conheci Jordan pela internet antes de me mudar para Nova York. Foi loucura e se contar para alguém eu nego e te chamo de te louco, mas ele foi uma das principais razões que quis estudar aqui.

— Eu sabia — Louis riu baixinho.

— Acho que foi igual você e Lestat, na primeira vez que conversamos já estava completamente apaixonado. Foi uma merda ter que esperar tanto tempo para nos encontrarmos. E, meu amigo, descobrir que Jordan é ainda mais gostoso pessoalmente do que por videochamada foi um bônus. Meu Zeus, que alfa gostoso!

— Matteo — o ômega riu, empurrando de leve o amigo.

— Ok, já me recompus — os dois riam na cama. — Ele é o meu alfa, sabe?

— Jordan é seu soulmate — Louis sorriu.

— É, acho que ele é — o italiano sorriu. — Fazer parte dessa família doida que seu alfa montou sem querer é das melhores coisas que podia ter me acontecido. Mesmo que obrigue a treinar lutas, por Zeus, meu destino era fazer pilates às três da tarde, não tentar me tornar um boxeador olímpico.

Como agora eles tinham tempo livre, Lestat os estava fazendo aprender a defesa pessoal. Donna e Jake estavam se divertindo, apesar de bom nisso, Matteo não hesitava em reclamar em cada oportunidade disponível. Já com Louis o treinamento tinha que ser um pouco diferente, ele tinha habilidades diferentes dos amigos. E, além de sua forma humana, precisava treinar seu lobo.

Non é tão ruim — Louis tentou aliviar.

— Não é ruim, é péssimo. Tem músculos meus doendo que eu nem sabia que existiam — o beta suspirou. — Porém, a parte financeira compensa.

— Pensa pelo lado bom, você vivia dizendo que queria malhar e ficar em forma, agora vai. Obrigado, mas vai.

— Realmente, vou ficar ainda mais gostoso e com dinheiro dos outros, perfeito — Matteo riu. — Imagina quando seu loup, ver você todo malhado, com bundinha dura, desfilando por aí. Assassinatos serão cometidos.

— Exagerado.

— Exagero? Já realmente prestou atenção em quantos alfa tentam dar em cima de você? Antes eu interferia porque não queria problemas para nós, mas agora que você casou com o caos, trago até pipocas para assistir o show.

— Você estava sendo romântico há minutos atrás, agora já quer o caos?

— Sempre quero, mas o que falei sobre Jordan e quanto o amo é verdade. Muita coisa que temos agora, como um bom apartamento, móveis que fomos os primeiros donos e não que tenham vindo de venda de garagem barata, possivelmente retirados da cena de um crime, e a possibilidade de comer fora sem ter que passar fome o resto da semana, isso é tudo graças a você e seu alfa. Jordan é mais do que capaz de qualquer emprego, mas quem deu oportunidade foi Lestat e Heidi. Nosso apartamento é muito maior e mais confortável do que achamos que conseguiríamos, ninguém dá crédito para jovens, mas seu alfa fez.

— Ah, sobre isso, ele ia contar no seu aniversário — Louis disse, culpado por não ter conseguido guardar segredo. — Ele já pagou.

— O que? — Matteo perguntou perplexo.

Mon loup comprou o apartamento e já está no seu nome. Jordan não sabe ainda e não conte para ele. É uma surpresa.

— Meu nome?

— Sim, o apartamento está no seu nome e o carro no nome de Jordan.

— Que carro?

— Essa é outra parta de surpresa — Louis tapou o rosto com as mãos. — Era para ser segredo.

Il mio Zeus! Sta giocando? Isso é sério?

Oui — o ômega murmurou. Esperava que seu alfa não ficasse bravo porque não conseguiu guardar o segredo.

— Caralho! — Matteo exclamou e começou a rir. — Louis, seu alfa ainda me dá um medo do cacete, mas amo ele. Com respeito.

Mon loup não é assustador, só tem um gênio forte.

— Cala a boca passador de pano — o italiano jogou o travesseiro de brincadeira no amigo.

Idiot — o ômega devolveu a travesseirada. — Vou mandar fotos para mon loup, ele queria saber se a vista é como no site.

