Capítulo 1
Presente para Vocês!!!!
A conversa no carro o estava entediando, ele revirou os olhos para os alfas que falavam de negócios, tentando se gabar de coisas que para Lestat, eram irrelevantes. Se um deles dissesse que tinha caçado um leão com as próprias mãos, Lestat ainda não se impressionaria.
- Lestat – Heidi, sua assistente sussurrou para ele, tentando chama-lo de volta para a conversa.
Ele revirou os olhos, olhou para os homens que ainda falavam e se perguntou porque estava ali. Sua assistente era muito bem paga para que ele não precisasse se prestar aquilo. A pequena ômega metade holandesa, metade indonésia era muito perspicaz e não precisava realmente dele. Mas ela achava que ter um lúpus presente impressionava aos sócios.
Bem, os sócios podiam estar impressionados, mas Lestat não se impressionou nem um pouco com eles. Eram os típicos casos de alfas comuns se gabando de coisas que não faziam o menor sentido. Certo, eles eram ricos, muito ricos, mas trabalharam de verdade para terem todo esse dinheiro ou ganharam as custas do trabalho de outras pessoas?
- Finalmente – o lúpus bufou quando chegaram nas portas do restaurante chique. Enquanto os outros alfas esperaram que as portas do carro fossem abertas pelos funcionários do restaurante, Lestat foi o único que não esperou e saiu sozinho.
- Sua reserva... Sr. Lioncurts – a recepcionista o reconheceu na hora – sua mesa está pronta, por aqui.
Ele não respondeu, apenas a seguiu para a mesa que, com certeza, seria uma das melhores do restaurante, se não a melhor. Era essa sua vida, todos faziam de tudo para impressiona-lo, todos queriam sua atenção. Ele sabia muito bem reconhecer o fascínio que exercia quando chegava em algum lugar, afinal, quem não tinha curiosidade sobre os lúpus?
Lestat nunca tinha se deslumbrado com aquilo, ele não era como muitos dos seus colegas lúpus que amavam a atenção e mostrar seu poder a todos. Sim, ele sabia que era o mais forte ali e sabia que poderia matar vários antes mesmo que alguém reagisse, mas porque gastar sua energia se exibindo?
Seu pai teria adorado aquele espetáculo, aquele velho idiota e arrogante. Armand Lioncurts era só mais um lúpus como os outros do conselho, vivendo em sua supremacia e se sentindo superior aos demais, ainda mais pelo fato dele ser um dos únicos puros que ainda restavam. Adorava mostrar seu poder e o tamanho da sua influência, era o tipo de alfa que se juntava a outros em clubes de charuto e exibia sua fortuna.
Lestat e ele tiveram problemas desde sempre, por isso que assim que completou seu ensino médio, ele saiu de casa e se manteve o mais longe possível. Só voltou para casa quando seu pai sofreu um acidente de carro que o deixou a beira da morte, alguém precisava assumir os negócios da família e o lugar que os Lionscurts têm por direito no conselho. Lestat nunca quis ser do conselho, mas, por ironia, acabou sendo o alfa mais jovem da história do código a assumir uma vaga no conselho.
Seu pai tinha morrido há dois anos, sempre deixando claro o quanto descontente estava com os rumos que seu filho mais velho estava seguindo, tanto no profissional, quanto no pessoal. Ele não se agradava com nenhuma escolha do filho, tentou usar de influencia e até de chantagem emocional para que o alfa mais novo o obedece, nenhuma tentativa deu certo.
Se existia uma coisa que todos sempre souberam, desde quando ele era um pequeno filhote, era que ninguém poderia lhe dizer o que fazer. Ele nunca obedecia e se enfurecia rapidamente se tentassem lhe tirar sua liberdade. Mesmo seus colegas de escola tinha um pouco de receio, as histórias de como os lúpus podem ser pessoas instáveis eram conhecidas de todos, diziam que os lúpus poderiam ser assustadores e Lestat, bem, assustador era uma boa definição para ele, quando ele estava com raiva o nível era outro.
- Está com tanta fome assim que não pode nos esperar? – um dos alfas brincou e os outros riram.
- Não era fome, era uma tentativa de escapar do tédio – Lestat respondeu calmamente – pena que não consegui, não é?
- O que vocês querem? Esse restaurante é maravilhoso – Heidi interferiu, ela não queria problemas, estavam fechando um negócio muito bom.
Lestat os ignorou, bufou e olhou em volta. ele já tinha ido várias vezes naquele restaurante, realmente era bom, comida saborosa, a decoração clássica, pessoas ricas das quais ele não se importava com suas existências, tudo normal.
Mas aí ele percebeu que o restaurante cheirava muito bem, era um aroma leve, um pouco fraco, mas gostoso. Ele inspirou de novo, mas o cheiro estava tão diluído no ambiente e sendo mascarado por todo aquele exagero de perfume que as outras pessoas usavam, que ele não conseguia identificar o que era exatamente aquilo.
- E você Lestat? – um dos alfas da mesa o chamou para conversa e o lúpus bufou irritado por ter sido incomodado.
- Eu o que?
