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Capítulo 24


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— Casar? — Louis perguntou surpreso.

— Sim — Lestat suspirou.

Eles estavam na sacada do apartamento, o alfa tinha pedido privacidade para contar para seu ômega sobre o que tinha descoberto. Gabrielle tinha ficado irada com a notícia sobre o testamento, ela queria ir atrás dos filhos ômegas, mas Danila e Heidi tiveram que impedi-la.

Por enquanto, nenhum Lioncourt deveria saber que Lestat tinha uma cópia do testamento. Oscar aceitou mentir para toda família, dizendo que tinha entrado em uma nova briga com Lestat, até tinha acionado os advogados e Danila estava preparando os papéis, para arrastarem uma briga judicial e enganar a todos.

Enquanto isso, Gabrielle estava falando com Juliana, elas estavam prontas para organizar um casamento perfeito em poucas semanas e em segredo. Por enquanto os convidados não seriam avisados e, por Lestat, nem teriam nenhum, mas ele deixaria que Louis escolhesse isso.

— Sinto muito, acreditei que faríamos isso apenas depois de você terminar seus estudos. E você já tinha dito que queria abrir seu restaurante antes, mas teremos que adiantar nosso casamento pela sua segurança.

— Ainda não entendi bem o que está acontecendo — o ômega disse confuso.

— Com essa parte do testamento que eu não sabia, você se tornou um risco para todos os parasitas que dependem do dinheiro dos Lioncourt. Quando nos casarmos, será seu voto que decidirá qualquer grande decisão com o patrimônio da minha família. Os títulos, joias e algumas propriedades passarão para seu nome, mesmo que nos separemos no futuro, você ainda será o dono de tudo isso. São vários milhões, direto na sua conta e ninguém mais da minha família terá direito, a não ser que você decida ser caridoso.

Non fale assim, non vamos nos separar — Louis exclamou revoltado e Lestat sorriu.

— De novo, de tudo que falei, foi isso que ouviu?

Non, mas falar isso é besteira — Louis cruzou o braço, bufando como um gatinho bravo. — Se tudo será meu, é só eu passar parte para seus irmãos depois que nos casarmos. Por que eles estão tão preocupados?

— Porque eles são vermes gananciosos que fariam tudo por dinheiro, por isso não conseguem conceber a ideia que exista alguém tão generoso como você — o lúpus fazia carinho no rosto do seu ômega. — Ma lune, não me importo com o que decida fazer com todo esse dinheiro. Doe para instituições de caridade, dê as propriedades para seus amigos, queime tudo, realmente não me importo. Apenas peço que não dê nada a nenhum dos meus irmãos.

Pourquoi?

— Eles não merecem, te colocaram em risco propositalmente apenas para conseguir mais dinheiro sem ter que trabalhar. Eles sabem que qualquer inimigo meu, tendo essas informações, usaria disso para seu benefício. No mundo dos negócios, se não me casar com você, perderei minha importância. Terei que acatar qualquer decisão deles, não poderei mudar nada. Eles poderão demitir quem quiserem e fazer qualquer coisa, sempre serei voto vencido.

— Heidi pode perder o emprego? — Louis perguntou assustado.

— Ela será a primeira, já que sabem que é leal a mim. Qualquer negócio que fiz, podem tentar desfazer e afetar todos que protejo, incluindo minha mãe e meus afilhados. Não tenho como saber o número de demissões e o que farão com todos os projetos que apoiamos. Qualquer rival meu se beneficiará se um dos meus irmãos estiver no comando, eles são facilmente convencidos se a quantia certa de dinheiro estiver envolvida. Não se preocuparão com ninguém.

— Acha que me matariam para conseguir isso?

— Infelizmente, tenho certeza — Lestat suspirou. — Fora que tenho muitos inimigos no meio dos lúpus e dos comuns, todos me adorariam ver sofrer. Sabendo de uma motivação extra como essa, consigo pensar em diversas pessoas que se voluntariam para fazer algo ruim com você, apenas para me atingir.

