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Capítulo 2


- Garrett, eu disse para me soltar – Louis tentou empurrar o alfa, mas ele não conseguia e mesmo estando no meio de uma multidão, ninguém pareceu notar o que ele estava passando.

- Só um beijinho e eu solto – o alfa falou contra seu pescoço e o ômega estava com nojo.

- Me solta! – ele virava o rosto e tentava empurrar.

- Eu só vou te soltar se... Aí! – ele guinchou e Louis abriu os olhos assustado, havia uma mão sobre o ombro de Garrett e ele se inclinava de dor.

- Ele disse que você solta-lo – a voz grave veio de trás do alfa – solte-o ou eu garantirei que você nunca mais possa segurar alguma coisa.

Garrett o soltou no mesmo instante e se virou para encarar quem o ameaçava. Mas Lestat não soltou o ombro do alfa, pelo contrário, apertou mais forte. O alfa gemeu de dor, o que fez o lúpus sorrir de canto. Ele se aproximou ainda mais, usou a outra mão para levantar o rosto do alfa que choramingava de dor, para que ele olhasse em seus olhos.

- Você precisa prender a respeitar os ômegas, sua sorte é que hoje eu tenho coisas mais interessante para fazer do que te dar essa lição. Mas se eu te ver desrespeitando mais alguém, principalmente ele – indicou Louis com a cabeça, que assistia a tudo assustado – Nem no inferno você estará a salvo de mim, entendeu?

- Sim... – o alfa choramingou de novo.

- Que bom, pode ir então – ele soltou o alfa que correu embora dali.

Louis ainda estava paralisado, em um momento ele não estava conseguindo se livrar de Garrett, que o agarrava. No outro ele viu o alfa sendo ameaçado por aquele lúpus que todo mundo o avisou para ficar longe, porque ele era perigoso.

- Você está bem? – Lestat perguntou para o ômega e o tom de voz dele estava tão diferente de segundos atrás, que o surpreendeu Louis. Ele parecia quase... carinhoso?

- Sim... obrigado – Louis se lembrou de agradecer, seu corpo ainda não tinha se recuperado do choque

- Ele te machucou?

- Não, acho que não – o ômega ainda estava tentando assimilar tudo o que tinha visto, aquilo tinha mesmo acontecido?

Louis olhou em volta, onde seus amigos estavam? Ótimo, além de ter sido agarrado por Garrett, ainda tinha sido abandonado pelos amigos. Alguns dos ômegas que estavam com ele achavam que ele tinha "muita sorte" por Garrett estar interessado nele, mas ele discordava totalmente.

Ele sempre foi mais na dele e teve poucos relacionamentos, mesmo os seus heats ele tinha tendências a passar sozinho, porque achava que todo o processo de convidar alguém era muito constrangedor. Como que se chega em alguém e fala "Me faz um favor? Você só precisa passar uns cinco dias comigo, me fodendo sem parar, enquanto eu estou fora do meu próprio controle e sem discernimento do que certo ou errado, tudo bem?".

O ômega revirou os olhos para si mesmo, o que fez Lestat sorrir, ele tinha achado seu ômega adorável. Ele realmente era um alfa de sorte.

- Seus amigos te deixaram sozinho – Lestat não perguntou, até porque a resposta era obvia, Louis baixou os olhos um pouco envergonhado, abraçando a si mesmo.

- Acho que eu devo voltar para a mesa – ele sussurrou, mas se o ômega achava que ele o deixaria ir, ele estava muito enganado.

Nesse momento a banda começou a tocar outra música, acordes mais suaves soaram e Lestat reconheceu a música na hora. Ele olhou para Heidi, que ainda estava na parte VIP, a ômega fazia joinha com ambas as mãos, mostrando que ela tinha, sim, a ver com aquilo.

- Quer dançar? – o lúpus estendeu a mão para o ômega, que ficou surpreso pelo convite.