- Quando vai ter filhos? – outro perguntou e Lestat se perguntou se um alfa branco, rico e empresário a menos, faria falta no mundo.
Pelo ritmo que as coisas iam, talvez ele estivesse perto de descobrir.
- É, dá mesa você é o único que ainda não tem filhos, não quer ter? – outro perguntou e o lúpus se perguntou: e se em vez de um alfa, ele eliminasse dois?
- Sou um lúpus – Lestat falou o obvio – e ainda não encontrei meu soulmate.
- Mas casamentos e ter filhos não depende do amor ou ter ou não seu soulmate, depende da sua disponibilidade para passar seus genes para frente, ter alguém para continuar seu legado – o lúpus passou sua língua pelos dentes, se ele tivesse a oportunidade, aquele seria o primeiro em que ele colocaria as mãos
- Os lúpus tem uma cultura diferente – Heidi explicou sempre sendo diplomática.
- Mas você não é uma lúpus? Você tem um filho e não é casada.
- Algum problema com isso? – Lestat perguntou passando as pontas dos dedos pelo seu queixo.
- É que sou uma lúpus comum e os Lionscurts são uma família muito tradicional. E eu não vi motivos para esperar, resolvi ter meu filho por conta própria – eles não precisavam saber que Heidi engravidou em um heat e meses depois o pai do bebê encontrou sua soulmate, mas eles ainda mantinham uma boa relação.
Bem, até porque se não tivessem, queria dizer que esse alfa tinha mexido com alguém diretamente ligado a Lestat de Lioncurts. Ninguém era louco de dar motivos para que Lestat mostrasse o que acontecia quando algo lhe desagradava.
- Boa tarde, posso anotar o pedido de vocês? – o garçom se aproximou.
Os outros da mesa faziam seus pedidos colocando exigências ridículas, como a temperatura da comida e o ponto exato da carne. Lestat não sabia explicar, mas ele se sentia ainda mais impaciente do que o normal. Seu lobo estava muito agitado, talvez fizesse tempo que não corria em sua forma lupina. De qualquer maneira, ele resolveria isso quando chegasse em casa
- Tem alguma recomendação? – Heidi perguntou educada.
- Alguns alunos estão fazendo o estágio de especialização na nossa cozinha, como alguns são de outros países, os clientes tem gostado de pedir pratos típicos – o garçom respondeu polidamente.
- Com certeza eu não quero alunos fazendo a minha comida – um daqueles alfas falou, sendo apoiado pelos outros – garanta que foi o chef que fez minha refeição.
- Algum é da França? – Lestat perguntou ignorando os outros, olhando o cardápio.
Por sua mãe ser francesa, ele já tinha viajado muitas vezes para aquele país, mas como fazia tempo que não ia, se sentiu um pouco saudosista. Talvez uma refeição que lembrasse sua mãe lhe fizesse bem. Aliás, fazia tempo que ele mesmo não ia até ela, precisava visita-la.
- Três – o garçom respondeu.
- Certo – o lúpus considerou, com três cozinheiros da França não era possível que um deles não fosse conseguir fazer seus pratos de forma satisfatória – quero soupe à l'oignon como entrada, depois coq au vin, steak au poivre e como sobremesa – Lestat olhava para o cardápio indeciso já que nada parecia lhe agradar muito, então ele sorriu travesso, tendo uma ideia – você disse que eles são da França, por isso peça que algum dele faça madeleines para mim, é impossível que não saibam.
- Isso não está no cardápio – o garçom falou hesitante.
- Eu sei, algum problema com o meu pedido? – Lestat perguntou devolvendo o menu para o garçom, que negou no mesmo instante.
- Precisava? – Heidi perguntou com um sorriso de lado, conhecendo bem o chefe.
- A pergunta é por que não? – o lúpus deu de ombros.
As vozes tão entediantes continuavam a falar e se gabar de coisas das quais ele não dava a mínima. Aqueles alfas estúpidos não percebiam como Heidi os manipulava, parecendo tão inocente, a ômega era afiada e os conduzia para os negócios que ela queria, fazendo eles acreditarem que a "grande ideia" tinha sido deles. Idiotas, mas era por isso que ele pagava tão bem para ela.
- Pelo menos finja que está prestando atenção na conversa – ela sussurrou para ele.
- Se eles continuarem a falar das viagens de caça que eles fizeram, eu vou falar sobre o que eu caço – Lestat avisou e Heidi segurou o riso.
- Com licença – o garçom serviu as entradas e Lestat provou sua sopa, ansioso para avaliar se um dos tais alunos cozinhava bem.
- Por Zeus – ele murmurou, aquilo estava muito bom, ele quase ignorou os outros pratos e pediu outra soupe à l'oignon, mas ficou curioso sobre como os outros pratos teriam ficado.
O coq au vin foi decepcionante, parecia mais do mesmo e, mesmo que Lestat conseguisse perceber que realmente era francês e não aquelas cópias que os americanos gostavam de fazer, não tinha sido tão bom assim. O steak au poivre foi muito melhor, os acompanhantes não tinham muita graça, mas a carne em si estava deliciosa.