Louis abaixou o olhar, mirando o chão e pensando. Lestat sabia que nesses momentos deveria apenas deixar seu ômega assimilar as informações e chegar na própria conclusão sozinho. Se o ômega não quisesse se casar naquele momento, ele entenderia, mas faria até o impossível para deixar seu soulmate protegido.

Eles ainda tinham mais de um ano, Louis terminaria os estudos no ano seguinte e ainda teriam um tempo para inaugurar seu restaurante e se casarem. Louis se formaria em maio do ano seguinte, teriam até abril do outro ano, no aniversário de Lestat, para se casarem. Eles fariam dar certo, nem que tivesse que trazer as outras partes do Trio do Caos e seus afilhados para morar em Nova York.

Non quero casar em Holmes, pode ser em qualquer outro lugar, mas lá não, por favor — Louis suspirou por fim.

— E onde gostaria? — Lestat perguntou com um sorriso de canto.

Je ne sais pas, quais as opções?

— Qualquer lugar que queira — o lúpus fez carinho no ômega.

— Na casa da sua mãe? — os olhos do ômega brilharam e o alfa riu.

— Ela vai amar isso, se você já é o preferido dela, depois disso nem lembrará que eu existo.

— Bobo — Louis riu. — O casamento pode ser depois da visita ao Hudson Valley? Não queria perder.

— Suas férias de verão estão próximas, apenas um mês. Podemos nos casar e depois ir para alguma praia em lua de mel.

— Um mês não é muito tempo? Achei que tinha que ser rápido.

— Se empolgou com a ideia? — Lestat riu quando Louis corou. — Las Vegas ainda é uma opção, podemos ir agora mesmo.

Non, tante Marjorie e Thierry precisam estar lá. Meu irmão que tem que me levar no altar — o ômega respondeu sorrindo.

— Tudo bem, vamos dar um jeito. Vou avisar minha mãe que nos casaremos mês que vem na casa dela. Ela e Juliana organizarão tudo, apenas diga o que quer e elas farão.

— Nunca pensei em me casar, non sei como funciona, o que escolher. Tenho que fazer alguma coisa antes? Como decido tudo isso? — Louis perguntou entrando em pânico.

Ma lune, calma — Lestat disse abraçando seu ômega e beijando sua testa. — Você apenas precisa estar lá no dia, andar até o altar para dizermos sim, o resto não importa tanto.

— Mas e decoração, comida, essas coisas? O que faço?

— Quais suas cores preferidas?

— Hmm — ele mordeu o lábio pensativo — azul claro e branco.

— Certo — Lestat escondeu, sabia que seu ômega estava sincero, mas ele tinha escolhido a cor dos olhos e do pelo do lobo do alfa. — Comida?

— A comida dos Ferro é muito boa — Louis sorriu.

— Agora você será o favorito da minha mãe e zia Juliana. Quer um buquê?

— Victor disse que cada família tem uma cor, né? Qual é a de vocês?

— Roxo e prata, mas não precisa usar.

— Eu quero, as flores do buquê podem ser roxas. Posso fazer igual Victor e casar com uma coroa de flores? — Louis perguntou animado.

Lestat sorriu, a coroa de flores era uma tradição só dos Ferros, nenhuma outra família lúpus se casava com ela. Louis não sabia disso, mas querer usá-la é como dizer que aquela família, a Ferro, era a sua.

— É seu casamento, pode fazer o que quiser.

Non, é o nosso — o ômega corrigiu o alfa. — Você também que decidir o que quer.

Ma lune, quero me casar com você. Os detalhes da festa ou quem estará presente, você decide. Aqueles imbecis precisarão estar junto porque serão minhas testemunhas, os Ferros estarão lá, tanto para ajudar o casamento, quanto porque nada os impediria. Fora eles, apenas gostaria que meus afilhados estivessem presentes. Heidi, Jake, Jordan e Matteo são nossos amigos e tenho certeza de que estão no topo da sua lista de convidados.

Oui — Louis riu. — Fora eles, tante Marjorie e Thierry, não sei quem convidar. Donna é minha amiga, mas acho que irá com Angelo. Gosto dos funcionários da vinícola, mas acho que não teria como levar todos e não quero ter que escolher só alguns.

