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Capítulo 11



O coração de Louis batia desesperado no seu peito, ele tomava longos goles da sua garrafa de água para esconder o nervosismo, tentava agir normal, apenas olhando pela janela, mas quanto mais se aproximava da sua antiga casa, mais a ansiedade aumentava.

Lestat tinha ligado o rádio e o deixado escolher as músicas assim que saíram da casa de sua tia, até tinha ajudado por um tempo, mas agora já não era o suficiente. Ele não queria lembrar das suas últimas memórias ali, tentou se lembrar de como aquela cidade era quando ele era um filhotinho. Os passeios que fazia com sua mãe, as idas a feira do centro da cidade, o anfiteatro em estilo romano, a famosa Igreja de San Trofimo, o teatro... 

- Ma lune - Lestat o chamou com calma - tudo bem passarmos no hotel antes de irmos encontrar com seu irmão?

- Oui - o ômega respondeu como um sopro. Ele estava respirando calmamente para não ter um ataque de ansiedade, não achou que voltar a aquela cidade fosse lhe fazer se sentir daquele jeito. Louis realmente acreditou que tinha superado tudo aquilo.

Lestat estacionou o carro no local indicado, o hotel era bonito, mas não luxuoso. Ficava no centro da cidade, não era tão grande, mas tinha seu charme. Eles trouxeram uma mala para os dois, afinal ficariam apenas dois dias. Depois voltariam para se despedir de Marjorie, iriam pegar o resto de suas coisas na casa de Gabrielle e voltariam para Nova York.

- Como você está? - Lestat perguntou quando ele e seu ômega entraram no quarto que dividiriam - Mas eu quero saber a verdade.

- Eu... eu não sei... - ele suspirou. Imediatamente Lestat soltou a mala no chão e puxou seu ômega para um abraço.

- Ma lune, se quiser não precisamos ir visitar sua família, podemos chamar para seu irmão para o hotel ou até mesmo ir embora. Não se sinta forçado a fazer nada.

- Eu sei, mas não me parece justo - o ômega respondeu encostando seu nariz no pescoço do alfa e sentindo seu cheiro - é a casa onde nasci, onde minha mãe me criou, aquele lugar também é meu, não podem me tirar isso!

- Estarei do seu lado no que você decidir, se quiser ir ou ficar, tanto faz. E ninguém pode te tirar as lembranças da sua mãe, elas sempre estarão com você - Lestat confortava seu ômega - se seu irmão assinar os papeis para o Lionscurt Group cuidar da parte financeira, logo vocês terão  a parte de vocês do vinhedo e da casa.

- O que vai acontecer? - o ômega perguntou curioso - Meu pai não é uma pessoa fácil, ele vai brigar o quanto puder.

- Isso só torna as coisas mais divertidas, não é? - Lestat sorriu de canto.

- Mon loup - Louis riu.

- Se seu pai criar problemas e não chegarmos a um acordo ele terá que comprar a parte de vocês ou colocar tudo a venda para dividir o dinheiro por igual.

- Mas eu não quero que venda - o ômega negou na hora - maman amava aquele lugar.

- Eu sei - o alfa beijou o rosto do seu ômega - se colocarmos a venda eu mesmo compro, provavelmente no nome da minha mãe, já que seu nome não estará ligado ao processo, mas será seu de qualquer jeito.

- Non, Thierry que cuidará de tudo, eu não tenho talento para isso como ele e também não quero sair de Nova York por um tempo, pelo menos até terminar minha especialização - Louis suspirou.

- Ma lune, quando voltarmos para o nosso apartamento, teremos que conversar sobre o que faremos depois que seus estudos acabarem. Você que ficar nos Estados Unidos ou voltar para a França?

- Sempre pensei em voltar, mas eu entendo que sua vida está lá - Louis se explicou rapidamente.

- Acho que já passei tempo demais lá, então se você quer voltar eu não vejo problema nenhum. É até melhor, porque ficamos mais perto da minha mãe e você da sua tia.

- Mas e as empresas?

- Heidi se vira - Lestat deu de ombros - agora vamos encontrar minha mãe, pensei em comermos alguma coisa antes de ir encontrar o seu irmão.

