Capitulo 16: Infiltração!
Em algum lugar da mansão.
O local estava em total silêncio. Nada era ouvido além do vento batendo nas janelas do lado de fora, barulho esse que despertou Dami. A mulher estava um pouco tonta, sentia seu corpo todo dolorido e com alguns ferimentos. Dami notou que estava em uma espécie de sótão enorme cheio de caixas, havia uma mesa perto da janela com um livro sob ela e muitas estatuas de cabeças de animais espalhadas pela parede.
Dami notou em seguida que estava acorrentada, pendurada com as mãos para cima enquanto correntes prendiam seus pés, ao seu lado Kim Bora também despertava na mesma situação.
- D-dami...? Você está bem? – questionava Bora num tom de voz baixo.
- S-sim... Vou ficar... – respondia Dami tentando se soltar, mas sem sucesso.
- Mas que merda de lugar é esse? – se perguntava Bora olhando em volta.
- Não faço ideia... Só torço para que a Gahyeon tenha conseguido retornar. – respondia Dami.
- Esse... É o local onde vocês irão ficar até que tudo esteja pronto para o ritual... – dizia uma voz ecoando pelo local.
De repente uma energia roxa em forma de chama se fez presente diante das duas, tomando a forma de Park logo em seguida com seu belo terno preto.
- Vejo que estão acordadas... Desculpem por isso, mas era necessário... Aliás, você pode virar uma fera não é? – questionou Park olhando Dami. - Eu não faria isso se fosse você, esse lugar está cheio de armadilhas que eu mesmo preparei. – dizia Park caminhando até a mesa.
- Amarrar duas garotas assim é um pouco antiquado não acha? O período das cavernas já acabou. – dizia Dami num tom sarcástico.
- Realmente... Mas esse é o meio que encontrei para não fazê-las saírem por ai quebrando as coisas, aliás, as correntes são resistentes, as revesti com uma magia de fortalecimento. – afirmou Park.
- E sobre esse... Ritual? Do que está falando seu maluco? – questionou Bora ficando irritada.
- Do ritual que farei para tomar posse da energia de vocês, quando as sete estiverem reunidas poderei ativar uma magia antiga de transferência de energia... – respondeu Park pegando em mãos aquele livro em cima da mesa. – Com isso, minha força será restaurada e poderei passar pelo portal com tranquilidade... Só espero que meus colaboradores estejam prontos do outro lado quando à hora chegar. Concluiu.
- Você não vai conseguir ter o que quer... – dizia Bora.
- A SuA tem razão... Não vamos permitir. – afirmava Dami.
- Sabe... Quando eu ainda estava do outro lado, eu vi pessoas falando da mesma maneira que vocês... Eles falavam sobre o bem maior, proteger a população, os fracos e oprimidos... Besteira... Tudo isso não passa de palavras bonitas... Os fracos não merecem proteção, eles nunca pediram por isso, essas pessoas merecem serem governados, apenas os fortes tem lugar nesse mundo... Eu percebi isso desde pequeno, fui abandonado por meus pais, vaguei pelas ruas e vilarejos me agarrando a vida tentando sobreviver, conforme eu crescia eu via o quão lamentável a humanidade havia se tornado, e então desejei poder para mudar aquele mundo... Eu conheci um grande mestre em magia, um feiticeiro chamado Merlin, eu insisti para que ele me treinasse nas artes místicas e consegui. Eu aprendi tudo o que eu sei com ele, mas chegou um momento em que percebi que precisava de mais conhecimento, me rebelei contra ele o eliminando e passei então a treinar sozinho...
Com isso consegui poder e passei a evolui-lo cada vez mais, onde posteriormente dei início ao meu plano, me tornar o maior e mais forte feiticeiro do mundo, ser aquele digno de governar a humanidade, pois eu desejava ser o único, desejava ter poder para governar o mundo... Um único ser provido de energia quase ilimitada... Ninguém ousaria se por em meu caminho... Eu criaria um verdadeiro reino de paz e tranquilidade para todos... E o mundo viveria uma verdadeira Utopia...
Mas infelizmente Safira foi à única que restou e a única que conseguiu fazer algo me prendendo aqui em Dystopia, mas de nada adianta... Eu consegui meios de avisar e me comunicar com o outro lado com o pouco de força que me restava, foi difícil, muito difícil, mas insisti tanto que deu resultados, e agora com vocês aqui, eu vejo o meu caminho de volta aquele lugar... – dizia Park com as mãos esticadas e um sorriso enorme no rosto.
- Você é só um louco... Isso não passa de um governo opressor que busca proveito próprio e não pensa no bem estar de seu povo... As bruxas também eram pessoas, elas tinham vida, uma casa, uma família, não mereciam serem perseguidas só por que um louco passou a ter ideias distorcidas como a de uma Utopia opressora como essa! – retrucou Bora.
- Utopia... Isso não existe... Não precisamos de uma governada por você. Já temos problemas o suficiente para lidar... – concluiu Dami.
- Problemas esses que cessariam comigo no comando, elas teriam medo de guerrear sabendo que um ser maior as observaria e as puniriam severamente, todos seguiriam as minhas ordens... Eu seria o novo salvador desse mundo, o ser mais poderoso, enfim eu teria a gloria que eu tanto busquei por eras... E todos estariam na palma de minhas mãos... Pois a humanidade nasceu para ser governada. – disse Park rindo e se aproximando do rosto de Dami a encarando friamente nos olhos. - Quando tudo isso acabar, quando eu for livre deste lugar, vocês vão me agradecer. – concluiu Park que deu passo para trás evitando uma cabeçada de Dami.
