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72. Dahyun

Me pergunto se ele é incapaz de utilizar as duas perninhas dele e vir até a minha casa. Por que eu que sempre preciso sair debaixo das minhas cobertas? Folgado. É o que ele é.

Toco a campainha e aguardo o maldito atender, porém, em seu lugar, um homem abre a porta. Não deve ter mais que 50 anos, tem os cabelos meio grisalhos e uma barba rala. As feições lembram as de Jungkook.

Encolho os ombros com frio, sentindo o vento forte embaraçar meu cabelo e alguns pingos de chuva. Que ótimo, justo agora. Ele dá uma checada em mim, carregando uma carranca.

— Não está tarde para senhorita ficar batendo em porta alheia? — franzo o cenho.

Nem um "Boa noite"? Pelo jeito, a grosseria é passada de geração para geração na família Jeon.

— Dahyun! — vejo, por cima de seu ombro, Jungkook vindo correndo da cozinha. Ele ultrapassa o pai, e me arrasta para dentro. — Entra! Está congelando lá fora, você é doida?

— Estou bem — rio do desespero do garoto, que esfrega as mãos nas mangas do "meu" moletom, numa tentativa de me esquentar.

Um pigarreio chama nossa atenção. Seu pai tranca a porta e cruza os braços nos encarando.

— Já disse para me avisar quando trouxer pessoas em casa, principalmente uma menina a essa hora! — Jungkook revira os olhos ao escutar a bronca. — Evitem fazer barulho.

Com isso, ele sobe e volta a se trancar no escritório. Jungkook parece claramente envergonhado pela ignorância do homem, mas não comenta nada, apenas segura minha mão.

— Vamos, amor.

Realmente, a relação deles não é das melhores.

Subimos as escadas e cruzamos o corredor o mais silenciosamente possível. Segundo Jungkook, ele conseguiu colocar Haneul para dormir cedo e não ficar enchendo nosso saco. Ele abre a porta e dá espaço para eu entrar primeiro.

A chuva se agrava, os pingos grossos batem contra a janela. Analiso o quarto limpinho. A cama de casal está feita. Nem a cuequinha de corações está jogada por aí. Penduro minha bolsa no braço da cadeira.

— Nossa, você arrumou mesmo — comento, vendo até a estante com os livros organizada.

— Para te deixar a vontade, óbvio — encosta no batente da porta.

Apesar do frio, Jungkook, assim como eu, está vestindo um short de dormir preto e um de seus moletons. Os olhos acompanhando cada movimento meu.

— Você está linda para um caralho hoje — ignoro o que disse por vergonha e continuo a xeretar sua escrivaninha. Ele ri baixo. Odeio corar. — Vou pegar a comida na cozinha, já volto.

Fico sozinha com suas "tralhas". O mural aumentou, agora tem mais fotos aleatórias; de árvores, flores, o céu, insetos. Deve estar se preparando para a inscrição no curso de fotografia da faculdade. Abro uma gaveta da cômoda e encontro uns papéis amassados. São esboços simples de rostos.

Lembro de ele ter dito um dia que também gostava de desenhar, mas não mostrava para ninguém por achar feio. Eu acho um erro. São incríveis...

O garoto adentra o quarto empurrando a porta com o pé. As mãos estão ocupadas com um balde de pipoca, um copo e a tão falada calda de caramelo. O ajudo a ajeitar as coisas no criado-mudo e sento na borda da cama, de frente para a televisão, com um de seus esboços. A luz é apagada, só a tela brilha.

— Jungoo, você desenha muit...

— Fica parada — sinto o colchão afundar.

Jungkook posiciona suas pernas uma da cada lado do meu corpo, se sentando atrás de mim. Ele me envolve com seus braços e me aperta contra si, apoiando o queixo na curvatura do meu pescoço. O cheirinho de sabonete de bebê invade levemente meu nariz. Igual ao do moletom que me deu.

Por mais seja que estranho, me sinto tão bem próxima assim dele. O calor de nossos corpos juntos é uma sensação inexplicável.

— Eu briguei feio com meu pai antes de te chamar e fiquei mal... — a voz rouquinha soa em meus ouvidos. — A primeira coisa que pensei, foi que precisava de você, Dahyun. Não estou "carente", é que... apenas você me acalma de um jeito que mais ninguém consegue — beija minha bochecha. — Obrigado por ter vindo, amor.

Amor. Desde o começo, esse apelido mexe comigo. Meu ódio é de faixada. Gosto tanto quando me chama assim, mas nunca vou admitir.

Ele me solta e engatinha feito uma criança até o encosto da cama. Um sentimento de vazio brota em meu peito.