— Depois da lua de mel, podemos fazer uma festa de comemoração na vinícola do seu irmão. Deixamos mãe exercer seu lado exagerado e será uma festa imensa, todos os funcionários poderão levar suas famílias. Até lá, a questão burocrática já estará resolvida, seu irmão e você serão os verdadeiros donos, então comemoramos isso e nosso casamento. Tudo bem?

Oui, gosto disso. Mon loup, tem alguma que música para a primeira dança? — o ômega perguntou e o alfa achou curiosa a reação.

— Não, você tem?

— Queria que fosse "Non, je ne regrette rien". Maman amava essa música e sempre cantava, a letra também é linda.

Ma lune, está tudo bem, será essa então — Lestat respondeu fazendo carinho no soulmate.

Merci — Louis disse aliviado.

— Está mais calmo agora? — o alfa perguntou e o ômega concordou com a cabeça.

Non foi difícil escolher tudo isso.

— Acredito que deve ter dezenas de outros detalhes para resolver, mas podemos deixar para minha mãe. O importante é que aconteça, qualquer coisa maior que precise ser decida, ela perguntará.

— Certo — Louis sorria. — Vai chamar Harry para realizar o casamento?

— Harry?

— É, você disse que por ser puro, precisava que outro puro realizasse nosso casamento, não é? Você se recusava a chamar o pai dele e disse que não era tão próximo do Alfa Jeon, então pensei que fosse chamar ele. Harry é seu afilhado, vocês se dão bem e ele já é maior de idade.

— Eu não tinha pensado nisso — o sorriso de canto de Lestat foi aumentando —, mas você tem toda razão.



— Eu? Não, não, nem pensar! — a voz de Harry saia do telefone.

— Jovem Styles, eu não perguntei, eu o avisei — Lestat o corrigiu.

— Mas eu só tenho dezoito anos!

— Em que momento sua idade entrou em pauta?

— Lestat! Por que eu? Nem sei o que fazer.

— Descubra — o loiro respondeu. — Pare de drama, Danila te enviará todo o protocolo para realizar um casamento lúpus. Você estará lá, falará algumas palavras, fará perguntas que todos sabemos que a resposta é sim e pronto.

— Zeus — Harry suspirou. Todos sabiam que quando Lestat Lioncourt decide algo, apenas Louis conseguia convencê-lo do contrário. Mas, como a ideia tinha vindo do próprio Louis, era uma batalha perdida. — Ok, eu faço isso.

— É claro que fará — o loiro disse com um tom de voz que indicava que era absurdo pensar o contrário. — Jordan mandará dinheiro para que vocês três vão para França, ficarão hospedados na casa de minha mãe, conosco. Por enquanto é segredo e essa viagem não pode ser associada comigo. Para qualquer um, apenas minha mãe apenas os receberá, ninguém de fora saberá que estou indo para Europa até já estar lá.

— A situação está tão séria assim?

— Não, mas ficará em breve e não deixarei chegar nesse ponto. Ninguém encostará no meu soulmate.

— Não te julgo, não sei o que faria se eu tivesse um soulmate e alguém ameaçasse minha família.

— Espero que nunca tenha que descobrir, mas se algo acontecer, sabe que sempre pode contar comigo, não é jovem Styles?

— Eu sei — Harry respondeu risonho. — Nunca irá me chamar pelo meu nome?

— Por enquanto não.

— E depois?

— Depois será Líder Styles — Lestat respondeu. — Por enquanto você é o jovem que está construindo o próprio destino.

— Você é dos únicos que me vê assim, não como uma sombra do meu pai ou do conselho.

— Todos dizem que você é uma cópia e me divirto pensando no desgosto que isso causa a Desmond. Entendo o que passou, mas fiz e farei tudo que estiver ao meu alcance para que não aconteça com você as mesmas coisas que coisas que aconteceram comigo. Não é porque somos parecidos, que nossas histórias precisam ser.

— Obrigado — foi apenas uma palavra, mas Lestat entendia tudo que ela significava.

— E não ache que pegarei leve com você só porque será líder, tomarei a liberdade de te dar uma surra, caso seja necessário.