— Se não for, pobres proprietários deste hotel. Foi bom enquanto durou — Matteo suspirou dramaticamente. — Achei fofo ele ter nos colocado no quarto com vista para as montanhas.

Louis sorriu, além de Lestat e Thierry, Matteo era o único que sabia tudo que tinha acontecido e o verdadeiro motivo dele odiar vinhos. Lestat tinha oferecido conversar com os professores para que Louis fosse excluído das visitas a vinhedo, mas o ômega recusou. Ele queria a experiência completa.

Louis foi até a janela e tirou uma foto da paisagem para enviar para seu alfa. Matteo tinha razão em tudo que tinha falado, antes de viver aquilo era impensável. Desde que a visita ao Hudson Valley foi anunciada, ainda na primeira semana de aula, Louis, Matteo e Jake estavam fazendo as contas do que economizar para os três conseguirem ir. Eles não tinham certeza se conseguiriam e estavam prestes a pedir dinheiro emprestado para sua família.

O ômega pensou que agora tinha um blackcard na carteira e podia comprar qualquer coisa.

— Só para avisar, ouvi o professor Heard dizer que seremos separados em grupos paras as aulas no CIA e Garrett quer ficar no nosso grupo — Matteo falou enquanto Louis trocava mensagens com seu alfa.

Mon loup não vai gostar nada disso — o ômega suspirou. — Espero que ele leve numa boa.



Lestat enfiou a faca afiada no abdômen do alfa, a puxando para baixo, rasgando carne, tecidos e órgãos, o que estivesse no caminho. O alfa gritava e estava entrando em choque, mesmo que o lúpus não tivesse ferido nada vital, já que queria sua presa viva por mais tempo, parecia que o alfa perderia a consciência em breve.

— É, ele não vai aguentar — Heidi suspirou.

— Acho que ele está tendo uma convulsão — Jordan apontou para o alfa que tremia.

Cane pazzo você vai acertar o baço... esquece, já era — Danila fez careta.

— Algo me diz que Lestat está de mau humor — Angelo disse bebendo seu refrigerante. Ele era o único que se mantinha afastado. Não por nojo ou medo, só não queria que o sangue respingasse em sua camiseta nova.

— Quem teve a porra de ideia de deixar um alfa imbecil, que já assediou meu ômega, no mesmo grupo dele? — Lestat perguntou furioso. O corte já tinha chegado na região pélvica do alfa, que desmaiou. — Alfa imprestável. Estuprador, mas não aguenta um pouco de dor?

— Acho que isso é mais que um pouco, mas não estou julgando, pode continuar — Jordan pegou a seringa com adrenalina e entregou para o lúpus.

Era o terceiro dia de viagem, Lestat e Louis tinham se falado várias vezes por dia por mensagens. O ômega gostava de tirar fotos e mandar para seu alfa, mostrando o lugar e o que estavam fazendo. Toda manhã e toda noite faziam vídeo chamada, de manhã o ômega sempre estava sonolento e com o cabelo bagunçado. De noite ele estava animado e contava tudo o que tinha feito.

Mas saber que Garrett, o alfa que já tinha assediado seu soulmate, estava na mesma turma que ele, tinha estragado o humor do lúpus. Aquele alfa medíocre estava tentando ficar o mais próximo do ômega, tanto que tinha até saído em algumas das fotos que Louis tinha lhe mandado.

Jake e Donna tinham recebido ordens expressas de usar a força, se necessário, para tirar Garrett de perto de Louis. O que eles estavam cumprindo, ninguém queria Lestat de Lioncourt puto da vida, invadindo o lugar.

— Pega a tesoura. Não, a cega, vamos prolongar esse momento — Lestat resmungou. — Eu deveria ter matado aquele Garrett, mas fui "com calma".

— Não me coloque nisso — Heidi se defendeu. Lestat revirou os olhos e injetou a adrenalina no alfa desacordado, sem delicadeza nenhuma e quase quebrando a agulha.

— O que estão fazendo? — Gabrielle perguntou quando entrou no armazém onde estavam.

