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Prólogo

Setembro, 1798 - Londres

Os rapazinhos olharam apreensivos e ansiosos enquanto as sombras distorcidas da velha senhora se projetavam na única faixa clara do corredor. A velha senhora era, também, muito rica. Magaret McGonagall seu nome. Casou-se ainda muito nova com um visconde, Lorde McGonagall, por quem realmente foi apaixonada! Mas a paixão durou pouco... Aos 27 anos, apenas dois anos após o casamento deles, o nobre homem adoeceu e, depois de alguns poucos dias de sofrimento e agonia, faleceu. Maggie, a viscondessa, chorou durante horas ao pé do leito do marido. Sabia que nunca mais encontraria alguém para amar como amava Theodore McGonagall...

E não tiveram filhos... Tentaram e tentaram após o casamento, mas, infelizmente, nada aconteceu...

Naquele fatídico dia, ela ainda não havia se decidido se isso era bom ou ruim.

Até que, muitos e muitos anos depois, ela decidiu que se sentia muito sozinha. Via as mães da alta sociedade contando orgulhosamente sobre seus filhos e filhas durante as horas do chá, sentia-se levemente excluída dos eventos sociais, apesar de ser convidada para todos, mas, acima de tudo, sentia-se muito sozinha.

Então, certo dia, tomou uma decisão que pouquíssimas, quase nenhuma, pessoas de títulos e nobreza tomariam: decidiu adotar um filho!

A experiência foi tão boa, apesar da complicação para fazer o menininho ser aceito (o que, levando em conta o respeitado nome McGonagall, não foi tão difícil assim), que ela decidiu adotar um irmão para o primeiro.

E era por isso que lá estava ela, naquele fim de tarde frio e escuro, tentando acompanhar os passos apressados de uma freira pelos corredores longos e tortuosos do mesmo orfanato que havia estado alguns poucos anos antes. Havia passado praticamente o dia todo em meio às crianças e, depois de uma longa conversa com a cuidadora do local, tomara sua decisão.

Ao chegar na porta do quarto dos meninos, a freira deu espaço para que Lady McGonagall entrasse, apoiando sua bengala ornamentada no chão em cada passo. Ela sorriu, procurando com os olhos o menininho que havia decidido adotar. Não o viu, por isso, franziu o cenho. O som estridente da voz da freira a fez sair de seus pensamentos intrigados.

-- Muito bem, meninos! -- A religiosa bateu palmas, esperando os meninos ajeitarem-se em uma fila, obedientes. Haviam crianças de todas as idades, desde bebês de colo, sendo segurados por alguns meninos mais velhos, até pré-adolescentes desengonçados. -- Onde está Peter? Peter?

Houveram alguns burburinhos mas a criança não se apresentou. A freira, já sem paciência, revirou os olhos de uma forma até um pouco cômica ao ver de Lady McGonagall.

-- Me esqueço... São tantos Peters... -- A mulher riu, batendo o punho levemente na própria testa enquanto virava-se de Maggie para os rapazes. -- Peter Townshend!

Então, seguiu-se mais um instante de silêncio antes que, bem ao fundo do quarto, numa das áreas mais escuras, um menininho de cinco anos, magrinho como um palito, deu alguns passos hesitantes para frente, a cabeça voltada para baixo e os olhinhos azuis tímidos voltados para cima. McGonagall abriu um sorriso radiante para ele.

-- Peter, venha até aqui! -- A freira mandou, mas o rapazinho não se mexeu, apenas abaixou os olhos para encarar os próprios pés que mexiam-se nervosamente no chão. -- Peter!

-- Acalme-se, Irmã Wulfrick, eu falo com ele... -- A senhora pediu, fazendo um sinal com as mãos para a freira, que a olhou com curiosidade enquanto esta cruzou o comprido caminho entre os outros meninos até aquele em questão.

Aproximou-se dele vagarosamente, até que, quando perto o bastante, fez um considerável esforço, apoiada em sua bengala, para conseguir abaixar-se na frente dele, tentando nivelar seu rosto ao dele. Sorriu.

-- Peter, não é? Não tenha medo! -- Ela pediu com a voz doce, tocando o queixinho franzido e trêmulo do menino, erguendo seu rosto. Ele finalmente a encarou com seus olhos azuis vivos e, naquele momento, levemente amedrontados. -- Eu vou te levar para casa comigo! Você será muito feliz! E terá um irmãozinho!

-- A s-s-senhora quer mesmo me levar para casa com você? -- O rapazinho finalmente falou. Sua voz era fininha, permeada de esperança e, ao mesmo tempo, insegurança. Aquilo tocou fundo o coração de Maggie.

A freira a havia contado que Peter havia chegado no orfanato fazia um pouco mais de um ano. Seus pais haviam morrido quando ele ainda era um bebê e após isso, foi viver com a avó... Mas, quando as autoridades descobriram que a senhora beirava a insanidade e cometia atrocidades com o menino, ele foi resgatado e levado para viver ali, em meio aos outros meninos órfãos. Já havia sido adotado uma vez, mas a família se arrependeu e, duas semanas mais tarde, o devolveram aos cuidados das freiras de caridade. Aquilo fez com que os olhos da velha viscondessa se enchessem de lágrimas e, com a voz embargada, respondeu:

-- Sim, Peter! Eu quero mesmo!

E, pela primeira vez, ela viu um sorrisinho brotar nos lábios finos do menino.