- Isso se não te pegarmos primeiro... – afirmava Bora.
- Não ache que vai ser fácil... As Seven Dreamers são fortes... – afirmou Dami rindo.
- Veremos... Afinal da primeira vez vocês não deram muito trabalho... Bom, se me derem licença agora tenho algo a resolver então ficaria feliz se vocês se comportassem até lá... – dizia Park rindo das duas amigas.
Park se afastou e desapareceu daquele lugar da mesma forma que apareceu. Dami e Bora se entre olharam e desejaram que suas amigas estivessem seguras, ao mesmo tempo ambas começaram a pensar em algo para escapar dali e impedir os planos de Park.
Do lado e fora da mansão. Perto da colina.
Enquanto Dami e Bora estavam pressas o grupo liderado por JiU se aproximou da mansão com extremo cuidado e calma, estava quase anoitecendo e um vento gelado percorria aquela área. Até o momento nenhuma delas havia visto algum inimigo ou haviam sido detectadas por alguém. Tudo isso era possível graças ao manto feito por Safira que camuflou a presença das cinco amigas perfeitamente.
Em seguida após analisarem a área em volta, JiU sugeriu que o grupo se dividisse em dois tendo JiU e Siyeon em um grupo e Handong, Gahyeon e Yoohyeon no outro. A intensão era invadir a mansão de pontos diferentes e assim confundir as forças de Park.
Rapidamente JiU e Siyeon entraram pela porta dos fundos adentrando o armazém, enquanto isso o grupo de Gahyeon foi até o outro lado, onde após vasculharem o local o trio achou uma passagem subterrânea perto de uma árvore na entrada da floresta. Segundo os mapas que analisaram no esconderijo de Safira, o ponto em questão era uma saída de emergência da casa que ligava ao porão do local.
JiU e Siyeon saíram do armazém tomando todo o cuidado possível com armadilhas. Ambas chegaram à cozinha e posteriormente à entrada da mansão que estava totalmente limpa e reconstruída depois da batalha de dias atrás.
Siyeon e JiU assentiram com a cabeça e seguiram com cautela indo até a escada que levava ao corredor do primeiro andar da mansão. Durante o caminho Siyeon pôde notar algumas coisas que antes não faziam sentido para si.
- JiU, não sei se reparou nisso, mas essas fotos elas são... – dizia Siyeon.
- Sim... Elas se parecem em muito com ela... Isso é estranho... – afirmou JiU parando perto de um quadro.
- O que será que significa? – se perguntava Siyeon.
- Não faço ideia, mas podemos lidar com isso depois, vamos continuar até os andares mais altos... – afirmou JiU enquanto Siyeon a seguia.
Enquanto isso o grupo de Gahyeon atravessou um túnel subterrâneo cheio de teias de aranha, chegando à frente de uma porta de madeira que estava trancada. Yoohyeon usou sua habilidade criando um machado e golpeando a porta a derrubando logo em seguida.
Após a breve poeira se dissipar o trio de amigas se deparou com um lugar iluminado por tochas nas paredes, e cheio de teias de aranhas pelos cantos. Estava vazio e no centro havia um circulo mágico imenso com marcas de sangue no chão. Em um canto esqueletos podiam ser vistos dando um visual assustador para aquilo.
- Não quero nem pensar em que tipo de ritual mágico esse cara fazia aqui. – dizia Handong.
- Esses ossos não são de pessoas... São de animais... Ele devia estar fazendo experimentos criando aqueles monstros espalhadas pela floresta... – afirmou Gahyeon analisando os esqueletos.
- O sangue está bem seco... Isso já faz muito tempo... – afirmou Yoohyeon tocando o chão.
- Vamos continuar, precisamos descobrir onde estão a Dami e a SuA. – disse Gahyeon seguindo até outra porta.
Ao abri-la o trio subiu por uma longa escadaria até sair dentro de uma espécie de escritório. O local não possuía nada além de uma mesa e algumas estantes com livros, tendo uma janela com vista para o jardim. Após observarem o escritório por alguns instantes as três amigas saíram dali chegando a um corredor.
Para facilitar a busca Yoohyeon sugeriu que as três se separassem, tendo Handong e Gahyeon indo por um lado e Yoohyeon por outro, assim o grupo poderia cobrir uma área maior tendo como ponto de encontro aquele mesmo lugar.
Ao se separarem Yoohyeon caminhou com cautela atravessando o corredor e chegando a uma enorme sala de estar. O local era enorme e possuía poucos móveis espalhados. A janela estava aberta e suas cortinas balançavam conforme o vento as agitava. Em uma extremidade daquele lugar havia uma espécie de câmera fotográfica antiga e do outro lado um sofá.
Yoohyeon se perguntava sobre o que era tudo aquilo e por curiosidade resolveu ver se a câmera funcionava. Ao se aproximar e olhar pelas lentes Yoohyeon experimentou tirar uma foto, o registro daquele espaço com o sofá sem ninguém havia acontecido e a pequena foto saiu pela lateral da máquina.
Porém quando Yoohyeon olhou novamente para o lugar do qual tirou a foto, seus olhos se depararam com uma mulher sentada naquele sofá.
Yoohyeon ficou paralisada sem reação pelo susto, enquanto aquela mulher levantava a cabeça lentamente a observando com um sorriso no rosto.
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