— Estou contando com isso — Harry respondeu rindo. — Lestat, sabe que se precisar ir para os Estados Unidos para te ajudar a manter Louis a salvo, eu o farei. Liam está na faculdade, mas Zayn e eu podemos nos revezar.

— Por enquanto está bem, mas caso precise, mando os buscar. Jovem Styles, o que entendi com tudo isso é que se estão armando para mim para me atingir, podem fazer pior com você, por ser o herdeiro. Eu estou preparado para ameaças a minha família, então se prepare também, um dia você pode estar no meu lugar.

— Estou montando um bando, não foi planejado, mas está acontecendo. Vou pedir ajuda de Liam e Zayn e nos deixar preparados, ninguém irá mexer conosco.

— Às vezes, algumas gargantas precisam ser cortadas para que as pessoas entendam o que estamos dizendo. Então sempre deixe as facas afiadas.

— Vou me lembrar disso — o cacheado riu.



Desde que Louis e Matteo tinham sido interrogados pela polícia sobre a morte do professor, algumas coisas tinham mudado. A turma deles já tinha entendido que não poderia se mexer com Louis, mas agora a universidade inteira sabia disso.

Eles e Jake, que todos sabiam que era muito próximo do ômega e do beta, tinham sido cortados do estágio. Ainda faltavam muitas horas de estágio para completar o programa, o que poderia os fazer perder o ano e a bolsa de estudos. Os dois tentaram discutir, mas a desculpa era que o restaurante não aceitava pessoas que estivessem envolvidas em investigações criminais.

— Non, por favor — Louis implorou, os olhos úmidos de lágrimas. — Os lúpus já enviaram a documentação.

— Sinto muito, não posso fazer nada — a alfa responsável pelos estágios disse, mas é claro que ela não sentia.

— Perderemos a bolsa e o ano, as datas de aplicação já acabaram, não temos como conseguir um estágio em cima da hora — Jake insistiu.

— Tentem de novo no próximo ano — ela deu de ombros.

Non senti niente, ridicolo! Ti spacco la faccia! — Matteo gritou em italiano e Louis teve que segurá-lo para não partir para cima da alfa. — Vai se ferrar!

— Assinem logo — a alfa disse, entregando os documentos de finalização do estágio.

Eles leram e assinaram, Louis estava muito triste. As datas para conseguir novos estágios já tinham acabado e, mesmo que estivessem dentro do prazo, não tinha mais vagas abertas. Eles já tinham procurado e nenhum lugar com as especificidades do que eles precisavam estava disponível.

O ômega limpou uma lágrima que escorreu, era seu sonho se formar como chef. Ele tinha estudado e se empenhado tanto, atravessou o oceano, se mudou para um país com língua e cultura diferentes, que só conhecia uma pessoa e agora, seu sonho poderia acabar.

— Com licença — Donna disse entrando na sala, quando os três estavam prestes a sair. Jake estava com um braço em volta dos ombros de Louis, o consolando, e o outro segurando Matteo, que queria brigar.

— O que quer? — a alfa da secretária perguntou com má vontade.

— Hã, meu...namorado? Acho que é, bem, ele pediu para você verificar o email dos estágios — a alfa italiana respondeu, um pouco envergonhada.

— E por quê? — a outra desdenhou.

— Por que é seu trabalho? Sua... — Jake tapou a boca de Matteo.

A alfa, a contragosto, fez isso. Ela pareceu confusa abrindo uma das mensagens e seu semblante foi sendo tomado por espanto quanto mais lia. Ela passou a mão pelo rosto várias vezes, até chamou uma colega para verificar as informações. A beta que foi auxiliar, parecia tão espantada quando ela.

— Só um minuto — a alfa pediu e saiu de perto.

— O que está acontecendo? — Jake perguntou para Donna.

— Angelo me ligou perguntando o que estava acontecendo com vocês, eu disse que também não sabia, mas como foram chamados aqui, deveria ser sobre o estágio — ela respondeu. — Não sei como ele soube que algo estava acontecendo com vocês.