- Mais vinho? – o garçom ofereceu e todos na mesa aceitaram, se não estivesse esperando pela sobremesa, Lestat teria ido embora. Mas a curiosidade sobre como fariam seu pedido falou mais alto.
- Vou ao banheiro – ele declarou e não esperou pela resposta de ninguém, ele nunca esperava mesmo.
Odiava ter que participar dessas coisas, apenas meros teatros onde todos fingiam serem as melhores versões de si mesmos. Ou pelo menos, o que eles pensavam serem as suas melhores versões.
Lestat andou pelo corredor, passando por uma das portas que dava acesso a cozinha, um garçom tinha acabado de passar por lá e ali, antes que a porta se fechasse, ele pode ouvir uma risada.
Ele parou no corredor e olhou confuso, o que tinha sido aquilo?
Não tinha sido apenas uma risada já que eram mais pessoas rindo, mas uma se destacou sobre as outras e o deixou curioso. Fora que aquele cheio agradável era muito mais forte ali, do que em outros lugares.
- Senhor Lioncurts? – a hostess o chamou solicita – Algum problema ou precisa de algo?
- Quem está ali? – ele perguntou apontando para porta, deixando a beta confusa.
- Na cozinha? – ela olhou para ele sem entender.
Outro garçom passou, dessa vez entrando. Como ele carregava bandejas precisou abrir mais a porta e Lestat pode ver cinco rapazes trabalhando em uma bancada de inox, eles conversavam e riam de algo. O lúpus teve a certeza que aquela risada que tinha o atraído vinha de um deles, mas ele não conseguia identificar de qual. Isso o estava irritando.
- Sim, quem são aqueles cinco?
- Só um momento – ela foi verificar, afinal ela não podia não agradar um dos melhores clientes, por mais estranho que ele estivesse agindo – São os alunos que estão fazendo estágio conosco. Três são da França, um do Canada e o outro da Itália.
Lestat queria entrar lá e resolver ele mesmo, mas não podia. Não é como se alguém fosse impedir e se tentasse também não faria diferença nenhuma, mas ele precisava entender direito o que estava acontecendo.
- Mande os cinco para a minha mesa, eu quero agradece-los pessoalmente pela refeição.
- Os estudantes? O senhor não prefere que nosso Chef...
- Mande os cinco para a minha mesa – ele repetiu bem devagar, não abrindo espaço para discussões.
- Claro, sem problemas – ela sorriu forçada.
Ele confirmou com a cabeça e voltou para a mesa, ignorando completamente qualquer um que tentou falar com ele. Heidi perguntou o que estava acontecendo, mas ele não respondeu
O cheiro tão agradável, a risada que o atraíra, aquela vontade de ir até a cozinha do restaurante e resolver ele mesmo aquilo, só podiam indicar uma coisa. Lestat tentou pensar em outras possibilidades, era aquilo mesmo?
Ele tinha acabado de encontrar seu soulmate?
- As sobremesas – o garçom informou servindo os pratos para aqueles que os pediram – Senhor Lioncurts, um dos estudantes, o Chef du Lac, foi quem fez suas madeleines. Ele pediu para dizer que ficou surpreso pelo pedido e espera que estejam do seu agrado.
Lestat não perdeu o tom irônico que aquela mensagem tinha, mesmo o garçom tendo a transmitido do jeito mais polido possível. O lúpus mordeu o pequeno bolinho e, assim como a entrada daquela refeição, estava perfeito. Úmido na medida certa, se desfazendo na sua boca, o sabor suave.
- Diga ao Chef du Lac que está do meu agrado e que fico feliz de que um chef nascido da França consiga preparar receitas francesas – ele disse ironicamente e o garçom concordou com a cabeça, saindo e indo direto para cozinha.
- Você fez uma piada? – Heidi perguntou confusa.
- Talvez, não posso ter bom humor às vezes?
- Eu diria que nunca te vi de bom humor, mas também não vou reclamar – a ômega deu de ombros.
A conversa continuou, mas o lúpus não se importou em fazer parte, porque a inquietação nunca o deixava. Ele sentia seu lobo no seu peito, o animal estava incomodado, queria sair e ir atrás do dono da risada. Os doces o acalmaram um pouco, o que Lestat achou estranho, mas assim que comeu a última parte do bolinho, o lobo estava de volta, quase rosnando.
- Com licença senhores – o chef do restaurante veio até a mesa, sendo seguido pela hostess e mais cinco pessoas – como estava a refeição de vocês?
- Maravilhosa – Heidi respondeu simpática, os outros alfas começaram a falar, mas a atenção de Lestat estava nos cinco jovens atrás do chef.
Um alfa, dois betas e dois ômegas. O alfa era o mais alto, loiro e de olho claro, um dos betas tinha descendência asiática e o outro era negro. Os dois ômegas estavam no canto, sendo que eram o que estavam mais perto de Lestat, o primeiro também era negro e tinha o cabelo trançado e o outro tinha cabelo castanho preso em um rabo de cavalo e olhos verdes.
- Quais são os seus nomes? – Lestat perguntou para os alunos, não se importando se interrompia a conversa na mesa.