Louis hesitou por um segundo, ele devia aceitar? A voz do seu pai gritando com ele que sempre devia ficar longe dos lúpus veio na sua mente, ele dizia que Louis era muito ingênuo e fraco para conseguir lidar com um alfa importante, ainda mais um lúpus. Mas o ômega engoliu aquilo, porque seu pai tinha errado tudo sobre ele, então poderia ter errado sobre os lúpus também.

- Claro – e que diferença uma dança faria na sua vida?

Lestat apertou a mão do seu ômega, até o toque dele era suave. Ele o puxou levemente, fazendo com que seus corpos ficassem próximos, quase colados. Envolveu a cintura dele, o mantendo contra si. Ele sentiu como a mão livre do ômega estava hesitante, primeiro parando em seu ombro, até que finalmente envolvesse o pescoço do alfa.

Louis inspirou, sentindo o perfume do alfa, era tão bom, que o fez querer encostar seu nariz no pescoço dele, só para sentir mais e mais. Mas, é claro, que ele não fez. Lestat era mais alto que ele, mas de um jeito perfeito, porque o ômega tinha a impressão que o alfa poderia o envolver em seus braços, se ele quisesse.

Seu toque também não era bruto, como se espera de alguém perigoso. Ele estava tratando o ômega com respeito, em nenhum momento sua mão "escorregou" da cintura ou apertou ele demais, ele também não aproveitou o momento para se esfregar. Na verdade, ele parecia estar curtindo o momento tanto quando o ômega, o que fez que Louis relaxar em seus braços.

- You see I've always been a fighter, but without you, I give up – Lestat cantou baixinho, direto no ouvido do ômega, que se arrepiou – tudo bem?

- Sim – ele abaixou os olhos, envergonhado. Louis não sabia explicar, mas ele se sentia muito bem nos braços de Lestat, mais do que deveria – Você dança bem.

- Obrigado – ele girou o ômega de um jeito exagerado, que ficou rindo e Lestat percebeu que tinha encontrado o seu novo som favorito.

- Você é profissional ou algo assim? – Louis brincou, o lúpus sorria para ele de um jeito que era fofo e provocativo ao mesmo tempo, o que o fez questionar se ele realmente era "tão perigoso" igual todo mundo falava. Talvez fosse muito mais fama dos lúpus, do que realidade.

- Profissional? Você consegue me imaginar participando de concursos de dança? – ele respondeu girando Louis de novo, que ria – Eu tive aulas desde pequeno.

- Que legal - Louis tentou imaginar um pequeno Lestat fazendo aulas de dança. A imagem era muita fofa.

- O meu "eu" de dez anos não concorda com você – ele abraçou Louis de novo, voltando a cantar - And I'll be there, forever and a day. Always.

O ômega fechou os olhos, ouvindo a voz baixa e grave do alfa no seu ouvido. Lestat sorriu, percebendo o quanto ele afetava Louis. A mão do alfa subiu pelo braço do ômega, passando pelo seu ombro, chegando até seu pescoço. Sem perceber, Louis tombou levemente sua cabeça, dando mais espaço para o alfa, que acariciava sua pele.

Lestat passava as pontas dos seus dedos por aquela pele branca. Seus dedos se espalharam pelo pescoço do ômega e foi satisfatório ver que ele poderia apertar a garganta de Louis com facilidade. Ele fez uma leve pressão e sentiu o ômega engolir em seco, ele sorriu, talvez Louis realmente fosse perfeito para ele.

- What I'd give to run my fingers through your hair – Lestat cantou junto com o vocalista, colocando sua mão sobre o cabelo do ômega, mais precisamente sobre o rabo de cavalo – posso?

Louis abriu seus olhos e o encarou com seu olhar brilhante, mordendo seu lábio inferior. Ele não falou, apenas concordou com a cabeça, fazendo Lestat sorrir de canto. O alfa puxou o prendedor com delicadeza, deixando que as mechas fossem se soltando aos poucos e caindo por sobre os ombros do ômega.