É a sua imaginação, Dahyun. É a imaginação.

— Baixinha, vem — dá uma batidinha no lugar ao seu lado.

Faço o que ele pediu, aproveitando para pegar o pote de pipoca. Experimento-a com calda de caramelo como sugerido, e tenho que concordar, combina perfeitamente. Enquanto eu saboreio a pipoca doce, o garoto aluga o filme para podermos ver. Reclamou, mas sei que vai gostar.

— Quero cafuné — faz um bico.

Rio do jeitinho fofo. Quem vê, acha que é manso assim o tempo todo.

Arrumo o travesseiro nas minhas costas e me deito um pouco. Jungkook não demora para deitar a cabeça sobre a minha barriga e se cobrir quase até o pescoço.

— Você está quentinha? — me olha de baixo. Assinto sorrindo e ele retribui, virando para a tela novamente.

Um dos pequenos detalhes que mais gosto nele, é o sorriso. Posso estar tendo um péssimo dia, vê-lo sorrir verdadeiramente, mostrando os dentinhos de coelhos, melhora tudo.

Toco seu cabelo, massageando a raiz com a ponta dos dedos. As mechas negras são macias e gostosas de mexer. Outro detalhe de Jeon Jungkook que eu passei amar.

Eu não sou de me emocionar com filmes, tem que ser algo bem "fundo do poço" para eu chorar. Yerim que recomendou esse e ela sabe atingir meu ponto fraco. É o mesmo diretor de A Culpa é das Estrelas... Safada.

O início é mais calmo. Stella — personagem principal — posta vídeos contando a rotina de tratamento da doença dela. E tem o Will, rebelde das quebradas, que não se importa muito com as regras do hospital. A atração é imediata, mas eles são obrigados a manter distância por questões de saúde.

Imagine amar alguém e não poder tocar a pessoa? Parece impossível.

Permanecemos em silêncio praticamente metade do filme. Chequei diversas vezes se Jungkook ainda estava acordado — já que eu ainda fazia carinho em seu cabelo. Ele assistia bem atento, sem fazer gracinhas como prometido. Porém, a hora de abusar sempre chega.

— Dahyun — levanta a cabeça e morde o lábio, pensativo. Jeon, tenha piedade da minha alma. — Deita aqui, por favor?

A chuva continuar a cair. Um clarão ilumina brevemente o quarto, seguido de um estrondo do lado de fora. Tomo um susto com o barulho. Não gosto de dias chuvosos.

Não é uma grande coisa, certo? Nós já dormimos juntos antes...

Me remexo na cama, indo para de baixo do cobertor. Jungkook abraça minha cintura e encaixa o rosto no meu pescoço. Nossas pernas se encostam. Fico imóvel, sentindo seu nariz roçando próximo a minha orelha.

— O-O que está tentando fazer? — meu coração dispara e ele percebe.

— Só quero que entenda que não precisa ter medo de mim. Não sou ele — arrepio com o ar quente que sai de sua boca. — Você é forte, sei que vai superar o que passou com o Jac... aquele idiota. E eu vou te apoiar em qualquer decisão que tomar.

Comentei da minha insegurança em ter relações íntimas com outras pessoas depois do Jackson, mas em Jungkook, isso não se aplica tanto. Me sinto segura com ele, o problema é a confiança. Ainda fico com um pé atrás.

— Obrigada, bebê. Por que tocou nesse assunto do nada?

Nenhuma resposta.

— Eu amo o cheiro do seu cabelo — muda o rumo da conversa. — Doce. Me lembra a primavera. É a minha estação preferida.

Escondo um sorriso, mirando a televisão. Já perdi partes do filme, que merda...

A reta final está chegando, agora a Stella e os amigos do Will preparam um jantar de aniversário para ele. Me esforço para concentrar a atenção, mas o garoto ao meu lado insiste em me encarar em vez de assistir.

— Dá para você olhar para a tela? — suspiro irritada e ele ri.

— Impossível, amor! Você é perfeita, tenho que apreciar.

Por que faz brincadeiras desse tipo, Jeon? Ele sabe que afeta e provoca de propósito. O pior é eu gostar. Não deveria, mas gosto.

Levo uma mão até sua bochecha, descendo e contornando o maxilar delicadamente. Jungkook traz o rosto para mais perto e me beija rápido. Puxo-o pelo queixo e colo nossos lábios de novo. Sorrimos entre o beijo feito dois bobos. Jungkook nos separa e sussurra:

— Pode dormir aqui hoje? — estremeço com a pergunta. — Não tentarei nada, eu juro. Apenas queria você abraçadinha comigo.