— Lúpus são fofoqueiros, se um sabe, todos sabem — Louis deu de ombros. — Como mon loup non apareceu até agora, não foi ele que contou. Mas também não falei com ele ainda.

— Não falei com Heidi e nem Matteo com Jordan — Jake comentou. — Tudo foi muito rápido, nos tiraram da sala de aula para vir para cá.

Tá bem, depois descobrimos quem contou. O fato é, o que Angelo fez — Matteo os interrompeu.

— Ainda não sei, ele só me disse que estava enviando uns documentos e que ia resolver essa questão.

— Resolver da Itália? Como? — o beta perguntou confuso, mas a alfa deu de ombros.

— Aqui, preciso que assinem — a alfa voltou, colocando novos papéis na frente deles. Ela fingia educação, mas estava claramente incomodada. — Essa cópia fica para nós, essa para vocês e a terceira via vocês levam para o novo lugar de estágio.

— Novo lugar? — Jake perguntou.

— Sim, o restaurante italiano. Não sei como irão para Roma todo final de semana, mas devem ser gênios na cozinha, se um restaurante tão aclamado faz questão de vocês quatro lá — a alfa falou tentando esconder o cinismo. — Aqui, mocinha, seu desligamento com o antigo lugar de estágio e o novo. Mesma coisa que eles.

— Eu também? Angelo — Donna revirou os olhos, mas assinou todas as cópias necessárias.

— Por esse mês vocês farão o estágio durante os finais de semana, mas nas férias de verão trabalharão todos os dias. De acordo com a carga horária que eles nos mandaram, até o início das aulas no próximo semestre, já devem ter cumprido praticamente o estágio inteiro. Então, quando voltarem, devem trazer a avaliação do supervisor do estágio, já assinada por ele — a funcionária os informava com a voz monótona.

— Certo, mais alguma coisa? — Jake questionou quando os quatro já estavam com os documentos em mão.

— Não, podem ir — a funcionária fez sinal com a mão, como se dispensasse cachorros. Matteo quase foi para cima de novo, mas Louis e Jake o seguraram e arrastaram para fora.

— O que acabou de acontecer? — Jake perguntou quando já estavam se afastando do prédio.

— Saí da Itália para estudar em Nova York com meu amigo francês, fui expulso do estágio em Nova York porque meu melhor amigo se casou com um psicopata, agora fui admitido em um estágio na Itália — Matteo negou com a cabeça. — Como a vida dá voltas.

— Como faremos o estágio? — Louis perguntou.

— Não faremos — Donna respondeu, ela trocava mensagens com alguém. — Angelo disse que no fim do verão, eles enviarão a papelada como se realmente tivéssemos estagiado no "La casa dei lupi".

Isso non é trapaça? — Louis perguntou incerto.

— Quem liga? Só quero meu diploma — Matteo resmungou.

— Vamos para a Lioncourt Group, não vamos ficar andando à toa. Se Louis der um passo para fora daqui sem proteção, é o meu pescoço que vai ser dividido ao meio — Jake falou, os conduzindo até o carro. — Vai conosco Donna?

— Não, vou voltar para meu dormitório. Tenho que organizar minha mudança, Angelo já está finalizando a compra de um apartamento. Ele disse que é para quando vier para os Estados Unidos e é para eu morar lá enquanto termino meus estudos. Todos os lúpus são assim?

Oui, mon loup me pediu ajuda para redecorar o apartamento. Isso me distraiu e não percebi que ele já tinha levado todas as minhas coisas para lá.

— Foi redecorar que te distraiu, sei — Mattei riu malicioso.

— Heidi disse que meu carro estava fazendo um barulho estranho, me deixou usar o dela enquanto levava o meu para a oficina. No dia seguinte ela disse que pensou melhor, que não compensava arrumar um carro tão velho e agora eu tenho um novo. Ia tentar argumentar, mas sei que não adianta.

— Nunca dá certo — Louis negou com a cabeça.

— O lado bom é que me sinto mais confiante de sair com Magnus com esse carro, é mais seguro e a cadeirinha encaixa melhor, fica mais confortável para ele.

— Jake, o papai do ano. Gosto dessa versão — o beta provocou e o alfa corou.