- Você tem noção do quanto é lindo? – Lestat sussurrou a pergunta, quando o ômega tentou desviar o olhar, ele segurou o rosto dele em suas mãos – Você não acredita em mim?

- Não – Louis murmurou a resposta, o ômega se sentia hipnotizado pelo alfa, sem saber conseguir definir o que mais lhe chamava sua atenção, ele só queria chegar mais perto.

- Pois eu nunca minto, então se eu estou dizendo que você é tão lindo, que é uma das pessoas mais lindas que eu já conheci, então acredito, porque é verdade – ele deixou um leve beijo no rosto do ômega.

- Você é mais... – Louis sussurrou, abaixando os olhos.

- Bonito? Saber que você pensa assim, me deixa feliz – o alfa brincou.

- Meus amigos passaram um bom tempo me falando que eu devia manter distância de você – Louis falou, sem nem saber o que estava falando – que você é perigoso.

- Talvez eu seja – ele concordou com aquele sorriso provocador.

- Mas mesmo assim eu estou aqui, com você – o ômega inspirou fundo, quando Lestat lhe deu outro beijo no rosto, mais perto dos seus lábios.

- Isso prova que você é o mais corajoso entre eles, mas eu nunca faria nada de mal a você.

- Eu sempre ouvi que deveria ficar longe dos lúpus – Louis tentava manter a sua racionalidade.

- Você quer se manter longe de mim? – o alfa o provocou de novo, lhe dando outro beijo.

- Não, eu não quero me afastar.

- Então, o que você quer?

- Eu quero que você me beije – Louis sussurrou e o sorriso de Lestat se intensificou.

- And I'll love you, Always, Always – ele cantarolou, antes que seus lábios encostassem nos lábios do ômega.

Ele tomou os lábios do ômega com calma, sentindo cada toque, provocando pouco a pouco. Não que ele se sentisse tranquilo, muito pelo contrário. O toque do seu ômega e os suspiros que ele soltava entre os beijos, faziam seu sangue ferver e correr mais rápido. Lestat nunca se viu necessitado de alguém, como sentia com Louis. Ele precisava ter o ômega para ele, mas para isso precisava de calma, precisava que o ômega se entregasse por conta própria.

Louis sentiu seu corpo formigar, ele nunca tinha reagido assim a ninguém, ele nunca tinha sido beijado daquele jeito. Lestat parecia degusta-lo, como se ele fosse uma especiaria incrivelmente saborosa.

O ômega tinha a clara noção que se o alfa quisesse leva-lo dali, ele iria de bom grado, ele só não queria solta-lo.

- Délicieux – Lestat murmurou se afastando apenas o necessário – eu poderia te beijar a noite toda.

- Então me beije – Louis respondeu ainda meio aturdido, Lestat riu baixo e aproximou sua boca do pescoço do ômega.

- Eu quero fazer muitas coisas com você, mas a maioria delas são impróprias para esse bar – ele passou seus dentes pela pele do ômega, o sentindo se arrepiar inteiro.

Foi satisfatório passar a língua pelos próprios dentes e sentir suas presas prontas para perfurar aquele pescoço.

- Porque eu me sinto tão tonto com você? Parece que eu não consigo pensar direito – Louis sussurrou e ele culpou totalmente a bebida por estar sendo tão sincero.

- Então apenas sinta – o alfa murmurou antes de beija-lo de novo, explorando sua boca e sentindo o ômega se derreter em seus braços.

Lestat teve que usar todo o seu controle para não agarrar Louis e levá-lo dali naquele mesmo instante. Seu lobo rosnava feliz, ele queria o ômega para si, ele precisava tê-lo. Ele desceu uma de suas mãos pelo ombro, braço, voltando para as costas e chegando até sua cintura, a apertando e trazendo ele para mais próximo.

Louis gemeu entre seus lábios e Lestat soube que precisava de ar, precisava recobrar o controle ou acabaria realmente sequestrando o garoto.