- Oh, eles são alunos estagiários – o chef respondeu, como se aquilo explicasse tudo.
- Eu não perguntei isso e não perguntei a você – o lúpus respondeu e se voltou para os alunos – Quais os seus nomes?
Os alunos se entreolharam, como se não soubessem o que fazer, afinal ninguém queria passar por cima do Chef do restaurante, que não parecia feliz com a situação. Só que eles não eram estúpidos, destratar um lúpus, principalmente um tão influente, não era uma coisa que alguém são faria.
- Acho melhor responderem logo – Heidi disse bebendo mais um gole do seu vinho – Lestat não é uma pessoa que gosta de repetir o que fala.
- Sou Jacob Bailey – o alfa respondeu com sotaque canadense e Lestat apenas ficou quieto, não era o dono da risada.
- Matteo de Luca – dessa vez foi um beta, ainda não era quem ele procurava, por isso não importava para o lúpus.
- Lohan Nicolle – o beta com sotaque francês falou. Não, não era esse.
- Tristan Bernard – ainda não era a voz que que Lestat queria ouvir, ele suspirou quase desistindo e pegou sua taça de vinho
- Louis du Lac – o último ômega disse e fez Lestat paralisar, sua taça a centímetros da sua boca – que bom que as madeleines estavam do seu agrado, senhor.
- Como? – ele perguntou confuso.
- As madeleines – Louis apontou para o prato vazio na frente do lúpus.
- Sim, chef du Lac – Lestat sorriu de canto pela audácia daquele ômega – tudo o que recebi hoje foi do meu agrado, algumas coisas mais do que outras.
Lestat bebeu do seu vinho vendo o ômega ficar confuso e até um pouco constrangido, o lúpus tinha gostado daquilo. O ômega parecia tímido e inocente, mas Lestat conseguia ver que ele tinha uma energia forte por baixo daquilo, ele ia se divertir muito explorando cada faceta da personalidade desse ômega.
E, sem querer parecer um desses alfas nojentos e grosseiros, Lestat deu uma leve olhada no ômega. Sua aparência não importava, mas ele gostou do que viu. O ômega era mais baixo que ele, seus cabelos eram castanhos escuros compridos, mas no momento estavam presos em um rabo de cavalo e seus olhos brilhavam. Tinha um aspecto quase andrógino, com o uniforme da cozinha quase não dava para saber se era um ômega feminino ou masculino. Se o próprio Lestat não tivesse o ouvido falar, poderia ter alguma dúvida, mas não era como se aquilo importasse alguma coisa.
- Seu ômega? Você está me dizendo que aquele ômega, que preparou nossa refeição, é o seu soulmate? – Heidi perguntou de novo e Lestat bufou.
- Sim, quantas vezes mais eu precisarei repetir isso?
Eles tinham voltado ao escritório do lúpus, onde Lestat tinha contado para sua assistente.
- Me perdoe, mas eu precisava ter certeza de entendi tudo bem – ela serviu uma dose whisky para o alfa e outra para ela – só posso dizer que sinto por ele, porque esse ômega não tem ideia do que lhe espera.
- Você fala como se eu fosse um monstro – o alfa reclamou, mas era mais drama do que outra coisa.
- Um monstro não, mas a pessoa mais chata e difícil de lidar que eu conheço, sim – Heidi sorriu provocando – Lestat, por favor, o pobre ômega deve ter cerca vinte anos, provavelmente foi criado na sociedade convencional.
- Está dizendo que devo ignorar que encontrei meu soulmate?
- Não, o que eu quero dizer é para você ir com calma, não o assuste. É diferente para um ômega criado dentro do código dos lúpus e um de fora. Se ele fosse um de nós, teria entendido o que sentiu e te reconhecido como soulmate. Nesse momento vocês já estariam conversando e resolvendo isso. Os de fora são mais complicados e exigem cuidado.
- Não vou ferir meu soulmate.
- Meu medo não é você ferir, é você assustar o pobre garoto – Heidi suspirou, bebendo mais um gole da sua bebida - quer que eu faça alguma coisa?
- Acho que eu posso resolver isso sozinho – o alfa respondeu revirando os olhos.
- Por favor, vá com calma, conheça o garoto antes, faça-o se sentir seguro, só depois conte a verdade – ela implorou.
- Não precisa se preocupar – ele garantiu sorrindo de canto.
Horas mais tarde, já depois do fim do expediente da empresa, Lestat ainda estava em seu escritório. O alfa tinha uma pasta com toda a informação que alfas que trabalhavam para ele puderam juntar.
- Lestat – Heidi disse inconformada, passando as mãos pelo rosto – quando eu falei para conhecer o garoto, não era isso que eu quis dizer!
- Mas facilita – o lúpus comentou lendo os papéis a sua frente – meu ômega é do sul da França, sua família possui um pequeno vinhedo, mas ele não faz parte do negócio da família. Ele saiu de casa muito novo, com dezesseis anos, mas a família não é de lúpus.
- Se a família não é de lúpus, será que ele é um ômega lúpus? - Heidi perguntou parecendo preocupada.