Bien sûr - Louis respondeu e eles deram um beijo rápido antes de sair pela porta - mon loup, você disse que assim que meu irmão assinar os papéis vocês poderão resolver tudo, não é?

- Sim, por que? - eles andavam de mãos dadas no corredor.

- Mas eu não tenho que assinar também?

- Você me mordeu, se lembra? - Lestat perguntou confuso com a pergunta do ômega - E eu sou o dono de tudo.

- Sim, mas o que isso tem a ver?

- Ma lune - o alfa suspirou e passou seu braço pelos ombros do ômega.




Eles tomaram apenas um café em uma pequena cafeteria que ficava na rua do hotel. Enquanto Lestat e Gabrielle conversavam sobre o lugar e sobre pessoas que Louis que não conhecia, o ômega conversava com seu irmão por mensagem.

Thierry

Já chegaram?

Louis

Sim, deixamos nossas coisas no hotel e estamos tomando um café

Logo iremos aí te ver

Thierry

Sabe que podiam ter ficado em casa, aquela casa também é sua

Eu fiz que seu quarto estivesse sempre a seu dispor

Louis

Merci, mas eu não ia me sentir confortável

Sabemos que papai e sua esposa acabariam implicando comigo dormir aí

Thierry

A casa é grande e não me importo com eles, você é meu irmãozinho e sinto sua falta!

Não precisa mais ter medo deles

Louis

Não tenho medo do que eles podem fazer, mas digamos que mon loup não é uma pessoa muito paciente e ele não gosta quando me tratam mal

Thierry

E quem gosta quando tratam o namorado mal? 

Aliás, ele estaria muito certo em xinga-los de volta caso te ofendem-se

Na verdade ele estaria certo em xinga-los em qualquer ocasião 

Louis

Mon loup não é de xingar muito, digamos que ele é meio impulsivo

Você contou ao papai sobre Lestat?

Thierry

Contei que você estava vindo me visitar acompanhado do seu namorado e da sua sogra, falei que vocês se conheceram em Nova York e que estão praticamente casados

Louis

Thierry!

Mon Zeus!

Thierry

O que? Menti por acaso?

Enfim, Véronique falou que ou você está namorando um "velho rico" ou um "pé rapado qualquer", papai concordou, por isso que decidi ficar quieto e ver o circo pegar fogo quando conhecerem o seu alfa

Louis

Vache!

Espera, você não contou que Lestat é um lúpus?

Thierry

Depois de passar anos ouvindo o papai declamar seu ódio aos lúpus? Mas é claro que não!

Quero ver a reação dele quando encontrar seu alfa

Aliás, quando você me disse que seu alfa era um lúpus eu já fiquei surpreso, mas quando fui pesquisar sobre ele e descobri Qual lúpus ele é, tomei um susto. Você poderia ter me contado que está namorado um Lionscurt!

Louis

Não achei que fosse um detalhe importante

Thierry

Ah, claro que não meu, meu cunhado só é um multimilionário fodão que pode matar quem atravessar o caminho dele e um monte de gente morre de medo dele

Por que seria um detalhe importante, não é mesmo?

Louis

Quando você o conhecer verá que ele não é nada disso

Quer dizer, ele realmente tem muito dinheiro, mas ele é muito carinhoso e amável comigo. Ele até se ofereceu para cuidar da parte financeira do vinhedo e garantir que recebemos o justo pelas partes que temos direito.

Thierry

Gostei disso, desde que ele saiba que eu não tenho dinheiro para pagar por essa assistência

- Ma lune - Lestat o chamou - podemos ir?

- Oui - Louis sorriu a ponto de seus olhos ficarem apertadinhos.

Louis

Estamos indo aí

Thierry

Ótimo, estou no escritório central

Logo eu te vejo petit monstre grincheux

Eles saíram da cafeteria e foram até o carro, Lestat fazia questão de manter seu ômega sob seus braços. Louis agradecia por isso, já que o fazia se sentir mais protegido. Gabrielle distraía o genro fazendo comentários sobre a cidade e de como, caso tivessem um tempo livre, gostaria de testar o limite do cartão do filho em um dia de compras com Louis.

- É uma pena que não vamos conseguir passar uns dias em Paris - ela suspirou já dentro do carro - na próxima vez que vieram me visitar, com certeza iremos.