- Mon oméga parfait – o alfa sussurrou, ainda deixando pequenos beijos nos lábios e no rosto de Louis.

- Tu voles mon air – o ômega respondeu sem pensar, ficando com vergonha logo depois.

- Roubo seu ar? – Lestat sorriu, ele realmente tinha gostado daquilo – Vem comigo.

- Para onde? – o ômega se assustou, quando o alfa segurou sua mão e o foi levando por entre as pessoas que os rodeavam.

Só então Louis percebeu que ele tinha se esquecido que estava em um bar lotado, cheio de pessoas a sua volta e não lembra de ter ouvido nenhum som, além das palavras do alfa. Literalmente, era como se o mundo tivesse deixado de existir enquanto estava nos braços de Lestat.

- Não se preocupe, só estou te levando de volta a minha mesa – ele respondeu colocando uma mecha de cabelo atrás da orelha do ômega - Nós dois precisamos respirar e beber alguma coisa, se eu te beijar de novo, no estado que estou, acabarei te levando para outro lugar.

Louis engoliu em seco, não porque ficou com medo de que Lestat o levasse para outro lugar. Ele engoliu em seco porque, por um momento, ele realmente desejou que o alfa fizesse isso.

- Mais tarde – Lestat sussurrou no ouvido do ômega e raspou seus dentes no lóbulo da orelha dele. Louis tremeu e baixou seus olhos, ele estava confuso e se sentia quente, péssima combinação.

Ele nunca tinha sido um ômega inconsequente, sempre planejou muito bem o que ia fazer e era muito cauteloso. Tinha poucos amigos e seu amigo Matteo, uma das únicas pessoas em Nova York que ele podia mesmo chamar de amigo, dizia que Louis pensava demais e precisava se jogar mais nas coisas.

Louis olhou para a mesa onde seus colegas estavam e vários o encaravam surpresos. Todos tinham a mania irritante de tratar Louis como um bebê inocente. Ele não era um bebê!

O ômega concordou com a cabeça e deixou que o alfa o levasse até a parte VIP do bar. Ele nunca tinha tido um caso de uma noite, nunca ficou com alguém sem conhecer muito bem a pessoa, mas poderia tentar aquela vez, né? Ele só esperava não estar se metendo em algum problema.

- Lestat – aquela ômega que estava com Lestat e os outros alfas no restaurante, acenou para eles. Ela estava em uma das melhores mesas, com visão completa para a pista de dança do bar, fora o atendimento exclusivo que ele recebia – Vocês demoraram.

Louis ficou um pouco reticente, será que aquela ômega tinha algo com Lestat? Afinal, eles estavam juntos de novo, deveriam ter passado o dia inteiro juntos e, claramente, eles tinham um nível grande intimidade.

- Louis, essa é Heidi Vries, ela é minha amiga, assistente e um pouco inconveniente às vezes – Lestat os apresentou olhando feio para a ômega, que sorriu.

- Prazer Louis, sempre que tiver algum problema com Lestat ou quiser desabafar sobre o grande chato que ele, pode me ligar – ela piscou para o outro ômega e lhe entregou uma taça – pedi um mojito para você.

- Obrigado – o ômega aceitou, ainda confuso.

- E por que ele teria problemas comigo? – Lestat puxou a cadeira para Louis se sentar, sendo um grande cavalheiro. Se sentou do lado do ômega e manteve seu braço sobre o encosto da cadeira do moreno.

- Como não teria? – Heidi deu de ombros – sério, Louis, me ligue quando algo acontecer.

- Estou quase ofendido por você presumir algo assim de mim – Lestat apenas fez um gesto com a mão, chamando alguém, mas sem olhar para quem estava chamando, e o garçom já estava lá pronto para lhe atender – mais whisky.

- Nossa, eu tive que esperar mais de vinte minutos por uma garrafa de cerveja – Louis soltou espantado, porque o pedido do alfa foi atendido em segundos.