- Como se eu me importasse com isso – Lestat falou sem olhar para ele, as fotos do ômega que estavam na sua mão eram muito mais interessantes.
- Lestat, não fale como se não fizesse diferença.
- Se me conhece de verdade, o que te leva a crer que eu me importo se meu soulmate é um lúpus os ou não? – ele perguntou naquele tom baixo.
- Você é o único alfa representante de uma das últimas famílias puras, se seu soulmate for um ômega comum, seus filhotes perderão o status de puro.
- Heidi – ele aumentou levemente o tom de voz, mostrando que estava encerrando aquela discussão – não use o privilégio de ser uma das únicas pessoas que suporto ter ao meu lado, para acreditar que pode me dizer o que fazer da minha vida.
- Eu só estava tentando te fazer ver por outro ponto de vista – ela se desculpou.
- Então lembre-se que esse mesmo ponto de vista que você defende é o que diz que ômegas não deveriam assumir cargos tão alto em uma empresa. Se for eu seguir os passos de meu pai, a primeira coisa seria te demitir ou te rebaixar de cargo, não é?
Lestat apoiava seu queixo na sua mão, ele encarava a ômega a desafiando a falar algo. Era lamentável que as vezes ele precisasse lembrar aos demais que seus níveis de paciência eram bem baixos e nunca, em hipótese alguma, alguém tinha o direito de tentar lhe dizer o que fazer.
- Você realmente não se importa, mesmo que ele seja um ômega com genes de beta – ela sussurrou.
- Ele é meu soulmate, sua alma é feita para completar a minha, então porque eu me importaria com genética? – ele respondeu – E não fale como se o fato de alguém ter genes de beta fosse ofensivo. Se meu soulmate fosse um beta eu ainda seria sortudo por ter o encontrado.
- Ok – ela suspirou – me perdoe, eu não quis ofender seu ômega.
- Minha cara, você me irritou, mas se tivesse ofendido meu soulmate as coisas seriam diferentes – ele voltou a ler as informações.
- Passei dos limites, eu entendi – ela falou de novo. Mesmo que sempre tivesse tido uma boa relação com Lestat, irrita-lo não era algo que ela queria arriscar – Vem, vamos beber alguma coisa, você precisa se distrair um pouco.
- Você quer mesmo que eu saía para algum bar cheio de pessoas estúpidas com você?
- Obrigada por me fazer me sentir tão especial – ela riu se levantando – Você precisa arejar os seus pensamentos para decidir o que fazer.
- Como assim "decidir o que fazer"? – o lúpus perguntou, mas também se levantou e estava seguindo a ômega para o corredor – ele é o meu soulmate, eu sei o que tenha que fazer.
- Lestat, você não pode simplesmente sequestrar o garoto e leva-lo para morar com você – ela riu, mas quando o alfa não esboçou nenhuma reação, ficou preocupada – sério, você sabe que não pode fazer isso, não é?
- E por que?
- Oh Zeus – ela exclamou quando as postar do elevador se fecharam.
- Vamos lá – Jacob chamou os ômegas que riu – vai ser divertido, todo vamos.
- Eu aceito – Tristan riu - vamos Louis, por favor.
- Você sabe que não vão te deixar em paz – Lohan falou para ele, que riu concordando.
- Ok, eu vou – Louis se deu por vencido, uma saída em um bar não faria mal, né?
Ele estava a cerca de um mês em Nova York e estava amando tudo ali, principalmente porque, finalmente, ele podia ser ele mesmo. Louis tinha nascido em Arles, no sul da França, ele era o filho do meio e o único ômega entre dois alfas. Seu pai não tinha sido muito receptivo a ideia de ter um filho "frágil", segundo ele "até um beta seria bem-vindo, mas ômega?"
Louis cresceu ouvindo que nunca poderia ser como seus irmãos, mas o ponto era que ele não queria ser como eles. Nunca se interessou por vinhos ou vendas, não quis fazer a escola de administração já que, segundo seu pai "pelo menos isso um ômega podia lidar, com papelada de escritório". A culinária sempre lhe chamou a atenção, era um amor que tinha divido com sua mãe, até que ela falecesse de câncer, quando ele tinha nove anos.
Mesmo que seu pai tenha se casado logo depois e tido seu irmão mais novo, Louis não se senti parte da família, como se ali não fosse seu lugar. Seu irmão mais velho, Thierry, era o único que tentava entender o ômega, mas mesmo assim era difícil para ele já que eles tinham visões de mundo diferentes.
Quando a situação com a madrasta ficou insuportável, Louis resolveu sair de casa ainda com dezesseis anos e foi morar com uma tia em Marselha, que é a segunda maior cidade da França. Lá ele terminou os estudos e conheceu cultural diferentes, conheceu pessoas que ele nunca conheceria na pequena Arles e, incentivado pelo seu irmão, cursou gastronomia em Paris, o que foi ainda mais divertido.
Prestes a se formar e com um emprego em vista, ele foi selecionado para um programa de especialização em Nova York, o que o deixou muito orgulhoso de si e de tudo o que conquistou, mesmo que as únicas pessoas que comemoraram com ele foram sua tia e seu irmão mais velho.
