Chào các bạn! Vì nhiều lý do từ nay Truyen2U chính thức đổi tên là Truyen247.Pro. Mong các bạn tiếp tục ủng hộ truy cập tên miền mới này nhé! Mãi yêu... ♥

65. Jungkook

— Precisamos mesmo jogar com eles? A cara feia do Park me distrai — reclamo novamente, recebendo um tapinha de Yoongi.

Hoseok ligou depois da aula e disse que estavam ele, Jimin e Jin na quadra de basquete da escola deles sozinhos. Nos convidou para jogarmos algumas partidas juntos, mas o biscoiteiro do Park vai ficar me provocando.

Pensando bem, é uma boa desculpa para pegar ele na porrada no meio do jogo... Disputa por bola, todo mundo se bate.

— Para de ser rabugento, Jeon — passa um braço sobre meus ombros enquanto andamos para fora do colégio. Taehyung e Namjoon vêm atrás. — Só falta vocês dois acertarem essa birra. E sabemos o motivo real.

Odeio deixar tão na cara.

Eu tenho ciúmes da amizade da Dahyun com o Park, sim. Eles se conhecem há mais tempo e, de certa forma, têm uma ligação maior. É o que me irrita. O fato de eu sentir a todo momento que posso perdê-la para ele.

E não é bobagem. Para alguém que já passou por isso milhares de vezes, eu posso confirmar.

— As meninas vão estar lá? — Taehyung pergunta, passando na nossa frente e saltitando igual uma gazela.

Adoraria que estivessem. Saudades de ver o biquinho de raiva da baixinha quando a provoco em público.

— Hope disse que elas foram embor...

— Jungkook!

Meu corpo trava no lugar. Não pode ser...

O mundo em volta parece não existir mais, sobra apenas a voz ecoando dentro da minha cabeça. Viro minimamente na direção que fui chamado e sinto meu estômago revirar.

Somos só eu e ela. Os típicos cabelos longos e castanhos, sorriso enganador e traços ocidentais que me fizeram cair feito um patinho. Há quanto tempo não via esses malditos olhos azuis?

"Eu te amo tanto... Promete ficar comigo para sempre? Preciso de você para viver."

"Para sempre, Kook."

Eu achei que tinha esquecido, mas é tão diferente quando se está de frente. Aquele sentimento de medo subindo pela espinha, me dando vontade de fugir. Sensações que, há pouco tempo, ainda me faziam querer morrer.

Respira, não perde o controle, Jungkook. Você deu duro para seguir, não se afeta.

— O que está fazendo aqui, Amber?! — tento avançar, mas Yoongi agarra meu braço. — Combinamos que não iria me procurar!

Os meninos estão ainda mais chocados que eu. Já previa que o fantasma voltaria para me assombrar.

— Preciso conversar com você — fala baixo. — Não vou demorar.

Qualquer pessoa que visse esta situação de longe e não soubesse do que se trata, acharia que sou o vilão da história, porque é assim. É assim que ela manipula, se fingindo de vítima.

Passo a mão no cabelo, rindo fraco. Quer "conversar". Filha da puta, como ela tem coragem?

— A gente não tem porra nenhuma para conversar! Volta para o seu ninho de cobras antes que eu faça você se arrepender de ter vindo! — aumento o tom de voz e ela olha para os próprios pés, torcendo os dedos.

Quer chorar, eu a conheço. Puta teatrinho combinado...

A mão de Namjoon toca meu ombro e eu o olho, confuso. Ele pensa por uns segundos antes de falar.

— Faça o que achar melhor para você. Não se força ou vai passar mal como das últimas vezes.

Revezo o olhar entre a garota e Namjoon.

Depois que terminamos, pensei diversas vezes em voltar a falar com a Amber. Eu estava machucado e perdido. Tinha dias em que achava ter cometido um erro e, outros, os meninos precisavam me trancar no quarto para não fazer merda de tanta raiva que acumulava dentro de mim.

O que eu faço? Só queria que todo aquele drama do passado ficasse lá, quieto no cantinho dele. Esses meses têm sido normais, sem crises.