- Vantagens de ser um lúpus, você irá entender – Heidi riu – então Louis, você é da França, não é?

- Sim, sou de Arles é uma cidade bem pequena com um pouco mais de 50 mil habitantes, fica ao norte de Camarga – o ômega bebeu um grande gole de seu mojito e fez careta com a bebida, o que Lestat e Heidi acharam muito fofo.

- Eu já fui para França alguma vezes, mas não conheço essa cidade. Acho que só fiquei nas mais conhecidas, tipo Paris, Nice, Cannes – a ômega deu de ombros – Lestat, onde sua mãe mora mesmo?

- Em Reims – Lestat sorriu de canto com o que a ômega estava fazendo, não que ele achasse que precisa da sua ajuda, mas o olhar surpreso do ômega valeu a pena.

- Sua mãe é francesa? – Louis perguntou. Lestat gostava de como o ômega era totalmente sincero em suas reações. Ele reagia espontaneamente e deixava claro como estava se sentindo. Não de uma forma exagerada, ele só estava sendo ele mesmo.

- Sim, minha mãe nasceu em Paris, mas passou um tempo se dividindo entre Inglaterra e Estados Unidos. Quando ela resolveu voltar para França, se apaixonou por Reims e decidiu residir lá. Ela sempre fala como essa cidade é mágica.

- Oui, Place Drouet-d'Erlon c'est manifique – o ômega sorriu empolgado e Lestat percebeu que estava em um dilema. Ao mesmo tempo que ele achava muito fofo Louis falando francês, era sexy.

- Aquela praça que tem um anjo? – Heidi perguntou e o alfa teve que agradecer, porque o trouxe de volta de pensamentos onde ele se questionava se Louis também gemia em francês também.

- Oui... quero dizer, sim – ele riu de si mesmo ter se atrapalhado – quando meu pai me levava nas viagens de negócios com ele e meu irmão, eu sempre ficava empolgado quando íamos para Reims. A arquitetura da cidade, museus e toda a aura da cidade.

- Gabrielle vai adorar conhecer você, tenho certeza vocês vão se dar muito bem – Heidi comentou sincera, olhando em volta e Louis ficou um pouco envergonhado – não é, Lestat?

- Sim, acredito que irão se dar muito bem – o alfa concordou, sem tirar os olhos do ômega ao seu lado, que ficou ainda mais envergonhado.

- Lioncurts – uma voz masculina veio de trás deles, se aproximando.

O alfa cerrou os punhos e trincou o maxilar. Se ele já não gostava de ser incomodado normalmente, quando ele finalmente tinha seu ômega em seus braços, cada vez mais confortável e relaxado, ele odiava.

- O que você quer? – ele perguntou de um modo frio e Heidi indicou Louis com a cabeça. O ômega tinha ficado surpreso pela troca brusca do tom da voz do alfa.

- Só vim dar um olá – o tal alfa falou. Ele era alto, mas não tanto quanto Lestat. Tinha cabelos e barba castanhos e sorria convencido. Louis não gostou muito dele, principalmente quando ele olhou para os dois ômegas como se eles fossem suculentos pedaços de carnes – vejo que está em ótima companhia.

- Cuidado com o que você fala, Dane – Heidi o provocou – pode ser a última coisa que vai fazer.

- E por que seria? – ele perguntou sem entender, mas a ômega apenas riu.

- Não me faça perder tempo com você – Lestat disse, ainda mantendo seu braço em volta de Louis – não temos intimidade nenhuma para você achar que pode vir me cumprimentar, fale logo o que quer.

- Ok, já entendi, você não gosta muito de mim – o alfa não perdia seu sorriso convencido.

- Para eu não gostar de você, eu teria que me importar com você, o que, claramente, não é verdade – Lestat respondeu tomando um gole de seu whisky – fale logo ou apenas vá embora.