Ainda tinha algumas marcas do passado, como o fato que ele odiava o próprio sorriso, por isso sempre tampava a boca quando fazia. Ou como, apesar de amar seu cabelo comprido, normalmente usava preso ou liso, porque ainda tinha um pouco de vergonha do seu cabelo ondulado. Até mesmo seu peso as vezes era um problema, se ganhasse alguns quilos a mais, ele já ficava preocupado.
Tudo isso era reflexo de sempre ter ouvido como aquelas coisas o "deixavam feio", por isso ele tinha que tomar cuidado. Mas também eram coisas que ele vinha trabalhando, para melhorar sua autoestima e se sentir livre daquelas cobranças, coisa que pouco a pouco fica cada vez mais forte.
- O Garrett chegou – Lohan sussurrou no ouvido de Louis, que revirou os olhos. Garret era um alfa norte americano, mas que tinha passado muito tempo em Londres e forçava o sotaque britânico, pelo menos na visão de Louis.
- Oi Lou-Lou – Garrett disse próximo demais e o ômega se afastou educadamente. Ele estava cansado das investidas do alfa, será que um ômega não poderia sair para beber com os amigos e ter paz nem por uma noite?
Ele sentiu a sensação de estar sendo observado, não era forte, mais como um aviso, como se algo estivesse chamando a sua atenção. Ele até olhou em volta, mas com a decoração escura e o bar lotado, ele não conseguiu ver nada.
- Eu soube que vocês serviram um lúpus puro hoje! – Donatella, uma beta italiana falou animada.
Eram duas turmas de dez alunos que se revezavam para atender no restaurante, para a sorte de Louis, Garrett, assim como Donatella, faziam parte da outra turma.
- Sim – Tristan respondeu – o cara era muito lindo, mas me deu um medo gigante dele.
- Eu sou o alfa, mas o corajoso foi o Louis, que falou com ele – Jacob riu.
- Foi porque fui que fiz a sobremesa dele – o ômega deu de ombros.
- Mesmo assim – Donatella riu, pegando mais bebidas para eles – em Roma tem a família Ferro, meu pai ômega faz algumas das roupas deles, os caras são super educados e ótimos clientes, mas ninguém tem coragem de irritar eles não. Eles são lúpus, mas não puros, imagina esse que vocês atenderam.
- Nossa, que exagero – Garrett revirou os olhos, chegando perto de Louis de novo.
- Exagero? – Donattela perguntou revoltada – O chefe da família Ferro é o Signore Tiziano, uma vez destrataram o ômega dele numa festa que acontece numa praça famosa lá de Roma, estava cheio de gente e mexeram com o Signore Victor. Eu estava lá e vi como o Signore Tiziano bateu nos caras que mexeram com o noivo dele e ninguém, nem a polícia, interferiu. Depois os homens que trabalha para os Ferro levaram os caras que apanharam para algum lugar e ninguém nunca mais soube deles.
- Isso aconteceu na frente de todo mundo? – um dos betas perguntou espantado – Não aconteceu nada com ele?
- Nada, depois da surra ele se virou para a plateia, pediu desculpa, disse que as vezes ele precisa lembrar porque não se deve mexer com o lúpus, mandou distribuir vinho e a festa que estava acontecendo na praça, voltou ao normal – a beta explicou.
- Isso não pode ser verdade, fala sério, você inventou – um dos alfas disse.
- Cara, você nunca ouviu falar do código de conduta dos alfas? – outro alfa perguntou – Eu sou da Coréia do Sul, lá quem manda é a família Jeon, eles são puros, igual o cara que vocês serviram hoje – ele falou para Louis e seus amigos – ninguém mexe com eles ou quem trabalha para eles. Todo mundo sabe ou já viu eles punirem alguém.
- Você já viu? – Louis perguntou.
- Sim, uma vez meu professor levou a minha turma em uma excursão em um parque e deixou a gente brincar – o alfa falava bebendo – então apareceram uns caras que eu nunca tinha visto. O líder deles pediu a minha ajuda para reunir os meus colegas de sala, falou que íamos ganhar doces. Isso foi há uns dez anos e o líder daquela época, é o pai do atual líder. Mas, enfim, quando estávamos juntos, ele explicou que ia precisar levar nosso professor com ele, mas que tínhamos uma nova professora a partir daquele dia e apresentou ela. No final ganhamos doces, ficamos no parque até o horário combinado, voltamos com aquela professora para a escola e no resto do ano letivo ela que deu aula para a gente.
- E o professor? – alguém perguntou.
- Como a Donatella disse, ninguém nunca mais soube dele – ele finalizou bebendo sua cerveja.
- Mas seus pais não perguntaram? Ninguém quis saber o que aconteceu?
- O braço direito do Alfa Jeon explicou na direção da escola que o meu professor tinha quebrado alguma regra sagrada do código, por isso eles mesmo que tinham que resolver com ele. Isso foi o suficiente para todo mundo entender e não fazer mais perguntas.