- Mamam, a próxima visita é você que nos fará, se lembra? - Lestat perguntou.

- Verdade, bem Louis, reserve pelo menos dois dias na sua agenda para passear por Nova York comigo, entendeu?

- Oui - o ômega riu e o alfa bufou.

O vinhedo "Du Lac" ficava na zona rural de Arles. Era uma propriedade de tamanho razoável para a produção de vinho. Não produzia em escala tão larga quanto grandes produtoras, mas tinha um fluxo e uma plantação bem considerável.

Assim que entraram na estrada que daria acesso a entrada principal da propriedade já dava para avistar as longas e, praticamente, intermináveis plantações de vinhas. Elas acompanham por todo o caminho da estrada, metros e metros da plantação. Após o portão de entrada ficavam os prédios da administração, armazenamento, estufas e a produção dos vinhos em si. A casa dos proprietários ficava ao sul da propriedade, perto dela haviam casinhas pequenas que serviam de dormitórios para os trabalhadores.

Louis saiu do carro com um misto de sensações, estava feliz por estar ali, triste, ansioso, não sabia o que esperar, mas se sentia um pouco mais seguro. Ele não era um menino assustado de dezesseis anos abandonando a casa onde cresceu, praticamente, no dia do seu aniversário. Já tinham se passado seis anos, ele poderia lidar com aquilo.

E, bem, se não conseguisse, tinha Lestat para resolver o que precisasse.

- Petit monstre!  - Louis olhou para a porta do prédio do escritório e viu seu irmão vindo até ele. O ômega não tinha percebido o quanto sentia saudades do seu irmão até vê-lo, imediatamente ele correu para Thierry e o abraçou - Eu senti sua falta! Você cresceu, nem parece aquele magrelo baixinho que saiu daqui.

- Thierry, não me envergonhe na frente do meu alfa - o ômega sussurrou para o irmão, o que o fez Lestat esconder o sorriso.

- Por que? Ele ainda não sabe que você pode se transformar em um petit dragon quando está com fome ou com raiva? 

- Pare! E eu não sou mais tão pequeno assim - Louis revirou os olhos - Por que mesmo eu senti sua falta?

- Você é pequeno sim - Thierry o puxou para outro abraço - e sou o seu irmão mais velho, é claro que você me ama muito e sente a minha falta.

- Nem tanto - o ômega o provocou - venha, quero que conheça meu alfa e minha belle-mère - ele falou o puxando pela mão - mon loup, esse é Thierry, meu irmão.

- Eu estava ansioso para te encontrar - Thierry disse apertando a mão do lúpus.

- Eu também, sei tanto sobre vocês que quase sinto que já os conheço - Lestat respondeu de forma enigmática.

Thierry até que lembrava um pouco Louis. Seus cabelos eram escuros e os olhos claros, talvez até mais claros que os do seu ômega. Apesar de algumas coisas no formato do rosto serem parecidos, talvez o formato dos olhos, mas as semelhanças acabavam aí. Louis era mais delicado, seu corpo era esguio e ele tinha aquela inocência no olhar que cativava a todos. Já Thierry, de acordo com Lestat, era um alfa que já tinha visto muita coisa e trabalhava duro, não muito especial na sua opinião.

Mas o que fez Lestat sorrir de canto foi o fato que o alfa não recuou do aperto de mão e não soltou o lúpus, ele apertava de volta. Os dois se encarando, como se estivessem em um disputa silenciosa. Lestat admirou a coragem, ele realmente estava disposto a enfrentar um lúpus pelo irmão. Lestat realmente admirava isso, mesmo que o alfa não fosse páreo para ele, ainda assim ele tinha seu mérito por tentar.

- Parem com isso - Louis bateu na mão deles, fazendo que o aperto de mão acabasse - Não façam isso! - ômega olhou feio para os dois, que tiveram a cara de pau de fingirem que não sabiam do que eles estava falando.

- Com licença - Gabrielle se intrometeu - me chamo Gabrielle, sou a sogra de Louis. É um prazer te conhecer, nosso querido Louis fala muito de você.

- O prazer em te conhecer é meu - Thierry sorriu educado para a ômega.