Prometi a mim mesma antes de vir para cá que não iria cometer nenhuma loucura. Infelizmente, Jungkook tem causado grandes impactos no meu pobre coração, e eu não posso, de jeito algum, deixar que minhas decisões sejam escolhidas por ele. O cérebro, sensato, que manda. Ou mandava...?

Ah, foda-se, cérebro.

— Se assistir quieto, eu considero o seu pedido — mesmo no escuro, enxergo o tamanho do seu sorriso.

— Me abraça agora, aí fico pianinho.

Oh, carência.

Passo um braço em volta de seu pescoço. Sua mão aperta minha cintura, encostando mais nossos corpos. Está quentinho, sinto vontade de não soltá-lo.

— Você me ama, bebezinho? — pergunta baixinho. Afrouxo o abraço para olhá-lo direito e deito a cabeça no travesseiro.

— Amo.

Bastante.

— Que bom. Eu também me amo.

Idiota. Estapeio seu ombro e ele ri alto.

— Quieto!

ᴛ ᴇ x ᴛ  ᴍ ᴇ

O resto do filme foi de fundo do poço à núcleo da Terra. Por incrível que pareça, não chorei. Duas lágrimas danadas escaparam, nada exagerado. Pensei que Jungkook estava vendo, mas o tonto se aconchegou com a cara quase grudada no meu pescoço e dormiu.

Afasto a cabeça minimamente para não acordá-lo e o observo. Dorme tão fofo, encolhido dentro do moletom. A boquinha sempre entreaberta, deixando escapar um ronquinho algumas vezes.

Penso na lição que este filme me deu. Há meses que estou guardando esse misto de sentimentos em mim. Stella e Will estavam a todo momento à beira da morte, mas isso não os impediu de explorarem o amor.

O que me impede de viver algo parecido?

Jungkook consegue quebrar todas as barreiras que construí com um simples "Oi, amor". Minha vida virou de ponta cabeça depois que nos conhecemos, mas foi de uma forma boa. Cada coisinha, a menor que seja, se torna especial com ele. Amo sua personalidade rebelde. Apesar de ser muito instável, ele se controla perto de mim.

Não faço a mínima ideia se estou louca, se vi sinais onde não tinha... Jungkook demonstra ações duvidosas. Eu acho que devo valorizar isso. Valorizar cada toque, cada beijo, cada abraço que compartilhamos.

Não importa se somos "melhores amigos" ou o que Namjoon pensará. Eu estou apaixonada por você, Jeon Jungkook.

Vale a pena sacrificar nossa amizade pelo meu desejo de amá-lo, não é?

Espero não cometer um erro.

— Jungoo — o balanço para acordar. Ele ergue a cabeça de supetão, meio perdido.

— Não estou dormindo, amor! — se defende, falando embolado.

Rio e lhe dou um selinho. O garoto pisca os olhinhos e sorri.

— Precisamos conversar, pode sentar rapidinho? — pergunto, já me desvencilhando de sua mão na minha cintura.

Ele senta de frente para mim, com as pernas cruzadas. Graças a Deus, a chuva parou, só uns pinguinhos ainda escorrem pela janela. Jungkook enche a mão de pipoca e enfia na boca, me esperando.

Suspiro fundo e solto o ar que nem sabia que estava segurando.

Vamos, Dahyun, não é complicado.

— Nós passamos por muita coisa nesses últimos cinco meses — começo. — Fortalecemos nossa amizade e, em pouco tempo, eu já te considerava meu melhor amigo, uma das pessoas mais importantes. Me entende?

— Lógico, Dahyun — ri nasalado. — Você sabe que também gosto muito de você.

"Gosta muito". Em qual sentido, Jeon?

— Evitava me sentir diferente quando você inventava apelidos carinhosos, me levava para sair, passar a tarde juntos, me dar presentes... No geral, me tratar como sua nam... — travo. — Me tratar como alguém especial. Porém, o que eu sinto mudou.

Jungkook pende um pouco a cabeça para o lado, parecendo não entender o motivo de eu iniciar esse assunto agora. Aperto os dedos, nervosa.

Sou tão problemática ao ponto de pensar que há uma possibilidade de ser real? De ele sentir, nem que seja um tiquinho, algo por mim?

— E-Eu não sei... Talvez, tenha entendido errado os seus si-sinais... — cubro o rosto com a touca do moletom, sem conseguir encará-lo diretamente. Droga, Dahyun! Péssima ideia, abortar missão! — Quer saber, esqu...

— Não, termina — suas mãos seguram as minhas com força. — Fala, estou escutando.

Puxo o ar com força antes de deixar as palavras saírem da minha boca. Palavras entaladas dentro de mim há bastante tempo.