— Vamos logo — o alfa os empurrou, enquanto o beta e o ômega riam.

— Como estão os preparativos do casamento? — Matteo perguntou quando já estavam dentro do carro. Todos sabiam que era um segredo, por isso só falavam sobre se estivessem sozinhos e em um lugar seguro.

— Acho que bem, Gabrielle e Juliana estão acertando tudo. Apenas falei algumas coisas que gostaria que tivesse. Não avisei minha família ainda, mon loup acha melhor que só alguns lúpus saibam por enquanto.

— Falou para ele sobre o bolo?

— Oui, deixei claro que será você e Jake que farão o bolo do casamento — Louis riu.

— Bom mesmo, porque esse relacionamento só existe por minha causa.

— Você nem estava no bar que eles se encontraram — Jake provocou.

— Primeiro, Louis só veio estudar em Nova York por minha causa. Eu que investi tempo de amizade e o convenci a vir para cá para estudarmos juntos. Segundo, só ficaram juntos exatamente porque eu não estava naquele bar.

— Como isso faz sentido? — o alfa perguntou confuso.

— Olha a cara de psicopata do Lestat, você acha mesmo que se eu estivesse naquele bar, deixaria meu melhor amigo, um ômega fofo desse, ir embora com ele? Nem ferrando. E por ser um amigo tão zeloso, acabaria atrapalhando o casal — o beta deu de ombros. — Se bem que duvido que isso impediria Lestat de não ficar perto do nosso Louis, mas você entendeu.

— Ei, eu estava no bar com ele. Não o deixei desprotegido — Jake retrucou, Louis apenas ria assistindo o debate.

— Até estava preocupado, mas vacilou e caiu nas garras de Heidi. Vamos ser sinceros, você está caidinho por ela desde a primeira conversa. Aliás, você a viu na mesa do restaurante e já ficou dizendo que era a ômega mais linda que já tinha visto.

— Não lembro disso — o alfa resmungou, olhando para frente e fingindo prestar toda atenção no trânsito.

— Victor disse que Gigio finalmente achou um pupilo — Louis riu.

— Tenho que honrar a tradição de betas italianos gostosos e debochados — Matteo sorriu.

Assim que entraram na sede da empresa, a entrada deles foi liberada. Lestat já tinha feito questão de levar Louis até lá para que todos soubessem que ele era seu soulmate. E ninguém seria louco de destratar o ômega de Lestat Lioncourt, principalmente quando ele era chefe.

— Tudo bem Senhor Lioncourt? — o ascensorista perguntou quando eles entraram no elevador.

Oui, e com você?

Desde que tinha sido apresentado ao conselho, Louis já estava sendo tratado como um Lioncourt. Danila já tinha dado entrada na mudança de sobrenome dos seus documentos e o ômega tinha ficado feliz quando percebeu que seu nome no diploma estaria como "Louis Lioncourt".

O casamento apenas tornaria oficial todas as mudanças e daria a Louis direitos legais sobre a fortuna do marido. Mas o ômega não se importava com nada disso, ele estava apenas feliz porque se casaria com seu soulmate.

A grande maioria dos trabalhadores da empresa, independentemente do cargo que ocupavam, respiravam aliviados quando viam Louis. Todos já tinham ouvido falar como Lestat era bem mais calmo quando estava perto do seu ômega. Então, os que tinham coragem de falar com ele, se certificavam que o ômega estivesse confortável, para que o chefe não ficasse irritado.

— Olá, deu certo na universidade? — Danila perguntou quando viu os três.

— Foi você? — Louis riu. — Como sabia?

— Eu cuido de toda sua documentação. Aliás, por favor, lembre seu alfa que estou de férias. Mas então recebi a notificação do "desligamento" de vocês do estágio. Como não estava a fim de ter que ir lá de novo e segurar cane pazzo para não destruir nada, de novo, liguei para Angelo.

— Achei a decisão perfeita. Terei muito tempo para não fazer nada, curtindo a vida que sempre pedi a Zeus — Matteo suspirou. — Os estão nossos companheiros?