- Estou curiosa, onde está o resto da família? - ela perguntou sorrindo, parecia apenas uma mãe inocente.

- Estão na casa, vocês querem ir direto ou posso leva-los para conhecer o vinhedo? - o alfa sugeriu.

- Um passei por todo esse lugar seria adorável, tudo bem com isso, querido? - Gabrielle perguntou para Louis que concordou - ótimo, mostre o caminho, quero conhecer tudo.

- Claro - o alfa ofereceu seu braço para a ômega que aceitou e ele os conduziu pelo passei pela propriedade.

- Estou com você, se alguém tentar lhe fazer mal eu resolverei em um segundo - Lestat sussurrou para o ômega, o apertando em seus braços.

- Eu sei - o ômega se aconchegou ainda mais ao alfa - o ditado não é "em segundos"?

- Ma lune, eu não preciso de todo esse tempo para eliminar alguém.

- Todo esse tempo... Mon loup!


O passeio durou quase duas horas, Thierry os apresentou a plantação, produção, alguns funcionários e deixou que Gabrielle experimentasse cada tipo de vinho que produziam. Lestat recusou, assim como Louis. A ômega fazia várias perguntas sobre o lugar, como funcionava, horários, quantos funcionários tinham, quem coordenava tudo aquilo e parecia realmente interessada em tudo que Thierry explicava.

- O que sua mãe está fazendo? - Louis sussurrou a pergunta para seu alfa enquanto eles finalmente estavam indo para a casa almoçar.

- Sondando o terreno e se certificando que tem as informações correts - Lestat respondeu sorrido de canto, mas Louis ficou confuso.

- Chegamos - Thierry disse indicando a casa.

Ela era feita de pedra por fora, tinha o térreo e o primeiro andar. Grandes janelas de vidro, portas de madeiras escuras e lembrava uma cabana um pouco maior do que o comum, principalmente porque uma planta trepadeira praticamente tomava conta de uma das paredes laterais, fazendo um bonito contraste entre o cinza das pedras e o verde das folhas.

- Louis? - uma senhora saiu pela porta, ela era bem baixinha, vestia uma grande avental e um lenço na cabeça - Eu não acredito que meu menino está aqui.

- Simone - o ômega a abraçou e ela falava coisas doces para ele - Mon loup, essa é Simone ela é responsável pela alimentação de todos que trabalham aqui. 

- Esse é o seu alfa? - ela perguntou para o ômega, que corou levemente concordando - Bom conhecer o alfa que está cuidando do nosso menino.

- É um prazer fazer isso - Lestat respondeu a senhora - essa é minha mãe.

- Olá - Gabrielle a cumprimentou.

- Simone, meu pai está em casa? - Thierry perguntou.

- Sim - a expressão senhora mudou na hora, se mostrando um pouco preocupada - Louis, tenho que ir agora servir o almoço dos trabalhadores, deixei uma panela cheia de blanquette de veau para você e seus convidados, sei que agora está acostumado com suas comidas chiques, mas espero que ainda goste das minhas receitas.

- É claro que eu ainda gosto - o ômega sorriu para a senhora, que se despediu deles, depois de trocar um olhar um pouco nervoso com Thierry. O alfa apertou levemente o ombro dela, a tranquilizando antes que ela partisse.

Lestat não perdeu nenhum dos movimentos, ele olhou para sua mãe, que também tinha percebido tudo aquilo. Eram pequenos detalhes, mas ele sabia o que significava, por isso levantou a sobrancelha e sua mãe deu de ombros.

- Vamos? - Thierry perguntou e abriu a porta lateral, que dava para cozinha.

Ele foi o primeiro a entrar, seguido de Louis, mas Lestat fez questão de entrar junto com seu ômega, deixando sua mão na cintura dele, para que soubesse que estava ali por ele. Gabrielle entrou por último e Thierry fechou a porta. 

A cozinha era grande, com uma bancada de mármore que quase tomava uma parede e era onde ficava a pia, essa bancada terminava em um velho fogão de cinco bocas azul escuro. Na parede  oposta tinha uma geladeira e um grande armário embutido de madeira escura que contornava a geladeira. Entre eles tinha uma mesa da mesma madeira que o armário, devia ter dez lugares, no mínimo, mas estava posta para sete pessoas.