- Certo, mas precisamos conversar sobre negócios, podemos marcar em lugar mais privado.

- Alguma vez eu te dei a ilusão que faria negócios com você? – Lestat o questionou sério.

- Temos um problema em comum, achei que seria mais fácil se nos juntarmos para resolvermos isso.

Lestat encarou Dane sério, então ele olhou o alfa de cima abaixo, claramente o avaliando. Estava tão nítido que ele achava que apenas a ideia de alguém pensar que ele precisava ajuda daquele alfa para alguma coisa era tão ridícula, que Louis precisou tomar outro gole da sua bebida para esconder o riso.

O que acabou resultando em outra careta fofa, porque a bebida desceu rasgando sua garganta. E provavelmente foi por isso que Lestat acabou não expulsando o alfa convencido dali, porque ele preferiu admirar para seu ômega.

- Aqui – Heidi passou um cartão de visitas para Dane – esse é o meu número comercial, me ligue amanhã e mercaremos uma reunião.

- Obrigado, Heidi – o alfa tinha voltado com aquele sorriso convencido – e você, qual o seu nome?

- Não teste a minha paciência – Lestat avisou.

- Só estou tentando ser simpático – Dane insistiu – Qual o seu nome?

- Louis... – ômega respondeu hesitante.

- Olá Louis – Dane sorriu de um jeito quase predador – eu nunca tinha te visto por aqui, mas acho que podemos ser... – ele não terminou de falar, porque o lúpus se levantou, encarando o alfa de um jeito furioso.

- Você nunca será nada do meu ômega, Dane. Eu te conheço, chegue perto de Louis, apenas fale com ele e eu irei para cima de você para te lembrar o porque nunca se deve cruzar o caminho de um lúpus, você entendeu?

Dane recuou dois passos com aquele ameaça, ele tinha perdido o jeito convencido e percebeu que tinha passado algum limite. Lestat não era de se exaltar, mas quando fazia, todos sabiam o que acontecia.

- Sim.

- Ótimo, com licença – ele disse para os ômegas e saiu arrastando o alfa dali.

- Isso, com certeza, não foi ir com calma – Heidi comentou par si mesma, terminando seu mojito.

- O que aconteceu aqui? – Louis perguntou aturdido.

- Dane é irritante, mas ele nunca tinha passado de um incomodo para Lestat, pelo menos até agora. Bem, não que eu acho que alguém vá sentir de verdade a falta daquele alfa – ela deu de ombros.

- Ele vai mata-lo? – Louis perguntou sussurrando, espantado.

- Você é tão fofo! – Heidi sorriu para ele.

- Eu não sou fofo – o ômega exclamou inconformado.

- É sim – ela riu – Zeus devia estar de muito bom humor quando mandou você para Lestat.

- Hã? Do que você está falando?

- Ignora, foi a bebida, vou estar de ressaca amanhã – ela acenou para o garçom, apontou para seu copo e ele concordou com a cabeça.

- Você não falou que vai estar de ressaca amanhã? Se beber mais, vai piorar, não é?

- Meu querido, eu já vou estar de ressaca amanhã, então pra que ficar numa mais ou menos? Que seja uma forte de uma vez – ela riu. O garçom entregou mais dois mojitos, um para Heidi, outro para Louis.

- Heidi, hmm, você conhece o Lestat muito bem, né? São, hmm, amigos há tempos, hmm, né? – ele perguntou brincando com a taça.

- Sim, tempos até demais. Por que... espera, você está com ciúmes dele?

- Não!

- Está sim – ela riu.

- Não estou não!

- Não precisa negar, está na sua cara! Mas pode ficar despreocupado, Lestat e eu somos amigos há muito tempo, sim, mas nunca tivemos nada. Nem rut ou heats passamos juntos.

- Ele não tem ninguém na vida dele, sabe, desse jeito? – Louis estava com muita vergonha de estar perguntando aquilo.