Porra, fazia anos que não me sentia vivo assim... Por causa da Dahyun.

Justo agora, justo hoje.

— Cinco minutos — digo, sério. Um pequeno sorriso brota em seus lábios vermelhos pintados de batom. — Aí, some da minha vida, entendeu?

Ela balança a cabeça freneticamente e começa a andar em direção à sorveteria — contrária à rua do colégio.

— Nós te esperamos aqui, Jungkook — Yoongi me dá um tapinha nas costas. — Pega leve.

Puxo a gola do uniforme de Taehyung e aproximo minha boca do seu ouvido para eles não escutarem.

Se isto chegar na Dahyun, eu te mato — ele engole em seco, se afastando.

Fofoqueiro.

Atravesso a rua, apertando as mãos. Estou suando de nervoso, que besta...

Tem que se acalmar, Jungkook. Lembra do que o Namjoon ensinou.

O sininho da porta anuncia minha entrada no estabelecimento. Procuro a garota com os olhos, a encontrando numa das mesas no centro do lugar. É necessário forçar minhas pernas a andarem em sua direção.

A realidade bateu, e bateu forte. Ainda tenho medo de ser preso por suas garras como antigamente.

— Começa, os cinco minutos já estão rolando — aviso, assim que me sento de braços cruzados.

Escolho um ponto aleatório da sorveteria para observar, evitando contato direto. Me recuso a passar por essa tortura.

— Olha para mim, Kook — mordo o lábio. Apelido desgraçado. — Fica bonito de cabelo grande, sabia? Quase não te reconheci.

— Quatro minutos, se não começar.

Ouço um suspiro cansado da sua parte. Que garota chata do caralho.

— Você mudou bastante, coelhinho. Confesso que achei que me ver te deixaria mais irritado — reviros olhos.

— Fala logo o motivo da visitinha surpresa. Paciência zero para brincadeira.

Ela ri e resmunga algo inaudível. Um silêncio reina entre nós. Meus pés batem freneticamente no chão, esperando uma resposta.

Com certeza, não é nada, só um jeito de infernizar o tiquinho de paz que consegui.

— Bom, nunca realmente tive a chance de pedir desculpas... Eu me arrependo seriamente dos problemas que causei a você, Jungkook — rio irônico. Que palhaçada. — Quero consertar as coisas para poder esquecer o passado.

— Ou seja, quer que eu te perdoe para se sentir melhor consigo mesma? — apoio os cotovelos na mesa e, finalmente, estamos cara a cara. — Egoísta.

Santa do pau oco. Amber é exatamente isso. Finge ser boa, atua como uma profissional. Não faço a mínima ideia de onde veio essa obsessão por ser a "rainha" e querer mandar o tempo todo.

Foi o que estragou nossa relação desde a primeira crise de ciúmes.

— Na verdade, quero que nós dois sigamos em frente — arqueio uma sobrancelha, ouvindo onde quer chegar. — Se vingou muito nesses dois anos. Foi legal?

Nisso, ela está certa. Mesmo levando bronca dos meninos, nada consegue acabar com a minha sede de vingança pela Amber. Conheço o suficiente para saber como certas coisas a afetam. E lógico que envolve minha época galinha. Amber não suportava que eu fosse popular entre as meninas.

— Legal? O que eu fiz? Não me recordo — pergunto, pagando de inocente. Ela pende a cabeça para o lado.

— Transou com metade das garotas do meu colégio. Escutei milhares de vezes sobre "as diferentes formas que a sua língua trabalha", tem noção de como é chato? Eu que era especial, não elas.

Solto uma risada, enquanto Amber esboça uma carranca.

É divertido ver o feitiço virando contra o feiticeiro. Ela merecia bem mais que uma feridinha nesse ego enorme. Porém, eu fui longe. Usei elas e depois joguei-as fora feito lixo.

Me igualei ao nível dela.

— Eu também era especial, Amber. Era o "seu coelhinho", a pessoa que você mais amava no mundo — ela desvia o olhar. — Então, por que dizia me amar, mas abria as pernas até para o treinador do meu time?