— Lestat está estressado e Danila arrumou um estuprador para ele torturar um pouco — Angelo contou.

— Sempre um amigo tão preocupado — a ômega passou a mão pelos cabelos do russo, que sorriu enquanto comia seus salgadinhos.

— Obrigado zia, Lestat não reconhece meus esforços — o lúpus zombou e Lestat se virou irritado para ele.

— Não enche a porra do meu saco, ou você será o próximo — disse apontando a faca ensanguentada para ele.

— Meu irmão avisou que chega amanhã — Angelo falou mais alto, porque o alfa que estava sendo torturado tinha acordado e gritava. — Contei que estão torturando e ele está chateado que não o esperaram.

— Boca aberta — Danila resmungou, jogando um salgadinho contra o ômega.

— Cala a boca! — Lestat gritou para sua presa.

Mesmo que estivesse amarrado, o alfa se debatia, afinal estava sendo eviscerado. Por isso Jordan empurrava seus ombros contra a mesa na qual a presa estava. Lestat puxou a corda que prendia as pernas ainda mais apertado e pegou a tesoura cega.

O lúpus rasgou as calças do estuprador, e, com um pinça fervente, segurou o pênis dele. Heidi enfiou um pano na boca do alfa, para abafar seus gritos. Lestat posicionou a tesoura cega, deixando o pênis entre as duas lâminas, e começou cortar.

O alfa revirava os olhos de dor, seus gritos mal estavam sendo abafados e ele se debatia tanto, que se machucava. A tesoura não estava afiada, então ela não cortava, lacerava com a pressão feita pelo lúpus. Sangue escorria, pingando até no chão. Lestat usava luva para não se sujar.

— Quer que eu pare? — ele perguntou para o alfa que já delirava de dor. — Quando suas vítimas te imploraram para parar, você parou? Quando era você que estava ferindo, era divertido, mas agora que é vítima não aguenta? — Lestat pressionou um pouco mais, quase cortando o órgão fora. — Você destruiu a alma daqueles ômegas, agora vou destruir seu corpo.

Depois de longos minutos, o pênis caiu no chão, sobrando uma enorme ferida ensanguentada. O alfa convulsionava e Lestat revirou os olhos.

— Eu dou alguns segundos — Hedi comentou.

— É, não passa disso — Jordan respondeu. Logo depois o alfa parou de tremer, tendo seus últimos segundos de vida. — Já era.

— Se adaptou rápido a essa vida, hein? — Danila brincou. — Também, com cane pazzo como tutor, não me admira se sair caçando os outros pela rua com uma machado em mãos.

— Quando eles serão apresentados para o conselho? — Angelo perguntou.

— Estava pensando na festa de outono — Heidi sugeriu.

Todo ano, era realizada uma festa de outono na corte lúpus. Juntava lúpus do mundo todo. No dia anterior à festa, tinha uma reunião do conselho aberta a todos que quisessem assistir. Era muito comum que os novos integrantes da comunidade fossem apresentados nessa data.

— Merda de reunião — Lestat resmungou irritado, pegando um pequeno machado e cortando o joelho do alfa amarrado.

— Não falei sobre o machado? — Danila riu.

— Vamos só para a reunião do conselho, apresentamos Jake, Jordan, Matteo e Donna e voltamos — Heidi sugeriu. — Não precisamos ficar para a festa.

— Nunca fico para essa festa estúpida — o loiro não estava de bom humor. — Não vou a festas de Natal, imagina a "festa anual de outono — revirou os olhos cortando o outro joelho. — Se quiserem ficar, tudo bem. Vou com Ma Lune para Londres, aproveito para ver como está o negócio do Jovem Styles.

Mon amour, você está bem? — Gabrielle perguntou depois do filho dar repetidas machadadas no corpo sem vida sobre a mesa, causando o esquartejamento do alfa morto.

— Não, estou irritado e com um péssimo pressentimento — o loiro suspirou. — Não sei se é a distância, mas meu lobo não está feliz. Sei que Ma Lune tem direito a ter a própria vida, o problema não é esse.

— O problema é que ele está longe e você está em desespero por não poder protegê-lo — a mãe disse compreensiva.