- Não, Lestat não é do tipo que perde tempo com alguma coisa que não seja do seu interesse. Então, se ele está com você é porque ele realmente quer estar com você – aquilo fez Louis corar um pouco – ah, ele é muito sincero, sincero ao extremo, então tome cuidado com isso. Lúpus são bem literais e Lestat é um nível acima disso, se ele te disser algo, foi exatamente aquilo que ele quis te dizer.

- Com licença – um garçom veio falar com eles – tem um jovem alfa chamando pelo senhor.

- Por mim? – Louis olhou até a entrada da parte VIP e viu Jacob, seu amigo, lá o olhando preocupado – Vou falar com ele.

- Não – Heidi o segurou – Por favor, o traga até nós – o garçom concordou e saiu – Lestat não ia gostar se você saísse daqui.

- Por que? – Louis perguntou sem entender.

- Aqui é mais seguro – ela sorriu amarelo, ela que não ia explicar tudo para o ômega.

- Louis – Jacob veio até ele – eu fiquei preocupado, você não voltou, então vim saber como estava.

- Eu estou bem, obrigado pela preocupação – Louis sorriu, pelo jeito todas aquelas histórias sobre os lúpus tinham assustado mesmo Jacob – essa é Heidi.

- Olá, sente-se conosco – Heidi tinha gostado do que viu.

- Eu não tenho dinheiro para estar aqui – o alfa disse um pouco envergonhado e a ômega já tinha decidido o que ia fazer no resto da noite.

- Não se preocupe com isso, apenas fique aqui conosco – ela sorriu para o alfa, mas quando ele foi se sentar do lado de Louis, ela indicou a cadeira do seu lado – Querido, melhor não fazer isso, sente-se aqui.

Eles conversaram por alguns minutos, Jacob e Louis contavam como estava sendo rotina do restaurante. Inclusive tinham contado que no dia seguinte seria a folga deles, que era motivo porque resolveram beber. Louis não era bobo, ele percebeu o obvio interesse que Heidi e Jacob tinham um no outro.

- Pode me chamar de Jake – o alfa falou para ela, que sorriu de canto.

- Me perdoe pela demora – Lestat disse a Louis, se sentando no seu lugar de novo e só então percebendo o outro alfa na mesa – quem é você?

- Esse é o Jake, ele trabalha comigo – Louis o apresentou.

- Sim, er, olá – o alfa estava bem encabulado.

- Eu me lembro de você, foi um dos alunos que vieram até a minha mesa hoje – o lúpus comentou. Heidi e Lestat pareceram ter uma conversa silenciosa sobre algo.

- Sim, eles estavam me contando sobre o trabalho deles. Amanhã é o dia de folga dele, que coincidências, não é? – a ômega comentou.

- Muita – Lestat sorriu de canto.

A conversa evoluiu, mesmo que tivesse demorado um pouco para Jake se soltar, já que toda vez que Lestat falava com ele, o alfa comum tinha tendências a travar um pouco. Louis estava rindo muito e o lúpus passou a pedir apenas refrigerantes para ele, o que causou um biquinho no ômega.

- Vamos dançar – Heidi falou para Jake, o puxando com ela – Lestat, se quiser levar o Louis embora, não tem problemas, o Jake, me leva, não é?

- Claro – o alfa concordou no mesmo instante.

- Eles formam um casal bonito – Louis comentou sorrindo.

Lestat ia falar algo, puxar alguma conversa, mas assim que seus olhos se voltaram, para o ômega sorridente, com aquele leve ar inocente e olhos brilhantes, tudo o que ele pode fazer foi beijar aqueles lábios.

Zeus, ele precisava ter aquele ômega para ele.

O beijo acabou sendo mais intenso do que eles esperaram, tanto que acabaram esquecendo, de novo, que estavam em um bar lotado.

- Melhor irmos embora – o alfa sugeriu, quase implorando para que o ômega aceitasse. Louis apenas concordou com a cabeça e o alfa os conduziu para fora.