Doeu muito... Dói muito.

Amber tinha um controle imenso sobre mim. Fazia tudo e apenas o que ela pedia. Estar do lado de uma menina já era estreitamente proibido. Jungkook ingênuo, como um bom cachorro, obedecia e retribuía a dona com tanto amor que não cabia direito dentro do coração dele.

Eu era inteiramente reservado para a Amber, dela, e só dela. Mas, ela não era minha.

Acho que o meu problema, é me dedicar às pessoas. Dar mais de mim para elas do que consigo, e não receber o mesmo de volta.

Nunca recebi o mesmo de volta.

— Jungkook, eu te amava, sim! Ainda te amo... Aquela garota de 15 anos não pensava nas ações dela, estou mudando — reviro os olhos pela segunda vez.

O carma existe mesmo. Magoei tanta gente para tentar ser feliz que, agora que encontrei minha felicidade, o demônio decidiu se manifestar.

Talvez, eu mereça. Como eu cuidaria da Dahyun nessas condições?

— Está sozinho, né? Provavelmente... — a pergunta corta a minha linha de raciocínio.

— Não é da sua conta — ela alisa os cabelos castanhos, sem quebrar o contato visual.

— Se apaixonou pela irmãzinha do Namjoon? — ri alto. Soomin. Aquela desgraçada quebrou nosso acordo de não dar informações para Amber. — Esquece isso e volta comigo, Kook! Vamos tentar, nós dois amadurecemos, vai dar certo.

Aperto os punhos, escutando a ideia absurda. Já se foi os dias em que eu era um completo idiota e acreditava em suas palavras.

Popularidade e "poder". É isso que ela quer de volta, porque tem consciência de que eu tenho.Olhando-a agora, implorando para eu lhe dar outra chance, esgota toda a minha raiva.

Ela não mudou porra nenhuma, sinto é pena. Pena da menina de 13 anos que conheci naquela manhã chuvosa, e me ajudou a chegar em casa.

Aprender com os erros é essencial. Aceitei os meus e estou aos poucos aprendendo com eles. Aprendendo a ser um Jungkook novo e melhor, que não vai decepcionar novamente.

Por que ela não faz um esforço? Por que não tenta o mesmo?

— Nada era real entre nós. Eu te usava para não ficar sozinho e você me usava para encher o seu ego. Acha saudável?

— Você me agradeceu por salvar sua vida e disse que iria retribuir. Nunca pedi para encher o meu ego, fez porque quis.

Amber me ajudou a superar a morte repentina da minha mãe e o afastamento do meu pai. Eu passei a ser totalmente dependente dela. Tudo se resumia em agradá-la. Tudo tinha que ser como ela exigia.

Porém, eu era manipulado com chantagens emocionais. Então, namorar com ela, não se tratava de amor, mas de trabalho. Era um trabalho que durou três anos.

— Desiste! — acabo gritando, chamando atenção de alguns clientes. — Não sou seu boneco! Não sou um produto que pode estragar e descartar. Eu tenho um coração, Amber! — esfrego o olho espantando o choro. — E-Eu tenho sentimentos...

— Vai me dispensar, depois de tudo que fiz para te deixar bem? Jungkook, nós dois sabemos que ainda precisa de mim.

13 anos. Com 13 anos, eu já tinha entrado num buraco fundo e, quanto mais esforço fazia para sair dele, mais afundava. Desistir era uma opção que rondava minha cabeça todo santo dia. Mas ela chegou e mudou isso.

Apesar de ter sido um puta de um relacionamento tóxico, consegui me erguer de novo. Essa é a única coisa da qual sou "grato" a ela. Por não ter deixado eu desistir, ou não estaria aqui hoje.

— Precisar de você? — nego, rindo — Preciso é tomar umas doses de vodka para esquecer toda a porcaria que falou. Já estou no meu limite, acabamos? — ela dá de ombros. — Se me procurar de novo, não serei simpático como agora.

