ғᴏᴜʀ
S O P H I E
Para a minha sorte, os dias estavam se passando rapidamente. De repente, eu havia recebido uma mensagem no meu celular, provavelmente de algum organizador da Love's Match, eles já haviam encontrado o meu par ideal.
Eu não estava nem um pouco animada para aquilo mas uma das regras, era justamente ter o primeiro encontro e eu me xinguei mentalmente por não ter lido tudo antes de assinar. Desci ainda mais a mensagem e então reparei que o nome do escolhido, já estava lá.
Ruel Van Dijk.
O sobrenome era bastante familiar apesar de eu não fazer ideia de quem era a pessoa, eu ao menos esperava que fosse alguém legal já que seríamos obrigados a termos o primeiro encontro.
Enquanto eu caminhava pelos corredores, consegui enxergar o garoto alto de longe. Ele parecia acelerado e eu obviamente me encolhi, afinal eu não queria levar outra rasteira.
Esperei que ele passasse mas pelo contrário, ele apenas parou em minha frente. Seus olhos claros estavam brilhantes e suas bochechas, bastante coradas, ele até que seria bonitinho se não fosse um chato.
— Sophie Koeman é você, não é?
— Sim, por que?
Ele tirou o celular do bolso do moletom e então me mostrou a mensagem do Love's Match, o meu nome estava logo abaixo. Senti o meu rosto esquentar enquanto pensava na possibilidade, só poderia ter sido uma brincadeira de mal gosto.
— Impossível! — Reclamei, devolvendo o celular para ele.
— Impossível mesmo, você não faz o meu tipo e é rude demais.
— E quem disse que você faz o meu? Você é bobo demais!
— E agora? Com certeza isso foi um grande mal entendido! — Ele cruzou os braços, com certeza havia sido.
Ou então...não! Eu me recusava a acreditar que a minha irmã faria algo como aquilo, ou será que faria?
— Eu vou falar com a minha irmã, ela vai resolver isso.
— Irmã?
— Você com certeza viu alguém exatamente igual a mim, enquanto fazia a sua inscrição.
— Vi sim, porém achei que eu estava tendo um pesadelo.
— Nossa, você é muito insuportável.
Era claro que eu havia achado engraçado, porém eu jamais aumentaria o ego dele, nem morta.
— E se a sua irmã não puder fazer nada? Eu me recuso a ir para qualquer lugar com você!
— Sou eu quem vou recusar cara, eu não aguentaria um minuto que fosse, ao seu lado.
— Então resolve logo essa situação e assim vamos estar livres um do outro.
— É óbvio! Isso é o que eu mais quero, agora some daqui.
Ele revirou os olhos e então começou a caminhar na direção oposta. Me virei rapidamente para trás e ele estava me encarando mas assim que nossos olhares se cruzaram, ele revirou os olhos e voltou a caminhar.
Eu precisava urgentemente consertar aquela situação ou então, eu perderia o resto de paciência que ainda me restava.
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