Instantes depois, Peter apareceu na sala, onde McGonagall aguardava sentada ao sofá com Irmã Wulfrick, sendo guiado por uma noviça, trazendo consigo uma pequena mala com alguns pertences. Após as despedidas, a velha viscondessa entrou com o novo filho na belíssima carruagem que a aguardava ao lado da calçada. No caminho, o rapazinho não conseguiu conter a curiosidade e perguntou tudo o que tinha direito à senhora, até algumas perguntas consideradas nada discretas, mas, ao invés de repreendê-lo, Lady McGonagall sorriu e respondeu de bom grado... Ah, como adorava a inocência infantil!

Peter estava ansioso para chegar em sua nova casa, estava ansioso para deitar em sua nova cama, brincar no jardim... Mas, acima de tudo, Peter estava ansioso para conhecer seu novo irmão!

E a espera logo acabou pois, quando Peter percebeu, a carruagem estava sendo estacionada na frente de uma imensa casa com paredes de tijolos e ramos de flores espalhados pelo muro.

-- Chegamos! -- A velha senhora anunciou, apontando para fora com um sorriso.

Um lacaio abriu a porta do veículo e teve que segurar o moleque pelo braço para que esse não saltasse lá de cima até a calçada, tamanha era sua empolgação... Bem diferente do rapazinho tímido e encolhido do orfanato, observou Maggie com um sorriso perspicaz nos lábios, estendendo a mão graciosamente para ser, também, ajudada a sair da carruagem. Mas, de repente, diante daquela imensa construção, Peter encolheu-se novamente, tomado por uma nova onda de inseguranças. E se aquela boa senhora o devolvesse para o orfanato? E se seu novo irmão não gostasse dele?

Lady McGonagall, percebendo a hesitação do menininho, chegou ao seu lado e colocou a mão em seu ombro.

-- Vamos entrar, Peter! Michael estava ansioso para sua chegada! -- Ela anunciou, guiando o menino pelas escadas da entrada. A porta foi aberta pelo mordomo que tentava esconder a curiosidade de seus olhos.

-- Lady McGonagall! -- Ele cumprimentou, com um aceno de cabeça.

-- Oh, olá, Jeffrey! Este é Peter! E onde está...

Mas antes que a senhora termine de falar, risos infantis ressoam do corredor ao lado, seguido por uma voz feminina um tanto quanto desesperada, o que despertou a curiosidade do recém-chegado.

-- Michael, volte aqui! -- Dizia a voz... E logo, um menino um pouco mais velho e mais alto que Peter aparece, sendo seguido por uma mulher ofegante e claramente irritada, empertigando-se ao ver a senhora.

-- Ele chegou? Ele chegou? -- O menino perguntou, afobado, tanto que nem viu Peter... Que, novamente com o susto, havia se encolhido e se escondido atrás da saia de Maggie.

-- Oi pra você também, Michael! -- A senhora cumprimentou, rindo, acrescentando um aceno de cabeça direcionado à governanta do rapazinho. -- Srta. Briggs...

-- Cadê ele? Cadê? Cadê? -- Michael estava impaciente. E só então a viscondessa percebeu que o outro havia se escondido. Então, com uma risada graciosa, ela puxou o recém-chegado pelo ombro, trazendo-o para o campo de visão do mais velho.

-- Não tenha medo! Michael só está um pouco agitado... -- Ela informou, antes de se virar para o outro, que olhava com curiosidade. -- Michael, este é Peter, seu novo irmão!

Houve um minuto de silêncio e Peter sentiu um certo pavor enquanto Michael se aproximava dele com os olhos um pouco arregalados. Então, sorriu. Peter viu que o novo irmão estava sem o dente da frente.

-- Oi! Eu sou o Mike! -- Estendeu a mão pro outro que a pegou ainda tímido. -- Você é meio quieto, né?

McGonagall riu, lembrando-se da viagem de carruagem onde Peter não parou de falar um minutinho sequer. Este apenas assentiu para Mike, mas um sorrisinho brotou em seus lábios.

-- Sabe, Michael, por que você não mostra a casa para ele? -- A senhora deu a ideia e o rosto de Mike se iluminou mais ainda, abrindo um sorriso para ela.

-- Vem, Pete! Vou te mostrar a casa! Posso te chamar de Pete, né? -- O mais velho perguntou, já puxando o outro pelo ombro. Peter assentiu, sorrindo. -- Então agora você é Pete, meu irmãozinho!

E assim, como num passe de mágica, os dois saíram correndo e rindo. A governanta suspirou e correu atrás deles. A cena fez a velha viscondessa sorrir enquanto se dirigia para a sala para tomar um chá e relaxar um pouco.

-- É... Acho que eles vão se dar bem... -- Comentou consigo mesma.

E ela tinha razão! Não demorou muito para Pete se adaptar à nova casa e logo ele e Mike estavam inseparáveis. Mike realmente havia adquirido um enorme senso protetor para com seu novo irmão e Pete adorou ter um irmão mais velho! Então, a felicidade só aumentou quando, pouquíssimos anos depois, Johnny se juntou à família, de uma forma um tanto quanto repentina, claro, mas isso não diminuiu a felicidade dos dois rapazinhos que agora tinham um irmãozinho ainda mais novo.

Desta maneira, rodeado por pessoas que haviam aprendido a amá-lo e que ele próprio aprendeu a amar, Pete teve uma infância muito feliz.

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