Empurro a cadeira e levanto. Amber imita meu ato e se aproxima, sorrindo.

— Este é o seu "modo simpático"? Que fofo.

Permaneço imóvel. Sua mão toca meu rosto e ela acaricia levemente.

Olhar nos olhos da pessoa que abusou da minha vulnerabilidade, mentindo e dizendo me amar. No fundo, sabia que não era real, mas eu preferi entrar no jogo. Pelo menos, tinha alguém do meu lado. Mesmo sendo mentira, tinha alguém que me dava amor.

Relembrar dessa fase da minha adolescência me deixa mal. Muito mal. Os meninos já presenciaram e é horrível.

— É triste ter caído nos encantos da baixinha — diz com deboche.

Agarro seu braço com força, a afastando.

Ela não se atreveria...

Tente encostar um dedo na Dahyun e eu juro que te caço até o inferno — ela sorri ladino e levanta as mãos em rendição.

— Fica tranquilo, Kook. Nos vemos por aí — manda um beijo no ar.

Dou as costas para a garota, sem olhar para trás, e saio da sorveteria. Minha cabeça está latejando e estou tremendo.

Eu não deveria ter aceitado, não estava pronto. Meu coração dói, é como se tivesse uma corda amarrada em volta, puxando, apertando forte. E a intenção é rasgá-lo ao meio.

Nem vejo para onde estou indo, a calçada parece um borrão. Apenas continuo andando o mais longe possível dela.

Fraco, inútil, imbecil. Você é um idiota, Jeon Jungkook.

— Jungkook! — Namjoon vem correndo na minha direção, acompanhado de Taehyung e Yoongi. — O que aconteceu lá?

Não respondo e o abraço. Abraço forte, me rendendo às lágrimas que já insistiam em sair. Choro feito um bebê em seus braços.

Um dia, vou conseguir cortar essa porra de linha que está nos conectando?

Só queria ser normal, ter uma vida normal, ter pais normais... Queria ser feliz. Parece tão fácil para as outras pessoas, como se já estivesse planejado. Mas, e para mim? Por que tudo deu errado desde o começo?

Vai ficar tudo bem... — o maior me aperta mais contra si.

Sinto como se estivesse prestes a desistir de uma vez. Um mundo sem Jungkook...

Me tornei alguém tão podre e cheio de maldade na alma. O que minha mãe ia achar se estivesse viva? O que ela ia achar vendo seu filho — o que jurou ser um bom menino —, agindo igual um filho da puta ignorante?

Pensar que estou decepcionando ela, piora a situação.

— Me desculpa... — desaperto os braços envolta do seu corpo e me distancio, secando o rosto com a palma da mão.

— Ei, olha aqui — segura meus ombros. — Lembra? Respira devagar. Inspira e expira — seu peito sobe e desce, demonstrando.

Fecho os olhos e ouço a voz calma de Namjoon repetindo as palavras. Vai ficar tudo bem mesmo?

— O-Obrigado, Nam — percebo que Taehyung, parado ali ao nosso lado, também está chorando. Yoongi o consola.

— Melhor? — pergunta, abrindo um meio sorriso.

Não.

— Sim, vamos — ele me puxa de volta quando dou um passo.

— Não mente, a gente sabe que não é verdade.

Por que perguntou se já sabia, porra?

— É verdade, sim. Quero socar o Park, parem de enrolar.

Saio andando na frente, aguentando Taehyung chorar o caminho todo. Odeio preocupar eles. Enfiar outros no meio, não dá certo. Sempre lidei e vou continuar lidando com os meus problemas sozinho.

♡︎

eu tava escutando música triste, acho que por isso que chorei 👁💧👄💧👁

teremos amber mais algumas vezes... jack tbm tá chegando. e sim gente, o jungkook tá dando festa de chifre na cabeça coitadinho, vocês acertaram em cheiokkk

also eu criei um grupo de text me no whats. se vc quiser entrar, me chama na dm pra add seu número e afins (eu demoro um pouquinho pra responder)

Bạn đang đọc truyện trên: Truyen247.Pro