— Eu gosto de você, Jungoo — sua expressão muda. O sorriso vai diminuindo aos poucos. — Mais que só meu amigo.

Aguardo que o garoto diga alguma coisa, mas ele não o faz. Sua boca abre e fecha, tentando encontrar o que dizer. É aí que percebo o que acabei de fazer. O que acabei de jogar fora.

Jungkook tem tendência a se afastar das pessoas quando não sabe como agir. Além das experiências que teve ao longo de sua vida — perdeu a mãe cedo, seu pai não lhe dá atenção desde os 10 anos e tem a Amber. Essa história de "não namorar" é o trauma que carrega.

Ele tem medo de acontecer de novo. Medo de ser abandonado pelas pessoas que ama. Entendo bem disso.

Então, não gosta de mim. Não como eu gosto. Parabéns, Dahyun! Você estragou.

— Sabia que não era uma boa ideia. Desculpa, Jungkook — viro de costas e coloco os pés fora da cama, pronta para levantar. É melhor esquecer de uma vez.

— Dahyun! Espera! — me viro para olhá-lo. — Fecha os olhos, por favor. E-Eu não consigo falar com você olhando...

Logo, suas mãos me puxam para um abraço caloroso. Enterro minha cabeça no peito do garoto, sentindo seus dedos enrolarem as pontinhas do meu cabelo.

— Tenho noção de que o que eu sinto não é apenas amizade. Depois que te conheci, passei a ser uma pessoa melhor, e eu sinto isso de verdade, Dahyun. Amo te abraçar, te beijar, te irritar, tirar fotos suas, apertar suas bochechinhas — ele solta uma risada baixa. — Gosto de simplesmente estar perto de você, nem que seja apenas para te observar...

— Mas? — pergunto, esperando a continuação.

— Mas, de certa forma, acho errado me sentir tão bem ao seu lado. Eu ainda não tenho controle das minhas ações, e a solução que encontrei várias vezes, foi te empurrar para longe. Me desculpa, amor. Não tenho uma resposta agora.

— Jungkook... — minha voz sai meio abafada pelo abraço.

Ele nos separa e segura meu rosto com as duas mãos. Seus olhos analisando cada partizinha.

— Preciso de uns dias para te responder.

"Preciso de um tempo". Não é isso que falam nas séries antes de darem um pé na bunda? Merda, estou igual uma garota de 14 anos desejando que o crush corresponda.

— Claro, só peço que me fale na hora que tiver certeza — ele assente.

— Nós po-podemos continuar...? — junto as sobrancelhas, confusa. — Digo, não deixar isso afetar o que já tínhamos. Nada tem que mudar.

Quer dizer, continuar me chamando de "amor", mandando cantadas ruins que me fazem rir boba o dia todo, roubar selinhos inesperados e comprar comida para mim? Ele, realmente, está perguntando se a gente pode ignorar o que foi revelado aqui hoje e seguir em frente?

É zoação, não é possível.

— Acabei de contar que estou apaixonada por você, Jungkook! Compreende o significado disso?! — ele desvia o olhar. —!Você sequer deu a importância necessária.

Saio da cama e pego minha bolsa pendurada no braço da cadeira. Jungkook levanta e vem atrás.

— Ei, por que vai embora? Eu me importo, sim! — rio irônica.

— Porra, você sabe que a partir de agora, vamos mudar! Está se importando consigo mesmo. Com o fato de não querer ficar sozinho. E eu? Em algum momento perguntou como eu estou? — ele coça a nuca, procurando uma resposta.

— Eu... Me desculpa, Dahyun...

— Até mais, Jungkook.

Saio do quarto e fecho a porta com cuidado para não fazer barulho e irritar seu pai. Ouço o garoto xingando lá de dentro.

De verdade, eu não esperava que acabaria tudo bem. Ele não consegue lidar com o que sente, mas deveria, pelo menos, respeitar os sentimentos das outras pessoas.

Vai ser bom a gente dar uma pausa nessa relação sem rótulo. Eu também preciso decidir o que quero, e principalmente, como vou explicar para o meu irmão essa confusão.

♡︎

oi desculpa, não desistam de mimkkk 🤡🤡 o jungkook tem motivos para não corresponder agora e eles vão ser explicados.

also vou esclarecer algo aqui: eu sei que vocês querem o hot logo e blabla, mas a fic tem um roteiro e eu não vou ficar mudando tudo, entendem? só vai rolar quando eles estiverem NAMORANDO (falta 14 capsk).

mandar dm pedindo, não faz diferença. se tu só quer o hot, vai ler oneshot, bem mais prático. obrigada pela atenção 🙌🏻

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