— Acho que sim, talvez seja exagero meu — Lestat olhou sua mão, ele tremia levemente. Ele fechou o punho e respirou fundo.

— Não é exagero, se seu lobo diz que tem algo errado, fique atento — Gabrielle falou e Lestat se virou para a mãe. — Mon amour, você passou por coisas demais e só sobreviveu por confiar em seus instintos. Não hesite agora.

— E se eu estiver fazendo uma tempestade em copo d'água?

— Então os outros que lidem com a tormenta que você é — a ômega sorriu para o filho. — Louis não se importaria, até acharia fofo.

— Eu sei — ele sorriu de canto para a mãe.

O cadáver foi levado para um incineradora, o dono do lugar não fazia perguntas, apenas aceitava o que os lúpus o dava e fazia a incineração. Lestat voltou para seu apartamento, tomou um longo banho e ficou no sofá do seu quarto, tomando um vinho e tentando se distrair com qualquer coisa na tv. Por ironia estava passando Pretty Woman.

— Esse alfa é um imbecil mesmo — o loiro negou com a cabeça vendo o personagem de Richard Gere ouvindo o amigo falar mal da personagem de Julia Roberts. — Queimaria qualquer parente vivo se falassem de Ma Lune. Bem, queimaria qualquer parente vivo, exceto minha mãe, por qualquer motivo.

Seu celular começou a vibrar, ficou irritado pensando em quem o atrapalharia naquele horário. Mas sua irritação se dissipou quando viu que era a foto de Louis sorrindo.

Mon Loup — o ômega disse alegre na vídeo chamada.

— Olá Ma Lune, como estão as coisas aí?

— Divertidas, mas queria que estivesse aqui — Louis confessou, apoiando o celular na cama e tirando seu casaco.

— Também gostaria de estar aí — ele segurou o rido quando seu ômega se atrapalhou um pouco enquanto tirava o suéter que usava. Apesar de ser primavera, ainda tinha restado um pouco do frio do inverno. — Como foi seu dia?

Incroyable! — Louis sorriu, pegando o celular de volta. — Aprendi uma nova técnica de fermentação de pães para sopas. Consegui fazer um na primeira tentativa, só eu e Adrian que conseguimos. O resto da turma teve que tentar mais uma ou duas vezes.

— Parabéns— Lestat sorriu orgulhoso. — E a parte dos espumantes?

Horrible — revirou os olhos. — Tínhamos que provar as bebidas para "entender as nuances". Eram seis tipos diferentes, tentei escapar, mas o professor Heard disse que não podia. Matteo tomou as dele e as minhas, acho que ficou um pouco alegre. No momento está em vídeo chamada com Jordan no banheiro, non quero pensar no que estão fazendo.

— Então esse professor Heard foi idiota com você?

Mon Loup — Louis riu da falsa expressão de desinteressado do loiro.

— Tudo bem, mas se ele for um imbecil de novo, me avise.

— Tudo bem — o ômega ainda sorria quando se deitou na cama. — O que fez hoje?

— Nada demais, vai jantar com seus amigos?

Oui, Jake quer muito conhecer um restaurante que tem aqui. Alguns colegas até tinham tentado reservar uma mesa, mas não havia mais vagas. Então Jake falou com Heidi e ela resolveu para nós. Nossa reserva é daqui uma hora.

— E depois vai estar muito cansado para me ligar? — o loiro o provocou.

Pardon — Louis pediu com a mão no rosto de vergonha. No dia anterior ele estava com tanto sono quando ligou para o lúpus, que dormiu no meio da vídeo chamada. Apesar de ser engraçado, o lobo de Lestat apreciou, porque ouvir a respiração tranquila do seu ômega enquanto dormia, o ajudou a se acalmar.

— Tudo bem foi fofo — o alfa falou e o ômega fez sua carinha de gatinho bravo. — Está preparado para amanhã?

Non — ele suspirou. — Mas preciso superar meus problemas com vinho. Matteo prometeu que se tiver degustação de novo, ele bebe a minha parte, então não vou beber, só visitar a vinícola e conhecer a produção. Meu professor disse que é ótimo que eu esteja junto, porque minha família tem tradição em vinhos e blábláblá. Até disse que me quer junto com o guia.