- Só para lembrar, que a família Jeon é pura, igual o Lionscurts, que é o cara que vocês atenderam hoje – Donatella completou – os puros são ainda mais perigosos que o lúpus comuns, por isso que dizem que nunca se deve cruzar o caminho de um
- Como você sabe tanto deles? – Louis perguntou curioso.
- Eu moro na região dos Ferro e meu pai trabalha para eles – a beta deu de ombros.
- Zeus, eu nunca mais quero encontrar com nenhum! – Lohan se arrepiou.
- Olha, só por via das dúvidas, acho que também estou tranquilo com isso e não quero me arriscar – Jacob riu.
- Eu entendo vocês, mas assim que eu voltar para a Itália, já vou pedir emprego para eles. Os lúpus sempre tem um monte de negócios, vou pedir vaga em um restaurante ou tentar fazer acordo para abrir meu próprio – a beta falou enquanto outra garçonete servia mais uma rodada de bebidas para eles.
- Você é louca? Você mesma não disse que eles são perigosos? – uma amiga dela exclamou.
- São muito, pelo o que meu pai conta, eles não têm muita paciência e se você pisar um pouquinho fora da linha, eles te cobram. Mas eu me garanto, eu sei que não vou fazer merda, que vou seguir todas as regras. Agora, se alguém tem dúvida se consegue, melhor ficar longe – ela deu de ombros.
- Cara, é impossível você conseguir as regras de outra pessoa – alguém argumentou – acho que é mais fácil só ficarmos longe deles – e a maioria ali concordou.
- Vocês trabalhariam com um? – alguém perguntou e a maioria negou na hora.
- Meu pai e meu irmão trabalhavam de vez em quando com alguns lúpus, mas eu mesmo nunca tinha encontrado com um – Louis revelou e todas as atenções voltaram para ele.
- Seu pai não trabalha com vinhos?
- Sim, eles fornecem para os lúpus, Thierry disse que os lúpus sabem dar festas – ele brincou e todos riram, aliviando o ambiente – mas meu pai nunca me deixou conhecer nenhum deles e sempre me disse para ficar longe.
- Para mim isso já é prova suficiente – alguém deu de ombros.
A partir dali a maioria do pessoal da mesa ficou debatendo se aquilo era loucura ou não. Porque mesmo que os lúpus tivessem dinheiro e garantisse a segurança, vali a pena seguir as regras deles?
Louis não tinha uma opinião formada, já que ele não sabia quais eram aquelas regras. Pelo pouco que os amigos que as conheciam falaram, não parecia ser tão ruim assim. Porém, ele também não conhecia o lado negativo, então não podia dar uma opinião.
E também, por que ele precisaria ter uma opinião sobre isso? Ele não tinha nada a ver com o que os lúpus faziam ou não.
- Vem! – Tristan puxou Louis e Lohan para a pista de dança, eles ficaram pulando e dançando com a música que a banda tocava.
- I can't get no satisfaction, I can't get no satisfaction – o vocalista cantava,
- 'Cause I try, and I try, and I try, and I try – eles gritavam junto com a música - I can't get no, I can't get no.
- Só você quer alguma satisfação, eu te dou – Garrett falou segurando na cintura do ômega
- Não obrigada – Louis tentou se soltar, aquela cantada fez o ômega revirar os olhos. Se Garrett não tinha quase nenhuma chance, agora era mesmo que ele tinha perdido.
- Qual é? Você vive nesse joguinho de quem quer e depois esnoba, pode parar já.
- Que joguinho? Acho que você bebeu demais e deveria ir embora – o ômega tentou falar educadamente.
- E se eu não quiser ir? – ele sorriu no que ele achou que era sedutor, puxando o ômega para mais perto – E se eu quiser que você vá comigo?
- Pare, isso está ficando constrangedor. Eu não quero ficar com você, nem hoje, nem qualquer outro dia. Apenas pare.
- E se eu te beijar agora? – ele prendeu o ômega contra ele, com a outra mão ele segurou nos cabelos de Louis, enrolando o rabo de cavalo entre os dedos – O que você vai fazer?
Realmente, Louis não conseguiria fazer nada naquela posição. Mas, para azar de Garrett, outra pessoa conseguia.
Lestat e Heidi estavam bebendo em um bar, ele detestava esses bares da moda, mas tinha feito a besteira de deixar a ômega escolher. Mal chegaram e já foram encaminhados para a parte VIP, como sempre.
Garçonetes e garçons corriam para atende-los ao menor sinal de que eles queriam algo, mas o lúpus resolveu que iria relaxar. Eles conversaram e até riram, Heidi realmente estava arrependida pelo jeito que tinha se comportado e estava ajudando Lestat a bolar um plano para se aproximar do seu ômega.
- O que foi? – ela perguntou.
- Eu não sei, mas estou reconhecendo algo – ele farejou o ar, mas tinha tantos cheiros diferentes e fortes, que estava difícil.
- Ali, acho que é aquilo que você estava farejando – ela riu apontando para porta, por onde um grande grupo de jovens passava, entre eles Louis.
- Acho que hoje é meu dia da sorte – ele falou com um sorriso de canto.