- Se sirvam - Thierry disse colocando a panela cheia de comida em cima da mesa, o cheiro era realmente muito bom e tomava conta do lugar.

- Não deveria esperar o dono da casa? - um alfa perguntou vindo de onde deveria ser a sala.

Louis tencionou seu corpo e Lestat o puxou discretamente contra sim. Era claro que aquele era Alain, pai do seu ômega e, realmente, Louis não tinha nada dele. Thierry o lembrava mais, como se ele fosse uma versão mais velha e com nariz torto do seu cunhado. Ele tinha cabelos levemente grisalhos, puxado para o cinza. Sua postura indicava arrogância e Lestat não gostou nada de como seus olhos castanhos vagaram até seu ômega, como se não gostasse da presença dele ali.

- Olá... papa... - Louis disse em voz baixa e tentou sorrir, mas Alain não respondeu.

Lestat inalou o ar vagarosamente, buscando por controle. Ele sentiu uma mão no braço e olhou para sua mãe. Grabrielle lhe devolveu o olhar como se pedisse calma, por isso alfa se inclinou um pouco para seu ômega, para sentir melhor o cheiro de Louis.

- Claro que esperaríamos, estávamos apenas conhecendo o lugar e nos ajeitando - Gabrielle foi a primeira a responder, ela tinha aquele mesmo sorriso de falsa inocência que a maioria acreditava. Então ela se adiantou e estendeu a mão para o alfa - olá, me chamo Gabrielle e aquele é meu filho Lestat. É um prazer conhecer a família de Louis.

- Certo - o alfa resmungou depois de alguns segundos, devolvendo o aperto de mão da ômega.

- Alain, quem são esses? - uma ômega surgiu por de trás deles, ela tinha cabelos longos e cacheados, ela usava um vestido vermelho simples e comprido. Junto dela estava um menino de cerca de dez anos, quase um cópia de Alain.

- A família do Louis - Alain respondeu  irônico, soltando a mão de Gabrielle.

Os olhos da ômega de cabelos cacheados foram até Louis e levantou a sobrancelha entendendo a situação, seus lábios franziram em claro desgosto, o que fez o sorriso amável de Gabrielle só aumentar. Mas a madrasta voltou seu olhar para a outra ômega e andou até o marido, passando seu braço pelo braço dele, como se demarcasse território.

Lestat quase riu de tão patético que era aquilo, o que Gabrielle Lionscurt, uma ômega que literalmente poderia ter tudo o que quisesse, iria querer com Alain du Luc, um alfa sem um pingo de caráter?

- Estou com fome - o menino reclamou, ele não tinha cumprimentado ninguém.

- Vamos almoçar Claude - Alain respondeu passando por eles e tomando o lugar na cabeceira da mesa.

Thierry olhou para Lestat e Gabrielle como se pedisse desculpa pelo comportamento do pai, Véronique imediatamente serviu um prato de comida para o marido, outro para o filho e só então para si. Os demais se sentaram em volta da mesa, logo se servindo também.

- Essa comida é muito boa - Gabrielle elogiou.

- Simone trabalha aqui há muito anos, ela me ensinou muitas coisas e me ajudou praticar depois que perdi minha mãe - Louis disse carinhoso.

- Não é atoa que você é tão bom - a ômega sorriu para ele.

- Como está a sua vida em Nova York? - Thierry puxou assunto.

- Muito boa, meu grupo tirou nota máxima na apresentação do semestre - Louis disse orgulhoso - e o estágio está bom, a rotina é puxada e cansativa, mas eu gosto dela.

- Cansativa? - Alain perguntou debochado, mas o ômega resolveu ignorar.

- Antes eu morava no dormitório da universidade, mas agora estou ficando no apartamento de Mon Loup, que fica mais perto do restaurante, então eu chego a noite e posso tomar um banho quente e descansar um pouco mais. 

- Fora que não precisa mais dividir o banheiro com várias outras pessoas - Lestat comentou e o ômega riu.

- Nem me fale - Thierry falou tomando seu suco - eu nem conseguia pensar no meu irmãozinho em um dormitório que compartilhava chuveiros com dezenas de outras pessoas, principalmente alfas.