Louis não sabia explicar muito bem o que tinha acontecido. Eles tinham saído do bar e ido ao estacionamento. Ele lembra que tinha achado o carro de Lestat muito bonito e nem quis pensar no valor, porque parecia ser muito caro, do tipo que ele nunca teria dinheiro para comprar.

Então o alfa abriu a porta para ele e, quando Louis percebeu, ele já estava dentro do carro, no colo do alfa, enquanto eles se beijavam vorazmente.

Os beijos do Lestat não deixavam pensar direito. Talvez se estivesse no controle das suas faculdades mentais, ele não estivesse dentro do carro de um completo estranho, no seu colo, realmente considerando a possibilidade de ir com ele para algum lugar desconhecido.

- Me deixe te levar para casa – Lestat murmurou entre os lábios do ômega, suas mãos estavam enroscadas nos cabelos negros, os puxando para si.

- Você não sabe onde eu moro – o ômega quase se bateu por ter falado algo tão estúpido. Mas não era como se ele estivesse conseguindo pensar direito.

- Eu quero te levar para a minha casa – Lestat mordeu o lábio de Louis, que gemeu – Louis, presta atenção – ele segurou o rosto do ômega com as mãos, fazendo que aqueles olhos brilhantes o encarassem – eu quero fazer muitas coisas com você, eu quero te tocar por inteiro, quero sentir o seu sabor e quero te ouvir gemer o meu nome.

- Lestat – o ômega choramingou e o alfa gostou muito daquele som.

- Para fazer tudo o que quero, precisamos estar no conforto da minha casa. Porque, por mais que eu esteja a ponto tirar suas roupas e te chupar até você gozar aqui mesmo, eu sei que se começar, eu não vou parar. Por isso estou te pedindo, me deixa te levar para a minha casa?

- Eu não sei, eu... – uma das mãos do alfa desceu pelas costas, chegando até sua cintura e o puxando para frente. Isso fez com Louis se mexesse um pouco, sentindo o membro duro do alfa. O ômega teve que mordeu seu próprio lábio para segurar o gemido.

- Entenda o que eu estou te pedindo – Lestat falou, mas ele não estava facilitando para o ômega – te quero na minha cama e não só essa noite. Quero que você seja meu.

- Lestat... eu... – o alfa puxou a nuca de Louis, que deitou sua cabeça no ombro do loiro. Era muitas sensações ao mesmo tempo, era difícil se concentrar.

- Seja meu, Louis – ele sussurrou no ouvido do ômega, o quadril de ambos se mexia, fazendo que se friccionassem. Lestat fazia uma leve pressão no cabelo de Louis, dando certeza ao ômega que ele deixaria o alfa lhe manipular a sua vontade – Por favor, seja meu, eu vou cuidar de você, você vai ser adorado como deve ser. Apenas diga sim e eu te levo para minha vida.

- Eu me sinto bêbado quando estou com você – Louis murmurou.

- When you get drunk, I'll be the wine – o alfa cantarolou no seu ouvido.

- Você é real mesmo? Parece um anjo – o ômega encarou o alfa, fazendo um carinho no seu rosto.

- Você é o único anjo aqui, porque eu estou muito longe de ser isso – ele respondeu e beijou Louis com calma, mas intenso – eu preciso ter você, desesperadamente.

- Me faça seu – Louis sussurrou contra seus lábios.

- É um caminho sem volta, você entendeu? – Lestat colocou passou suas mãos pelas costas do ômega, chegou até suas coxas, voltou para a cintura a apertando e movimentou seus quadris. Louis gostava muito do jeito que Lestat o tocava, como se o adorasse – Eu serei seu e você será meu, sem arrependimentos, sem volta, você quer isso?

- Você será meu? Só meu? – Louis perguntou, ele sentia que se continuassem daquele jeito, poderia gozar.

- Sempre – o alfa sussurrou.

- Então me faça seu.

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