- Ou Zeus está cansado de você ser tão rabugento e está esfregando seu ômega na sua cara, para ver se você melhora – Heidi brincou, Lestat olhou feio para ela, que riu.
- Impressão minha ou tem um alfa tentando agarrar meu ômega? – Lestat perguntou sério, sua voz chegando bem perto de um tom perigoso.
- Está, mas lembre-se que o Louis ainda não sabe que é seu ômega e aquele alfa não sabe que está brincando com a morte – ela o lembrou.
- Ele está tocando um ômega que claramente não quer ser tocado, para mim isso já basta para que eu lhe dê uma surra.
- Lestat, lembrou do que a gente combinou? Ir com calma? Dar uma surra em alguém na frente do seu ômega, na primeira noite em que vocês se conheceram, não é ir com calma!
- Eu discordo, até porque com isso ele já iria se acostumando com o meu jeito de lidar com as coisas.
- Zeus – ela bufou – eu vou ligar para o nosso advogado.
- Por que? Eu não fiz nada de errado.
- Você AINDA não fez nada de errado.
- Meu ômega – ele apontou para a mesa perto do bar.
- Seu ômega que ainda não sabe que é seu ômega e que não segue o código, então aquele alfa não teria como saber que estava flertando com a morte.
- Não posso apelar dizendo que ômegas são sagrados?
- Lestat, por favor, você conhece o código melhor do que qualquer um – Heidi implorou, já mandando uma mensagem de texto para o advogado, explicando que talvez eles tivessem algumas coisas para resolver em breve.
- Certo – ele bufou irritado – eu não vou fazer nada, a não ser que seja necessário.
- O problema é que sua definição de "necessário" é bem diferente da definição usada pelas outras pessoas.
- Minha definição é que se ele tocar no meu ômega, eu arranco as mãos dele.
- Ok – Heidi suspirou e voltou a beber, afinal o que ela podia fazer?
Se Lestat se irritasse de verdade, se levantasse e fosse até o ômega, ela que não ia se intrometer. Se intrometer no caminho de um lúpus irritado até seu ômega, ainda mais um puro e com o agravante de ser Lestat, que tinha a fama merecida de ser o mais agressivo, não era só perigoso, era implorar pela morte.
E ela estava muito tranquila, tinha um filho pequeno para criar, queria ver seu bebê de um ano crescer e ser feliz. Também tinha uma vida muito confortável, amava seu trabalho, até tinha uma viagem programa com seu filho para as próximas férias. Não ia desperdiçar tudo isso por um alfa burro que não sabe respeitar ômegas.
- Não é divertido que ele – Heidi indicou Louis, que ainda conversava com os amigos – está levando sua vida normal, tranquilo, batalhando por melhores oportunidades de emprego, fazendo amigos e não sabe que a vida dele vai mudar drasticamente?
- Divertido? – Lestat levantou a sobrancelha.
- Bem, pra mim é – ela deu de ombros.
- Que bom que alguém está se divertindo com essa situação.
- Só você não está se divertindo – ela riu, porque nesse momento Louis brindou com os amigos e eles viram doses de bebida – acho que vou gostar dele. Se você não o levar na festa de gala semana que vem, eu levo.
- O álcool subiu na sua cabeça, por isso está perdendo a noção? – ele perguntou segurando um copo de whisky, o que a fez rir.
- Não é como se você não fosse estar com ele até lá.
- Você não disse para eu ir devagar? – ele a provocou.
- Eu disse sim, mas estamos falando de você, então eu aposto duzentos dólares que até a próxima sexta vocês já estarão juntos – ela deu de ombros e foi a vez dele rir alto.
Lestat iria responder, mas seu lobo rosnou no seu peito e ele olhou para a pista de dança. Seu ômega, que ainda não sabia que era seu, mas já era, estava dançando e cantando com os amigos. A cena era bonita, ele ria e se jogava na música, mas seu lobo estava desconfiado de algo e isso o intrigou.
A dúvida acabou no minuto seguinte, quando aquele alfa que já tinha tentado colocar suas patas no seu ômega, chegou perto demais, ele segurou na cintura de Louis, que pareceu desconfortável.
- Chega – Lestat virou o resto da sua bebida e se levantou.
- Traz ele aqui, eu quero conhece-lo – Heidi gritou rindo, enquanto o amigo se afastava – garçom, me traz mais dois mojitos. Essa noite vai ser divertida.
A história de Lestat e Louis é uma short fic, por isso sempre fiquem de olho nas atualizações. E se tem alguém que caiu aqui sem saber do que se trata, essa história é um spin-off de outra história minha, Look After You. Se você não leu ainda, sugiro que vá no meu perfil dar uma olhada, porque além dessa história, ainda tem More Than this, que é outro spin-off, e o Código de Conduta dos Alfas, que eles citam muito em todas as histórias.
Pra quem já lê minhas histórias, vocês tem a obrigação de me amar muito, porque eu estou cheia de coisas para fazer, mas parei para fazer esse presente para vocês!!!!!
Falando sério, espero que gostem e que atenda as expectativas de todo mundo. Quanto mais comentários, mais me ajuda, então comentem bastante, por favor!!!
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