— Me parece que ele está transferindo para você o trabalho de orientar a turma.

— Adrian falou o mesmo, mas andamos sempre em duplas e Matteo é a minha, então acho difícil que o professor consiga me deixar a frente de tudo — Louis sorriu triste. — Amanhã será um péssimo dia, queria poder te abraçar.

— Tiziano chega amanhã, por volta das quatro da tarde. O helicóptero da empresa está pronto, podemos todos jantar aí — o alfa sugeriu.

— Você faria isso? — o ômega perguntou se sentando imediatamente.

— Claro que sim — Lestat respondeu sorrindo com a empolgação do seu soulmate.

Oui, s'il te plaît! Ce sera merveilleux! — Louis falava rapidamente, fazendo o alfa rir.

— Assim que Tiziano e Victor chegarem, iremos encontrar com vocês.

Parfait!

Ter aquela conversa acalmou seu lobo, mas no dia seguinte o sentimento de que algo estava errado era ainda mais forte. Lestat trabalhou o máximo que pôde, tentando se concentrar em outra coisa que seu lobo o incomodando.

Danila e Angelo estavam no aeroporto esperando a chegada de Tiziano e Victor, Heidi e Jordan tinham saído para uma visita em banco, mas todos voltariam em breve. Afinal todos iriam para Hudson Valley jantar. Até Gabrielle resolveu que iria e estava, no momento, em uma galeria de artes fazendo sua nova aquisição.

O lobo de Lestat uivou ao mesmo que o alfa olhou pela porta, segundos depois Oscar entrou correndo, sendo seguido pela assistente e por dois seguranças. A apenas a expressão do meio irmão foi necessária para que Lestat entendesse.

— Quem?

— Os primos de nosso pai, eles já estão chegando em Hudson Valley — Oscar disse exasperado.

Imediatamente Lestat correu pelo corredor, rumando para a saída. Enquanto tirava o celular do bolso, apertava freneticamente o botão do elevador.

— Alfa Lioncourt? — o beta atendeu surpreso — Há algo de errado com seu voo?

— Que voo? — perguntou tentando se controlar, entrando no elevador e apertando o botão da garagem. Oscar conseguiu entrar antes que as portas se fechassem. — Meu voo está marcado para às cinco da tarde.

— Perdão Alfa, deve ter acontecido um engano — ele ouvia o beta mexendo em vários papéis. — Houve uma ligação de um Lioncourt, confirmamos a identidade e o voo foi adiantado. Um grupo saiu em direção a Hudson Valley há mais de uma hora.

— Quem fez essa alteração? Quero o nome agora! — exigiu quando o beta hesitou.

— Alfa Maurice Lioncourt, marido do ômega Vincent Lioncourt — a voz do beta tremia. — Perdão, podemos providenciar outro veículo em duas horas.

— Duas horas é muito tempo — Lestat rosnou, socando o elevador. — Não precisa, eu resolvo de outro jeito.

— A culpa não é deles — Oscar o lembrou assim que saíram do elevador e Lestat desligou a ligação.

— Depois mando um cartão de pedido de desculpas e um cheque gordo — o loiro respondeu irônico. — Preciso chegar a Ma Lune.

— Lestat, me escute — o meio-irmão o segurou pelo braço e Lestat o olhou com ódio. — Vou te ajudar, iremos juntos resolver isso. Louis ficará bem.

— Lindo discurso, mas não posso perder tempo — disse se soltando.

— Eu te levo lá, vamos no meu carro.

— Por que eu confiaria em você?

— Porque Louis está há 200 quilômetros de nós e eu tenho uma Ferrari que pode fazer mais de 300 quilômetros por hora — respondeu mostrando a chave do carro.

Lestat se debateu por um segundo. Prometeu nunca confiar em Oscar de novo, mas era a vida de Louis que estava em jogo e ele faria qualquer coisa pelo seu soulmate.

— Se tentar me enganar, arranco seus órgãos internos, um por um, com minhas próprias mãos! — o avisou. — E eu dirijo.

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