- Quando fui naquele quarto e ele me disse, quase o arranquei dali na mesma hora - Lestat contou.

- Que bom que vocês estão se dando bem - Louis cruzou os braços, emburrado.

- Sinto muito petit monstre, mas você não é muito conhecido por prestar atenção nas coisas a sua volta - o irmão respondeu - eu acho incrível como ele se distraí fácil.

- Isso é verdade - Lestat riu um pouco.

- Mon loup! - Louis ofegou como se tivesse sido traído, isso fez o alfa rir mais, mas o abraçou e beijou seu rosto.

- É fofo o seu jeito - o lúpus falou para o namorado que o olhava feio, como um gatinho bravo.

- Eu nunca fui para Nova York, é tão legal quanto parece? - Thierry comentou.

- Oui, não achei que fosse me adaptar tão rápido, mas estou gostando, principalmente dos musicais. Eu já vi Hamilton e Wicked, mon loup  e eu vamos ver Rei Leão quando voltarmos - o ômega disse animado, já se esquecendo que estava bravo.

- Quanto você ganha no seu estágio para estar fazendo tudo isso? - a madrasta perguntou de repente.

- Eu tenho uma bolsa de ajuda de custo da universidade e ganho um pouco no estágio, não é muito, mas o suficiente para eu me manter - o ômega respondeu tímido, perdendo a alegria na hora.

- Na verdade - Lestat interrompeu o comentário que a ômega faria a seguir - tudo que meu ômega quiser é, no mínimo, meu dever lhe dar porque eu quero faze-lo feliz. Seu alfa não faz isso por você?

Ficou-se um silêncio na mesa, os olhos de Louis iam de Lestat para o seu pai e a madrasta. Véronique parecia chocada e Alain com raiva. Thierry estava surpreso e Gabrielle sorria, como se tudo estivesse em um clima tranquilo.

- Na minha casa valorizamos o dinheiro que trabalhamos duro para conseguir - Alain falou irritado - não gastamos com futilidades.

- "Dinheiro que trabalhamos duro para conseguir" - Lestat repetiu as palavras - quando eu passei por toda a plantação, produção ou vi as entregas saindo, não te vi em nenhum lugar, apenas os funcionários "trabalhando duro", alguns sob o sol. Será que eles concordam com seu pensamento sobre o dinheiro que você ganha com o trabalho deles?

O silêncio voltou a mesa, Alain e Lestat se encaravam, mas enquanto o alfa comum parecia irado, o lúpus sorria o desafiando a fazer qualquer coisa.


Explicando as famílias para ninguém se perder:

Lestat tem quatro irmãos de pai e mãe, todos são ômegas, e um por parte de pai que também é um lúpus, mas não é puro.

Irmãos ômegas do Lestat: Vicent , Guillaume, Octavia e Sandrine

Vicente é casado com Maurice, Guillaume é casado com Jon, Octavia é casada com Valeria e Sandrine é casada com Mathias

Oscar é o irmão alfa, também é lúpus, mas como não é puro não pode tomar a vaga no conselho e nem assumir as empresas da família. Ele é o único dos irmãos que é solteiro


Louis tem dois irmãos, Thierry e Claude, que é só por parte de pai

Thierry é alfa, solteiro

Claude também é um alfa, ainda é criança

Eu não sei quando e se todos aparecerão, mas achei melhor deixar bem explicado para não confundir depois


Agora um assunto sério!!!

Eu vou deixar um recado aqui e em todas as minhas histórias, provavelmente até no meu perfil, para que todos leiam:

Vamos lembrar que "adaptar" sem autorização é plágio e que se "se inspirar" é diferente de copiar? Porque mesmo que você modifique algumas coisas, altere alguns nomes e inverta alguns acontecimentos, se usar coisas, cenas ou sequencias que eu criei, ainda é plágio!!

Se inspirar é encontrar algo que te motive a escrever, se você encontrou isso nas minhas histórias eu fico feliz. Porém você tem que pesquisar sobre o que quer escrever e criar coisas próprias, novas regras, novos personagens (não só alterar os nomes dos meus). Se a premissa for a mesma, eu não me importo nem um pouco, mas se os plots forem iguais, é plágio. Por favor, fiquem atentos a isso!!!



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