— Em uma reunião, que foi o motivo de cane pazzo ainda não ter descoberto o que aconteceu. Mas já deve estar acabando, estou indo pegar um café na copa, querem ir?

— Vou levar minha mochila para o escritório de mon loup, já encontro com vocês — Louis respondeu.

O ômega andou calmamente, as pessoas que encontrava ali eram sempre tão atenciosas e educadas, que ele gostava do lugar. Sabia que muito se devia a ser o "ômega do chefe", mas só de não o olharam com desprezo, ele ficava feliz. Inclusive, muitas pessoas pareciam genuinamente alegres de o ver, o que fazia sorrir.

Louis deixou sua mochila no sofá e foi até a arte de bebidas roubar alguns chocolates. Lestat sempre deixava os chocolates favoritos do ômega ali, para as vezes que ele fosse visitá-lo no trabalho. O ômega achou engraçado que seu lobo o avisou que seu alfa já sabia que ele estava por perto e estava indo ao seu encontro, só esperava que ele não tivesse abandonado a reunião.

A porta atrás de si abriu e Louis se virou espantado, não era Lestat. Era um alfa de cabelos e barba loiro dourado e olhos azuis. Louis tinha certeza que era um lúpus, ele estava ficando bom em identificar lúpus e comuns. O alfa o olhou de cima a baixo, não de um jeito malicioso, mas se quisesse entendê-lo.

— Olá? — Louis o chamou hesitante.

— Você é o famoso Louis, não é?

Oui, mas quem é você?

— Meu irmão nunca falou de mim? — o alfa sorriu sem humor. — Deveria ter imaginado.

— Oscar? — Louis arriscou.

— Sabe quem sou? — o outro perguntou espantado e o ômega confirmou com a cabeça;

— E sei que não devo ficar perto de você — Louis recuou até perto da outra porta, que dava para o banheiro.

— Você é muito bonito, tanto quanto falam. Mas não é como pensei que seria.

— E o que pensou? — o ômega perguntou cerrando os olhos.

— Não sei responder, você parece adorável e frágil, Lestat é tão energético... A verdade é que talvez nunca tenha acreditado que ele realmente tivesse um soulmate. Não conseguia pensar em alguém para estar ao seu lado.

— Vocês estavam errados! Vocês sempre estiverem errados sobre mon loup! Ele non é como vocês!

— Se soubesse tudo que ele já fez, ainda o defenderia? O que faria se soubesse como ele trata o resto de nós?

Non me importo — Louis disse olhando nos olhos do alfa. — Non me importa como ele trata vocês, apenas como ele trata a mim e quem eu amo.

— Ele...

Fermez-la! — o ômega quase gritou. — Non é mon loup que é o mau, vocês que non são bons o bastante para ele.

Os dois se encararam, Oscar realmente parecia espantado por Louis o enfrentar, ao mesmo tempo que estava admirado em como o ômega defendia Lestat. Já Louis estava irritado, ele nunca permitiria que ninguém falasse mal ou, pior, tentasse menosprezar seu alfa.

— Fico feliz que, apesar de tudo, meu irmão tenha encontrado alguém que o ama tanto.

— Realmente o amo e non vou permitir que fala nada sobre ele. No final sinto pena de vocês e seus irmãos, mon loup é uma pessoa incrível. Ele é maravilhoso e mesmo fingindo que non se importa muito com os outros, é protetor com todos que ama e sempre se certifica que estamos bem, porque é o jeito dele de demonstrar. Vocês nunca vão conhecê-lo de verdade, então apenas sinto pena da vida medíocre que levarão, sem ter alguém como ele.

Louis não hesitou em nenhum momento, sua voz também não vacilou. Ele encarava o alfa sem desviar o olhar. Os dois ficaram em silêncio por alguns segundos, Oscar iria dizer algo, mas o lobo no peito de Louis uivou. No mesmo instante a porta, que estava entreaberta, foi aberta com força, batendo na parede e fazendo os vidros tremerem.

Lestat estava furioso. Primeiro ele olhou para seu ômega, garantindo que Louis estava bem, então seus olhos se voltaram para o meio-irmão.

— Te avisei para ficar longe do meu soulmate!

Oscar

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